{"id":10107,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/fatima-e-as-aparicoes\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"fatima-e-as-aparicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fatima-e-as-aparicoes\/","title":{"rendered":"F\u00e1tima e as Apari\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Sabemos todos da import\u00e2ncia que t\u00eam na vida da Igreja certos lugares de apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora. Lourdes e F\u00e1tima s\u00e3o dois exemplos de peregrina\u00e7\u00e3o mundialmente conhecidos. Na Cova da Iria, Nossa Senhora apareceu a tr\u00eas crian\u00e7as de fam\u00edlias humildes de Aljustrel: L\u00facia de Jesus Santos, que na altura tinha dez anos; Francisco Marto, com nove anos e Jacinta Marto, sua irm\u00e3, com sete anos. As tr\u00eas crian\u00e7as n\u00e3o possuiam forma\u00e7\u00e3o escolar mas adquiriram forma\u00e7\u00e3o religiosa na catequese paroquial.   <b>1 \u2013 O que s\u00e3o apari\u00e7\u00f5es?<\/b> Afinal, o que s\u00e3o as apari\u00e7\u00f5es? Ser\u00e3o fruto da ilus\u00e3o de quem v\u00ea? Falsa realidade de quem se quer deixar ver? Ac\u00e7\u00e3o directa de algu\u00e9m que se quer manifestar? E se algu\u00e9m se faz ver, isso sup\u00f5e uma presen\u00e7a corporal (f\u00edsica)? Ou basta uma mera imagem visual criada na mente do vidente para que haja apari\u00e7\u00e3o? Pouco se tem discutido sobre as apari\u00e7oes marianas (de Maria) ou mariofanias. H\u00e1 estudo suficiente sobre as apari\u00e7\u00f5es do Ressucitado aos disc\u00edpulos. Poderemos tentar uma aproxima\u00e7\u00e3o ao tema, a partir das apari\u00e7\u00f5es e relatos descritos na B\u00edblia (no Antigo e Novo Testamento) para chegar a alguma luz sobre as apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima.   1. D\u00e1-se o nome de apari\u00e7\u00e3o a uma manifesta\u00e7\u00e3o de Deus, dos anjos ou dos mortos, que se apresentam sob uma forma que impressiona os sentidos. Na B\u00edblia, a apari\u00e7\u00e3o constitui um modo de revela\u00e7\u00e3o de Deus, isto \u00e9, um modo de Deus comunicar algo de si aos homens. Por elas se tornam presentes de maneira vis\u00edvel os seres que, por sua natureza, s\u00e3o invis\u00edveis aos homens. No Antigo Testamento Deus aparece em pessoa (= teofania), manifesta a sua gl\u00f3ria ou faz-se presente, por meio de um anjo. O nome de &#8220;anjo&#8221; n\u00e3o refere a sua natureza, mas a sua fun\u00e7\u00e3o: \u00e9 mensageiro.  Antes de falarmos das apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora, convir\u00e1, antes de mais, analisarmos brevemente as do Senhor Ressuscitado, que nos v\u00eam relatadas nos evangelhos.   2. As apari\u00e7\u00f5es de Jesus Ressuscitado:  O Novo Testamento refere as apari\u00e7\u00f5es do Anjo do Senhor ou de Anjos para manifestar que, em certos momentos importantes da exist\u00eancia de Cristo, o C\u00e9u est\u00e1 presente na Terra, o divino no humano. Mas parece claro que os narradores n\u00e3o quiseram redigir uma cr\u00f3nica biogr\u00e1fica da apari\u00e7\u00e3o do Ressuscitado. \u00c9 completamente imposs\u00edvel coordenar os relatos no tempo ou no espa\u00e7o. Tamb\u00e9m \u00e9 certo que os evangelistas n\u00e3o quiseram deixar-nos &#8220;recorda\u00e7\u00f5es fotogr\u00e1ficas&#8221; e se aparecem pormenores (&#8220;portas fechadas&#8221;, &#8220;tocar com o dedo&#8221;&#8230;) estes n\u00e3o devem ser considerados independentemente da totalidade daquilo que se quer revelar.   H\u00e1 sempre tr\u00eas aspectos comuns a todos os relatos de apari\u00e7\u00e3o:  a) A iniciativa \u00e9 daquele que &#8220;aparece&#8221;: nas apari\u00e7\u00f5es, aquele que aparece \u00e9 que toma a iniciativa. A f\u00e9 \u00e9 consequ\u00eancia deste encontro com o vidente (aquele que v\u00ea). Os evangelistas, mostrando que \u00e9 Jesus que interv\u00e9m junto ou no meio das pessoas, quando elas n\u00e3o contam com isso, manifestam assim que n\u00e3o se trata (na apari\u00e7\u00e3o) de uma inven\u00e7\u00e3o subjectiva (por parte do sujeito que v\u00ea) dos interessados, devido a uma f\u00e9 doentia ou exacerbada ou a uma imagina\u00e7\u00e3o desbocada&#8230;. mas \u00e9 fruto da ac\u00e7\u00e3o e iniciativa daquele que se faz e deixa ver.   b) Reconhecimento progressivo: os disc\u00edpulos descobrem quem \u00e9 Aquele que que se faz ver: Jesus de Nazar\u00e9, cuja vida e morte haviam conhecido. Ele que tinha morrido, est\u00e1 Vivo. Mas o modo deste reconhecimento \u00e9 gradual. Primeiro v\u00eaem nele um viandante, outras vezes um jardineiro&#8230; s\u00f3 depois \u00e9 que reconhecem que \u00e9 o Senhor! N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ver que \u00e9 o Messias Crucificado. \u00c9 que o Ressuscitado est\u00e1 j\u00e1 liberto das dimens\u00f5es humanas e das condi\u00e7\u00f5es normais da vida terrestre. N\u00e3o \u00e9 carnal. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um fantasma. Jesus insiste a Tom\u00e9: &#8220;Mete os teus dedos&#8221;&#8230; Isto para provar que o Ressuscitado \u00e9 o mesmo Crucificado&#8230; e n\u00e3o fruto de uma ilus\u00e3o ou vis\u00e3o doentia.   Estes dois aspectos devem sempre ser tidos em conta. Sen\u00e3o pensamos e queremos logo um Jesus Ressuscitado com carne e osso, quando o seu Corpo \u00e9 um Corpo espiritual, um corpo transformado pelo Esp\u00edrito. Mas \u00e9 Corpo, porque o Ressuscitado possui capacidade de presen\u00e7a, de comunica\u00e7\u00e3o e de rela\u00e7\u00e3o.   c) Um terceiro aspecto comum a todos os relatos de apari\u00e7\u00f5es \u00e9 o facto de que, reconhecendo o Senhor, os disc\u00edpulos como que antecipam j\u00e1 em vida a vis\u00e3o do futuro eterno e definitivo. Mas \u00e9-lhes lembrado: &#8220;porque ficais a olhar para o alto?&#8221; A vida continua!   Destas breves reflex\u00f5es ser\u00e1 bom concluirmos que a narra\u00e7\u00e3o das apari\u00e7\u00f5es pretendem transmitir uma experi\u00eancia real e aut\u00eantica, mas t\u00e3o maravilhosa e profunda, que as palavras e as frases, por muito que digam, dizem sempre pouco. Por isso as apari\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ser narradas como se fossem um mero facto ocorrido na esquina da rua. Elas s\u00e3o actua\u00e7\u00e3o, de uma presen\u00e7a sobrenatural, cuja express\u00e3o escapa \u00e0 nossa linguagem, demasiado concreta e pouco simb\u00f3lica. Tudo o que os evangelhos dizem das apari\u00e7\u00f5es s\u00e3o apenas aproxima\u00e7\u00f5es ou tentativas de exprimir uma experi\u00eancia real mas quase &#8220;indiz\u00edvel&#8221; e &#8220;historicamente&#8221; incomprov\u00e1vel.   <b>II &#8211; As apari\u00e7\u00f5es de Maria<\/b> Vimos j\u00e1 que uma apari\u00e7\u00e3o, aut\u00eantica n\u00e3o depende apenas daquele que v\u00ea mas sobretudo e fundamentalmente sup\u00f5e a interven\u00e7\u00e3o directa daquele que &#8220;se deixa ver&#8221;. O importante aqui n\u00e3o \u00e9 definir as modalidades de tal vis\u00e3o mas partir e chegar a um certo n\u00famero de crit\u00e9rios para estabelecer a autencidade (verdade) das apari\u00e7\u00f5es   1. As apari\u00e7\u00f5es de Maria s\u00e3o um testemunho da sua presen\u00e7a activa na vida da Igreja. S\u00e3o uma manifesta\u00e7\u00e3o particular deste amor maternal que &#8220;a faz cuidar dos irm\u00e3os de seu Filho, que caminham ainda na Terra at\u00e1 chegarem \u00e0 P\u00e1tria definitiva&#8221; (Lumen Gentium, n.62). As apari\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam por finalidade trazer uma revela\u00e7\u00e3o nova, mas recordar ou real\u00e7ar este ou aquele aspecto da doutrina do evangelho. Mais nada pode fazer Maria sen\u00e3o repetir incessantemente as palavras de Can\u00e1: &#8220;Fazei o que Ele (o seu Filho) vos disser&#8221;.   2. Como interpretar as apari\u00e7\u00f5es de Maria? Raramente encontramos uma reflex\u00e3o s\u00e9ria sobre as apari\u00e7\u00f5es de Maria. Ou &#8220;se descasca&#8221; sem d\u00f3 nem piedade, como o fazem alguns &#8220;crist\u00e3os cultos&#8221; ou quase se faz dogma dos enunciados de uma apari\u00e7\u00e3o, como se estes quase suplantassem a Escritura!  As raz\u00f5es desta aus\u00eancia de reflex\u00e3o teol\u00f3gica s\u00e9ria devem-se, em nosso modesto entender, ao facto de que raramente as pessoas gostam de enfrentar as realidades com alguma objectividade, sem apriorismos ou &#8220;pedras no sapato&#8221;. Tentaremos brevemente uma hip\u00f3tese se interpreta\u00e7\u00e3o das apari\u00e7\u00f5es a partir da B\u00edblia. Descobrimos como as descri\u00e7\u00f5es dadas pelos v\u00eddentes, por exemplo de F\u00e1tima, se situam na mesma linha daquelas que se encontram no Antigo Testamento e das quais temos a considerar alguns pontos a prop\u00f3sito do que dissemos sobre as do Ressuscitado.  Vemos como as apari\u00e7\u00f5es marianas nos s\u00e3o descritas com todo um conjunto de esquemas liter\u00e1rios (formas de escrever e apresentar ideias ou factos) pelos quais se tenta uma aproxima\u00e7\u00e3o de express\u00e3o de algo vivido. Vejamos alguns paralelos ou semelhan\u00e7as entre as narra\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima e as manifesta\u00e7\u00f5es de Deus no Antigo Testamento:  1. O homem b\u00edblico tem consci\u00eancia de que n\u00e3o poder\u00e1 ver a Deus, sem morrer, tal o abismo que separa o pecado do homem e a santidade de Deus. Para que Deus se comunique ao homem, servir-se-\u00e1 de sinais sens\u00edve\u00eds: vento, ru\u00eddos, luz&#8230; Deus n\u00e3o tem figura nem rosto. A sua presen\u00e7a \u00e9 manifestada pelo brilho da sua gl\u00f3ria estampado, seja na figura da sar\u00e7a ardente, na nuvem ou no trov\u00e3o&#8230; Em F\u00e1tima, o Anjo e a Senhora fazem-se preceder de um trov\u00e3o de Luz. A Senhora \u00e9 rodeada de uma nuvem alv\u00edssima. L\u00facia diz que era mais bela que o Sol. Ao fim e ao cabo, a Senhora parece que n\u00e3o aparece, mas faz-se aparecer a seres humanos.Se ela ali estivesse, com uma presen\u00e7a f\u00edsica-corporal, de modo concret\u00edssimo (&#8220;de carne e osso&#8221;), as descri\u00e7\u00f5es de L\u00facia poderiam ser mais precisas e pormenorizadas.Ora L\u00facia descreve mais uma manifesta\u00e7\u00e3o do que uma realidade totalmente material. Do Anjo, ela diz &#8220;n\u00e3o sei o que parecia&#8230; n\u00e3o lhe conhecia olhos nem m\u00e3os&#8221;. E os tr\u00eas videntes apercebem-se da mesma maneira da presen\u00e7a de algo sobrenatural mas s\u00f3 L\u00facia e Jacinta \u00e9 que v\u00eaem e s\u00f3 L\u00facia \u00e9 que fala&#8230; Lembremos o exemplo da convers\u00e3o de S.Paulo, a caminho de Damasco: &#8220;aqueles que o acompanhavam estavam espantados, ouvindo a sua voz mas n\u00e3o vendo ningu\u00e9m&#8221;   2. O segredo \u00e9 tamb\u00e9m um elemento quase constante nas manifesta\u00e7\u00f5es do sobrenatural. Tamb\u00e9m em F\u00e1tima. \u00c9 a atitude normal depois de um acontecimento &#8220;estranho&#8221;. Maria guardou tudo em seu cora\u00e7\u00e3o e guardou segredo depois da Anuncia\u00e7\u00e3o&#8230;   3. Tamb\u00e9m o ambiente, as circunst\u00e2ncias que rodeiam o acontecimento, s\u00e3o uma constante (que encontramos na B\u00edblia e em F\u00e1tima, como em todas as apari\u00e7\u00f5es) importante para sabermos avaliar o significado e alcance do que se diz e acontece. Em cada p\u00e1gina da B\u00edblia notamos como Deus se adapta, no modo como conduz o seu povo, ao meio ambiente cultural, social e vital em que decorre determinado acontecimento. Em F\u00e1tima, o Anjo d\u00e1 a comunh\u00e3o utilizando uma ora\u00e7\u00e3o ent\u00e3o usada: &#8220;corpo, sangue, alma e divindade&#8221;&#8230; Aparece ainda a express\u00e3o &#8220;alminhas do purgat\u00f3rio&#8221;, caracter\u00edstica daquela \u00e9poca. \u00c9 claro que a pessoa v\u00ea e percebe as coisas conforme os esquemas que tem na mem\u00f3ria. Deus n\u00e3o violenta as reais capacidades e a personalidade de cada uma das suas criaturas. Resulta evidente que Lucia n\u00e3o poderia ter visto o Inferno sen\u00e3o segundo a representa\u00e7\u00e3o mental que lhe tinham oferecido&#8230; Querer partir da\u00ed para tirar conclus\u00f5es doutrinais sobre o Inferno ou o Purgat\u00f3rio&#8230; convenhamos que se trata de um abuso e de uma desonestidade intelectual! Mesmo a\u00ed, as reprersenta\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas n\u00e3o s\u00e3o muito diversas daquelas que nos oferece a Escritura e, de modo especial, o seu \u00faltimo livro do Apocalipse.   Em conclus\u00e3o: da compara\u00e7\u00e3o entre as manifesta\u00e7\u00f5es sobrenaturais na B\u00edblia e as do tempo de hoje, quer\u00edamos perceber que se \u00e9 verdade que a Revela\u00e7\u00e3o escrita se completou h\u00e1 j\u00e1 quase dois mil anos, n\u00e3o acabou a ac\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica de Deus atrav\u00e9s da Igreja e dos homens. As mariofanias (apari\u00e7\u00f5es de Maria) e a sua mensagem devem ser estudadas e integradas \u00e0 luz desta riqueza prof\u00e9tica do Povo de Deus. Seria disparate investigar as apari\u00e7\u00f5es a procura de uma confirma\u00e7\u00e3o de verdades. Estas devem ser vistas na perspectiva da salva\u00e7\u00e3o actualizada para o &#8220;hoje&#8221; dos nossos dias. Os castigos e as predi\u00e7\u00f5es anunciados (como acontecia com os profetas) n\u00e3o devem fazer temer a ningu\u00e9m, mas aparecem como &#8220;cr\u00edtica&#8221;, \u00e0 realidade do mundo de cada tempo.   3. Como julgar as apari\u00e7\u00f5es?  N\u00e3o raro e a\u00ed est\u00e3o algumas imagina\u00e7\u00f5es f\u00e9rteis \u00e0 mistura com interesses duvidosos a inventar apari\u00e7\u00f5es! N\u00e3o nos podemos deixar levar por falsos videntes a maior parte das vezes, gente de esp\u00edrito d\u00e9bil e facilmente manobr\u00e1vel. Para julgar da autenticidade de uma apari\u00e7\u00e3o h\u00e1 que ter em conta a santidade das pessoas, a verdade dos testemunhos, a concord\u00e2ncia entre as apari\u00e7\u00f5es e a mensagem de salva\u00e7\u00e3o, a diferen\u00e7a entre fen\u00f3menos exot\u00e9ricos (doentios) e as reais interven\u00e7\u00f5es de Deus na hist\u00f3ria do seu Povo.  Na verdade s\u00e3o mais as apari\u00e7\u00f5es que a Igreja rejeita do que aprova. As pessoas simples s\u00e3o as que v\u00eaem e essas habitualemente n\u00e3o mentem!   <B>III. As apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora em F\u00e1tima<\/b> Foi no decorrer da primeira guerra mundial, de Maio a Outubro de 1917, que aconteceram as celebres apari\u00e7\u00f5es da Virgem \u00e0s crian\u00e7as de F\u00e1tima. Esta pequena aldeia, situada na diocese de Leiria, era habitada por gente pobre, agricultores e criadores de gado; as crian\u00e7as eram tradicionalmente pastores de rebanhos. Foi a tr\u00eas &#8220;Pastorinhos&#8221; que a Virgem falou. 1. Apari\u00e7\u00f5es preliminares:  Em 1916 um anjo aparece \u00e0s tr\u00eas crian\u00e7as para lhes preparar as visitas de Nossa Senhora. O Anjo diz-se &#8220;Anjo da Guarda&#8221; e o &#8220;Anjo de Portugal&#8221;. Na primeira apari\u00e7\u00e3o fala-lhes do esp\u00edrito de repara\u00e7\u00e3o e ensina-lhes uma pequena ora\u00e7\u00e3o. Na terceira apari\u00e7\u00e3o d\u00e1-lhes a comunh\u00e3o.   2. Apari\u00e7\u00f5es centrais:  1\u00aa apari\u00e7\u00e3o: treze de Maio de 1917. \u00c9 Domingo. Um clar\u00e3o branco faz parar os miudos junto a uma azinheita. No meio da luz branca surge a figura de uma jovem que os chama. Das suas m\u00e3os pende um ter\u00e7o. Exorta \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e reza do ter\u00e7o.   2\u00aa apari\u00e7\u00e3o \u00e9 a 13 de Junho de 1917: o tema da apari\u00e7\u00e3o \u00e9 a devo\u00e7\u00e3o ao Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria.   3\u00aa apari\u00e7\u00e3o acontece em 13 de Julho de 1917. Maria revela o segredo, fala do Inferno e pede a convers\u00e3o. Anuncia o fim da guerra.   4\u00aa apari\u00e7\u00e3o: \u00e9 a 19 de Agosto de 1917 porque no dia 13 os tr\u00eas pequenos s\u00e3o levados \u00e0 C\u00e2mara de Vila Nova de Our\u00e9m onde ficam retidos at\u00e9 ao dia 15 e s\u00e3o proibidos de falar sobre o que diziam ter visto. Novo apelo nesta apari\u00e7\u00e3o \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e sacrif\u00edcio pela convers\u00e3o.   5\u00aa apari\u00e7\u00e3o: 13 de Setembro de 1917. Maria lamenta os ultrages de que s\u00e3o v\u00edtimas as crian\u00e7as videntes. Repete o essencial das mensagens anteriores e promete voltar no m\u00eas seguinte.   \u00daltima apari\u00e7\u00e3o: 13 de Outubro de 1917. A not\u00edcia de que a Virgem faria um grande milagre leva \u00e0 Cova da Iria cerca de 50.000 pessoas. A Mulher de branco revela-se como &#8220;Senhora do Ros\u00e1rio&#8221;. Exorta a ora\u00e7\u00e3o do ter\u00e7o. Pede que seja constru\u00edda uma capela naquele local. Seguem-se fen\u00f3menos extraordin\u00e1rios no C\u00e9u, que ficaram conhecidos como o &#8220;milagre do Sol&#8221;. Fatima vale mais pela mensagem do que pelo resto. A convers\u00e3o que pede do cora\u00e7\u00e3o do homem passa pela convers\u00e3o ao Cora\u00e7\u00e3o da M\u00e3e que nos leva a Jesus. Maria revela-se como medianeira. O seu papel, ontem como hoje, \u00e9 levar os homens a Jesus. O que vale \u00e9 que, olhando para Maria, os homens vejam realizada a criatura que soube acolher a Palavra, identificar-se com a sua vontade, a ponto de conceber pelo Esp\u00edrito Aquele que salva a humanidade: Jesus Cristo.  <I>Pe. Amaro Gon\u00e7alo<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabemos todos da import\u00e2ncia que t\u00eam na vida da Igreja certos lugares de apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora. Lourdes e F\u00e1tima s\u00e3o dois exemplos de peregrina\u00e7\u00e3o mundialmente conhecidos. Na Cova da Iria, Nossa Senhora apareceu a tr\u00eas crian\u00e7as de fam\u00edlias humildes de Aljustrel: L\u00facia de Jesus Santos, que na altura tinha dez anos; Francisco Marto, com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[127,154,168,206,207,256,316],"class_list":["post-10107","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-catequese","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-familia","tag-fatima","tag-meio-ambiente","tag-terco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10107\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}