{"id":10535,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-eucaristia-presenca-de-cristo-no-meio-do-seu-povo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-eucaristia-presenca-de-cristo-no-meio-do-seu-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-eucaristia-presenca-de-cristo-no-meio-do-seu-povo\/","title":{"rendered":"A Eucaristia, presen\u00e7a de Cristo no meio do seu Povo"},"content":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca de Lisboa no 4\u00ba Domingo da Quaresma <!--more--> 1. A Eucaristia \u00e9 designada, na tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, como \u201csacrum convivium\u201d, sagrado conv\u00edvio, santa conviv\u00eancia, designa\u00e7\u00e3o que exprime a mais consoladora certeza da nossa f\u00e9: o Senhor est\u00e1 connosco, Ele \u00e9 um Deus connosco. A nossa caminhada de f\u00e9 \u00e9 feita com Ele, seguindo-O; as nossas lutas s\u00e3o travadas com Ele, pois s\u00f3 a sua presen\u00e7a nos torna fortes; as nossas dores s\u00e3o vividas e oferecidas na sua cruz; as nossas alegrias encontram a express\u00e3o mais \u00edntima no seu amor.  O desejo da conviv\u00eancia com Deus \u00e9 o mais profundo anseio do povo b\u00edblico. O Povo de Deus \u00e9 um Povo que pertence a Deus e ao qual Deus pertence. Sentiram-no forte nas batalhas, fiel nas promessas, magn\u00e2nimo na miseric\u00f3rdia, ciumento no amor. \u201cV\u00f3s sereis o meu Povo e eu serei o vosso Deus\u201d (\u2026). Enquanto povo n\u00f3mada, construiu no meio do acampamento uma tenda especial, a tenda da reuni\u00e3o, onde Mois\u00e9s e Aar\u00e3o podiam falar com Deus face a face, como um amigo fala ao seu amigo (cf. Ex. 25,8). E uma vez entrado na Terra Prometida, o Povo construiu o Templo, onde o santu\u00e1rio, o \u201csanto dos santos\u201d, era a morada do Deus vivo.  O crente israelita aprende a reconhecer a presen\u00e7a de Deus no meio do seu Povo, ao ritmo dos acontecimentos da hist\u00f3ria: Deus est\u00e1 presente onde age em favor do seu Povo, que o reconhece como Deus amigo e protector. A expectativa messi\u00e2nica, categoria central da esperan\u00e7a de Israel, exprime o anseio de uma presen\u00e7a total e permanente de Deus. O Messias \u00e9 anunciado como o \u201cEmanuel\u201d, o Deus connosco.  Ao reconhecerem em Jesus Cristo o Messias prometido e esperado, os crist\u00e3os acreditam que Jesus \u00e9 o pr\u00f3prio Deus feito homem, forma inesperada e inaudita dessa presen\u00e7a total e permanente de Deus no meio do seu Povo. Jesus reconhece a validade deste desejo e a import\u00e2ncia dessa presen\u00e7a. Como que a tranquilizar os disc\u00edpulos, \u00e9 a \u00faltima palavra que lhes dirige antes de subir ao C\u00e9u, resumindo e reassumindo todas as promessas feitas desde Abra\u00e3o: \u201cEu ficarei convosco, para sempre, at\u00e9 ao fim do mundo\u201d (Mt. 28,20). Definitivamente a Igreja \u00e9 o novo Povo de Deus, a que Cristo pertence, fazendo da sua peregrina\u00e7\u00e3o no tempo e na hist\u00f3ria, um caminho de intimidade e de fidelidade. A for\u00e7a da Igreja reside nesta santa conviv\u00eancia com Deus, em Jesus Cristo.   S\u00e3o muitas e insond\u00e1veis as express\u00f5es desta presen\u00e7a de Cristo no meio do seu Povo: o dom permanente do Esp\u00edrito Santo, a sua Palavra, a sua habita\u00e7\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o de cada crente, que Ele envolve no amor da Sant\u00edssima Trindade. Entre todas estas express\u00f5es da presen\u00e7a de Cristo, ressalta a Eucaristia, que as re\u00fane a todas. Para sublinhar esta centralidade da Eucaristia enquanto express\u00e3o da presen\u00e7a de Cristo na Igreja, a Tradi\u00e7\u00e3o apelidou-a de \u201cpresen\u00e7a real\u201d, express\u00e3o que os Santos Padres nos ajudam a entender: \u201cUma presen\u00e7a que se diz real, n\u00e3o por exclus\u00e3o, como se as outras formas de presen\u00e7a n\u00e3o fossem reais, mas por antonom\u00e1sia, enquanto, por ela, se torna substancialmente presente Cristo completo, na realidade do seu Corpo e do seu Sangue. Por isso, a f\u00e9 pede-nos que estejamos diante da Eucaristia com a consci\u00eancia de que estamos na presen\u00e7a do pr\u00f3prio Cristo. (\u2026) A Eucaristia \u00e9 mist\u00e9rio de presen\u00e7a, mediante o qual se realiza de modo excelso a promessa que Jesus fez de ficar connosco at\u00e9 ao fim do mundo\u201d[1].  <i>Uma presen\u00e7a amorosa que gera comunh\u00e3o<\/i> 2. A presen\u00e7a de Deus no meio do seu Povo n\u00e3o \u00e9 uma presen\u00e7a qualquer. Revela-o a Ele, como mist\u00e9rio de amor, manifesta o seu des\u00edgnio, que \u00e9 um des\u00edgnio de amor. N\u00e3o se trata, por parte de Deus, da omnipresente vigil\u00e2ncia do senhor e dono e n\u00e3o pode ser, para n\u00f3s homens, um \u201cdeus \u00e0 m\u00e3o de semear\u201d, a quem recorremos quando precisamos. \u00c9 uma presen\u00e7a amorosa que s\u00f3 se torna viva para aqueles que aceitam entrar na voragem de uma alian\u00e7a de amor. Diria que todas as express\u00f5es da presen\u00e7a de Deus, sempre reais por parte de Deus, s\u00f3 se tornam verdadeiramente reais para n\u00f3s quando as aceitamos como desafio de amor. O Senhor morto e ressuscitado, realmente presente na Eucaristia, silencioso e talvez abandonado, s\u00f3 se transforma em presen\u00e7a devoradora quando algu\u00e9m se deixa devorar pelo seu amor. S\u00f3 nesse momento a Eucaristia se afirma como o momento em que o tempo e a eternidade se encontram, na \u00fanica express\u00e3o da dimens\u00e3o definitiva da vida, o amor de Jesus Cristo.  J\u00e1 no Antigo Testamento a presen\u00e7a de Deus era vista assim, como um mist\u00e9rio de alian\u00e7a, tantas vezes comparada pelos profetas \u00e0 intimidade do amor esponsal. E segundo o evangelista S\u00e3o Jo\u00e3o, Jesus tem uma linguagem diferente para os fariseus e para os disc\u00edpulos. Aos fariseus, que come\u00e7avam a persegui-l\u2019O, Jesus diz: \u201cJ\u00e1 estarei no meio de v\u00f3s por pouco tempo; depois irei para aquele que Me enviou. Procurar-me-eis e n\u00e3o Me encontrareis. Onde Eu estou, v\u00f3s n\u00e3o podeis vir\u201d (Jo. 7,33-34). Mas aos disc\u00edpulos, no mesmo contexto do an\u00fancio da sua morte, apresentada como um regresso ao Pai, Jesus diz: \u201cN\u00e3o vos deixarei \u00f3rf\u00e3os. Regressarei para junto de v\u00f3s. Daqui a pouco o mundo n\u00e3o Me ver\u00e1 mais; mas v\u00f3s ver-Me-eis, porque Eu vivo e v\u00f3s vivereis. Nesse dia compreendereis que Eu estou em meu Pai e v\u00f3s em Mim e Eu em v\u00f3s\u201d (Jo. 14, 18-21).  Jesus d\u00e1 a entender que a sua morte f\u00edsica n\u00e3o interromper\u00e1 a sua presen\u00e7a no meio dos disc\u00edpulos, porque Ele n\u00e3o deixa de os amar e de os envolver no amor do Pai. \u201cComo o Pai Me amou, tamb\u00e9m Eu vos amei. Permanecei no meu amor\u201d (Jo. 15,9). H\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de intimidade entre os disc\u00edpulos e Jesus, que os projecta para o amor trinit\u00e1rio de Deus e que \u00e9 a garantia desta presen\u00e7a perene de Jesus entre os disc\u00edpulos. Aqueles que n\u00e3o O amaram, n\u00e3o poder\u00e3o beneficiar dessa presen\u00e7a. O pr\u00f3prio Jesus explica essa diferen\u00e7a dos disc\u00edpulos e dos n\u00e3o disc\u00edpulos: \u201cSe algu\u00e9m Me ama, guardar\u00e1 a Minha Palavra e Meu Pai am\u00e1-lo-\u00e1 e N\u00f3s viremos a ele e faremos nele a nossa morada\u201d (Jo. 14,23).  \u00c9 esta intensidade de amor entre Jesus e os disc\u00edpulos que sugere a Eucaristia como forma perene da presen\u00e7a de Jesus entre os disc\u00edpulos. De facto o Ap\u00f3stolo S\u00e3o Jo\u00e3o introduz, assim, a narra\u00e7\u00e3o da Ceia: \u201cTendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os at\u00e9 ao fim, e durante a Ceia\u2026\u201d (Jo. 13,1-2). Ao instituir a Eucaristia, Jesus quis dar \u00e0 sua P\u00e1scoa, forma perene e permanente de comunh\u00e3o com os disc\u00edpulos. Aquela Ceia pascal celebrada por Jesus com os disc\u00edpulos foi daqueles momentos \u00fanicos em intensidade de comunh\u00e3o, que vencem o tempo porque abra\u00e7am a eternidade. A Eucaristia, enquanto sacramento da P\u00e1scoa, d\u00e1 actualidade, em cada tempo, a essa intensa comunh\u00e3o de amor vivida pela comunidade dos disc\u00edpulos, que se transformou em Igreja.  <i>Uma presen\u00e7a unitiva<\/i> 3. A forma de presen\u00e7a de Cristo no meio do seu Povo que a Eucaristia proporciona, n\u00e3o \u00e9 uma presen\u00e7a qualquer. \u00c9 uma comunh\u00e3o de amor que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel porque h\u00e1 uma comunh\u00e3o de vida, um \u201cviver em\u201d, uma inabita\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do ser. Na Eucaristia, Cristo vive em n\u00f3s e n\u00f3s vivemos em Cristo, somos um com Ele porque formamos um s\u00f3 corpo. Ou\u00e7amos Jo\u00e3o Paulo II: \u201cA incorpora\u00e7\u00e3o em Cristo, realizada pelo Baptismo, renova-se e consolida-se continuamente atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o no sacrif\u00edcio eucar\u00edstico, sobretudo na sua forma plena que \u00e9 a comunh\u00e3o sacramental. Podemos dizer n\u00e3o s\u00f3 que cada um de n\u00f3s recebe Cristo, mas tamb\u00e9m que Cristo recebe cada um de n\u00f3s. Ele intensifica a sua amizade connosco: \u00abChamei-vos amigos\u00bb (Jo. 15,14). Mais ainda, n\u00f3s vivemos por Ele: \u00abO que Me come viver\u00e1 por Mim\u00bb (Jo. 6,57). Na comunh\u00e3o eucar\u00edstica, realiza-se de modo sublime a inabita\u00e7\u00e3o m\u00fatua de Cristo e do disc\u00edpulo: \u00abPermanecei em Mim e Eu permanecerei em v\u00f3s\u00bb\u201d[2].  \u00c9 por isso que s\u00f3 os baptizados podem celebrar a Eucaristia e viver intensamente esta santa conviv\u00eancia com Cristo, pois essa uni\u00e3o no Corpo de Cristo \u00e9 a gra\u00e7a pr\u00f3pria do Baptismo. E assim a Eucaristia exprime e aprofunda a uni\u00e3o a Cristo, num s\u00f3 baptismo, construindo a Igreja. \u201cA nossa uni\u00e3o com Cristo, que \u00e9 dom e gra\u00e7a para cada um, faz com que, n\u2019Ele, sejamos parte tamb\u00e9m do seu Corpo total, que \u00e9 a Igreja. A Eucaristia consolida a incorpora\u00e7\u00e3o em Cristo operada no baptismo pelo dom do Esp\u00edrito (cf. 1Cor. 12,13-27)\u201d[3].  A Eucaristia \u00e9 uma presen\u00e7a que s\u00f3 a f\u00e9 e o amor revelam e tornam viva. \u00c9 a maneira de estar presente pr\u00f3pria de Deus, silenciosa e invis\u00edvel para quem n\u00e3o acredita e n\u00e3o ama, mas com toda a for\u00e7a de incendiar os cora\u00e7\u00f5es e se transformar em comunh\u00e3o de vida. Na Eucaristia, Deus j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1, apenas, presente no meio do seu Povo, mas vive em cada um dos membros desse Povo.  <i>Uma presen\u00e7a que cativa e prende o cora\u00e7\u00e3o<\/i> 4. Esta forma de presen\u00e7a eucar\u00edstica, que s\u00f3 se torna viva na comunh\u00e3o de amor, gera entre Cristo e os crist\u00e3os um \u201cenamoramento\u201d progressivo, t\u00e3o misterioso e forte como intenso e misterioso \u00e9 o amor de Deus. E \u00e9 neste quadro que se situa a rela\u00e7\u00e3o entre a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia e a presen\u00e7a real de Jesus nas esp\u00e9cies eucar\u00edsticas. Uma rela\u00e7\u00e3o forte de amor, que gera presen\u00e7a, n\u00e3o se interrompe, \u00e0 espera da pr\u00f3xima vez. N\u00e3o pode haver oposi\u00e7\u00e3o entre Eucaristia celebra\u00e7\u00e3o e Eucaristia reserva, pois s\u00e3o o mesmo sacramento. A reserva eucar\u00edstica exprime essa presen\u00e7a cont\u00ednua de Jesus e proporciona que a uni\u00e3o tome a forma da adora\u00e7\u00e3o e da fidelidade amorosa. Ou\u00e7amos, ainda, o Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II: \u201cA presen\u00e7a de Jesus no sacr\u00e1rio deve constituir como que um p\u00f3lo de atrac\u00e7\u00e3o para um n\u00famero cada vez maior de almas enamoradas d\u2019Ele, capazes de permanecerem longamente a escutar a sua voz e, de certo modo, a sentir o palpitar do seu cora\u00e7\u00e3o: \u00abSaboreai e vede como \u00e9 bom o Senhor!\u00bb (Sal. 34-33,9).  Que a adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica fora da Missa se torne, durante este ano, um compromisso especial para as diversas comunidades religiosas e paroquiais. Permane\u00e7amos longamente prostrados diante de Jesus presente na Eucaristia, reparando com a nossa f\u00e9 e o nosso amor as neglig\u00eancias, esquecimentos e at\u00e9 ultrajes que o nosso Salvador se v\u00ea obrigado a suportar em tantas partes do mundo. Aprofundemos na adora\u00e7\u00e3o a nossa contempla\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria, servindo-nos tamb\u00e9m de subs\u00eddios de ora\u00e7\u00e3o baseados sempre na Palavra de Deus e na experi\u00eancia de tantos m\u00edsticos antigos e recentes\u201d[4].  A adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica pode proporcionar momentos de grande intimidade. Se h\u00e1 momentos em que Deus nos d\u00e1 a gra\u00e7a de podermos experimentar sensivelmente a beleza do seu amor, a adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica \u00e9 um desses momentos, sacramento cuja gra\u00e7a pr\u00f3pria \u00e9 o dom da ora\u00e7\u00e3o. Escutemos, ainda, este testemunho de Jo\u00e3o Paulo II: \u201c\u00c9 bom demorar-se com Ele e, inclinando sobre o seu peito como o disc\u00edpulo predilecto (cf. Jo. 13,25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu cora\u00e7\u00e3o. Se actualmente o Cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela \u00abarte da ora\u00e7\u00e3o\u00bb, como n\u00e3o sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em di\u00e1logo espiritual, adora\u00e7\u00e3o silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Sant\u00edssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, fiz esta experi\u00eancia, recebendo dela for\u00e7a, consola\u00e7\u00e3o, apoio!\u201d[5].  Assim, a Eucaristia enquanto \u201csanta conviv\u00eancia\u201d \u00e9 o an\u00fancio, porque antecipa\u00e7\u00e3o, daquela alegria escatol\u00f3gica que consistir\u00e1 no \u201csagrado conv\u00edvio\u201d com o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo e todos os eleitos desde a cria\u00e7\u00e3o do mundo. Na Eucaristia est\u00e1 a semente da alegria de uma humanidade reunida no amor.  S\u00e9 Patriarcal, 6 de Mar\u00e7o de 2005  <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/i> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; [1] Mane Nobiscum Domine (M.N.D.), n. 16 [2] Ecclesia de Eucharistia (E.E.), n. 22 [3] Ibidem, n. 23 [4] M.N.D., n. 18 [5] E.E. n. 25<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca de Lisboa no 4\u00ba Domingo da Quaresma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,168,237,275,91],"class_list":["post-10535","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-joao-paulo-ii","tag-pascoa","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10535"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10535\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}