{"id":102245,"date":"2018-05-02T15:45:55","date_gmt":"2018-05-02T14:45:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=102245"},"modified":"2018-04-26T12:02:36","modified_gmt":"2018-04-26T11:02:36","slug":"a-luz-de-luiza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-luz-de-luiza\/","title":{"rendered":"A luz de Luiza"},"content":{"rendered":"<p><em>Pe Joaquim Ganh\u00e3o,\u00a0Diocese de Santar\u00e9m<\/em>\u00a0<!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-102247 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/luzia_andaluz-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/luzia_andaluz-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/luzia_andaluz-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/luzia_andaluz-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/luzia_andaluz-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/luzia_andaluz.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Percorrer a hist\u00f3ria de Santar\u00e9m no s\u00e9culo XX leva-nos por variad\u00edssimas vielas onde se cruzam acontecimentos extraordin\u00e1rios e cheios de luz, com outros tantos desencontros que, para os crentes, se tornam desafio e oportunidade.<\/p>\n<p>Luiza Andaluz vai na dianteira daqueles para quem o acontecer da hist\u00f3ria se torna o lugar do concreto de Deus, o espa\u00e7o de oportunidade certa e concreta para anunciar, oportuna e inoportunamente o Evangelho, com uma invulgar capacidade de ler os sinais dos tempos e de lhes responder com arrojadas ousadias.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria ainda hoje bem viva na cidade que lhe deu ber\u00e7o narra-nos, com o encanto de disc\u00edpulos, a sua presen\u00e7a cheia de uma luz contagiante, jamais apagada na vida daqueles que a conheceram ou que t\u00eam usufru\u00eddo do seu carisma atrav\u00e9s das Congrega\u00e7\u00e3o que fundou e aqui permanece.<\/p>\n<p>Qual o segredo de Luiza Andaluz?<\/p>\n<p>O segredo de Luiza foi ter-se deixado conduzir. A busca permanente da vontade de Deus no concreto da vida, conduz ao acolhimento do dom da santidade. E os Santos s\u00e3o aqueles que experimentaram de modo intenso o Amor misericordioso de Deus, que n\u00e3o puderam viver sen\u00e3o nesse amor e desse amor, seguindo a Cristo no caminho das Bem aventuran\u00e7as. Como Ela afirmava: <em>\u201cn\u00e3o temas e segue o Cordeiro. Coloca os teus p\u00e9s nas suas passadas e caminha confiante. \u00c9 ele que te conduz<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Vemos na vida da Madre Andaluz que a santidade \u00e9 Dom de Deus mas exige disponibilidade da nossa parte para nos deixarmos transformar continuamente pela sua gra\u00e7a. Na sua experi\u00eancia de f\u00e9 afirmava: \u201c<em>\u00c9 feliz quem sabe abra\u00e7ar a Cruz que o <\/em><\/p>\n<p><em>Senhor Lhe envia. O amor tudo transforma!\u201d Porque \u201cse quisermos saber quem \u00e9 Deus, devemos ajoelhar-nos aos p\u00e9s da cruz<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A luz que brilha na vida Luiza \u00e9 a luz do Ressuscitado que brilha nas trevas. Ela entendeu bem o convite do <em>Mestre Divino<\/em>. Entendeu-o e concretizou-o: <em>Brilhe a Vossa Luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us <\/em>(Mt 5,16). Vemos hoje com clareza as boas obras de Madre Lu\u00edza Andaluz. Vemos essas boas obras espalhadas pelo mundo na irradia\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da congrega\u00e7\u00e3o que nos deixou, vemo-las e gostar\u00edamos de as ver ainda mais nas nossas dioceses e comunidades. Mas vemo-las tamb\u00e9m na concretiza\u00e7\u00e3o daquela conhecida exclama\u00e7\u00e3o de Jesus no Evangelho: <em>tenho pena desta multid\u00e3o<\/em> (Mt 9,36)\u2026 Lu\u00edza Andaluz teve pena da multid\u00e3o e soube olhar para ela com os sentimentos e a determina\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o de Cristo. Intuiu o desafio das periferias do seu tempo e n\u00e3o se poupou nas respostas. Vivendo uma profunda comunh\u00e3o com a Igreja, na pessoa do seu bispo e dos sacerdotes com quem cooperava ativamente, estimulou as voca\u00e7\u00f5es sacerdotais.\u00a0 Amou a Cristo, Amou a Igreja, serviu os irm\u00e3os. Deixando os aconchegos do pal\u00e1cio tornou-se, Ela mesma, o aconchego dos pobres e a resposta oportuna \u00e0s necessidades concretas da Igreja. Como o Senhor Jesus, compadeceu-se da multid\u00e3o e deu-lhe de comer, deu-lhe instru\u00e7\u00e3o, deu-lhe afeto, mas tamb\u00e9m exig\u00eancia de vida para que a dignidade sempre se retome e permane\u00e7a. Luiza \u00e9 a mulher verdadeiramente transfigurada, que irradia aquela luz que penetra os espa\u00e7os todos, onde o evangelho jamais chegaria apenas com palavras.<\/p>\n<p>S. Jo\u00e3o Paulo II, lembrava-nos no in\u00edcio do novo mil\u00e9nio que \u201c\u00e9 hora de propor de novo a todos com convic\u00e7\u00e3o, esta medida alta da vida crist\u00e3: toda a vida da comunidade eclesial e das fam\u00edlias crist\u00e3s deve ser conduzida nesta dire\u00e7\u00e3o da santidade, isto \u00e9, da uni\u00e3o com Cristo\u201d (NMI, 31). A recente proclama\u00e7\u00e3o das virtudes heroicas da Serva de Deus Luiza Andaluz, na esperan\u00e7a da sua futura beatifica\u00e7\u00e3o, estimula-nos a assumirmos esta miss\u00e3o que \u00e9 nossa. Porque, como afirmava nestes dias o Papa Francisco, \u201cPara um crist\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel imaginar a pr\u00f3pria miss\u00e3o na terra, sem a conceber como um caminho de santidade, porque \u00abesta \u00e9, na verdade, a vontade de Deus: a [nossa] santifica\u00e7\u00e3o\u00bb (1 Ts 4, 3). Cada santo \u00e9 uma miss\u00e3o; \u00e9 um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da hist\u00f3ria, um aspeto do Evangelho\u201d (Gaudete et exultate 19).<\/p>\n<p>Luiza entendeu isto de modo sublime e tomou para si esta orienta\u00e7\u00e3o: \u201cPassar fazendo o bem \u00e0 imita\u00e7\u00e3o do Mestre Divino, tornar felizes os que nos rodeiam, que doce programa de vida!\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe Joaquim Ganh\u00e3o,\u00a0Diocese de Santar\u00e9m\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":102247,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-102245","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/102245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=102245"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/102245\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/102247"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=102245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=102245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=102245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}