{"id":10391,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-eucaristia-sacrificio-redentor\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-eucaristia-sacrificio-redentor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-eucaristia-sacrificio-redentor\/","title":{"rendered":"A Eucaristia, sacrif\u00edcio redentor"},"content":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca de Lisboa no 3\u00ba Domingo da Quaresma  <!--more--> 1. A dimens\u00e3o da Eucaristia como sacrif\u00edcio redentor \u00e9, certamente, a mais exigente deste sacramento. A dimens\u00e3o do banquete sagrado, que evidencia a fraternidade e a comunh\u00e3o, \u00e9 mais facilmente capt\u00e1vel pela intelig\u00eancia e pelos sentidos. E no entanto \u00e9 porque a Eucaristia \u00e9 actualiza\u00e7\u00e3o do Sacrif\u00edcio de Jesus Cristo que ela \u00e9 sacramento de comunh\u00e3o. S\u00f3 o Sacrif\u00edcio redime e purifica o cora\u00e7\u00e3o do homem, tornando-o capaz de comunh\u00e3o, na caridade. A f\u00e9 da Igreja \u00e9 clara a este respeito: \u201cA Missa \u00e9, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o memorial sacrificial em que se perpetua o sacrif\u00edcio da Cruz e o banquete sagrado da comunh\u00e3o do Corpo e Sangue do Senhor\u201d . A pr\u00f3pria linguagem sacrificial n\u00e3o \u00e9, hoje, comum e de f\u00e1cil compreens\u00e3o. Na linguagem corrente a palavra sacrif\u00edcio significa algo que custa, que normalmente nos \u00e9 imposta, mas que pode tamb\u00e9m ser voluntariamente aceite e oferecida. Esta palavra \u00e9 reminisc\u00eancia de um vocabul\u00e1rio religioso universal, mas sobretudo judaico-crist\u00e3o. Quando o sacrif\u00edcio \u00e9 algo que se aceita e oferece voluntariamente, o seu significado est\u00e1 mais pr\u00f3ximo da significa\u00e7\u00e3o religiosa. Em todas as religi\u00f5es o sacrif\u00edcio \u00e9 algo que se oferece a Deus e exprime uma atitude do crente para com a divindade: adora\u00e7\u00e3o, gratid\u00e3o, arrependimento, s\u00faplica, de qualquer modo express\u00e3o de di\u00e1logo e busca de comunh\u00e3o. O que os crentes oferecem a Deus, nos sacrif\u00edcios, vai desde aquilo que possuem, as atitudes interiores do seu cora\u00e7\u00e3o, at\u00e9 se oferecerem a si mesmos ao Senhor. As pessoas podem ser objecto de \u201csacrif\u00edcios incruentos\u201d, porque se oferecem a si mesmas, ou porque s\u00e3o oferecidas, como no caso dos primog\u00e9nitos, que s\u00e3o sempre oferecidos a Deus, no Templo. Mas em Israel as pessoas nunca s\u00e3o objecto de \u201csacrif\u00edcios cruentos\u201d. Os sacrif\u00edcios humanos eram estritamente proibidos.   <i>Porque \u00e9 que a morte de Cristo \u00e9 um sacrif\u00edcio?<\/i> 2. \u00c9 absolutamente claro que, o pr\u00f3prio Jesus, e todo o Novo Testamento, interpretam a morte no Calv\u00e1rio como um sacrif\u00edcio religioso, oferecido a Deus, na linha e no contexto da teologia sacrificial do Antigo Testamento. E esta \u00e9 a express\u00e3o principal da consci\u00eancia que a Igreja primitiva tem da continuidade e da ruptura que o Cristianismo significa em rela\u00e7\u00e3o \u00e1 Antiga Alian\u00e7a. A continuidade exprime-se no facto de o quadro sacrificial do Antigo Testamento oferecer a chave de interpreta\u00e7\u00e3o da morte de Cristo. A ruptura, na novidade de uma nova Alian\u00e7a, est\u00e1 patente na originalidade absoluta da oferta de Jesus, de maneira cruenta, considerando-se o novo Cordeiro Pascal, e o sacrif\u00edcio definitivo e irrepet\u00edvel, na obten\u00e7\u00e3o dos bens espirituais que todos os sacrif\u00edcios procuravam. A morte de Cristo \u00e9 apresentada como o sacrif\u00edcio perfeito e definitivo, que realiza em plenitude todas as formas e todos os sentidos da liturgia sacrificial do Antigo Testamento. E isso \u00e9 assim, porque o Calv\u00e1rio e a \u00faltima Ceia s\u00e3o vistos na unidade de um mesmo sacrif\u00edcio. Ele \u00e9 holocausto e refei\u00e7\u00e3o sagrada, \u00e9 cruento, com imola\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, e incruento em que a oferta \u00e9 a da pr\u00f3pria pessoa e dos seus sentimentos para com Deus. Os sentimentos de Jesus Cristo (Fil 2,6) levam \u00e0 plenitude todas as atitudes espirituais procuradas e expressas em todos os sacrif\u00edcios do Antigo Testamento: a adora\u00e7\u00e3o e o desejo de intimidade com Deus; a generosidade das atitudes interiores que chegam at\u00e9 \u00e0 oferta da pr\u00f3pria pessoa; o desejo de convers\u00e3o e de expia\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios pecados, cujos efeitos negativos s\u00f3 Deus pode apagar. No sacrif\u00edcio de Cristo tudo isto \u00e9 plenamente realizado. A obedi\u00eancia ao Pai, que faz da comunh\u00e3o trinit\u00e1ria o elemento decisivo e unificador da obla\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. O desejo de expia\u00e7\u00e3o dos pecados o Senhor f\u00e1-lo em nome de toda a humanidade pecadora. Ressalta o dom da pr\u00f3pria vida. \u201cIsto \u00e9 o Meu sangue, entregue por v\u00f3s\u201d (Lc 22,19-20) . A morte do Senhor e a \u00faltima Ceia s\u00e3o um \u00fanico e mesmo sacrif\u00edcio. \u201cO sacrif\u00edcio de Cristo e o sacrif\u00edcio da Eucaristia s\u00e3o um \u00fanico sacrif\u00edcio\u201d , e esta unidade justificava-se pela futura uni\u00e3o entre Cristo e a Igreja, que a partir da P\u00e1scoa, ser\u00e1 o \u201cCorpo de Cristo\u201d. A Eucaristia apresenta-se, desde a \u00faltima ceia, como o \u00fanico sacrif\u00edcio oferecido por Cristo e pela Igreja, express\u00e3o sacramental incruenta do sacrif\u00edcio da Cruz.. e para que o sacrif\u00edcio de Cristo pudesse ser oferecido pela Igreja, ser o sacrif\u00edcio da Igreja, ao longo dos s\u00e9culos, ele tinha de ser \u201cincruento\u201d, isto \u00e9, sacramental.  <i>A Eucaristia \u00e9 o sacrif\u00edcio de Cristo oferecido pela Igreja<\/i> 3. A Eucaristia \u00e9 o \u00fanico sacrif\u00edcio de Cristo, perfeito e definitivo, oferecido por Ele, que une a si, na sua oferta, a Igreja que \u00e9 o Seu Corpo. Sendo sacrif\u00edcio perfeito e definitivo, nunca mais \u00e9 preciso oferecer outros sacrif\u00edcios, mas presencializar sacramentalmente esse \u00fanico sacrif\u00edcio, em cada momento da hist\u00f3ria. Dizia S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo: \u201cn\u00f3s oferecemos sempre o mesmo Cordeiro, e n\u00e3o um hoje e amanh\u00e3 outro, mas sempre o mesmo. Por este motivo, o sacrif\u00edcio \u00e9 sempre um s\u00f3 (\u2026). Tamb\u00e9m agora estamos a oferecer a mesma v\u00edtima que ent\u00e3o foi oferecida e que jamais se exaurir\u00e1\u201d . E Jo\u00e3o Paulo II acrescenta: \u201cA Missa torna presente o sacrif\u00edcio da Cruz; n\u00e3o \u00e9 mais um, nem o multiplica. O que se repete \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o memorial, de modo que o \u00fanico e definitivo sacrif\u00edcio redentor de Cristo se actualiza incessantemente no tempo. Portanto, a natureza sacrificial do mist\u00e9rio eucar\u00edstico n\u00e3o pode ser entendida como algo isolado, independente da Cruz ou com uma refer\u00eancia apenas indirecta ao sacrif\u00edcio do Calv\u00e1rio\u201d. A Eucaristia faz com que o sacrif\u00edcio de Cristo seja oferecido pela Igreja, seja realmente o sacrif\u00edcio da Igreja. Ela significa, continuamente, o desafio m\u00e1ximo de identifica\u00e7\u00e3o da Igreja com Jesus Cristo, fonte da sua autenticidade e exig\u00eancia de santidade.  4. As palavras de Paulo aos Filipenses, \u201ctende em v\u00f3s os mesmos sentimentos de Jesus Cristo\u201d (Fil. 2,6), s\u00e3o dirigidas \u00e0 Igreja em cada Eucaristia. Essa identifica\u00e7\u00e3o com os sentimentos de Jesus Cristo, na oferta do sacrif\u00edcio pascal, marca o ritmo da sua fidelidade e da sua autenticidade, que em cada Eucaristia s\u00e3o garantidos pelo facto de ser Cristo o oferente e a v\u00edtima oferecida. S\u00f3 Cristo garante \u00e0 Igreja que ela seja a Santa Igreja. Meditemos em alguns destes sentimentos de Jesus Cristo, que Ele deseja que sejam tamb\u00e9m da sua Igreja, em cada oferta eucar\u00edstica. * O louvor de Deus. A densidade do amor trinit\u00e1rio, amor do Filho por Seu Pai, no Esp\u00edrito Santo, \u00e9 o principal sentimento de Jesus Cristo. Contemplemos este mist\u00e9rio de amor, nas palavras de Jo\u00e3o Paulo II: \u201cO dom do amor de Jesus Cristo e da sua obedi\u00eancia at\u00e9 ao dom da pr\u00f3pria vida (Jo 10,17-18), \u00e9, em primeiro lugar, um dom a seu Pai. Certamente \u00e9 um dom em nosso favor, antes, em favor de toda a humanidade (Mt 26,28), mas primariamente um dom ao Pai: \u00absacrif\u00edcio que o Pai aceitou retribuindo esta doa\u00e7\u00e3o total de seu Filho, que se fez obediente at\u00e9 \u00e0 morte, com o seu dom paterno, isto \u00e9, o dom da nova vida imortal na ressurrei\u00e7\u00e3o\u00bb\u201d . A Eucaristia \u00e9, para a Igreja, antes de mais, uma express\u00e3o do louvor de Deus; ela \u00e9 acto e momento de adora\u00e7\u00e3o e isto \u00e9 poss\u00edvel \u00e0 Igreja porque ela comunga nos sentimentos de Jesus Cristo.  * A oferta de Si Mesmo. Essa \u00e9 a novidade da Eucaristia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 P\u00e1scoa de Jesus. Ao dom total de si mesmo acrescenta-se, agora, o dom da Igreja, como afirma o Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cpela participa\u00e7\u00e3o no sacrif\u00edcio eucar\u00edstico de Cristo, fonte e centro de toda a vida crist\u00e3, os fi\u00e9is oferecem a Deus a v\u00edtima divina e oferecem-se a si mesmos juntamente com ela\u201d . Na Eucaristia o Povo de Deus atinge, assim, a express\u00e3o m\u00e1xima da sua dignidade real e da sua dimens\u00e3o sacerdotal: podem oferecer a Deus Pai o Seu pr\u00f3prio Filho e, no mesmo acto de entrega, oferecerem as suas vidas, a firmeza da f\u00e9, a humildade da convers\u00e3o, a generosidade da caridade. A hist\u00f3ria presente e a eternidade de Deus abra\u00e7am-se no mesmo acto de louvor. * A intercess\u00e3o pelos pecadores. Essa \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o salv\u00edfica do sacrif\u00edcio de Cristo: a reden\u00e7\u00e3o da humanidade pela purifica\u00e7\u00e3o dos pecados. \u201cEle que n\u00e3o conheceu o pecado, fez-Se pecador por n\u00f3s\u201d e intercedeu por todos os pecadores. N\u00f3s pecadores, que Ele redimiu e purificou, podemos, unidos a Ele, oferecermo-nos pela confirma\u00e7\u00e3o da nossa convers\u00e3o e pela reden\u00e7\u00e3o de toda a humanidade. Na Eucaristia, na ora\u00e7\u00e3o da Igreja que se oferece, a humanidade inteira est\u00e1 reunida num mesmo acto de intercess\u00e3o. Em cada Eucaristia realiza-se a reden\u00e7\u00e3o de toda a humanidade. * A intimidade da comunh\u00e3o. A solid\u00e3o de Cristo na Cruz d\u00e1 lugar, na Eucaristia, para Ele e para a Igreja, ao mist\u00e9rio da comunh\u00e3o. Esta consiste numa uni\u00e3o f\u00edsica ao pr\u00f3prio Corpo de Cristo, quando aplicamos a n\u00f3s aquele \u201ctomai e comei\u201d da \u00faltima Ceia, o que gera entre os \u201ccomensais\u201d uma experi\u00eancia \u00fanica de uni\u00e3o fraterna, na caridade. Esta comunh\u00e3o, na caridade, \u00e9 j\u00e1 da ordem da vida nova do ressuscitado e a Igreja experimenta ao vivo que o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico \u00e9 tamb\u00e9m participa\u00e7\u00e3o na ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. \u00c9 com grande emo\u00e7\u00e3o que exclama: \u201canunciamos Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d. A necessidade de anunciar, a disponibilidade para a miss\u00e3o, o desejo da plenitude da vida experimentada, que \u00e9 o desejo da vida eterna, tornam-se nas \u201ch\u00f3stias espirituais\u201d oferecidas, pela Igreja, na Eucaristia, que mais alegram o cora\u00e7\u00e3o de Deus. Em cada Eucaristia Deus v\u00ea que a P\u00e1scoa foi fecunda, que a morte de Cristo n\u00e3o foi em v\u00e3o, que mais uma vez a Palavra de Deus foi eficaz na hist\u00f3ria dos homens. Em cada Eucaristia continua a realizar-se a Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o.  S\u00e9 Patriarcal, 27 de Fevereiro de 2005, <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca de Lisboa no 3\u00ba Domingo da Quaresma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,144,237,246,275,91],"class_list":["post-10391","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-concilio-vaticano-ii","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-pascoa","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10391\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}