{"id":100978,"date":"2018-03-29T19:26:43","date_gmt":"2018-03-29T18:26:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=100978"},"modified":"2018-03-29T19:26:43","modified_gmt":"2018-03-29T18:26:43","slug":"homilia-da-missa-crismal-do-cardeal-patriarca-de-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-da-missa-crismal-do-cardeal-patriarca-de-lisboa\/","title":{"rendered":"Homilia da Missa Crismal do cardeal-patriarca de Lisboa"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><em>O ano da gra\u00e7a da parte do Senhor<\/em><\/p>\n<p>\u00abO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a reden\u00e7\u00e3o aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da gra\u00e7a da parte do Senhor.\u00bb<\/p>\n<p>Naquele s\u00e1bado, como acab\u00e1mos de ouvir, Jesus leu na sinagoga de Nazar\u00e9 o an\u00fancio do \u201cano da gra\u00e7a\u201d, o jubileu. Mas n\u00e3o o leu apenas, declarou-o come\u00e7ado, realizando-o nele pr\u00f3prio e em seu redor: \u00abCumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir\u00bb.<\/p>\n<p>Era uma marca\u00e7\u00e3o antiga, o jubileu, que de cinquenta em cinquenta anos deveria ser como um recome\u00e7o absoluto do Povo de Deus, fazendo jus a tal nome. Povo reconciliado com o seu Deus e entre todos e cada um dos seus membros, escravid\u00f5es abolidas, terras restitu\u00eddas, gente congra\u00e7ada (cf. Lv 25, 8 ss). Um mundo como Deus n\u00e3o deixava de o querer, onde todos tivessem lugar primeiro, verdadeiramente irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Apesar de anunciado h\u00e1 tanto tempo, nunca acontecera realmente. Agora Jesus proclamava-o como certo e a acontecer de s\u00fabito. Nele pr\u00f3prio, com certeza, absolutamente de Deus e de Deus para todos. E o que fez a partir de ent\u00e3o, at\u00e9 \u00e0 cruz que lhe levantaram em Jerusal\u00e9m, foi conforme ao an\u00fancio. O jubileu concretizou-se por palavras de inteira justi\u00e7a e gestos de verdadeira paz. Quando o quiseram impedir e mesmo encerrar com a grande pedra do sepulcro, ainda mais irradiou numa ressurrei\u00e7\u00e3o que n\u00e3o deixa de alastrar \u2013 e de que n\u00f3s pr\u00f3prios seremos hoje o sinal.<\/p>\n<p>Por isso e s\u00f3 por isso estamos aqui, preparando a P\u00e1scoa e celebrando-a sempre, num tempo repleto, o ano da gra\u00e7a da parte do Senhor. Dizendo tradicionalmente, no \u201cano da gra\u00e7a de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2018\u201d.<\/p>\n<p>Car\u00edssimos padres, car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s: Lembrar as palavras de Jesus na sinagoga de Nazar\u00e9 da Galileia, lembr\u00e1-las em Missa Crismal, para que o Esp\u00edrito e os \u00f3leos sacramentais santifiquem muitas vidas, tudo isto s\u00f3 pode incluir-nos ainda mais na realidade e miss\u00e3o de Jesus, por isso mesmo o \u201cCristo\u201d (ungido).<\/p>\n<p>Tudo partir\u00e1 de Deus, assim recomecemos com Ele, como Jesus a partir do Pai. N\u00e3o s\u00f3 um pouco melhor do que \u00e9 costume, mas sim tudo melhor porque \u00e9 de Cristo. N\u00e3o negamos, antes reconhecemos, quanto de bom h\u00e1 neste mundo, que \u00e9 constante cria\u00e7\u00e3o divina. A humanidade n\u00e3o deixa de ser imagem de Deus, mesmo quando Lhe perca ou diminua a semelhan\u00e7a. Nem temos, n\u00f3s crist\u00e3os, o exclusivo do bem, que felizmente se assinala em tantas pessoas de boa vontade. O pr\u00f3prio Jesus o disse a um disc\u00edpulo mais cioso, que se queixava porque algu\u00e9m fora do grupo praticava igualmente o bem. Advertiu-o o Mestre: \u00abN\u00e3o o impe\u00e7ais, pois quem n\u00e3o \u00e9 contra n\u00f3s \u00e9 por n\u00f3s\u00bb (Lc 9, 50). \u00c9 por n\u00f3s \u2013 e predisposto ao que Cristo traz como totalidade, primeira e \u00faltima.<\/p>\n<p>O ponto verdadeiramente crist\u00e3o \u00e9 retomar agora a perfei\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio, outro modo de dizer a inten\u00e7\u00e3o divina que restaura e garante a verdade das coisas. O pecado, original e originante, \u00e9, muito pelo contr\u00e1rio, o afastamento da Fonte, que nos resseca depois. Esquecemos o princ\u00edpio e perdemos-lhe o fim, a finalidade e o sentido. Desvinculados de Deus, perdemo-nos a n\u00f3s e esquecemos os outros.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito restaura-nos em Cristo, na perfeita filia\u00e7\u00e3o e na fraternidade aut\u00eantica. \u00c9 este o ano da gra\u00e7a e o jubileu realizado. Onde a vida \u00e9 respeitada e nunca cerceada, quando nova e quando idosa, quando saud\u00e1vel e quando fr\u00e1gil. Onde a justi\u00e7a \u00e9 priorit\u00e1ria, dando realmente a cada um o que lhe \u00e9 devido, em termos de habita\u00e7\u00e3o e trabalho, de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Onde quem chega seja bem acolhido e integrado.<\/p>\n<p>Usando a linguagem do Papa Francisco, teremos de passar do pecado que nos isola \u00e0 vincula\u00e7\u00e3o que nos refaz. Isto em rela\u00e7\u00e3o a Deus, aos outros e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o inteira: \u00abO grande risco do mundo atual, com a sua m\u00faltipla e avassaladora oferta de consumo, \u00e9 uma tristeza individualista que brota do cora\u00e7\u00e3o comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consci\u00eancia isolada\u00bb. Efetivamente, as coisas s\u00e3o boas, mas n\u00e3o t\u00eam em si mesmas nem a sua causa nem a sua finalidade. S\u00e3o ocasi\u00f5es de frui\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o, dando gra\u00e7as a Deus e repartindo com todos. Se as retemos em n\u00f3s, como se fossem tudo, o resultado \u00e9 triste, continua o Papa: \u00abQuando a vida interior se fecha nos pr\u00f3prios interesses, deixa de haver espa\u00e7o para os outros, j\u00e1 n\u00e3o entram os pobres, j\u00e1 n\u00e3o se ouve a voz de Deus, j\u00e1 n\u00e3o se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem\u00bb (Evangelii Gaudium, n\u00ba 2).<\/p>\n<p>Os outros e a cria\u00e7\u00e3o inteira s\u00e3o o campo total do nosso jubileu vinculativo. Para realizarmos aquela \u201cecologia integral\u201d que a enc\u00edclica Laudato si\u2019 tanto urgiu. Vinculados \u00e0 vida, respeitando-a inteiramente da conce\u00e7\u00e3o \u00e0 morte natural; vinculados aos outros na dignidade efetivamente reconhecida; vinculados \u00e0 cria\u00e7\u00e3o inteira, casa comum de todos. Acolhamos a advert\u00eancia papal: \u00abQuando, na pr\u00f3pria realidade, n\u00e3o se reconhece a import\u00e2ncia de um pobre, de um embri\u00e3o humano, de uma pessoa com defici\u00eancia \u2013 s\u00f3 para dar alguns exemplos -, dificilmente se saber\u00e1 escutar os gritos da pr\u00f3pria natureza. Tudo est\u00e1 interligado. Se o ser humano se declara aut\u00f3nomo da realidade e se constitui dominador absoluto, desmorona-se a pr\u00f3pria base da sua exist\u00eancia\u2026\u00bb (Laudato si\u2019, n\u00ba 117).<\/p>\n<p>Por isso o Papa Francisco insiste tanto na necessidade duma vincula\u00e7\u00e3o que previna e ultrapasse qualquer deriva ego\u00edsta. Vincula\u00e7\u00e3o que tenha como lugar original e pedag\u00f3gico a fam\u00edlia, para nascer, crescer e aprender a conviver.<\/p>\n<p>Devemos fazer deste ponto uma prioridade irrecus\u00e1vel na pastoral da Igreja. O Papa est\u00e1 t\u00e3o convencido desta prioridade de vincular as fam\u00edlias para vincular a sociedade que ainda este ano insistiu, falando ao corpo diplom\u00e1tico acreditado no Vaticano, a 8 de janeiro: \u00ab\u2026 n\u00e3o se mant\u00e9m de p\u00e9 uma casa constru\u00edda sobre a areia de relacionamentos fr\u00e1geis e vol\u00faveis, mas \u00e9 preciso a rocha, sobre a qual assentar bases s\u00f3lidas. E a rocha \u00e9 precisamente aquela comunh\u00e3o de amor, fiel e indissol\u00favel, que une o homem e a mulher, comunh\u00e3o essa que tem uma beleza austera, um car\u00e1ter sacro e inviol\u00e1vel e uma fun\u00e7\u00e3o natural na ordem social\u00bb.<\/p>\n<p>Car\u00edssimos sacerdotes e pastores do Povo de Deus no Patriarcado de Lisboa, com os nossos irm\u00e3os di\u00e1conos e todos os batizados: Os compromissos sacerdotais renovados, os \u00f3leos sacramentais aben\u00e7oados, tudo se ordena ao ano da gra\u00e7a come\u00e7ado em Cristo e agora prosseguido, com o mesmo Esp\u00edrito. Continua a ser a recria\u00e7\u00e3o do mundo, o jubileu ansiado. Aprendamos a conviver com Deus, com os outros, com a cria\u00e7\u00e3o inteira, refor\u00e7ando cada comunidade familiar por a\u00e7\u00e3o da Igreja, fam\u00edlia espiritual de todos.<\/p>\n<p>O que implica duas atitudes b\u00e1sicas, pastoralmente falando: Primeiro \u2013 e porque \u00e9 a Palavra de Deus que nos suscita a f\u00e9, como lembramos e cumprimos com a Constitui\u00e7\u00e3o Sinodal de Lisboa em plena rece\u00e7\u00e3o \u2013 apresentemos sempre e com toda a clareza o ensinamento de Cristo sobre o matrim\u00f3nio (cf. Mt 19, 1 ss e Mc 10, 1 ss). Tal n\u00e3o diminui a aten\u00e7\u00e3o devida \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de fragilidade neste campo, mas acompanha-as em \u201cdiscernimento din\u00e2mico\u201d, rumo \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o dos ditames evang\u00e9licos. Ao mesmo tempo, \u00e9-nos pedido um refor\u00e7ado empenho na prepara\u00e7\u00e3o e acompanhamento do matrim\u00f3nio e das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Numa f\u00f3rmula feliz e program\u00e1tica, o Papa cita a seguinte proposi\u00e7\u00e3o sinodal: \u00abA principal contribui\u00e7\u00e3o para a pastoral familiar \u00e9 oferecida pela par\u00f3quia, que \u00e9 uma fam\u00edlia de fam\u00edlias\u00bb (Amoris Laetitia, n\u00ba 202). Para insistir, mais \u00e0 frente: \u00abTanto a pastoral pr\u00e9-matrimonial como a matrimonial devem ser, antes de mais nada, uma pastoral do v\u00ednculo, na qual se ofere\u00e7am elementos que ajudem quer a amadurecer o amor quer a superar os momentos duros\u00bb (n\u00ba 211).<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o plena e coerente da Missa Crismal h\u00e1 de levar-nos, no Esp\u00edrito de Cristo, ao cumprimento do jubileu que o mundo espera, do ano da gra\u00e7a da parte do Senhor, proclamado naquele s\u00e1bado em Nazar\u00e9 da Galileia. Trata-se da vincula\u00e7\u00e3o geral, outro nome da alian\u00e7a plena, nossa com Deus, com tudo e com todos. Da fam\u00edlia \u00e0 comunidade crist\u00e3, da vida respeitada e promovida no seu arco existencial completo \u00e0 inclus\u00e3o de cada um, especialmente dos mais fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>O pref\u00e1cio da primeira Missa da Reconcilia\u00e7\u00e3o proclama-o excelentemente. Dando gra\u00e7as a Deus por sempre nos chamar a uma vida mais feliz, continua assim: \u00abApesar de tantas vezes termos sido infi\u00e9is \u00e0 vossa alian\u00e7a, n\u00e3o Vos afastais de n\u00f3s; antes, por Jesus Cristo, Vosso Filho, Nosso Senhor, estabelecestes entre V\u00f3s e a fam\u00edlia humana um v\u00ednculo t\u00e3o forte que nada o poder\u00e1 destruir\u00bb. &#8211; Da parte de Deus, o v\u00ednculo est\u00e1 seguro. No Esp\u00edrito de Cristo, tamb\u00e9m o estar\u00e1 da nossa!<\/p>\n<p>S\u00e9 de Lisboa, 29 de mar\u00e7o de 2018<\/p>\n<p>DManuel, Cardeal-Patriarca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":4,"featured_media":100981,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[343,308],"class_list":["post-100978","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-lisboa","tag-semana-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100978\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/100981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}