{"id":104389,"date":"2018-05-05T10:25:11","date_gmt":"2018-05-05T09:25:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=104389"},"modified":"2018-05-07T10:10:07","modified_gmt":"2018-05-07T09:10:07","slug":"setubal-vila-piscatoria-de-sesimbra-celebrou-o-senhor-jesus-das-chagas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/setubal-vila-piscatoria-de-sesimbra-celebrou-o-senhor-jesus-das-chagas\/","title":{"rendered":"Set\u00fabal: Vila piscat\u00f3ria de Sesimbra celebrou o Senhor Jesus das Chagas"},"content":{"rendered":"<p><em>D. Jos\u00e9 Ornelas real\u00e7ou uma tradi\u00e7\u00e3o religiosa que tem sido decisiva para a \u00abidentidade\u00bb da regi\u00e3o e que tem de ser preservada<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_104390\" aria-describedby=\"caption-attachment-104390\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-104390\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sesimbra_senhor-das-chagas-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sesimbra_senhor-das-chagas-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sesimbra_senhor-das-chagas-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sesimbra_senhor-das-chagas-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sesimbra_senhor-das-chagas-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sesimbra_senhor-das-chagas.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-104390\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Junta de Freguesia de Santiago &#8211; Sesimbra<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sesimbra, 05 mai 2018 (Ecclesia) &#8211; A vila de Sesimbra, na Diocese de Set\u00fabal, viveu esta sexta-feira o momento alto da sua festa principal, em honra ao Senhor Jesus das Chagas, com uma prociss\u00e3o que juntou as popula\u00e7\u00f5es pelas ruas desta localidade piscat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, o bispo de Set\u00fabal, que celebrou a missa festiva da iniciativa, destacou uma tradi\u00e7\u00e3o religiosa que contribuiu ao longo dos anos para a \u201cforma\u00e7\u00e3o da identidade\u201d destas comunidades, que serviu de suporte para os sacrif\u00edcios e desafios enfrentados pelas pessoas, e que por isso tem de ser preservada.<\/p>\n<p>O culto ao Senhor Jesus das Chagas em Sesimbra remonta ao s\u00e9culo XVI, mais concretamente a 1534.<\/p>\n<p>De acordo com a tradi\u00e7\u00e3o oral passada de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, esta representa\u00e7\u00e3o do Senhor das Chagas ter\u00e1 chegado \u00e0 vila durante a afirma\u00e7\u00e3o do Protestantismo em Inglaterra, quando todas as imagens cat\u00f3licas foram deitadas ao mar.<\/p>\n<p>Esta devo\u00e7\u00e3o acompanhou por isso \u201clutas de s\u00e9culos que se espandiram por esses mares fora\u201d, de quem \u201cpartiu daqui para garantir a subsist\u00eancia e a economia desta terra\u201d, frisou D. Jos\u00e9 Ornelas.<\/p>\n<p>Neste sentido, pelo valor que t\u00eam, este g\u00e9nero de manifesta\u00e7\u00f5es de f\u00e9 \u201cn\u00e3o podem ser simplesmente um marco do passado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA religiosidade popular \u00e9 muito importante porque responde a necessidades, a vis\u00f5es de vida, a perspetivas do mundo e da pr\u00f3pria exist\u00eancia que s\u00e3o as quest\u00f5es que a humanidade sempre se colocou. E hoje viver para o passado s\u00f3 n\u00e3o chega, mas perder o passado n\u00e3o ajuda a ningu\u00e9m\u201d, alertou o bispo de Set\u00fabal.<\/p>\n<p>Atualmente a festa em honra do Senhor Jesus das Chagas \u00e9 encarada pela Igreja Cat\u00f3lica local como uma iniciativa \u201cfundamental\u201d para a viv\u00eancia de f\u00e9 das pessoas mas tamb\u00e9m para a promo\u00e7\u00e3o e dinamiza\u00e7\u00e3o deste territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Isto porque, de acordo com o padre Manuel da Silva, respons\u00e1vel por esta comunidade, estamos a falar de uma par\u00f3quia cada vez mais \u201cenvelhecida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs casas ficaram caras, os jovens v\u00e3o morando para a Par\u00f3quia do Castelo onde se fez constru\u00e7\u00f5es novas e ficaram aqui s\u00f3 os idosos. Mas nestes dias v\u00eam todos\u201d, salientou o sacerdote.<\/p>\n<p>Organizada pela Irmandade do Senhor Jesus das Chagas, a festa come\u00e7ou este ano a 29 de abril e vai prolongar-se ainda at\u00e9 dia 08 de maio, com v\u00e1rias iniciativas pastorais, desde novenas di\u00e1rias at\u00e9 \u00e0 ben\u00e7\u00e3o ao mar e \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es dos pescadores da vila.<\/p>\n<p>O padre Manuel da Silva real\u00e7ou o imperativo pastoral de continuar a estar pr\u00f3ximo desta comunidade, nas suas dificuldades e desafios, aproveitando estes momentos de express\u00e3o de uma religiosidade mais popular.<\/p>\n<p>\u201cTemos este ideal e depois \u00e9 fazer o que se pode, manter as pessoas unidas, sendo tamb\u00e9m uma Igreja acolhedora, de portas abertas e acess\u00edvel\u201d, sustentou.<\/p>\n<p>Esta sexta-feira, as ruas da vila engalanaram-se para prestar homenagem \u00e0 passagem do andor do Senhor Jesus das Chagas, a principal festa religiosa de Sesimbra, onde o dia 04 de maio \u00e9 feriado municipal.<\/p>\n<p>\u201cNuma vila com uma forte comunidade piscat\u00f3ria, como a nossa, esta festa assume um grande significado, da\u00ed o Senhor Jesus das Chagas ser tamb\u00e9m o padroeiro dos pescadores\u201d, apontou Tiago Sanches, membro da comiss\u00e3o organizadora da festa, e da Irmandade do Senhor Jesus das Chagas.<\/p>\n<p>Todos os anos, a festa tem um tema diferente, a partir de uma palavra com nove letras, correspondente a cada uma das novenas de ora\u00e7\u00e3o que s\u00e3o realizadas ao longo destes dias.<\/p>\n<p>Este ano, o tema escolhido foi o da \u201cesperan\u00e7a\u201d, uma palavra que quis ir ao encontro da realidade austera que muitas das pessoas desta comunidade enfrentam, no seu trabalho ou pela falta dele, tamb\u00e9m por estarem mais idosas e sozinhas.<\/p>\n<p>E ao mesmo tempo, colocou tamb\u00e9m um desafio aos mais jovens que ainda v\u00e3o colaborando com esta festa e mantendo esta tradi\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso de Tiago Sanches, que foi \u201cpuxado\u201d para este servi\u00e7o \u201cpelo seu pai e tamb\u00e9m por familiares que j\u00e1 est\u00e3o na comiss\u00e3o h\u00e1 mais tempo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cConv\u00e9m termos malta nova, com novas ideias, com sangue na guelra como se costuma dizer, para n\u00e3o deixar cair esta festa em desuso, para as coisas n\u00e3o acabarem\u201d, interpelou este jovem de 27 anos.<\/p>\n<p><em><i>CB\/JCP<\/i><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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