{"id":1017,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/envelhecimento-da-populacao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"envelhecimento-da-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/envelhecimento-da-populacao\/","title":{"rendered":"Envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Comunicado da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Fam\u00edlias Numerosas <!--more--> O INE publicou no passado dia 12 de Junho o estudo &#8220;Projec\u00e7\u00f5es de Popula\u00e7\u00e3o residente em Portugal 2000-2050&#8221; em que mais uma vez alerta para o alarmante envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, resultante em grande parte da baixa taxa de natalidade.  Sobre este estudo, a APFN tem a fazer os seguintes coment\u00e1rios:  1 &#8211; A an\u00e1lise efectuada \u00e9 optimista.  Com efeito, e por ser de 2000 a 2050, o INE usou como ponto de partida o \u00edndice sint\u00e9tico de fecundidade de 2000 (1.56), que foi bastante mais elevado que o valor dos \u00faltimos dez anos, incluindo 2001 e 2002. Na nossa opini\u00e3o, dever-se-ia ter entrado em linha de conta com este &#8220;factor anormal&#8221;, tomando-se, como ponto de partida, a m\u00e9dia dos \u00faltimos 5 ou 10 anos, bem inferior.  2 &#8211; O &#8220;cen\u00e1rio base&#8221; \u00e9 optimista, uma vez que prev\u00ea uma evolu\u00e7\u00e3o deste mesmo \u00edndice para 1.71 em 2050, quando nada leva a pensar-se que possa haver um aumento da natalidade, como mostra o facto de o \u00edndice ter reduzido em 2001 e 2002. Portanto, cr\u00ea-se que o &#8220;cen\u00e1rio base&#8221; deveria ter sido tomado assumindo-se a manuten\u00e7\u00e3o do \u00edndice no valor m\u00e9dio dos \u00faltimos 10 anos, onde tem andado mais ou menos constante com pequenas oscila\u00e7\u00f5es (tendo 2000 sido a excep\u00e7\u00e3o).  Portanto, o cen\u00e1rio mais realista ser\u00e1 qualquer coisa entre o &#8220;cen\u00e1rio base&#8221; e &#8220;cen\u00e1rio de envelhecimento&#8221; apresentados nesse estudo.  Este estudo dever\u00e1 ser analisado com os dados do \u00faltimo &#8220;Inqu\u00e9rito \u00e0 Fam\u00edlia e Fecundidade&#8221; efectuado pelo INE, que evidencia que o n\u00famero m\u00e9dio de &#8220;filhos desejados&#8221; \u00e9 de 2.1 por casal, e com o estudo recentemente divulgado pelo instituto de estat\u00edsticas franc\u00eas INSEE (www.apfn.com.pt\/Noticias\/Mai2003\/mulheres.htm), que mostra que os casais emigrantes em Fran\u00e7a tinham, em 1999, uma m\u00e9dia de 2.04 filhos, aproximando-se, assim, dos desej\u00e1veis 2.1 filhos por casal para a necess\u00e1ria renova\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es.  \u00c9 assim, evidente, que: 1 &#8211; A chamada &#8220;falta de fecundidade&#8221; em Portugal n\u00e3o \u00e9 um defeito dos casais portugueses nem &#8220;falta de vontade&#8221; . N\u00e3o s\u00f3 eles desejam ter mais filhos, como o conseguem desde que residam fora de Portugal!   2 &#8211; Basta, portanto, que se implementem em Portugal as medidas que foram implementadas em Fran\u00e7a, para que os portugueses possam ter os filhos que desejam. N\u00e3o o fazem, apenas, porque o Estado n\u00e3o quer, como a APFN tem vindo, insistentemente, a reclamar, e todos os estudos mostram!  3 &#8211; Por outras palavras, a responsabilidade da actual e previs\u00edvel desastrosa situa\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica \u00e9 da exclusiva (ir)responsabilidade dos governos dos \u00faltimos 20 anos, que t\u00eam ignorado sucessivamente os in\u00fameros avisos que t\u00eam sido feitos, continuando com uma pol\u00edtica anti-fam\u00edlia e anti-natalidade, de que o regime fiscal \u00e9 a &#8220;cereja em cima do bolo&#8221;, penalizando quem se casa, beneficiando fortemente quem se divorcia, e penalizando os casais com filhos, tanto mais quanto maior o seu n\u00famero.  4 &#8211; \u00c9 evidente que a responsabilidade da situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, ainda, do actual governo, embora j\u00e1 tenha aprovado dois or\u00e7amentos sem qualquer medida de vulto no sentido de inverter a situa\u00e7\u00e3o. Mas compete ao actual governo tomar medidas s\u00e9rias para &#8220;minimizar estragos&#8221; uma vez que alguns s\u00e3o, j\u00e1, inevit\u00e1veis. Embora j\u00e1 tenha anunciado a inten\u00e7\u00e3o de criar algumas, h\u00e1 que refor\u00e7\u00e1-las fortemente e, com urg\u00eancia, p\u00f4-las a funcionar.  5 &#8211; A APFN recomenda, fortemente, que seja estabelecido como objectivo retirar imediatamente todo o car\u00e1ter anti-natalidade e anti-fam\u00edlia existente na legisla\u00e7\u00e3o portuguesa, por forma que todos os casais possam ter os filhos que desejam, e de que o pa\u00eds est\u00e1 t\u00e3o carente e que, de acordo com o referido &#8220;Inqu\u00e9rito \u00e0 Fam\u00edlia e Fecundidade&#8221;, s\u00e3o os necess\u00e1rios 2.1 filhos por casal.  6 &#8211; A APFN recomenda, ainda, que seja solicitado ao INE uma projec\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o residente at\u00e9 2050, prevendo-se um cen\u00e1rio em que o \u00edndice sint\u00e9tico de fecundidade aumentasse em 0.1 por ano at\u00e9 aos 2.1, e assim se mantivesse at\u00e9 2050. Este \u00e9 o cen\u00e1rio esperado, com os dados actuais, de uma pol\u00edtica familiar adequada, em que o Estado daria a liberdade de os casais terem os filhos desejados, como acontece com os casais portugueses que residem em Fran\u00e7a.  7 &#8211; Finalmente, a APFN recomenda fortemente que sejam refeitas, por uma entidade independente, as previs\u00f5es de sustentabilidade do sistema de seguran\u00e7a social, \u00e0 luz deste estudo do INE. A APFN tem fort\u00edssimas raz\u00f5es para suspeitar das declara\u00e7\u00f5es de que o sistema est\u00e1 garantido para os pr\u00f3ximos 40 anos, uma vez que, fisicamente, \u00e9 imposs\u00edvel, dado o enorme e previsto crescente racio entre reformados e popula\u00e7\u00e3o activa.  APFN &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Fam\u00edlias Numerosas  Rua 3A \u00e0 Urbaniza\u00e7\u00e3o da Ameixoeira \u00c1rea 3, Lote 1, Loja A 1750-084 Lisboa Tel: 217 552 603 &#8211; 917 219 197 Fax: 217 552 604 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunicado da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Fam\u00edlias Numerosas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[116,206,267],"class_list":["post-1017","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-apfn","tag-familia","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1017","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1017"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1017\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1017"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1017"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1017"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}