{"id":10559,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/normas-na-pastoral-da-igreja\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"normas-na-pastoral-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/normas-na-pastoral-da-igreja\/","title":{"rendered":"Normas na Pastoral da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>An\u00e1lise da doutrina moral da Igreja no contexto da defesa da vida <!--more--> As duas dimens\u00f5es da experi\u00eancia moral Sempre que a pessoa se deixa interpelar, impl\u00edcita ou explicitamente, pelo sentido daquilo que faz, acontece a experi\u00eancia moral. Isso surge ao n\u00edvel da consci\u00eancia, quando, sob a forma de valores, interioriza as normas. A pessoa interroga-se: o que \u00e9 bom? O que devo fazer? Na experi\u00eancia moral, h\u00e1 duas dimens\u00f5es que se relacionam: a objectiva e a subjectiva. Na dimens\u00e3o objectiva, est\u00e3o os valores e as normas. As normas morais est\u00e3o ao servi\u00e7o dos valores, n\u00e3o t\u00eam raz\u00e3o de ser por elas mesmas, servem para que eles se evidenciem. Na dimens\u00e3o subjectiva, est\u00e1 a consci\u00eancia de cada pessoa, uma realidade sempre aberta, em permanente forma\u00e7\u00e3o, em reciprocidade de outras consci\u00eancias, deixando-se interpelar pela verdade dos outros.  A experi\u00eancia moral segundo o Magist\u00e9rio da Igreja A aplica\u00e7\u00e3o pastoral das normas objectivas acontece dentro da din\u00e2mica da experi\u00eancia moral. O Magist\u00e9rio da Igreja tem dito isso por diversas vezes. Vejamos alguns exemplos: Com a publica\u00e7\u00e3o da enc\u00edclica \u201cHumanae vitae\u201d do Papa Paulo VI, sobre o exerc\u00edcio da paternidade e maternidade respons\u00e1veis, em 1968, muitas Confer\u00eancias Episcopais, al\u00e9m da parte pastoral da enc\u00edclica, ainda acrescentaram muitos elementos para uma correcta aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica das normas em causa. Por exemplo, os Bispos franceses (no n\u00ba 16 do seu texto) referem-se claramente \u00e0 n\u00e3o culpabilidade moral em muitos casos de contracep\u00e7\u00e3o (muitas destas interven\u00e7\u00f5es das Confer\u00eancias Episcopais, entre as quais a da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, foram reunidas em livro: A fam\u00edlia \u2013 servi\u00e7o \u00e0 vida, Secretariado Geral do Episcopado\/Editora Rei dos Livros, Lisboa, 1994). Ainda sobre a \u201cHumanae vitae\u201d e sua aplica\u00e7\u00e3o, temos um texto de particular import\u00e2ncia da Congrega\u00e7\u00e3o do Clero dirigido \u00e0 Diocese de Washington como resposta ao conflito surgido entre o Cardeal O\u2019Boyle e parte do seu clero (1971). Este texto, infelizmente pouco conhecido (aparece no Enchiridion Vaticanum 4, 678-706; h\u00e1 uma tradu\u00e7\u00e3o portuguesa da parte doutrinal no livro de Jos\u00e9 Ant\u00f3nio da Silva Soares, A castidade conjugal no Magist\u00e9rio da Igreja, Editorial Franciscana, Braga, 1978, pp. 135-137), al\u00e9m de apresentar a parte normativa da \u201cHumanae vitae\u201d, desenvolve a quest\u00e3o relacionada com a consci\u00eancia. Transcrevemos apenas algumas afirma\u00e7\u00f5es: \u201cAs particulares circunst\u00e2ncias que rodeiam um acto humano objectivamente mau, embora o n\u00e3o possam tornar um acto objectivamente virtuoso, podem torn\u00e1-lo n\u00e3o culp\u00e1vel, menos culp\u00e1vel, ou subjectivamente defens\u00e1vel\u201d. E ainda: \u201cEm \u00faltima an\u00e1lise, a consci\u00eancia \u00e9 inviol\u00e1vel e ningu\u00e9m deve ser for\u00e7ado a agir de maneira contr\u00e1ria \u00e0 sua consci\u00eancia\u201d. Depois refere-se sobretudo a prud\u00eancia pastoral nestes casos, concretamente quanto \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos.  O Magist\u00e9rio actual Esta forma de ver as coisas est\u00e1 bem presente nos nossos dias. Neste sentido, podemos citar um texto publicado no L\u2019Osservatore Romano, jornal oficial do Vaticano (trata-se de um texto n\u00e3o assinado e por isso n\u00e3o est\u00e1 ligado a uma pessoa concreta, mas a um pensamento mais de car\u00e1cter geral e eclesial) intitulado: \u201cA norma moral da \u2018Humanae vitae\u2019 e a tarefa pastoral\u201d (est\u00e1 publicado na edi\u00e7\u00e3o portuguesa deste jornal de 5 de Mar\u00e7o de 1989, pp. 1-2). E \u00e9 nesta mesma linha que temos a enc\u00edclica \u201cEvangelium vitae\u201d, de Jo\u00e3o Paulo II (1995), sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana. Esta enc\u00edclica, que n\u00e3o \u00e9 um texto de car\u00e1cter normativo, mas um \u201cevangelho\u201d, um an\u00fancio, uma medita\u00e7\u00e3o sobre a vida (cf., por exemplo, os n\u00fameros 6 e 30 deste documento), revela sobretudo uma sensibilidade pastoral necess\u00e1ria para uma correcta aplica\u00e7\u00e3o de qualquer princ\u00edpio moral. H\u00e1 assim uma \u201cpedagogia da vida\u201d (ver a este prop\u00f3sito todo o \u00faltimo cap\u00edtulo \u2013 \u201cPara uma nova cultura da vida humana\u201d. Dentro desta mesma linha, ainda recentemente se pronunciaram os Bispos portugueses: Medita\u00e7\u00e3o sobre a vida, Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, 5 de Mar\u00e7o de 2004).  (Extracto de um artigo de opini\u00e3o)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise da doutrina moral da Igreja no contexto da defesa da vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[147,172,206,237,294],"class_list":["post-10559","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-diocese-de-braga","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10559"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10559\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}