{"id":105463,"date":"2018-05-16T16:05:22","date_gmt":"2018-05-16T15:05:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=105463"},"modified":"2018-05-16T16:16:36","modified_gmt":"2018-05-16T15:16:36","slug":"o-que-torna-uma-familia-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-que-torna-uma-familia-sustentavel\/","title":{"rendered":"O que torna uma fam\u00edlia sustent\u00e1vel?"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Autor<\/a><\/em><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-92442 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/miguel_panao2018-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/miguel_panao2018-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/miguel_panao2018-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/miguel_panao2018-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/miguel_panao2018-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/miguel_panao2018.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Dia 15 de maio foi o Dia Internacional da Fam\u00edlia. Todos estamos conscientes de que o sustento e futuro da humanidade est\u00e1 na fam\u00edlia. As fam\u00edlias vivem hoje diversas dificuldades, desde econ\u00f3micas a sociais, ou mesmo ideol\u00f3gicas. Mas todos reconhecem que ela est\u00e1 na base da paz, justi\u00e7a e de fortes institui\u00e7\u00f5es que garantem um desenvolvimento sustent\u00e1vel, tal como foi reconhecido pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Superar essas dificuldades passa por pol\u00edticas mais justas tendo em conta o agregado familiar? &#8230;sim.<\/p>\n<p>Ou elevar mais o papel da fam\u00edlia na solidez do tecido social, sendo a sua c\u00e9lula base? &#8230;sim.<\/p>\n<p>Ou testemunhar a beleza do amor conjugal, entre homem e mulher, como forma mais eficaz de combater demagogias ideol\u00f3gicas? &#8230;sim.<\/p>\n<p>Mas tudo isto s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se se garantir dois aspectos fundamentais e que hoje, creio, correm risco de ser descurados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O relacionamento do casal<\/h3>\n<p>A fam\u00edlia contribui para um desenvolvimento sustent\u00e1vel se o relacionamento entre o casal o for tamb\u00e9m. Quando um homem e uma mulher se unem em matrim\u00f3nio nasce o primeiro filho: o amor entre os dois.<\/p>\n<p>Ao longo do tempo, esse filho berra, pede aten\u00e7\u00e3o, tem fome, mas com a vida t\u00e3o atarefada, quando nos damos conta disso j\u00e1 \u00e9 demasiado tarde. Depois, com a forma como os jogos, s\u00e9ries, redes sociais, ou em geral a internet se tornou viciante na vida de muitas pessoas, facilmente esses v\u00edcios influem sobre o amor entre os dois, criando um muro que pode um dia tornar-se intranspon\u00edvel.<\/p>\n<p>Uma vez estava com a fam\u00edlia num restaurante e observei que um casal, durante todo &#8211; literalmente todo &#8211; o tempo em que estiveram a jantar, fizeram-no olhando apenas para o seu telem\u00f3vel, sem trocarem uma s\u00f3 palavra. A um dado momento, ela bem tentou, mas o que ele estava a ler parecia ser mais importante.<\/p>\n<p>\u00c9 essencial dedicar tempo para estar a dois e ajudar a crescer o primeiro filho. Nesse per\u00edodo, pode ser tentador manter uma \u201ccomunica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o\u201d em vez de uma \u201ccomunh\u00e3o de alma\u201d, ou seja, daquilo que est\u00e1 no \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o de cada um. Manter essa capacidade de partilhar e escutar as coisas que est\u00e3o no \u00edntimo \u00e9 t\u00e3o (ou mais) salutar do que viver a intimidade conjugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A educa\u00e7\u00e3o dos filhos<\/h3>\n<p>Com esta realidade do primeiro filho n\u00e3o h\u00e1 casais inf\u00e9rteis e a educa\u00e7\u00e3o dos filhos passa, tamb\u00e9m, por educar esse primeiro filho. Mas quando os filhos biol\u00f3gicos fazem parte de uma fam\u00edlia, a sua educa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para a sustentabilidade familiar.<\/p>\n<p>\u00c9 cada vez mais frequente ver pais em que o modo de controlar os filhos significa passar-lhes um telem\u00f3vel para as m\u00e3os. Questiono se isso n\u00e3o \u00e9 uma forma demission\u00e1ria de enfrentar o desafio da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os nossos filhos, sobretudo os mais pequenos, falam-nos coisas que podem parecer realmente in\u00fateis e pouco importantes. Mas quantas vezes n\u00e3o \u00e9 esse exerc\u00edcio de escuta que educa a sentirem-se \u00e0 vontade de um dia partilharem outras coisas mais importantes?<\/p>\n<p>Num outro dia chamei a aten\u00e7\u00e3o do nosso filho para o facto de estar a ver demasiados v\u00eddeos no Youtube. Perguntei-lhe com toda a sinceridade a raz\u00e3o por se sentir atra\u00eddo por esses v\u00eddeos. Ele \u00e9 t\u00edmido e n\u00e3o conseguia expressar-se. Fic\u00e1mos uns 10 minutos assim, praticamente em sil\u00eancio. Expressei o quanto me interesso pelo que lhe interessa, e que o amava independentemente das raz\u00f5es de ver v\u00eddeos. Mesmo assim ele n\u00e3o conseguia expressar os motivos. Abracei-o e fui-me embora, dando-lhe espa\u00e7o. No final do dia explicou a raz\u00e3o (aprender estrat\u00e9gias em jogos) e percebi como ao fazer esta partilha se libertava de um peso.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 receitas para a educa\u00e7\u00e3o dos filhos porque cada um \u00e9 \u00fanico. Por\u00e9m, como \u00e9 importante dedicar tempo (in)\u00fatil a isso para asseguramos a sustentabilidade familiar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-105463","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105463","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105463"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105463\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}