{"id":10248,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-banquete-eucaristico-a-palavra-e-o-sinal\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-banquete-eucaristico-a-palavra-e-o-sinal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-banquete-eucaristico-a-palavra-e-o-sinal\/","title":{"rendered":"O Banquete Eucar\u00edstico. A Palavra e o Sinal"},"content":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca de Lisboa no 2\u00ba Domingo da Quaresma  <!--more--> 1. A Eucaristia como celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa \u00e9 o sacramento dos sacramentos. O realismo dos sentidos d\u00e1 lugar \u00e0 significa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica dos sinais. Os sinais sacramentais s\u00e3o realidades naturais na vida dos homens, cujo significado simb\u00f3lico \u00e9 enriquecido pela ac\u00e7\u00e3o misteriosa do Esp\u00edrito Santo, que d\u00e1 realismo existencial e hist\u00f3rico ao des\u00edgnio salv\u00edfico de Deus. A significa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica desses \u201csinais\u201d, sugere e abre para a compreens\u00e3o da mensagem salv\u00edfica, s\u00f3 compreendida ao ritmo da luz da f\u00e9, portanto ao ritmo da Palavra de Deus. Num sacramento, a Palavra revela e desvela a significa\u00e7\u00e3o salv\u00edfica do sinal sacramental e com ele \u00e9 instrumento da efic\u00e1cia salv\u00edfica da interven\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. A realidade humana que serve de sinal ao sacramento da Eucaristia \u00e9 o banquete. Diz o Santo Padre: \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a dimens\u00e3o mais saliente da Eucaristia \u00e9 a do banquete. A Eucaristia nasceu, na noite de Quinta-Feira Santa, no contexto da Ceia Pascal. Traz inscrito na sua estrutura o sentido da comensalidade (\u2026) Este aspecto exprime bem a rela\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o que Deus quer estabelecer connosco e que n\u00f3s mesmos devemos fazer crescer uns com os outros\u201d[1]. E j\u00e1 antes, na Carta Enc\u00edclica \u201cIgreja da Eucaristia\u201d, o Santo Padre escreveu: \u201cA Eucaristia \u00e9 verdadeiro banquete, onde Cristo Se oferece como alimento\u201d[2]. De facto, na vida dos homens, o banquete \u00e9 uma experi\u00eancia que sugere alimento, mas tamb\u00e9m celebra\u00e7\u00e3o e festa, alegria do encontro e da comunh\u00e3o. Mas nenhuma destas significa\u00e7\u00f5es naturais exprime cabalmente a realidade da Eucaristia, porque ela \u00e9 obra da ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo e a amplitude do seu significado \u00e9-nos revelada pela Palavra. Sem fugir \u00e0 verdade humana do banquete, a Eucaristia \u00e9 sempre revela\u00e7\u00e3o da verdadeira festa de Deus, an\u00fancio do banquete escatol\u00f3gico.  <i>Banquete da nova e definitiva Alian\u00e7a<\/i> 2. \u00c9 assim que Jesus classifica a Ceia Pascal, durante a qual institui a Eucaristia (Mt 26,28 e Lc 22,20). Ali\u00e1s a pr\u00f3pria ceia pascal judaica era um banquete de alian\u00e7a, no qual o Povo de Israel fazia mem\u00f3ria da fidelidade de Deus \u00e0 alian\u00e7a estabelecida com Israel, libertando-o da escravid\u00e3o do Egipto. Esta \u00e9 uma dimens\u00e3o central da Eucaristia: \u00e9 um banquete de alian\u00e7a, que re\u00fane sentimentos como a ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, a confian\u00e7a e a festa. A P\u00e1scoa de Jesus, actualizada na Eucaristia, \u00e9 o selo definitivo de Deus na sua promessa de fidelidade. Ele continua a garantir, com o dom do seu Corpo e Sangue, a salva\u00e7\u00e3o a acontecer. Em cada Eucaristia, a Igreja e, atrav\u00e9s dela, a humanidade, continua a celebrar com Deus a alian\u00e7a da salva\u00e7\u00e3o. Porque esta alian\u00e7a \u00e9 definitiva, ela d\u00e1-nos a garantia de eternidade. O futuro da humanidade, sejam quais forem os dramas por que ainda h\u00e1-de passar, s\u00f3 pode ser positivo. A Eucaristia \u00e9 o sacramento da confian\u00e7a e da esperan\u00e7a.  <i>O festim do regresso do filho pr\u00f3digo<\/i> 3. Na par\u00e1bola do filho pr\u00f3digo, \u00e9 na alegria do banquete e da festa, que o pai celebra o reencontro com o filho extraviado, que regressa \u00e0 casa paterna (Lc 15,11-31). O acolhimento misericordioso que Jesus faz a uma mulher pecadora, que irrompe num banquete que um fariseu oferecera a Jesus, d\u00e1 um sentido novo ao banquete e explica porque \u00e9 que Jesus come com os publicanos e os fariseus (Lc 7,36 ss e 5,29-32). E Zaqueu, o publicano que segue Jesus, faz da sua convers\u00e3o uma festa e celebra-a num banquete (Lc. 19,2ss). A Eucaristia \u00e9 o banquete da reconcilia\u00e7\u00e3o, a festa dos convertidos que regressam \u00e0 intimidade de Deus e da comunidade. \u00c9 por isso que h\u00e1 uma converg\u00eancia e uma unidade insepar\u00e1vel entre a Eucaristia e o sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o[3]. Mas a pr\u00f3pria Eucaristia \u00e9 sacramento de reconcilia\u00e7\u00e3o. Todos quantos celebramos este sacramento da comunh\u00e3o e da miseric\u00f3rdia, nos sentimos regressados de muito longe, acolhidos pela ternura misericordiosa de Deus e pelo amor da comunidade e sentimos desejo de nunca mais \u201cfugir\u201d ou ficar para tr\u00e1s, respondendo com a nossa fidelidade \u00e0 fidelidade de Deus em Jesus Cristo. A Eucaristia encerra, na Igreja, um tesouro de miseric\u00f3rdia. Quantas l\u00e1grimas de alegria pela reconcilia\u00e7\u00e3o confiante com Deus e com os irm\u00e3os, quantas decis\u00f5es de mudan\u00e7a de vida e de convers\u00e3o, enriquecem esse tesouro que a Igreja guarda em sil\u00eancio e apresenta continuamente na celebra\u00e7\u00e3o pascal. Cada Eucaristia pode ser sempre a festa do regresso e do reencontro.  <i>O banquete do p\u00e3o repartido<\/i> 4. Um banquete \u00e9 uma refei\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 mais do que comer, \u00e9 conviver. O facto de o \u201cp\u00e3o\u201d partilhado gerar comunh\u00e3o espiritual entre as pessoas, \u00e9 a concretiza\u00e7\u00e3o da palavra da Escritura, com que Jesus responde ao dem\u00f3nio, nas tenta\u00e7\u00f5es do deserto: \u201cO homem n\u00e3o vive s\u00f3 de p\u00e3o, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus\u201d (Mt 4,4). No milagre da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es a l\u00f3gica de Jesus completa a anterior. Perante uma multid\u00e3o que se tinha esquecido de tudo para O seguir e ouvir, Jesus diz aos disc\u00edpulos: esta multid\u00e3o n\u00e3o vive s\u00f3 da palavra, precisa de alimento. Ide procurar maneira de a alimentar (Jo 6,1-15). O facto daquele p\u00e3o repartido ser fruto de um milagre, fez com que, naquela multid\u00e3o, o alimento do corpo n\u00e3o perturbasse a saciedade do esp\u00edrito. E \u00e9 por isso que este milagre \u00e9 o an\u00fancio da Eucaristia. O homem precisa tanto de alimentar o corpo, como de fortalecer o esp\u00edrito para a experi\u00eancia da comunh\u00e3o. Esta tens\u00e3o entre o alimento corporal e o alimento espiritual far\u00e1, para sempre, parte da densidade da Eucaristia. O p\u00e3o repartido \u00e9 o corpo de Cristo e sugere a quem d\u2019Ele se alimentou, que reparta pelos irm\u00e3os, o p\u00e3o que alimenta o corpo. A Eucaristia gera sempre um dinamismo de partilha.  5. A Eucaristia \u00e9 um verdadeiro banquete, onde somos convidados a harmonizar as necessidades materiais de alimento corporal com o sentido novo e definitivo do alimento espiritual, que gera a comunh\u00e3o na caridade e anuncia o banquete definitivo, na Casa do Pai. Como sacramento, ela situa-se na linha do Reino dos C\u00e9us, j\u00e1 experimentado na caridade e anunciado na sua plenitude escatol\u00f3gica. E isso \u00e9 poss\u00edvel porque o p\u00e3o repartido \u00e9 o pr\u00f3prio Corpo de Cristo. Mais uma vez estamos perante a exig\u00eancia da P\u00e1scoa, a \u201cpassagem\u201d, a grande mudan\u00e7a de perspectiva e de abertura a novos horizontes da nossa fome e da nossa sede. Os que beneficiaram da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es para matarem a fome f\u00edsica, n\u00e3o foram capazes de fazer essa passagem, quando o Senhor lhes diz para procurarem outro alimento, o seu corpo que \u00e9 verdadeira comida. O Santo Padre comenta, assim, esta passagem do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o: \u201cA Eucaristia \u00e9 verdadeiro banquete, onde Cristo Se oferece como alimento. A primeira vez que Jesus anunciou este alimento, os ouvintes ficaram perplexos e desorientados, obrigando o Mestre a insistir na dimens\u00e3o real das suas palavras: \u00abEm verdade, em verdade vos digo: se n\u00e3o comerdes a carne do Filho do Homem e n\u00e3o beberdes o seu sangue, n\u00e3o tereis a vida em v\u00f3s\u00bb. N\u00e3o se trata de alimento em sentido metaf\u00f3rico, mas \u00aba minha carne \u00e9, na verdade, uma comida, e o meu sangue \u00e9, na verdade, uma bebida\u00bb (Jo. 6,53-55)\u201d[4]. Esta \u201cpassagem\u201d, a comunidade crist\u00e3 tem de a fazer, cada vez que celebra a Eucaristia.   <i>Mais exigente do que a \u201cpassagem\u201d do Mar Vermelho<\/i> 6. A Eucaristia \u00e9 a realidade mais exigente da vida do crist\u00e3o, pois nela \u00e9 chamado a fazer essa \u201cpassagem\u201d na totalidade da sua vida. No Mar Vermelho a passagem foi mais simples, apesar de misteriosa: o povo passou de um lado para o outro. Na Eucaristia n\u00e3o passa de um lado para o outro, do temporal para o eterno, do material para o espiritual, do alimento do corpo para o alimento do esp\u00edrito. Mant\u00e9m-se, nela, todo o realismo da vida neste mundo, mas introduzindo nela a for\u00e7a transformadora da vida nova, semente de eternidade. Esta tens\u00e3o entre o presente e o eterno, deve exprimir-se na pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, e h\u00e1 dois extremos a evitar: procurar o sinal sacramental no realismo de uma refei\u00e7\u00e3o humana, onde se come, bebe e confraterniza, como se o realismo de uma refei\u00e7\u00e3o humana esgotasse a significa\u00e7\u00e3o sacramental da Ceia do Senhor. J\u00e1 S\u00e3o Paulo denuncia este realismo, perguntando aos cor\u00edntios se eles n\u00e3o t\u00eam casa para comer e beber (1Cor 15,22); ou fazer da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica um mero rito religioso, esvaziando-a das exig\u00eancias da real partilha do p\u00e3o deste mundo, esquecendo que desde o in\u00edcio a cerim\u00f3nia da frac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, levava os crist\u00e3os a porem em comum tudo o que possu\u00edam (Act 2,42-47). A caridade e a comunh\u00e3o fraterna, frutos sacramentais da Eucaristia, exprimem-se, tamb\u00e9m, nas realidades materiais deste mundo, e de modo particular na partilha fraterna[5].  Nos primeiros s\u00e9culos da Cristandade, em comunidades crist\u00e3s mais pequenas e mais enraizadas no todo da comunidade humana, os crist\u00e3os traziam para a celebra\u00e7\u00e3o as ofertas que concretizavam na sua partilha de bens, que depois eram distribu\u00eddos pelos pobres. Era o \u201cofert\u00f3rio\u201d, momento que acabou por ser integrado liturgicamente no conjunto da celebra\u00e7\u00e3o. O p\u00e3o e o vinho, frutos da terra e do trabalho do homem, oferecidos para se transformarem no Corpo e Sangue de Cristo, s\u00e3o uma parte desse p\u00e3o repartido e acabar\u00e1 por ajudar a comunidade a fazer a \u201cpassagem\u201d, dando sentido novo \u00e0 partilha dos dons. Na maneira actual das nossas comunidades celebrarem a Eucaristia, este momento de ofert\u00f3rio precisa de ser reconduzido \u00e0 sua dimens\u00e3o de partilha real. Ele n\u00e3o pode ser o momento de explos\u00e3o simb\u00f3lica de s\u00edmbolos que pouco significam, em que se oferece o que n\u00e3o se d\u00e1. O p\u00e3o e o vinho, frutos da terra e do trabalho do homem precisam de ser completados com a real partilha dos nossos bens, verdadeiro p\u00e3o repartido, expresso nas realidades da vida actual. O dinheiro, principal express\u00e3o actual dos bens que se possuem, partilhado pelos irm\u00e3os e para as despesas da comunidade, tem mais significado real de partilha do que todas as realidades simb\u00f3licas que se trazem ao altar. Para \u201csalvar\u201d o ofert\u00f3rio, \u00e9 preciso anunciar \u00e0s comunidades o destino da partilha, pois sem isso a moeda oferecida transforma-se em gesto que n\u00e3o encarna o compromisso generoso do \u201cp\u00e3o repartido\u201d, da partilha de bens com os irm\u00e3os e com a comunidade. Mas a partilha material, na Eucaristia, s\u00f3 encontra o seu sentido pleno, se significar o dom da pr\u00f3pria pessoa, a disponibilidade para Deus e para os irm\u00e3os, na miss\u00e3o, nas actividades comunit\u00e1rias, no servi\u00e7o gratuito que exprime a caridade. S\u00f3 assim todos os nossos dons se transformar\u00e3o em oferta eucar\u00edstica, em \u201ch\u00f3stias espirituais\u201d.  <i>Esta \u201cpassagem\u201d \u00e9 realizada pela Palavra<\/i> 7. A Eucaristia \u00e9, por excel\u00eancia, o \u201cmist\u00e9rio da f\u00e9\u201d. Os crist\u00e3os s\u00f3 realizar\u00e3o, nela, a \u201cpassagem\u201d a que ela convida, se neles brilhar a luz da f\u00e9. E esta luz s\u00f3 iluminar\u00e1 os seus cora\u00e7\u00f5es, se escutarem a Palavra de Deus. Desde o princ\u00edpio da Igreja, a \u201cfrac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o\u201d \u00e9 sempre iluminada pela Palavra. A comunidade crist\u00e3 come\u00e7ava por ouvir a palavra dos Ap\u00f3stolos (Act 2,42). \u00c9 por isso que a Eucaristia \u00e9 mist\u00e9rio de luz[6]. Na Eucaristia, a mesa da Palavra \u00e9 t\u00e3o importante como a mesa do p\u00e3o repartido ou, dito de outra maneira, a Palavra \u00e9 o primeiro p\u00e3o repartido. Uma assembleia eucar\u00edstica que n\u00e3o escute a Palavra como fonte de luz, corre o risco de passar ao lado do gesto eucar\u00edstico, n\u00e3o lhe captando o sentido e n\u00e3o fazendo a \u201cpassagem\u201d. Isto sublinha a import\u00e2ncia da proclama\u00e7\u00e3o da Palavra na liturgia e da homilia que prepara a assembleia para a \u201cpassagem\u201d. Ou\u00e7amos, a este prop\u00f3sito, o Santo Padre: \u201cN\u00e3o basta que os textos b\u00edblicos sejam proclamados numa l\u00edngua compreens\u00edvel, se tal proclama\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 feita com o cuidado, prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, escuta devota, sil\u00eancio meditativo, que s\u00e3o necess\u00e1rios para que a Palavra de Deus toque a vida e a ilumine\u201d[7]. Acaso teriam os disc\u00edpulos de Ema\u00fas reconhecido o Senhor ressuscitado na frac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, se, durante o caminho, Ele n\u00e3o os tivesse iluminado com as palavras da Escritura, a come\u00e7ar em Mois\u00e9s e passando pelos profetas? (Lc 24,27)[8]. Quando o Povo de Deus converge para a Eucaristia, sabe o que procura e deseja. Tem de ser o desejo da Eucaristia, o desejo de fazer a \u201cpassagem\u201d, que motiva a bem proclamar e escutar a Palavra de Deus.  S\u00e9 Patriarcal, 20 de Fevereiro de 2005 <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/i>  &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; [1] Mane Nobiscum Domine (MND), n. 15  [2] Ecclesia de Eucharistia (Ede), n. 16  [3] Ibidem, n. 37  [4] Ibidem, n. 16  [5] Cf. N.M.I. nn. 27 e 28  [6] ibidem, n. 12  [7] Ibidem, n. 13  [8] cf. Ibidem, n. 12<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca de Lisboa no 2\u00ba Domingo da Quaresma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,168,246,275,91,294],"class_list":["post-10248","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-liturgia","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10248","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10248"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10248\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10248"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10248"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10248"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}