{"id":100550,"date":"2018-03-27T17:30:16","date_gmt":"2018-03-27T16:30:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=100550"},"modified":"2025-03-14T15:52:21","modified_gmt":"2025-03-14T15:52:21","slug":"timor-frei-franciscano-capuchinho-fernando-cabecinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/timor-frei-franciscano-capuchinho-fernando-cabecinhas\/","title":{"rendered":"Quaresma no mundo: Subir \u00e0 montanha de Timor, ver o mar e rezar com um povo pobre e feliz"},"content":{"rendered":"<p><em>Vinte horas distam Portugal de Timor, separam dois continentes, unem duas l\u00ednguas que a hist\u00f3ria entrela\u00e7ou. Foi em 2003 que o Frei Fernando Cabecinhas fez este percurso pela primeira vez com o objetivo de iniciar a presen\u00e7a da Ordem dos Franciscanos Capuchinhos naquele pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/em><!--more--><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/fernando_cabecinhas_ecclesia1.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 longa a viagem mas vale a pena faz\u00ea-la para encontrar pessoas que ficam muito contentes, que fazem a festa \u00e0 chegada, imp\u00f5em o Ta\u00eds, o tecido timorense usado nos trajes tradicionais e em momentos de celebra\u00e7\u00e3o\u201d, come\u00e7a por relembrar \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o atual provincial da Ordem em Portugal, dos 11 anos que viveu em Timor.<\/p>\n<p>Quando se aterra come\u00e7a-se a viver entre a natureza, \u201cde forma mais natural\u201d.<\/p>\n<p>Despir de preconceitos e seguran\u00e7as: \u201ca maior experi\u00eancia e mais profunda \u00e9 saber que se pode viver com o essencial\u201d.<\/p>\n<p>\u201cV\u00ea-se nos timorenses que com pouco vivem sempre alegres. O povo vive das oportunidades do dia-a-dia para manter a sua subsist\u00eancia\u201d, recorda o Frei Fernando Cabecinhas.<\/p>\n<p><strong>\u00abAs grandes cidades timorenses s\u00e3o as pequenas vilas de c\u00e1. O mais normal \u00e9 estar em contacto com a natureza, desde o mar \u00e0s montanhas e arbustos, os animais que t\u00eam livre tr\u00e2nsito nas estradas, tanto ou mais que os pe\u00f5es\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Timor.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h3>Viver a Quaresma nas v\u00e1rzeas e nas montanhas<\/h3>\n<p>O contexto social timorense \u00e9 a maior diferen\u00e7a que o franciscano capuchinho encontra no assinalar o tempo quaresmal e a Semana Santa em Timor, registando uma grande aflu\u00eancia nas celebra\u00e7\u00f5es mais marcantes e uma perda de participa\u00e7\u00e3o com os passar dos dias.<\/p>\n<p>\u201cAs celebra\u00e7\u00f5es da Quaresma e Semana Santa, o iniciar da caminhada, \u00e9 marcante mas vai faltando o f\u00f4lego. N\u00e3o \u00e9 um povo perseverante\u201d, assinala \u00e1 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<blockquote><p>\u00abS\u00e3o um povo que gosta muito de cerim\u00f3nias. As grandes celebra\u00e7\u00f5es n\u00e3o esquecem e acorrem em massa na quarta-feira de cinzas, mas no domingo seguinte j\u00e1 n\u00e3o vai \u00e0 missa. Falta o sentido e a implica\u00e7\u00e3o na sua caminhada\u00bb.<\/p><\/blockquote>\n<p>As cerim\u00f3nias s\u00e3o muito bem preparadas, \u201cenvolvem a comunidade n\u00e3o s\u00f3 crist\u00e3 mas humana\u201d, recorda, e at\u00e9 nas escolas, na quaresma, se realiza o sacramento da confiss\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>\u00abImpressionou-me a primeira vez que ali celebrei a Sexta-feira Santa. Uns tr\u00eas metros antes de chegarem \u00e0 cruz, as pessoas vinham ajoelhados. Ficou-me a imagem: diante da cruz \u00e9 de joelhos\u00bb.<\/p><\/blockquote>\n<p>Quando lhe foi confiada a par\u00f3quia de Laleia o Frei Fernando Cabecinhas quis ir ao encontro do seu povo, muitos a viver nas montanhas.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/fernando_cabecinhas_timor4-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" \/><\/p>\n<blockquote><p>\u00a0\u00abQuando tomei posse da par\u00f3quia em Laleia, quis ir ao encontro do povo que me estava confiado e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, em alguns pontos, desloca\u00e7\u00f5es de carro. H\u00e1 que subir e descer montanhas, atravessar ribeiras com \u00e1gua pela cintura, encontrar pedras onde colocar os p\u00e9s para n\u00e3o cair\u2026 a\u00ed n\u00e3o avistava t\u00e3o longe, mas alcan\u00e7ava o perto e aproximava-me das pessoas que me estavam confiadas. Foi muito gratificante. Era um momento para celebrar a Eucaristia na aldeia\u00bb.<\/p><\/blockquote>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00abUm ano fomos \u00e0s v\u00e1rzeas, que o local onde eles lavram a terra para semear o arroz, e este trabalho coincide com o tempo da Quaresma. \u00c9 um trabalho pesado. Celebr\u00e1mos a Eucaristia no meio da lama, \u00e0 sombra de uma \u00e1rvore, e uma vez por semana celebr\u00e1mos a via-sacra, nos altinhos que eles chamam cabobos, que servem para separar as v\u00e1rzeas e manter a \u00e1gua. Ali fizemos a via-sacra: a partir do seu trabalho das v\u00e1rzeas encontraram o percurso espiritual de Quaresma\u00bb.<\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100550-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/FreiFernandoCabecinhas2.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/FreiFernandoCabecinhas2.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/FreiFernandoCabecinhas2.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pergunt\u00e1mos ao Frei Fernando Cabecinhas o que diz Deus no cimo da montanha timorense.<\/p>\n<p>Subir a montanha \u00e9 tamb\u00e9m imagem de peregrinar, ato que os crist\u00e3os de Baucau faziam assiduamente. No cimo, armava-se a tenda para o encontro e para a festa.<\/p>\n<p>\u201cA tenda \u00e9 algo muito normal entre os timorenses. Quando se junta muita gente a forma de os acolher \u00e9 montar uma tenda. Para qualquer momento de festa, ou tamb\u00e9m um funeral, monta-se uma tenda\u201d.<\/p>\n<p>A vida di\u00e1ria feita de priva\u00e7\u00f5es, onde o arroz \u00e9 a base de toda a alimenta\u00e7\u00e3o, mostra que a esmola, o jejum e a ora\u00e7\u00e3o, como instrumentos de Quaresma, t\u00eam de ser concetualizados.<\/p>\n<p>\u201cA abstin\u00eancia material ali n\u00e3o tem significado nem vale a pena propor, mas algum sinal destas propostas quaresmais sim. A explica\u00e7\u00e3o do seu significado sim. Habitualmente \u00e9 mais marcado pelo itiner\u00e1rio de ora\u00e7\u00e3o. Valorizam muito a via-sacra, \u00e9 feita, se n\u00e3o todos os dias, pelo menos em todas as semanas\u201d, relembra o provincial.<\/p>\n<p>O percurso de Jesus ao calv\u00e1rio \u00e9 preparado \u201co mais realisticamente poss\u00edvel\u201d, recorda o Frei Fernando.<\/p>\n<p>\u201cEscolhem uma montanha, caminhos \u00edngremes, carreiros rumo ao calv\u00e1rio. E termina numa cruz ali colocada, lembrando o caminho de Jesus\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>A vida depois da independ\u00eancia<\/h4>\n<p>O Frei Fernando Cabecinhas chegou a Timor em 2003, um ano depois da independ\u00eancia do pa\u00eds com o objetivo de abrir a miss\u00e3o da Ordem dos Franciscanos Capuchinhos em Laleia, a cerca de 80 quil\u00f3metros da capital de D\u00edli.<\/p>\n<p>Os conflitos marcaram tamb\u00e9m a popula\u00e7\u00e3o, \u201cremediadamente pobre\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA m\u00e9dia de dinheiro que cada timorense tinha era 50 c\u00eantimos. Agora subiu mas em 2003 era esta a realidade. Para a m\u00e9dia ter 50 c\u00eantimos havia muita desigualdade\u201d, sinaliza o sacerdote capuchinho.<\/p>\n<p>Partilhar a \u201cpobreza e a riqueza de S\u00e3o Francisco de Assis\u201d, estar com o povo, sentar e escutar sem pressa. Assim aprendeu a fazer o agora provincial.<\/p>\n<p>\u201cAli \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o partilhar mesmo que se tenha pouco para dar. Mas estivemos, sobretudo, com as pessoas: era o que mais apreciavam. Que garant\u00edssemos a assist\u00eancia religiosa e partilh\u00e1ssemos a vida\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia funeral em que frades capuchinhos n\u00e3o fossem convidados para, na tenda, comer e rezar.<\/p>\n<p>Em Timor, a vida \u00e9 feita na rua e sem rel\u00f3gio.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100550-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/FreiFernandoCabecinhas2.mp3?_=2\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/FreiFernandoCabecinhas2.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/FreiFernandoCabecinhas2.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00abEram not\u00f3rios os sinais de destrui\u00e7\u00e3o: casas sem telhado, com vest\u00edgios de terem sido queimadas, carros incendiados. Os sinais b\u00e9licos de algum canh\u00e3o aqui ou ali. Mas o que nos toca mais \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o das casas. A vida social de Timor deixou de crescer e se desenvolver por causa dos conflitos\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/fernando_cabecinhas_timor.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00abSentar e ficar ao lado era uma forma muito rica de dar o que pod\u00edamos\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abOs nossos conventos est\u00e3o metidos nas grandes popula\u00e7\u00f5es. Sinto falta de conventos mais simples, pequenos e pr\u00f3ximo de gente simples. Na minha a\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os puxo sempre por ai, sempre que posso\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/fernando_cabecinhas_timor1.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Um programa quaresmal nas institui\u00e7\u00f5es eclesiais<\/h4>\n<p>Provincial da Ordem dos Franciscanos Capuchinhos em Portugal desde 2014, quando regressou de Timor, a vida do Frei Fernando Cabecinhas continua ligada \u00e0s montanhas e ao povo, de onde trouxe a simplicidade que agora imprime na sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cViver simples, viver partilhado, proximidade que nos cercam e das pessoas que est\u00e3o envolvidas, a disponibilidade para estar e assumir o que quer que seja\u201d, s\u00e3o o motor do seu agir de provincial que n\u00e3o gosta de viver na prov\u00edncia mas de estar perto das comunidades da Ordem.<\/p>\n<p>\u201cVou saltando de casa em casa. H\u00e1 coisas de uma vida simples e essencial que Timor nos marca e que aqui procuramos propor e testemunhar, pelo menos\u201d.<\/p>\n<p>Um verdadeiro programa quaresmal que o Papa Francisco tem falado: uma convers\u00e3o pastoral que \u00e9 tamb\u00e9m institucional.<\/p>\n<p>De Timor, o Frei Fernando Cabecinhas guarda uma estola feita com o tecido tradicional, o Tais. Para onde vai leva sempre uma alva feita por uma paroquiana. O h\u00e1bito franciscano que usa foi tamb\u00e9m confecionado por gente simples, uma oferta da \u201cvi\u00fava do Evangelho\u201d que d\u00e1 tudo o que tem.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinte horas distam Portugal de Timor, separam dois continentes, unem duas l\u00ednguas que a hist\u00f3ria entrela\u00e7ou. Foi em 2003 que o Frei Fernando Cabecinhas fez este percurso pela primeira vez com o objetivo de iniciar a presen\u00e7a da Ordem dos Franciscanos Capuchinhos naquele pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":100567,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[91],"class_list":["post-100550","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100550"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100550\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/100567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}