{"id":104579,"date":"2018-05-08T11:32:44","date_gmt":"2018-05-08T10:32:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=104579"},"modified":"2018-05-08T11:34:37","modified_gmt":"2018-05-08T10:34:37","slug":"a-cruz-escondida-14","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-14\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Egipto: Comunidade crist\u00e3 vive dias de sobressalto e medo<\/em><!--more--><\/p>\n<h3><strong>\u201cA mam\u00e3 est\u00e1 no C\u00e9u\u201d<\/strong><\/h3>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-104580 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ACN-20180424-70344_preview-300x226.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ACN-20180424-70344_preview-300x226.jpeg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ACN-20180424-70344_preview-510x382.jpeg 510w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ACN-20180424-70344_preview.jpeg 513w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A minorit\u00e1ria comunidade crist\u00e3 no Egipto est\u00e1 na mira dos terroristas, dos radicais isl\u00e2micos. No ano passado, quatro dias depois do Natal, um ataque a uma igreja no Cairo deixou um rasto de sangue e morte. Uma menina, de apenas 13 anos, viu a m\u00e3e ser assassinada mesmo \u00e0 sua frente. A hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Dia 29 de Dezembro de 2017. A missa na Igreja de Marmina, nos sub\u00farbios da capital eg\u00edpcia, tinha terminado h\u00e1 pouco. Nesma Wael, de 13 anos, segue por uma rua estreita na companhia de uma prima e da m\u00e3e. Um motociclista que se dirigia para os lados da igreja n\u00e3o consegue desviar-se de um buraco na estrada e cai perto delas. A m\u00e3e de Nesma, Nermeen Sadiq, enfermeira no Centro de Di\u00e1lise do Cairo, corre para l\u00e1 para ajudar. Abeira-se do motociclista e pergunta-lhe se est\u00e1 tudo bem. O homem, entretanto, come\u00e7a a erguer-se e, num abrir e fechar de olhos, tira uma pequena metralhadora que trazia escondida e dispara \u00e0 queima-roupa. Foram segundos. Pareceu uma eternidade. Desde esse dia que Nesma tem recordado vezes sem conta como tudo se passou, como um filme que est\u00e1 sempre a rebobinar na sua mem\u00f3ria. A m\u00e3e estava ainda meio debru\u00e7ada sobre o homem quando todos viram a metralhadora. Por mais que tente visualizar de mem\u00f3ria aqueles instantes, parece que falha sempre alguma coisa. Mas n\u00e3o. Foi brutal. O homem disparou e uma bala acertou no bra\u00e7o de Nermeen que tombou logo para o ch\u00e3o. Houve gritos na rua, os p\u00e1ssaros esvoa\u00e7aram assustados e as duas meninas, num impulso, correram para uma loja, ali mesmo ao lado, que estava com a porta aberta. A empregada da caixa viu tudo o que se estava a passar e num impulso, escondeu-as atr\u00e1s da arca frigor\u00edfica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Ningu\u00e9m estendeu a m\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>O terrorista olhava para todo o lado \u00e0 procura das duas raparigas. N\u00e3o as encontrou. Virou-se ent\u00e3o para tr\u00e1s, para Nermeen, que estava estendida no ch\u00e3o, e esvaziou a arma no seu corpo. Depois, ergueu a moto e partiu dali a toda a velocidade. A rua, que h\u00e1 minutos estava cheia de vida, cheia de gente, ficou sepultada num sil\u00eancio terr\u00edvel. S\u00f3 se ouviam os gritos das duas meninas. Nesma Wael saiu do supermercado e correu, juntamente com a prima, para junto da sua m\u00e3e. As pessoas foram-se aproximando, ent\u00e3o, mas ningu\u00e9m ousou ajudar aquela menina que tinha nos bra\u00e7os a sua m\u00e3e. Passados uns minutos, chegou uma ambul\u00e2ncia. Nermeen j\u00e1 tinha falecido. \u00c0 porta da igreja jaziam outras pessoas assassinadas tamb\u00e9m a tiro, tal como ela. O ataque foi reivindicado pelo auto-proclamado Estado Isl\u00e2mico. Al\u00e9m de Nermeen, foram mortas mais nove pessoas, nove crist\u00e3os, nesse 29 de Dezembro de 2017. Desde esse dia, a vida mudou brutalmente para Nesma Wael. \u201cSinto muito a falta da minha m\u00e3e\u201d, confessou \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, acrescentando que, apesar disso, sabe que ela, a sua m\u00e3e, est\u00e1 no C\u00e9u. \u201cSinto-me feliz porque \u00e9 uma m\u00e1rtir. Estava com ela na altura do ataque e nem sequer fiquei ferida. Foi a vontade de Deus que a escolheu especificamente para ir para o C\u00e9u.\u201d A minorit\u00e1ria comunidade crist\u00e3 no Egipto est\u00e1 na mira das armas dos radicais isl\u00e2micos. Nesma Wael tem apenas 13 anos. Ela viu a m\u00e3e ser assassinada mesmo \u00e0 sua frente. Hoje, quatro meses depois, quer deixar-nos uma mensagem de esperan\u00e7a e de confian\u00e7a. \u201cN\u00e3o tenham medo! As nossas vidas est\u00e3o nas m\u00e3os de Deus e temos de permanecer fi\u00e9is \u00e0 nossa f\u00e9.\u201d Nesma contou \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS como a sua vida se alterou desde o assassinato da sua m\u00e3e que, como enfermeira, era o principal sustento da fam\u00edlia. O pai, de 35 anos, \u00e9 motorista mas n\u00e3o consegue trabalhar com regularidade. Tudo \u00e9 muito mais dif\u00edcil agora. Mas Nesma n\u00e3o desiste. Quer estudar e deseja ser m\u00e9dica nefrologista, para \u201ccumprir o sonho\u201d que a mam\u00e3 tinha para si. Para a sua menina\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n<p><em>Quer ajudar Nesma Wael nos seus estudos, para se tornar m\u00e9dica como a sua m\u00e3e tanto sonhava? Descubra como, contactando a Funda\u00e7\u00e3o AIS. Tel: 217 544 000<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Egipto: Comunidade crist\u00e3 vive dias de sobressalto e medo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":95189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-104579","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104579"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104579\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}