{"id":1014,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/no-regresso-das-caravelas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"no-regresso-das-caravelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/no-regresso-das-caravelas\/","title":{"rendered":"No regresso das caravelas&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 quem chame \u00e0 \u2018nova vaga\u2019 de imigrantes, que tem estado a chegar a Portugal, sobretudo dos pa\u00edses de express\u00e3o portuguesa, como o regresso das caravelas, numa alus\u00e3o \u2013 assim o cremos e desejamos \u2013 de que os atingidos pela atitude de procura dos lusitanos tenham agora o reverso dessa busca.  De facto, os cerca de meio milh\u00e3o de imigrantes que t\u00eam procurado no nosso pa\u00eds solu\u00e7\u00e3o para as suas dificuldades econ\u00f3mico-sociais fazem-no com a esperan\u00e7a de encontrarem entre n\u00f3s aquilo pelo qual, legitimamente, anseiam: uma vida mais digna, nas v\u00e1rias vertentes e aspira\u00e7\u00f5es em cada tempo e na diversidade de cada pa\u00eds. \u00c9 not\u00f3rio que os \u2018novos imigrantes\u2019 v\u00eam fazer em Portugal o que muitos dos nacionais j\u00e1 n\u00e3o querem ou n\u00e3o fazem. Sectores como a constru\u00e7\u00e3o civil ou limpezas, restaura\u00e7\u00e3o ou servi\u00e7o dom\u00e9stico t\u00eam sido ocupados por pessoas vindas de outras paragens. Nalguns casos, segundo consta, h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o, at\u00e9 pela precariedade do emprego e a situa\u00e7\u00e3o de indocumentados ou mesmo de ilegalidade.  A legisla\u00e7\u00e3o tentou suster a \u2018invas\u00e3o\u2019 de muitos dos novos candidatos a melhor vida na Europa, sendo Portugal a porta de acesso a outros pa\u00edses. Neste como noutros campos de fronteira a Igreja Cat\u00f3lica tem estado a ser a voz tribun\u00edcia de quantos, pela sua subalterniza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o t\u00eam capacidade de reivindicar ou mesmo de fazer valer os seus direitos.  Ao n\u00edvel eclesial o regresso das caravelas tem a marca de muitos sacerdotes, religiosos\/as que est\u00e3o h\u00e1 mais ou menos tempo no nosso pa\u00eds nos diferentes sectores da vida nacional, profissional, cultural ou social. H\u00e1 dioceses onde sacerdotes t\u00eam assumido\/suprido as lacunas na paroquialidade, notando-se mesmo boa aceita\u00e7\u00e3o por parte dos fi\u00e9is e da popula\u00e7\u00e3o em geral. Ser\u00e1 que j\u00e1 nos apercebemos desta mudan\u00e7a? Estaremos capazes de estar abertos \u00e0s exig\u00eancias que ela vai colocar-nos? As nossas igrejas \u2013 paroquiais ou n\u00e3o \u2013 est\u00e3o dispon\u00edveis para receberem as diversas l\u00ednguas, os diversificados ritmos ou mesmo ritos, ocupando os nossos \u2018espa\u00e7os sagrados\u2019?  Est\u00e1 na hora de aplaudirmos o regresso das caravelas, com os frutos \u2013 n\u00e3o em especiarias ou ouro, como no passado! \u2013 da nossa evangeliza\u00e7\u00e3o. Assim saibamos ter capacidade de ler estes sinais dos tempos!  A. S\u00edlvio Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quem chame \u00e0 \u2018nova vaga\u2019 de imigrantes, que tem estado a chegar a Portugal, sobretudo dos pa\u00edses de express\u00e3o portuguesa, como o regresso das caravelas, numa alus\u00e3o \u2013 assim o cremos e desejamos \u2013 de que os atingidos pela atitude de procura dos lusitanos tenham agora o reverso dessa busca. 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