{"id":10164,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/cardeal-patriarca-considera-a-irma-lucia-um-simbolo-nacional\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"cardeal-patriarca-considera-a-irma-lucia-um-simbolo-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cardeal-patriarca-considera-a-irma-lucia-um-simbolo-nacional\/","title":{"rendered":"Cardeal-Patriarca considera a Irm\u00e3 L\u00facia um s\u00edmbolo nacional"},"content":{"rendered":"<p>D. Jos\u00e9 Policarpo, presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP), defendeu hoje em Coimbra que a figura da Irm\u00e3 L\u00facia \u00e9 um s\u00edmbolo que fala a todo o pa\u00eds. Na homilia das ex\u00e9quias solenes, que decorrem na S\u00e9 Nova de Coimbra, o Cardeal-Patriarca referiu que \u201cna morte desta mulher, qualquer coisa tocou Portugal\u201d. \u201cQuando uma comunidade nacional \u00e9 capaz de reconhecer na simplicidade de uma religiosa um s\u00edmbolo que fala a todos, esse \u00e9 certamente para n\u00f3s um sinal de esperan\u00e7a\u201d, disse. Tentando passar \u00e0 margem de pol\u00e9micas recentes, D. Jos\u00e9 Policarpo fez quest\u00e3o de vincar que \u201ca morte da Irm\u00e3 L\u00facia \u00e9 um momento de como\u00e7\u00e3o\u201d aos qual \u201cpoucos portugueses ficaram indiferentes\u201d. \u201cA L\u00facia certamente ter\u00e1 perguntado a Nossa Senhora: e Vossemec\u00ea, o que quer deste Portugal, desta terra de Santa Maria?\u201d, afirmou o Cardeal-Patriarca, num momento que a assembleia sublinhou com uma salva de palmas. O presidente da CEP confessou que, como tantos portugueses, estava comovido e sensibilizado. \u201cEu pessoalmente, fui particularmente tocado pelo volume das reac\u00e7\u00f5es e das mensagens, que inesperadamente vieram de todos os quadrantes\u201d, assinalou. Neste sentido, agradeceu em nome da Igreja \u201ca todos aqueles que nos fizeram chegar mensagens escritas, tomaram gestos e posi\u00e7\u00f5es, fizeram declara\u00e7\u00f5es em p\u00fablico, manifestando \u00e0 sua maneira que sentiram na morte desta mulher qualquer coisa que tocava Portugal\u201d. D. Jos\u00e9 Policarpo referiu que, com a Irm\u00e3 L\u00facia viva, os acontecimentos de F\u00e1tima eram nossos contempor\u00e2neos. \u201cA sua morte marca uma fronteira. A partir deste momento, F\u00e1tima \u00e9 uma grande mensagem, tradi\u00e7\u00e3o espiritual que n\u00f3s recebemos de gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es de peregrinos, penitentes e orantes que tomaram a s\u00e9rio, contra tudo e contra todos, a simplicidade de uma mensagem\u201d, apontou.  <b>Simplicidade e fidelidade<\/b> <i>\u201c- Queria pedir-Lhe para nos levar para o C\u00e9u. &#8211; Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas c\u00e1 mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devo\u00e7\u00e3o ao Meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o. &#8211; Fico c\u00e1 sozinha? \u2013 perguntei, com pena. &#8211; N\u00e3o filha. E tu sofres muito? N\u00e3o desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio e o caminho que te conduzir\u00e1 at\u00e9 Deus\u201d. 13 de Junho de 1917 (Di\u00e1logo entre L\u00facia e Nossa Senhora, in Mem\u00f3rias da irm\u00e3 L\u00facia)<\/i> Foi tendo em conta esta passagem das mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia que o Cardeal-Patriarca dedicou uma parte da sua homilia a falar da simplicidade e da fidelidade da Vidente no cumprimento da sua miss\u00e3o. \u201cO que de extraordin\u00e1rio aconteceu na vida desta mulher insere-se na normalidade da voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u201d, considerando que, em caso contr\u00e1rio, correria o risco de n\u00e3o ser verdadeira. Falando numa elei\u00e7\u00e3o de predilec\u00e7\u00e3o, o Patriarca vincou que, na vida dos crist\u00e3os, essa voca\u00e7\u00e3o nasce \u201cnuma experi\u00eancia do divino t\u00e3o forte que n\u00e3o a podemos ignorar\u201d. \u201cQuando um projecto de Deus \u00e9 anunciado com tal clareza, s\u00f3 me resta procurar segui-lo e ser-lhe fiel\u201d, frisou. D. Jos\u00e9 Policarpo indicou que a uma voca\u00e7\u00e3o corresponde uma miss\u00e3o, como no caso dos pastorinhos. \u201cA maneira como L\u00facia narra nas suas mem\u00f3rias as apari\u00e7\u00f5es deixa claro que a visita inesperada do c\u00e9u \u00e9 entendida como uma miss\u00e3o, algo que o Senhor tinha para lhes pedir\u201d, recorda. Sobre a parte da miss\u00e3o que n\u00f3s conhecemos, o presidente da CEP sublinhou que a Irm\u00e3 L\u00facia \u201cfoi a porta-voz das revela\u00e7\u00f5es\u201d. \u201cL\u00facia \u00e9 sempre aquela que fala com Nossa Senhora (&#8230;) Espero que muito brevemente possamos ter aceso a esse manancial imenso de doutrina espiritual que esta mulher t\u00e3o simples, mas t\u00e3o grande, escreveu\u201d, acrescentou. O Cardeal-Patriarca disse ainda que \u201ch\u00e1 uma parte da sua miss\u00e3o que ela levou para o c\u00e9u: penit\u00eancia, convers\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cEstamos comovidos, n\u00e3o tanto porque ela morreu, mas porque hoje, entre F\u00e1tima e o C\u00e9u, uma nova ponte se estabeleceu\u201d, assegurou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Jos\u00e9 Policarpo, presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP), defendeu hoje em Coimbra que a figura da Irm\u00e3 L\u00facia \u00e9 um s\u00edmbolo que fala a todo o pa\u00eds. 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