{"id":104312,"date":"2018-05-05T17:05:17","date_gmt":"2018-05-05T16:05:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=104312"},"modified":"2025-03-14T15:49:53","modified_gmt":"2025-03-14T15:49:53","slug":"dia-da-mae-parece-que-dei-a-luz-novamente-memorias-da-ordenacao-sacerdotal-e-da-entrada-na-vida-religiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dia-da-mae-parece-que-dei-a-luz-novamente-memorias-da-ordenacao-sacerdotal-e-da-entrada-na-vida-religiosa\/","title":{"rendered":"Dia da M\u00e3e: \u00abParece que dei \u00e0 luz, novamente\u00bb, diz quem viu um filho ser ordenado padre ou uma filha entrar num convento"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><em>O caminho de voca\u00e7\u00e3o dos filhos surpreendeu o cora\u00e7\u00e3o de quem hoje se orgulha, reza e partilha um filho com a Igreja: ser m\u00e3e de um sacerdote e ser m\u00e3e de uma religiosa.\u00a0A celebra\u00e7\u00e3o do dia da M\u00e3e levou a ECCLESIA ao encontro destas m\u00e3es. Mulheres que cumprem o des\u00edgnio de ser m\u00e3e muitas vezes \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-104327 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/leonor_entrada-300x228.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/leonor_entrada-300x228.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/leonor_entrada.jpg 374w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>\u201cNunca mais esqueci a segunda-feira, dia 23 de maio de 2010, quando ela deu a not\u00edcia. Eu gritei de alegria, levantei-me e fui dar-lhe um abra\u00e7o, n\u00e3o tive outra rea\u00e7\u00e3o. Sentados \u00e0 mesa ficaram o pai, perplexo, e os dois irm\u00e3os\u201d, recorda a m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 quase sete anos, a filha mais velha do casal Isabel e Pedro Franco, resolveu sair de casa para ser Escrava do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus. A m\u00e3e Isabel contou \u00e0 ECCLESIA que a filha, \u201csempre muito determinada e decidida\u201d, partilhou que tinha pedido para entrar numa casa de religiosas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No ano a seguir, a 08 de outubro, Leonor Franco entrava na Congrega\u00e7\u00e3o das Escravas do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, para se entregar por inteiro a uma vida de religiosa e a m\u00e3e sentiu que, naquele dia, a viu nascer de novo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEstava ali a d\u00e1-la \u00e0 luz, novamente, uma segunda vez, mas n\u00e3o tinha nada a ver, via de fora e sentia-me um mero instrumento\u201d, confessou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A m\u00e3e Isabel, professora de profiss\u00e3o, aprendeu com a sua m\u00e3e que sempre devia pedir \u201ca alegria de viver para a sua fam\u00edlia\u201d e sempre fez esse pedido; naquele dia especial a \u201cfam\u00edlia reuniu-se e a alegria estava no centro\u201d, pensou.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cNo meu cora\u00e7\u00e3o percebia que se vislumbrava algo de novo, agora desvaneceu-se o impacto da separa\u00e7\u00e3o pela alegria e o cont\u00e1gio da comunidade onde ela entrou\u201d.<\/b><\/p>\n<p><b>\u201cFoi o fazer de uma mala enorme e saber que a partir daquele dia a vida dela estava entregue\u201d<\/b><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/leonor_meses.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cVivi aquele dia com projetores interiores dentro do peito; temos de nos esquecer de n\u00f3s e ver um princ\u00edpio de vida para ela, nesta voca\u00e7\u00e3o escolhida\u201d, contou. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao falar da filha Leonor, a m\u00e3e Isabel emociona-se facilmente e justificou que o tempo que antecedeu esta decis\u00e3o da filha n\u00e3o tinha sido f\u00e1cil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora Leonor tenha sido sempre uma \u201ccrian\u00e7a muito viva, determinada, decidida demais at\u00e9 \u00e0s vezes\u201d, a rebeldia em tempos de liceu estremecia o seu cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e e suscitava a preocupa\u00e7\u00e3o: \u201chavia rotinas e sa\u00eddas \u00e0 noite, outras companhias, ela afastou-se de tudo\u201d&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu percebia que havia um vazio, mas um dia a Leonor resolveu passar uma P\u00e1scoa em Palmela com as irm\u00e3s, aproximou-se da espiritualidade inaciana e come\u00e7ou uma procura mais serena.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/casa_palmela.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/votos.jpg\" \/>Envolveu-se em projetos de voluntariado das irm\u00e3s no bairro social da Quinta da Fonte da Prata, na Moita, e mudou os seus programas e as companhias\u201d, contou a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Depois desta altura, Isabel foi \u201crezando este tempo\u201d, via que tinha mudado a disciplina na organiza\u00e7\u00e3o do tempo da filha; a porta do quarto fechava-se e a m\u00e3e sabia que ela rezava.<\/p>\n<p>A jovem Leonor Franco tirou a licenciatura em Hist\u00f3ria e o mestrado em Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento, atualmente tem 31 anos e estuda em Madrid no 4\u00ba ano de Teologia. Ao saber do testemunho que a sua m\u00e3e daria \u00e0 ECCLESIA, aceitou, e advertiu-a que n\u00e3o era \u201cnenhuma santa\u201d.<\/p>\n<p>A separa\u00e7\u00e3o f\u00edsica foi algo que custou muito \u00e0 m\u00e3e Isabel, a \u201cLeonor s\u00f3 vinha passar uns dias de f\u00e9rias a casa\u201d, agora entende que \u00e9 uma \u201ccomunh\u00e3o, porque o mais importante \u00e9 comungar do que \u00e9 a vida dela\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEla est\u00e1 na vida consagrada a servir os outros e isso serve de exemplo para mim, vou para o meu trabalho tentando servir os outros\u201d, destacou Isabel Franco.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Neste dia da m\u00e3e n\u00e3o vai estar com a filha Leonor mas Isabel acredita que a filha mais velha se vai fazer presente: \u201cvai decerto surgir uma mensagem ou um email\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA nossa filha n\u00e3o desapareceu da nossa vida, trata-se de um presente na nossa vida e alegro-me a cada dia com esta decis\u00e3o de vida dela, por isso n\u00e3o posso agradecer um presente a chorar ou a lamentar-me\u201d, concluiu a m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<h4><b>\u201cRezei sempre para que fosse um santo sacerdote e ainda continuo a rezar\u201d<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Maria da Concei\u00e7\u00e3o Lima \u00e9 m\u00e3e de cinco filhos e o seu segundo filho \u00e9 sacerdote na arquidiocese de Braga.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDisse isto a pouca gente: como tive quatro rapazes perguntei muitas vezes a Deus se ele me iria dar a gra\u00e7a de ter um filho padre\u201d, come\u00e7ou por confessar a m\u00e3e Maria da Concei\u00e7\u00e3o, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta m\u00e3e era empregada fabril e quando teve o quarto filho veio para casa por ter j\u00e1 \u201cuma empresa para gerir\u201d. Dadas as dificuldades pr\u00f3prias de uma fam\u00edlia grande, o filho fez o 9\u00ba ano e foi trabalhar para uma f\u00e1brica de cal\u00e7ado, ficando a estudar \u00e0 noite.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, sendo uma m\u00e3e cheia de f\u00e9, continuou a sua vida em ora\u00e7\u00e3o, quando o sacerdote da par\u00f3quia local lhe sugeriu ajuda para a eventual entrada do filho Jos\u00e9 Ant\u00f3nio para o semin\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Z\u00e9 Ant\u00f3nio estava presente na conversa e disse: \u201coh m\u00e3e, esse era o meu sonho!\u201d Pois eu respondi: \u201cse esse era o teu sonho nao sou eu que te corto as pernas\u201d, disse a m\u00e3e emocionada, recordando a conversa que deu in\u00edcio ao caminho vocacional deste filho. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo se combinou e o ent\u00e3o jovem de 16 anos iria partir para o semin\u00e1rio, \u201cele que nunca tinha sa\u00eddo uma horinha de ao p\u00e9 da m\u00e3e\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cFui-lhe fazer as trouxas da roupa, os len\u00e7\u00f3is e o enxoval para ele levar para l\u00e1 e custou-me muito\u201d, disse Maria da Concei\u00e7\u00e3o Lima<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sacerdote diz mesmo se lembrar das \u201cmuitas l\u00e1grimas\u201d que a m\u00e3e deixou cair sobre a roupa que arrumava na trouxa.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/zeantonio_entrada_igreja.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/zeantonio5.jpg\" \/><\/p>\n<p><b>\u201cA liga\u00e7\u00e3o a casa foi sempre muito forte, cortar o cord\u00e3o n\u00e3o foi muito f\u00e1cil\u2026 para a minha m\u00e3e e para mim que nunca tinha sa\u00eddo de casa\u201d\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Maria da Concei\u00e7\u00e3o Lima descreveu ainda que no dia da entrada no semin\u00e1rio \u201cele l\u00e1 ficou todo contente e eu vim todo o caminho a chorar, apesar de me sentir feliz porque acreditava que ele iria fazer todo o caminho at\u00e9 ao fim\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTanto que eu rezei durante aquele tempo, aqueles anos, pedia a Deus para que lhe concedesse ser um santo sacerdote e ainda hoje continuo a rezar\u201d, confirmou a m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com uma liga\u00e7\u00e3o grande com a m\u00e3e e com o pai, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Carneiro recorda que foi um filho traquina e que a deu muitas raz\u00f5es \u00e0 m\u00e3e para ela expressar a sua \u201cdocilidade corretiva\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs m\u00e3es t\u00eam uma maneira doce de corrigir e a minha m\u00e3e nunca deixou de ser assim, ora numa casa com cinco filhos foi sempre bom poder contar com a m\u00e3e que acalentava, com uma m\u00e3o carinhosa e corretiva\u201d, sustentou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sacerdote confessou ainda que \u201co melhor que tenho em mim veio do pai e da m\u00e3e e a parte menos boa j\u00e1 foi depois adquirida\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois de \u201cmuitos momentos de cruz, noite e desola\u00e7\u00e3o\u201d referidos pelo sacerdote, \u201cdespontou aquele dia luminoso\u201d. Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Carneiro foi ordenado no dia 18 de julho de 2010 na arquidiocese de Braga, num dia de muita festa, e sabendo que iria servir a diocese de Aveiro, a convite do bispo de ent\u00e3o, D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos.<\/span><b><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cEle parecia que nem punha os p\u00e9s no ch\u00e3o de t\u00e3o feliz que estava no dia em que foi ordenado\u201d<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/zeantonio2.jpg\" width=\"562\" height=\"376\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A m\u00e3e Maria da Concei\u00e7\u00e3o recorda aquele dia de festa, \u201cem que enfeit\u00e1mos tudo, fizemos uma grande passadeira florida e o dia foi de gra\u00e7a\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sacerdote, por sua vez, destaca a conversa luminosa que teve com a m\u00e3e, momentos antes de ser ordenado, onde houve brilho nos olhos, \u201cali houve l\u00e1grimas de contentamento\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esteve quase oito anos na diocese de Aveiro e, recentemente, regressou \u00e0 sua diocese de origem sendo p\u00e1roco na cidade de Fafe, \u201ca cerca de 15 minutos de casa dos pais\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por esta raz\u00e3o o padre Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Carneiro ir\u00e1, decerto, contar com a presen\u00e7a da sua m\u00e3e numa das \u201cmuitas celebra\u00e7\u00f5es\u201d que ter\u00e1 neste domingo, dia da m\u00e3e, e que gosta sempre de assinalar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cGosto sempre de presentear a m\u00e3e neste dia, nem que seja s\u00f3 com um postal com uma ora\u00e7\u00e3o ou com um poema que eu escreva mas sinto que a maior prenda que um filho d\u00e1 \u00e0 sua m\u00e3e \u00e9 a presen\u00e7a e a proximidade que tem com ela\u201d, diz o sacerdote de 37 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 para a m\u00e3e Maria da Concei\u00e7\u00e3o o dia \u00e9 de reunir os filhos, apesar de ter um filho emigrado na Su\u00ed\u00e7a, mas que se faz sempre presente num telefonema. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cGosto de tudo o que me oferecem os meus filhos, n\u00e3o sou capaz de me desfazer de nada, tenho muitas recorda\u00e7\u00f5es\u2026 parece que se arrumar alguma coisa de um dos meus filhos me despeda\u00e7a o cora\u00e7\u00e3o, sou muito m\u00e3e galinha\u201d, conclui, rindo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><b>\u201cTenho um filho \u00fanico mas enche-me a casa\u201d<\/b><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/renato_crianca.jpg\" \/><\/p>\n<p>Aida Oliveira \u00e9 contabilista de profiss\u00e3o e tem um filho. Na sua op\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia, Renato \u00e9 filho \u00fanico e um dia sonhou ser sacerdote, decis\u00e3o que custou ao seu cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e.\u201cEle estudava no 12\u00ba ano para depois seguir Economia e um dia disse-me que queria ir para o semin\u00e1rio para ser padre. Pedi-lhe que fizesse o curso de Economia primeiro, pensar melhor e depois entrava em Teologia.Decidido, Renato combinou com a m\u00e3e que faria o contr\u00e1rio, entraria em Teologia e depois se nao gostasse tirava Economia\u201d, conta a m\u00e3e em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.Depois de ter sido uma crian\u00e7a f\u00e1cil e brilhante aluno, a m\u00e3e Aida foi entendendo que a sua voca\u00e7\u00e3o seria o sacerd\u00f3cio, pois desde pequeno que Renato era dado \u00e0 f\u00e9 e \u201cat\u00e9 gostava de brincar a fazer prociss\u00f5es, era algo intr\u00ednseco\u201d, recordou a m\u00e3e entre risos.E assim foi, Renato entrou para o semin\u00e1rio, \u201cum mi\u00fado grande, com tudo muito pensado\u201d, com todo o apoio da m\u00e3e e restante fam\u00edlia. \u201cSa\u00ed de casa para ir para o semin\u00e1rio, com tudo o que isso implica, iniciar uma vida nova longe de casa e deixar todo o mimo.Talvez o que mais me custou tenha sido a separa\u00e7\u00e3o da minha m\u00e3e, o ter de ficar longe\u201d, recorda o padre Renato Oliveira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cPartilho o meu filho com todos mas partilham muito mais comigo: eu tenho um filho \u00fanico e sinto-me cheia, os seus amigos enchem a nossa casa\u201d<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O dia marcado para a ordena\u00e7\u00e3o do padre Renato Oliveira foi para a sua m\u00e3e \u201cum dos dias mais felizes da sua vida\u201d.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO dia 18 julho de 2015 foi de uma felicidade sem medida: olhei-o nos olhos e vi a sua felicidade, era o que mais queria, ali percebi\u201d, conta Aida Oliveira.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A m\u00e3e do padre Renato recorda ainda todo o caminho at\u00e9 chegar aquele dia, os conv\u00edvios com os pais no semin\u00e1rio de Braga\u201d que os \u201cfazia sentir integrados\u201d e todas as conversas que foi tendo ao longo daquele percurso.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEle dizia sempre: \u00e9 isto que quero ser, e eu respondia: \u00e9 o que quero ouvir\u201d, confirmando a escolha do filho. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu c\u00e1 n\u00e3o consigo imaginar a minha vida de f\u00e9 e de voca\u00e7\u00e3o sem a minha m\u00e3e; gosto ainda de contemplar o olhar e o sorriso da m\u00e3e nas fotografias do dia da minha ordena\u00e7\u00e3o, sinto que me conforta e alenta em dias menos bons\u201d, confessa do sacerdote de 26 anos.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente o padre Renato Oliveira, sacerdote da diocese de Viana do Castelo, \u00e9 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">membro da Equipa formadora do Semin\u00e1rio Diocesano,coordenador da Inicia\u00e7\u00e3o B\u00edblico-Teol\u00f3gica e diretor do Seman\u00e1rio Not\u00edcias de Viana. Vive a cerca de cinco minutos da casa dos pais e sempre que pode passa l\u00e1 \u201cnem que seja s\u00f3 para dar um beijinho\u201d.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O padre Renato considera a m\u00e3e como \u201cuma figura essencial para a vida de um sacerdote\u201d, para si a sua m\u00e3e \u00e9 a \u201cpessoa que melhor encarnou o rosto materno de Deus\u201d.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\"><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/renato_ordenacao.jpg\" \/><\/p>\n<p><b>\u201cA minha m\u00e3e \u00e9 quem mais admiro e tem uma capacidade impressionante de perceber quando algo n\u00e3o est\u00e1 bem, at\u00e9 pela minha voz ao telefone!\u201d<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/renato_mae1.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do dia da m\u00e3e Aida Oliveira guarda religiosamente um ba\u00fa com todos os mimos que o filho lhe foi dando ao longo dos anos<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDesde o infant\u00e1rio que guardo tudo no ba\u00fa, o colar que me deu, o desenho que fazia\u2026 \u00a0depois os postais com textos. Hoje em dia costuma dar-me sempre flores e um cart\u00e3o\u201d, refere a m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o sacerdote este dia \u00e9 especial uma vez que serve para mimar a sua m\u00e3e e no ano passado at\u00e9 teve um sabor especial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEstava a celebrar eucaristia e tinha a homilia dedicada \u00e0s m\u00e3es. A minha m\u00e3e estava ali, senti-me um privilegiado e foi uma sensa\u00e7\u00e3o muito boa\u201d, assegurou.<\/span><\/p>\n<p><em>SN<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":104326,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[172,182,326],"class_list":["post-104312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104312"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104312\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104326"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}