{"id":100522,"date":"2018-03-27T17:30:45","date_gmt":"2018-03-27T16:30:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=100522"},"modified":"2025-03-14T15:44:52","modified_gmt":"2025-03-14T15:44:52","slug":"brasil-padre-jorge-benfica-sacerdote-religioso-da-comunidade-shalom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/brasil-padre-jorge-benfica-sacerdote-religioso-da-comunidade-shalom\/","title":{"rendered":"Quaresma no mundo: Trocar o feij\u00e3o e arroz de Belo Horizonte pelo Compasso em Braga"},"content":{"rendered":"<p>Nova Lima, cidade dormit\u00f3rio a cerca de 20 quil\u00f3metros da grande Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, no Brasil, cidade que n\u00e3o tem praia e onde as montanhas s\u00e3o o mar dos mineiros.<!--more--><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jorge_benfica22.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u201cNova Lima desenvolveu-se \u00e0 volta de uma mineradora que empregava os homens da cidade na extra\u00e7\u00e3o de ouro e ferro persistindo ainda hoje a extra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro\u201d, apresenta o padre Jorge Benfica, sacerdote religioso da Comunidade Shalom, a sua cidade natal.<\/p>\n<p>A geografia marca tamb\u00e9m a vida do ser mineiro com as favelas a preencherem as encostas.<\/p>\n<p>Nascido t\u00edmido numa fam\u00edlia grande cat\u00f3lica, entre nove irm\u00e3os, foi na par\u00f3quia de Nova Lima que Jorge Benfica ganhou consci\u00eancia do que \u00e9 ser Igreja, tamb\u00e9m com a espiritualidade pr\u00f3pria do tempo quaresmal a interpelar para uma participa\u00e7\u00e3o social mais consistente.<\/p>\n<p>A realidade social brasileira n\u00e3o deixa os jovens indiferentes.<\/p>\n<p>\u201cSeja um jovem das favelas ou um que vive nas cidades, partilham os mesmos dramas, os problemas e alegrias. No contacto entre os dois mundos cria-se uma empatia\u201d, refor\u00e7a o religioso, e nem a diversidade religiosa, entre espiritas, evang\u00e9licos e cat\u00f3licos, \u00e9 impedimento para uma a\u00e7\u00e3o social conjunta.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 alguns grupos que s\u00e3o mais radicais mas a consci\u00eancia social une as pessoas. A religiosidade d\u00e1 sentido \u00e0 interven\u00e7\u00e3o social\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/FavelaBH.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00abNa \u00e9poca das chuvas \u00e9 uma tristeza porque as pessoas constroem em condi\u00e7\u00f5es menos boas e com deslizamentos de terras h\u00e1 trag\u00e9dias todos os anos. A inefici\u00eancia dos governos acaba por empurrar as pessoas para estas condi\u00e7\u00f5es que, inevitavelmente, criam barreiras. Vai-se assistindo tamb\u00e9m \u00e0 solidariedade das pessoas nestes contextos\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100522-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeJorgeBenfica1.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeJorgeBenfica1.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeJorgeBenfica1.mp3<\/a><\/audio>\n<p><strong>\u00abO povo brasileiro, desde a sua g\u00e9nese, sofre e tem de trabalhar muito para sobreviver. Nessa luta di\u00e1ria \u00e9 poss\u00edvel perceber que \u00e9 um povo feliz e faz festa, apesar das dificuldades\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abSe as prociss\u00f5es passam pela porta de um bar aberto, ou uma casa em festa, as pessoas desligam o som, param, v\u00eam \u00e0 porta e fazem sil\u00eancio. Alguns fazem o sinal da cruz, \u00e9 bonito ver. Depois de a prociss\u00e3o passar, continuam num tom mais s\u00f3brio\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Tapete_Flores_OuroPreto.jpg\" \/><\/p>\n<h3>Ora\u00e7\u00e3o, jejum e esmola num portugu\u00eas a\u00e7ucarado<\/h3>\n<p>No Brasil vive-se intensamente o Carnaval e depois a Quaresma.<\/p>\n<p>\u201cCostuma-se dizer que o ano come\u00e7a depois do Carnaval. Em Minas Gerais vive-se intensamente a Quaresma e a Semana Santa, em especial, que as pessoas respeitam muito\u201d.<\/p>\n<p>A religiosidade tradicional mineira \u00e9 muito parecida com a portuguesa, indica o padre Jorge, que ali regressa quando participa nas celebra\u00e7\u00f5es da Semana santa em Braga.<\/p>\n<p>\u201cQuando vou a Braga e participo das celebra\u00e7\u00f5es \u00e9 como se estivesse outra vez em Minas, noto isso em especial nas prociss\u00f5es de sexta-feira santa\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Muitas cidades hist\u00f3ricas de Minas Gerais est\u00e3o ligadas \u00e0 hist\u00f3ria portuguesa: Ouro Preto, Mariana, S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rey, locais onde o turismo religioso atrai ajudando a manter vivas as tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00abS\u00e3o feitos tapetes com flores ou de raspas de madeira, as casas s\u00e3o enfeitadas e as pessoas est\u00e3o centradas nas celebra\u00e7\u00f5es. Tal como acontece em Braga, com a cidade pintada de roxo, as m\u00fasicas mais s\u00f3brias, prociss\u00f5es nas ruas, celebra\u00e7\u00f5es fortes do Tr\u00edduo pascal, dias marcados pelo sil\u00eancio e recolhimento. Mesmo quem \u00e9 evang\u00e9lico ou n\u00e3o professa qualquer religi\u00e3o, respeita a tradi\u00e7\u00e3o porque \u00e9 algo que lhe vem dos pais e av\u00f3s\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Serra_Piedade.jpg\" \/><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>O Santu\u00e1rio de Nossa Senhora da Piedade, que recentemente foi reconhecido como bas\u00edlica, \u00e9 um local de peregrina\u00e7\u00e3o e por si s\u00f3, convida a subir ao monte de onde se avista Cait\u00e9, Nova Lima e Belo Horizonte, numa vis\u00e3o de 360 graus.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o cerca de seis quil\u00f3metros a subir e muitos fazem a Via-sacra neste percurso, sobem a cantar e a rezar o ter\u00e7o. \u00c9 bonito de ver. E isso acontece ao longo do ano\u201d.<\/p>\n<p>A par\u00f3quia em Nova Lima, o grupo de jovens ao qual o padre Jorge pertencia come\u00e7ava cedo na prepara\u00e7\u00e3o das celebra\u00e7\u00f5es deste tempo.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100522-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeJorgeBenfica2.mp3?_=2\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeJorgeBenfica2.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeJorgeBenfica2.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Desde cedo o padre Jorge percebeu o sentido da ora\u00e7\u00e3o, do jejum e da esmola, enquanto atitudes que \u201cdespertam a sensibilidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA ora\u00e7\u00e3o traz a comunh\u00e3o e a intimidade com Deus e a partir dessa rela\u00e7\u00e3o ilumina todas as nossas rela\u00e7\u00f5es\u201d, indica.<\/p>\n<p>Hoje, recorda, assiste-se a uma grande disparidade em Nova Lima: pessoas muito ricas mais afastadas do centro e o centro da cidade onde permanecem os mais pobres, com os dois mundos a n\u00e3o se tocarem.<\/p>\n<p>\u201cUma coisa que aprendi com a minha m\u00e3e \u00e9 a partilha\u201d, recorda o sacerdote, que n\u00e3o esquece os ensinamentos familiares.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9ramos muitos e muito pobres e \u00e0s vezes t\u00ednhamos o m\u00ednimo para nos alimentarmos. Houve uma altura complicada, mas gra\u00e7as a Deus nunca faltou para comer. A minha m\u00e3e dizia sempre \u00abnunca deixes de partilhar, mesmo do pouco que tens, o pouco que tens torna-se muito. H\u00e1 um ditado no Brasil que diz \u00abO pouco com Deus \u00e9 muito\u00bb, e \u00e9 bem verdade\u201d.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00abHavia sempre algu\u00e9m a passar \u00e0 porta e a pedir alguma coisa: uma esmola, um pouco de arroz ou feij\u00e3o. Houve uma situa\u00e7\u00e3o em que a minha m\u00e3e s\u00f3 tinha arroz para comermos e passou uma senhora que pediu alguma coisa para ajudar. A minha m\u00e3e disse que s\u00f3 tinha arroz e a senhora respondeu que tinha muito feij\u00e3o e prop\u00f4s trocarem. E a pessoa que foi pedir esmola deu feij\u00e3o \u00e0 minha m\u00e3e que lhe deu um pouco de arroz\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Ser padre para responder \u00e0 d\u00favida dos jovens<\/h3>\n<p>O\u00a0Movimento encontros de Jovens Shalom (MEJS) entrou na vida do jovem Jorge Benfica em 1999, em contacto com jovens da sua par\u00f3quia.<\/p>\n<p>Marcou-o a \u201cviv\u00eancia oferecida aos jovens de Igreja e de pessoa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCria um ambiente de \u00e0 vontade entre os jovens, cria la\u00e7os de amizade e d\u00e1 a t\u00f3nica do ser Igreja, de aprofundar a rela\u00e7\u00e3o com Deus. \u00c9 um trabalho humano e espiritual\u201d, explica.<\/p>\n<p>O processo de evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 feito pelos jovens, \u201cde jovem para jovem\u201d, enfatiza, sublinhando a \u201clinguagem parecida\u201d e o crescimento \u201cconjunto\u201d.<\/p>\n<p>O MEJS nasceu no p\u00f3s Conc\u00edlio Vaticano II, em 1967 e, desde o seu in\u00edcio \u00e9 marcado pelo protagonismo dado aos leigos, pela interven\u00e7\u00e3o social, pelo voluntariado, pela solidariedade.<\/p>\n<p>O padre Jorge elege a d\u00favida dos jovens como o fator determinante para consagrar a sua vida a trabalhar como sacerdote numa comunidade dedicada \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o da juventude.<\/p>\n<p>Quando em 2012 chegou a Portugal, o padre Jorge Benfica confrontou-se com a \u201cburocracia\u201d dos portugueses.<\/p>\n<p>\u201cO povo brasileiro tem um sentido pr\u00e1tico mais vincado, em Portugal somos mais burocr\u00e1ticos, mais te\u00f3ricos, e s\u00f3 depois vem a a\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Seis anos depois de aterrar em Lisboa, o padre Jorge assume a sua felicidade por crescer entre portugueses.<\/p>\n<p>\u201cAqui o contacto com as pessoas traz-me lembran\u00e7as muito felizes. Aprendi a celebrar, a aproximar-me das pessoas, a deixar as pessoas entrar na minha vida e eu entrar na vida das pessoas\u201d.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia do Compasso, no domingo de P\u00e1scoa, que costuma fazer em Vieira do Minho, \u00e9 disso sintoma: \u201c\u00c0s vezes h\u00e1 algu\u00e9m doente em casa, entramos e aproximamo-nos. Entramos na vida das pessoas, de cora\u00e7\u00e3o para cora\u00e7\u00e3o, entramos no \u00edntimo e eu fico sempre de cora\u00e7\u00e3o cheio, muito cansado mas com o cora\u00e7\u00e3o muito feliz\u201d.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jorge_benfica3.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cOnde os jovens est\u00e3o no mundo do trabalho, na universidade, na escola, o leigo deve ser um sujeito nestes campos. O leigo chega onde o padre n\u00e3o chega, ao mundo da pol\u00edtica, das artes, da cultura\u2026 \u00e9 nesses palcos que o jovem \u00e9 necess\u00e1rio e incentivado a participar\u201d.<\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100522-3\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeJorgeBenfica3.mp3?_=3\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeJorgeBenfica3.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeJorgeBenfica3.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova Lima, cidade dormit\u00f3rio a cerca de 20 quil\u00f3metros da grande Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, no Brasil, cidade que n\u00e3o tem praia e onde as montanhas s\u00e3o o mar dos 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