{"id":10287,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/economia-de-comunhao-2\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"economia-de-comunhao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/economia-de-comunhao-2\/","title":{"rendered":"Economia de comunh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O sistema econ\u00f3mico actual parece incapaz de esbater as desigualdades de distribui\u00e7\u00e3o da riqueza. O lucro \u00e9 visto como um objectivo quase exclusivo das decis\u00f5es econ\u00f3micas, tornando a actividade econ\u00f3mica cada vez mais desumanizada. Em Maio de 1991, Chiara Lubich (Fundadora e Presidente do Movimento dos Focolares), durante uma visita ao Brasil \u2013 S\u00e3o Paulo, impressionada pelo contraste entre o mar de arranha -c\u00e9us e uma grande extens\u00e3o de \u201cfavelas\u201d, lan\u00e7ou o Projecto da \u201cEconomia de Comunh\u00e3o na Liberdade\u201d (EdC), como resposta concreta \u00e0s necessidades ali sentidas. Sob o impulso da Enc\u00edclica Centesimus Annus que tinha acabado de ser publicada pelo Papa, Chiara Lubich prop\u00f4s a actua\u00e7\u00e3o de uma comunh\u00e3o de bens a partir do pr\u00f3prio tecido empresarial. Lan\u00e7ou, ent\u00e3o, o desafio aos empres\u00e1rios, no sentido de que os lucros obtidos nas suas empresas fossem livremente distribu\u00eddos por tr\u00eas finalidades: (1) uma parte destinada a ajudar os mais pobres, (2) outra para a forma\u00e7\u00e3o de pessoas com uma mentalidade nova, capazes de agir segundo uma \u201ccultura do dar\u201d, (3) e uma terceira destinada ao desenvolvimento da pr\u00f3pria empresa. Este projecto difundiu-se rapidamente, sendo que, hoje envolve j\u00e1 mais de 700 empresas por todo o mundo, que operam normalmente no quadro da economia de mercado, tendo por\u00e9m o ser humano, e n\u00e3o apenas o lucro, no centro do seu agir econ\u00f3mico. Esta ideia n\u00e3o se apresenta, por isso, como uma nova forma de empresa, mas como uma proposta de agir econ\u00f3mico que renova, a partir de dentro, as usuais formas de empresa.  Tamb\u00e9m em Portugal, cerca de 15 empresas fazem esta experi\u00eancia e as suas actividades desenvolvem-se em \u00e1reas diversas tais como a sa\u00fade, a ind\u00fastria transfor-madora, a consultoria e outros servi\u00e7os. O interesse por esta nova realidade chegou j\u00e1 a diversas universidades dos 5 continentes, tendo-se elaborado diversas teses e realizado v\u00e1rias confer\u00eancias e semin\u00e1rios para estudar o desenvolvimento desta experi\u00eancia. Para al\u00e9m de uma forma nova de ajudar os pobres, este projecto constitui para muitos uma nova vis\u00e3o da economia, tanto no plano pr\u00e1tico como te\u00f3rico. A este prop\u00f3sito, por exemplo, a Prof\u00aa. Manuela Silva, numa das tr\u00eas Confer\u00eancias realizadas em Portugal sobre este tema, lan\u00e7ou a quest\u00e3o: \u201c(&#8230;) tratar-se-\u00e1 de uma mera utopia reservada a alguns experimentos pontuais ou estaremos perante a emerg\u00eancia potencial de um novo paradigma de racionalidade econ\u00f3mica, com bases de sustenta\u00e7\u00e3o suficientemente s\u00f3lidas para ser suscept\u00edvel de generaliza\u00e7\u00e3o?\u201d De facto, o projecto de Economia de Comunh\u00e3o n\u00e3o se concretiza apenas numa forma invulgar de repartir o lucro das empresas, pois baseia-se numa cultura renovada, de raiz evang\u00e9lica, que pode ser denominada como \u201ccultura do dar\u201d. Tal como afirmou Chiara Lubich em 91, \u201cAo contr\u00e1rio da economia consumista, baseada na cultura do ter, a Economia de Comunh\u00e3o \u00e9 a economia do dar. Isto pode parecer dif\u00edcil, \u00e1rduo, her\u00f3ico, mas n\u00e3o \u00e9 assim, porque o homem, feito \u00e0 imagem de Deus, que \u00e9 Amor, encontra a sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o justamente no amar, no dar. Esta exig\u00eancia est\u00e1 no mais profundo do seu ser, quer ele seja ou n\u00e3o crente. E \u00e9 precisamente nesta verifica\u00e7\u00e3o, confirmada pela nossa experi\u00eancia, que est\u00e1 a esperan\u00e7a de uma difus\u00e3o universal da Economia de Comunh\u00e3o\u201d.  Filipe Coelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sistema econ\u00f3mico actual parece incapaz de esbater as desigualdades de distribui\u00e7\u00e3o da riqueza. O lucro \u00e9 visto como um objectivo quase exclusivo das decis\u00f5es econ\u00f3micas, tornando a actividade econ\u00f3mica cada vez mais desumanizada. 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