{"id":10261,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/vocacao-laical-deve-ser-mais-assumida-na-igreja-portuguesa\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"vocacao-laical-deve-ser-mais-assumida-na-igreja-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vocacao-laical-deve-ser-mais-assumida-na-igreja-portuguesa\/","title":{"rendered":"Voca\u00e7\u00e3o laical deve ser mais assumida na Igreja portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00f5es do director do Centro de Estudos S\u00f3cio-pastorais da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa <!--more--> A consci\u00eancia sobre o papel dos leigos e a voca\u00e7\u00e3o laical na Igreja ainda n\u00e3o assume aquela import\u00e2ncia que lhe \u00e9 devida. \u00c9 muito frequente entender-se a Igreja apenas como hierarquia e as voca\u00e7\u00f5es consagradas.  O II Conc\u00edlio do Vaticano e outros documentos posteriores explicitaram o lugar dos leigos e a sua interven\u00e7\u00e3o no mundo, mas poucos avan\u00e7os se deram. A leitura da situa\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s \u00e9 feita pelo soci\u00f3logo Marinho Antunes, director do Centro de Estudos S\u00f3cio-pastorais da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa. A realidade \u00e9 clara: existe uma larga maioria de leigos em Portugal, derivada naturalmente da sua condi\u00e7\u00e3o de baptizados, mas pouco se sabe sobre a sua verdadeira identidade em termos de miss\u00e3o espec\u00edfica e \u00fanica, no conjunto dos v\u00e1rios minist\u00e9rios da Igreja.  A quest\u00e3o tem sido estudada desde h\u00e1 muito pelo psic\u00f3logo Marinho Antunes que, em entrevista ao Jornal da Madeira, tra\u00e7ou os principais sintomas deste diagn\u00f3stico.  Por um lado, \u201ch\u00e1 um entendimento geral, a n\u00edvel do senso comum, da sociedade, da nossa cultura e at\u00e9 de alguns baptizados, que os leigos n\u00e3o s\u00e3o Igreja. Esta ficaria reduzida aos cl\u00e9rigos e aos religiosos (as) com certa visibilidade. H\u00e1 gente leiga com visibilidade p\u00fablica, mas fica-se numa certa indefini\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o identificamos os leigos como uma forma pr\u00f3pria de um estado na Igreja, n\u00e3o temos consci\u00eancia de que o leigo faz parte integrante e tem um papel e voca\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.\u201d  A mentalidade cultural n\u00e3o \u00e9 suficientemente aberta? \u201c O problema tem a ver com muita ignor\u00e2ncia\u201d, considera Marinho Antunes.  \u201cH\u00e1 pouca informa\u00e7\u00e3o e uma leitura muito pouco consistente em muitos meios. Isto significa tamb\u00e9m que a pr\u00f3pria Igreja, os pr\u00f3prios leigos n\u00e3o t\u00eam uma afirma\u00e7\u00e3o expl\u00edcita, clara, da sua condi\u00e7\u00e3o de membros da comunidade. Por isso, quando se fala da Igreja o que salta mais \u00e0 vista, para o senso comum, s\u00e3o os bispos, os religiosos e os santos; urge cultivar a consci\u00eancia sobre a participa\u00e7\u00e3o de todos, ningu\u00e9m fica exclu\u00eddo\u201d. Em Portugal, de uma maneira geral, mais numas regi\u00f5es do que noutras, a incapacidade para se entender este tra\u00e7o distintivo do leigo \u00e9 vis\u00edvel. Segundo o director do Centro de Estudos s\u00f3cio-pastorais da Universidade Cat\u00f3lica, \u201cisto \u00e9 mais not\u00f3rio naquelas zonas onde a cristandade se implantou da forma mais tradicional e onde os leigos v\u00e3o \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es, participam na vida cultual, mas a consci\u00eancia de membro activo e de pleno direito na vida paroquial ainda n\u00e3o est\u00e1 clara.\u201d   <i>Identidades est\u00e3o definidas<\/i> Ainda de acordo com Marinho Antunes, h\u00e1 mat\u00e9ria doutrinal e documentos conciliares suficientes para se conhecer a verdadeira identidade laical. Basta recordar, por exemplo, a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cChristifideles laici\u201d, do Papa Jo\u00e3o Paulo II, sobre a voca\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o dos leigos na Igreja e no mundo, de 1988, na sequ\u00eancia do S\u00ednodo dos Bispos sobre o mesmo tema: \u201cA miss\u00e3o salv\u00edfica da Igreja no mundo realiza-se n\u00e3o s\u00f3 pelos ministros que o s\u00e3o em virtude sacramento da Ordem, mas tamb\u00e9m por todos os fi\u00e9is leigos: estes, com efeito, por for\u00e7a da sua condi\u00e7\u00e3o baptismal e da sua voca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, na medida pr\u00f3pria de cada um, participam no m\u00fanus sacerdotal, prof\u00e9tico e real de Cristo\u201d.  Nestas circunst\u00e2ncias, de acordo com as necessidades, os \u201cPastores devem reconhecer e promover os of\u00edcios e as fun\u00e7\u00f5es dos fi\u00e9is leigos\u201d. Este tema, ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 novo; j\u00e1 o II Conc\u00edlio do Vaticano afirmara esta possibilidade de forma solene, atrav\u00e9s da Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica do Papa Paulo VI, \u201cEvangelii nuntiandi\u201d. Para Marinho Antunes, a tomada de consci\u00eancia desta afirma\u00e7\u00e3o \u201cimplica um trabalho dentro da pr\u00f3pria Igreja. Implica que se fa\u00e7a uma ac\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de forma\u00e7\u00e3o dos leigos e que se fale da voca\u00e7\u00e3o laical, em conjunto com as voca\u00e7\u00f5es sacerdotais e consagradas\u201d.  Por outro lado, considera este soci\u00f3logo, \u201co S\u00ednodo dos Bispos em 1988 chamou a aten\u00e7\u00e3o que era preciso esclarecer isto, que se continuasse a fazer um estudo e se apresentassem conclus\u00f5es mas a verdade \u00e9 que, desde essa data at\u00e9 hoje, isso n\u00e3o apareceu, apesar da Exorta\u00e7\u00e3o do Papa\u201d.   <i>Bispos portugueses reconhecem miss\u00e3o<\/i> Entre n\u00f3s, e sobre o assunto, destaca-se a Carta Pastoral \u201cOs crist\u00e3os leigos na comunh\u00e3o e miss\u00e3o da Igreja em Portugal\u201d, publicada pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, em Setembro de 1989, onde se diz que: \u201cNo que aos minist\u00e9rios diz respeito, \u00e9 preciso chegar \u00e0 defini\u00e7\u00e3o clara do \u00e2mbito de cada um e esclarecer em que circunst\u00e2ncias a forma habitual de servir a Igreja, numa esfera considerada permanente da sua ac\u00e7\u00e3o, pode dar origem a um minist\u00e9rio est\u00e1vel. (&#8230;) Mas, \u00e9 sobretudo no esclarecimento e estrutura\u00e7\u00e3o dos minist\u00e9rios laicais que \u00e9 preciso dar passos em frente\u201d&#8230; .  Ainda assim, os minist\u00e9rios dos leigos na vida activa da Igreja \u00e9 j\u00e1 not\u00f3ria em muitos campos, por exemplo, como catequistas, animadores da ora\u00e7\u00e3o e do canto lit\u00fargico, devotados ao servi\u00e7o da Palavra de Deus, assist\u00eancia aos irm\u00e3os necessitados, como respons\u00e1veis por movimentos apost\u00f3licos&#8230; A participa\u00e7\u00e3o dos leigos na constru\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 tarefa imprescind\u00edvel como testemunho da sua f\u00e9 e da sua condi\u00e7\u00e3o de membro da Igreja, inserida em todos os contextos da vida. Os tempos, por\u00e9m, est\u00e3o a mudar, h\u00e1 novos desafios, pelo que se apela a uma consci\u00eancia mais comprometida, mais identificada com o momento presente e de acordo com o pr\u00f3prio dinamismo da evangeliza\u00e7\u00e3o, defende o soci\u00f3logo Marinho Antunes. Outra quest\u00e3o importante \u00e9 que a miss\u00e3o dos leigos n\u00e3o se esgota no seu papel dentro da Igreja. \u201cE esta dimens\u00e3o est\u00e1 menos clara\u201d, considera Marinho Antunes. Ou seja, \u201cj\u00e1 n\u00e3o basta estar ao servi\u00e7o da catequese ou de outras tarefas, \u00e9 preciso avan\u00e7ar agora na transforma\u00e7\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o do mundo\u201d.  Este imperativo relacionado com a presen\u00e7a dos leigos enfrenta, no entanto, alguns dificuldades. Segundo aquele especialista, \u201cnotam-se duas coisas: uma \u00e9 que na pr\u00f3pria vida interna da Igreja esta dimens\u00e3o \u00e9 habitualmente menos prezada (tem menos valor). Como j\u00e1 sublinhei, ainda se olha para os leigos, em muitos s\u00edtios, com uma vis\u00e3o muito clerical e acho que os leigos a\u00ed devem ter responsabilidades. Outra coisa que acontece, \u00e9 a pouca consci\u00eancia que os pr\u00f3prios leigos t\u00eam de serem Igreja no meio do mundo. Eles t\u00eam uma miss\u00e3o pr\u00f3pria no mundo e para o mundo, n\u00e3o podem prescindir dessa tarefa; trata-se de uma presen\u00e7a diferente, fora dos conventos ou das casas paroquiais; est\u00e3o no mundo para transform\u00e1-lo. S\u00e3o membros da Igreja para mudar o mundo e isso n\u00e3o se faz apenas pelos sacramentos, isso faz-se na mudan\u00e7a do dia-a-dia, no modo como se faz pol\u00edtica, d\u00e1 aulas, como se est\u00e1 na empresa , no clube de futebol e em tantas outras coisas da vida\u201d.  O mundo \u00e9 o lugar da miss\u00e3o, a viv\u00eancia do Evangelho em todos os aspectos, salienta Marinho Antunes: \u201cos cl\u00e9rigos e os religiosos tamb\u00e9m est\u00e3o no mundo, simplesmente est\u00e3o numa rela\u00e7\u00e3o diferente com o mundo e sobretudo com a constru\u00e7\u00e3o quotidiana do mundo. \u00c9 t\u00edpico dos leigos evangelizar em v\u00e1rios campos, na vida familiar, laboral, por exemplo.  A pr\u00f3pria Igreja, em muitos casos, n\u00e3o est\u00e1 muito sens\u00edvel a esta situa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o digo a doutrina porque, como disse, muita reflex\u00e3o j\u00e1 foi feita, o Papa fala disto permanentemente e os nossos Bispos tamb\u00e9m j\u00e1 se pronunciaram&#8230; . Agora, sente-se que isto n\u00e3o tem passado suficientemente para os crist\u00e3os em geral. Durante a missa, por exemplo, o grande lugar de encontro, \u00e9 pouco frequente que os leigos sejam sensibilizados para esta situa\u00e7\u00e3o, de que t\u00eam uma voca\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, dons e carismas pr\u00f3prios. A miss\u00e3o n\u00e3o pode restringir-se apenas ao interior do templo e das organiza\u00e7\u00f5es em sentido estrito. A dimens\u00e3o da Igreja que est\u00e1 no mundo como sal e luz, na vida familiar e social, em todos os campos, precisa tamb\u00e9m de ser valorizada\u201d.   <i>Mudan\u00e7a de \u00e9poca e interdepend\u00eancias<\/i> Os tempos s\u00e3o outros, parecer que tudo \u00e0 nossa volta se desmorona, mas h\u00e1 raz\u00f5es para a esperan\u00e7a. Marinho Antunes entende que n\u00e3o se deve voltar as costas aos problemas, baixar os bra\u00e7os ou desanimar.  \u201cVivemos desafios particularmente importantes, hoje mesmo, agora, neste momento, em que estamos a mudar de \u00e9poca. Estamos numa profunda mudan\u00e7a e transforma\u00e7\u00e3o das nossas sociedades, da cultura, a n\u00edvel mundial com a globalizada, a n\u00edvel do nosso dia-a-dia, etc. . A mudan\u00e7a \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pida e h\u00e1 tantos factores de mudan\u00e7a , tanta diversidade e interdepend\u00eancia, tanta compara\u00e7\u00e3o com outras culturas e religi\u00f5es, a ponto de muitos crist\u00e3os ficarem com a sensa\u00e7\u00e3o de que isto est\u00e1 tudo a se desfazer.  \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito desagrad\u00e1vel, penosa, de quem parece estar a perder o p\u00e9.  O mundo antigo, efectivamente, est\u00e1 a desmoronar-se, n\u00e3o podemos ter d\u00favidas sobre isto. Agora, ficamos com uma m\u00e1 vis\u00e3o do problema se n\u00e3o percebermos que este \u00e9 o momento oportuno para irmos construindo um mundo novo. Isto implica participa\u00e7\u00e3o, exige que as pessoas n\u00e3o fiquem simplesmente a gritar \u201caqui d&#8217;el rei\u201d, chamem a pol\u00edcia ou um salvador que ponha isto na ordem.  Houve outros tempos na hist\u00f3ria que foi assim, isto n\u00e3o \u00e9 novidade, mas agora cabe-nos viver este tempo; e \u00e9 um tempo em que precisamos ir muito mais fundo, temos de sr muito mais exigentes acerca da qualidade da nossa vida crist\u00e3, porque em tempos de uma certa rotina, em que as coisas v\u00e3o correndo naturalmente segundo nos disseram os nossos pais e antepassados, h\u00e1 que reagir. Estamos noutro enquadramento social e cultural que implica uma capacidade de leitura diferente do tempo da hist\u00f3ria. Os leigos est\u00e3o mais expostos neste caso, mas \u00e9 preciso comprometer-se mais, \u00e0 luz da f\u00e9\u201d.  <i>Leigos mais informados<\/i> O empenhamento dos leigos nas comunidades paroquiais, entretanto, n\u00e3o est\u00e1 isento de alguns confrontos. \u201cEm alguns casos\u201d, diz Marinho Antunes, \u201cisto talvez tenha gerado algum confronto. Mas, hoje, \u00e9 preciso ter em conta que os leigos n\u00e3o est\u00e3o acantonados \u00e0 sua par\u00f3quia. N\u00f3s viajamos, como \u00e9 pr\u00f3prio de uma sociedade moderna, vamos \u00e0 escola mais tempo, estamos mais a par do se passa no mundo, conhecem-se outras experi\u00eancias. Al\u00e9m disso, no contexto da actual globaliza\u00e7\u00e3o, confrontam-se tamb\u00e9m comunidades atrav\u00e9s de not\u00edcias que at\u00e9 provocam eventuais tens\u00f5es. Deste modo, h\u00e1 que atender \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos leigos, no sentido em que ela s\u00f3 vai beneficiar a Igreja em geral; os leigos n\u00e3o v\u00e3o substituir ningu\u00e9m e esta quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de hoje, apenas existem novos meios que ajudam a descobrir melhor esta realidade que, durante s\u00e9culos, deixamos adormecida. H\u00e1 muito caminho por andar, apesar de tudo, e isso depende em boa parte da vida apost\u00f3lica das par\u00f3quias\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00f5es do director do Centro de Estudos S\u00f3cio-pastorais da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[127,147,237,294,311],"class_list":["post-10261","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-catequese","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-joao-paulo-ii","tag-sacramentos","tag-sinodo-dos-bispos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10261","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10261"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10261\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}