{"id":105430,"date":"2018-05-16T13:06:33","date_gmt":"2018-05-16T12:06:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=105430"},"modified":"2018-05-16T13:07:50","modified_gmt":"2018-05-16T12:07:50","slug":"vila-real-mais-300-quilometros-em-tres-dias-levaram-pastor-em-peregrinacao-ao-santuario-de-fatima-a-cada-mes-de-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vila-real-mais-300-quilometros-em-tres-dias-levaram-pastor-em-peregrinacao-ao-santuario-de-fatima-a-cada-mes-de-maio\/","title":{"rendered":"Vila Real: Mais 300 quil\u00f3metros em tr\u00eas dias levaram pastor em peregrina\u00e7\u00e3o ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima a cada m\u00eas de maio"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Delfim fala em sentimento \u00abdiferente\u00bb ao chegar ao santu\u00e1rio<\/em><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-105431\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/fatima_generica-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/fatima_generica-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/fatima_generica-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/fatima_generica.jpg 798w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Alij\u00f3, 15 mai 2018 (Ecclesia) \u2013 Ant\u00f3nio Delfim, de Ribalonga (Alij\u00f3), na Diocese de Vila Real, \u00e9 peregrino de F\u00e1tima e desde 1985 que maio \u00e9 sin\u00f3nimo de caminhar at\u00e9 ao santu\u00e1rio nacional, numa jornada de mais de 300 quil\u00f3metros em apenas tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>\u201cAo chegar ao santu\u00e1rio, \u00e9 diferente. Parece que \u00e9 um c\u00e9u, para mim \u00e9. Esquece-se tudo. J\u00e1 vou bem, mas ao chegar ainda melhor\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Delfim n\u00e3o consegue explicar o que encontra quando chega \u00e0 Cova da Iria, diz apenas que \u201c\u00e9 uma alegria\u201d.<\/p>\n<p>\u201cL\u00e1 \u00e9 outro mundo. Tenho muito que agradecer a Nossa Senhora\u201d, explica e revela que come\u00e7ou a peregrinar a p\u00e9 depois dos m\u00e9dicos terem alertado \u201cpara o pior\u201d quando a esposa que \u201csofria muito do cora\u00e7\u00e3o foi operada\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFiquei preocupado e a fam\u00edlia toda. Prometi a Nossa Senhora e ela ajudou-me, nunca a recompenso. Sou feliz gra\u00e7as a Deus, tudo o que pedi tem sido aceite\u201d, diz Ant\u00f3nio Delfim, acrescentando que a esposa tem 65 anos, \u201cj\u00e1 fez mais duas opera\u00e7\u00f5es e tem corrido sempre da melhor forma\u201d.<\/p>\n<p>O pastor de profiss\u00e3o faz-se peregrino e parte em \u201cqualquer dia\u201d de maio, num percurso de mais de 300 quil\u00f3metros feito em apenas tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>O membro do Conselho Paroquial de Ribalonga, na Diocese de Vila Real, tem um rebanho de ovelhas e cabras com cerca de 150 animais e crias que n\u00e3o podem ficar sozinhas, por isso, quando chega a F\u00e1tima n\u00e3o perde tempo.<\/p>\n<p>\u201cA primeira coisa que fa\u00e7o \u00e9 ir-me confessar. Fa\u00e7o o que tenho a fazer e venho-me embora\u201d, refere, explicando que \u201cn\u00e3o h\u00e1 quem guarde a cria\u201d e este ano teve de vir de Fran\u00e7a um dos filhos cuidar dos animais.<\/p>\n<p>Sobre as rotinas da peregrina\u00e7\u00e3o, conta que todas as manh\u00e3s reza a ora\u00e7\u00e3o do Ter\u00e7o e ao longo do dia vai \u201crezando\u201d conforme pode e s\u00f3 descansa durante as refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cE continuo sempre. Por exemplo, ao meio-dia mando logo fazer a merenda para o meio da tarde, depois onde comer \u00e0 noite mando logo fazer a comida para o outro dia de manh\u00e3\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Segundo Ant\u00f3nio Delfim \u201co percurso tem sido sempre o mesmo\u201d, sendo que na primeira noite vai ficar \u201csempre em Viseu, a segunda a Cernache e a terceira em F\u00e1tima\u201d.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 dois anos fui com algu\u00e9m, demorou mais, mas quando vou sozinho fiz sempre em tr\u00eas dias\u201d, comenta, assegurando que \u201cnunca\u201d teve problemas.<\/p>\n<p>\u201cDe minha casa conforme saio, entro, nunca tive problemas, tem corrido tudo bem at\u00e9 hoje\u201d, garante.<\/p>\n<p>Os dias 12 e 13 de maio, a primeira grande peregrina\u00e7\u00e3o em cada ano \u00e0 Cova da Iria, para o pastor de Ribalonga s\u00e3o passados longe de F\u00e1tima e acompanha o que pode pela televis\u00e3o, mas \u201c\u00e9 muita diferen\u00e7a, \u00e9 outra vida\u201d.<\/p>\n<p>Peregrino h\u00e1 33 anos, o entrevistado tamb\u00e9m j\u00e1 foi operado e falhou dois anos, mas \u201cnunca\u201d pensou que ia deixar de caminhar ao santu\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cSenti-me sempre com vontade, gra\u00e7as a Deus fiquei 100%, nunca tive problemas. Esses dois anos em minha casa, quando era a semana de vir, j\u00e1 n\u00e3o me sentia bem. Ficava aborrecido, era eu e a fam\u00edlia\u201d, desenvolve.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o vou n\u00e3o fico bem, n\u00e3o sei o que se passa\u201d, acrescenta o pastor de Ribalonga.<\/p>\n<p>Com 66 anos de idade, Ant\u00f3nio Delfim sempre se dedicou \u00e0 pastor\u00edcia e passa os \u201cdias a subir e a descer montanhas e em plan\u00edcies\u201d e, como \u201ch\u00e1 horas para tudo\u201d, passa os dias \u201cquase a rezar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cRezo uns ter\u00e7os e fa\u00e7o as minhas ora\u00e7\u00f5es como sei\u201d, conta.<\/p>\n<p>O p\u00e1roco de Ribalonga destaca que Ant\u00f3nio Delfim \u201c\u00e9 uma pessoa muito empenhada na Igreja\u201d onde faz parte do conselho paroquial.<\/p>\n<p>\u201cA Missa ao domingo \u00e9 sempre \u00e0s 08h30 e nunca deixa de participar, depois vai cuidar do gado\u201d, acrescenta o padre Jos\u00e9 Am\u00edlcar Sequeira, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Neste contexto, assinala que se h\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o no hor\u00e1rio da Eucaristia, como \u201cacontece uma vez por m\u00eas\u201d, o paroquiano vai \u00e0 par\u00f3quia vizinha de \u201cP\u00f3pulo e n\u00e3o deixa de participar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO meu tempo d\u00e1 para tudo, d\u00e1 para ir \u00e0 Missa, espero que Deus me ajude daqui por diante, continuarei o mesmo\u201d, assegura, por sua vez, Ant\u00f3nio Delfim.<\/p>\n<p>Segundo o sacerdote, \u201co Senhor Ant\u00f3nio \u00e9 uma pessoa com muito f\u00e9\u201d, \u201c\u00e9 admir\u00e1vel\u201d e um exemplo nas aldeias desertificadas da Diocese de Vila Real.<\/p>\n<p>\u201cA comunidade \u00e9 pequena, mas as pessoas que existem na aldeia s\u00e3o de muita f\u00e9\u201d, real\u00e7a ainda o p\u00e1roco de Ribalonga, o padre Jos\u00e9 Am\u00edlcar Sequeira, no Concelho de Alij\u00f3.<\/p>\n<p><em>CB\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Delfim fala em sentimento \u00abdiferente\u00bb ao chegar ao 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