{"id":100434,"date":"2018-03-27T10:00:48","date_gmt":"2018-03-27T09:00:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=100434"},"modified":"2025-03-14T13:03:50","modified_gmt":"2025-03-14T13:03:50","slug":"sudao-do-sul-missionario-comboniano-jose-vieira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sudao-do-sul-missionario-comboniano-jose-vieira\/","title":{"rendered":"Quaresma no mundo: Tr\u00eas pedrinhas para fazer comunidade no Sud\u00e3o do Sul"},"content":{"rendered":"<p>A concretiza\u00e7\u00e3o de um dia fazer miss\u00e3o no Sud\u00e3o do Sul chegou com um telefonema. Estudante de teologia, Jos\u00e9 Vieira sonhava andar onde Daniel Comboni, fundador da congrega\u00e7\u00e3o dos mission\u00e1rios combonianos, \u201ctrabalhou, suou e morreu\u201d.<!--more--><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jose_vieira_comboniano7.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u201cEu queria ir para o Sud\u00e3o. \u00c9 a Terra Santa comboniana\u201d, sublinha \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o padre Jos\u00e9 Vieira, sacerdote h\u00e1 30 anos, com 15 anos passados entre a Eti\u00f3pia e o Sud\u00e3o do Sul.<\/p>\n<p>Estudou o Cor\u00e3o, trabalhou na revista \u00abAud\u00e1cia\u00bb da congrega\u00e7\u00e3o religiosa e, depois de oito anos na Eti\u00f3pia, foi desafiado a \u201cintegrar uma equipa\u201d da rede cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>O sonho come\u00e7ou a 8 de dezembro de 2006 a chegada a Juba.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma experi\u00eancia muito rica. Comecei por fazer parte da r\u00e1dio de Juba. Depois quando colocamos a rede de r\u00e1dios a trabalhar, tinha o meu espa\u00e7o e faz\u00edamos notici\u00e1rios em ingl\u00eas\u201d, recorda com saudade.<\/p>\n<p>Aos microfones da r\u00e1dio deu a not\u00edcia da independ\u00eancia na manh\u00e3 do dia 9 de julho de 2011.<\/p>\n<p><strong>\u00abFomos muito cedo para a Pra\u00e7a da independ\u00eancia porque os servi\u00e7os de seguran\u00e7a disseram que o controle seria muito apertado. Fomos \u00e0s 6h30 da manh\u00e3. Tenho fotografias do sol do novo dia a nascer. Quando ouvimos o presidente do Parlamento a ler a declara\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia, a explos\u00e3o de alegria foi espetacular. Quando acabei de gravar fui a correr para a esta\u00e7\u00e3o, editar o som e envi\u00e1-lo para as nove r\u00e1dios, para que pudessem escutar o j\u00fabilo que foi a proclama\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia do Sud\u00e3o do Sul.<\/strong>\u00bb<\/p>\n<p>Deixou o Sud\u00e3o do Sul em 2014, para assumir a prov\u00edncia portuguesa dos combonianos, mas a realidade dos sul-sudaneses continua marcada na pele e na consci\u00eancia social do padre Jos\u00e9 Vieira que critica a busca do poder e o esquecimento dos direitos e necessidades da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o deslocada, \u201cdois milh\u00f5es deslocados internamente, 200 mil vivem em campos de prote\u00e7\u00e3o de civis da responsabilidade das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em condi\u00e7\u00f5es muito m\u00e1s\u201d, o mission\u00e1rio comboniano faz eco do lamento do bispo auxiliar de Cartun, D. Daniel Adwok.<\/p>\n<p>Rico em solos e em \u00e1gua, a agricultura poderia ser um motor de desenvolvimento do pa\u00eds, mas a instabilidade e os conflitos fazem a popula\u00e7\u00e3o recear, uma vez que o per\u00edodo de paz durou cerca de dois anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jose_vieira_comboniano2.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00abH\u00e1 200 mil sudaneses a viver em Kosti, uma regi\u00e3o pastoral de Cartun, e o bispo precisa de dois d\u00f3lares por semana para alimentar uma pessoa. O governo do Sud\u00e3o dificulta a assist\u00eancia a estas pessoas e \u00e9 muito dif\u00edcil, pois dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 em perigo iminente de fome porque com a guerra e a instabilidade as pessoas n\u00e3o cultivam\u00bb.<\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100434-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/padreJoseVieira1.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/padreJoseVieira1.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/padreJoseVieira1.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201cLembro-me de me ter cruzado numa tarde de domingo, quando caminhava ao longo do rio Nilo Branco, com uma senhora idosa que cultivava beringelas. E eu questionei-a porque n\u00e3o fazia outra igual para vender no mercado de Juba. E responde ela: \u00abE se vier a guerra?\u00bb. J\u00e1 naquele tempo, que era um tempo de paz, as pessoas viviam num registo de guerra. Com combates as pessoas n\u00e3o cultivam e est\u00e3o totalmente dependentes da caridade da comunidade internacional\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abO h\u00f3spede \u00e9 um enviado de Deus, \u00e9 um anjo. O acolhimento em \u00c1frica \u00e9 um ato religioso\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jose_vieira_comboniano1-1.jpg\" \/><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100434-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/padreJoseVieira2.mp3?_=2\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/padreJoseVieira2.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/padreJoseVieira2.mp3<\/a><\/audio>\n<p><strong>\u00abLembro-me com saudade a energia que recebia em cada eucaristia que durava pelo menos duas horas. As pessoas cantam, dan\u00e7am, transpiram e chegam ao fim exaustos mas contentes porque louvaram o Senhor. Era deles que recebia a energia para viver a semana depois, como jornalista e padre\u00bb.<\/strong><\/p>\n<h4>Tr\u00eas pedrinhas para fazer o fogo<\/h4>\n<p>\u201cO que mais admiro nos africanos \u00e9 a capacidade e a necessidade de expressarem a viv\u00eancia religiosa e rezarem juntos\u201d, indica o mission\u00e1rio Jos\u00e9 Vieira.<\/p>\n<p>Acresce a hospitalidade que \u201cn\u00e3o \u00e9 exclusiva do tempo quaresmal\u201d mas pr\u00e1tica de vida.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o, a esmola e o jejum, enquanto instrumentos para viver a Quaresma, s\u00e3o entendidos \u00e0 luz do contexto social e cultural dos sul-sudaneses.<\/p>\n<p>\u201cPara fazer o fogo em \u00c1frica s\u00e3o precisas tr\u00eas pedras e normalmente colocam-se as pedras, a lenha \u00e0 volta e o tacho por cima. N\u00f3s dizemos que as pedras que v\u00e3o segurar fogo que nos levam \u00e0 P\u00e1scoa \u00e9 o jejum, a esmola e a ora\u00e7\u00e3o. Era a imagem que us\u00e1vamos\u201d, relembra o mission\u00e1rio comboniano.<\/p>\n<p>Uma das imagens mais forte que o mission\u00e1rio comboniano guarda \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o da via-sacra.<\/p>\n<p>&#8220;Ao fim do dia, as pessoas vinham \u00e0 sexta-feira \u00e0 igreja \u00e0\u00a0adora\u00e7\u00e3o da Cruz. E a mais forte \u00e9 a de sexta-feira santa, chegava a durar duas horas. Todos vinham, ajoelham-se e beijam o Senhor nas m\u00e3os, nos p\u00e9s, na cara\u2026 h\u00e1 uma manifesta\u00e7\u00e3o que envolve a todos. Outro aspeto muito bonito \u00e9 a capacidade de rezarem juntos&#8221;, recorda.<\/p>\n<p>Exemplo disso foi uma iniciativa recente de um grupo de religiosos no Sud\u00e3o do Sul para se rezar 101 dias pela paz.<\/p>\n<p>&#8220;Os l\u00edderes religiosos juntavam as pessoas numa Pra\u00e7a, ao ar livre, e as pessoas rezavam, plantavam \u00e1rvores&#8221;, naquilo que o religioso apelida de &#8220;ecumenismo pr\u00e1tico&#8221;.<\/p>\n<p>Cada celebra\u00e7\u00e3o no Sud\u00e3o do Sul \u00e9 uma festa, recordada com saudade pelo mission\u00e1rio comboniano.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m das celebra\u00e7\u00f5es &#8220;mais formais&#8221; na Catedral, o padre Jos\u00e9 Vieira recorda as capelas que se formavam debaixo das \u00e1rvores e que se estendiam terreiro fora pela quantidade de pessoas a celebrar.<\/p>\n<p>&#8220;Quando l\u00e1 cheguei celebrava normalmente na catedral ou na par\u00f3quia. At\u00e9 que entrei na \u00abrota normal\u00bb de celebra\u00e7\u00e3o. Significava celebrar nos lugares mais pequenos, debaixo das \u00e1rvores ou em pequenas capelas&#8221;, relembra.<\/p>\n<h4>Depois do Sud\u00e3o do Sul<\/h4>\n<p>Quando o mission\u00e1rio Jos\u00e9 Vieira fazia planos para regressar \u00e0 Eti\u00f3pia, findo o tempo estabelecido no Sud\u00e3o do Sul os colegas e Deus trocaram-lhe as voltas.<\/p>\n<p>\u201cO meu sonho era voltar \u00e0 Eti\u00f3pia onde j\u00e1 tinha estado. Mas Deus e os meus colegas mudaram-me as voltas e fiquei como provincial. Estou no meu segundo mandato que termina no final de 2019\u201d, contabiliza.<\/p>\n<p>Questionado sobre a import\u00e2ncia da miss\u00e3o na concretiza\u00e7\u00e3o do ser provincial o sacerdote recorda palavras que um et\u00edope lhe endere\u00e7ou quando a sua miss\u00e3o neste pa\u00eds terminou.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o, sublinha, ajuda a viver o minist\u00e9rio da autoridade numa dimens\u00e3o diferente.<\/p>\n<p>\u201cA minha grande experi\u00eancia como mission\u00e1rio foi viver com as pessoas, vivendo a fraternidade com as pessoas \u00e0 volta de Jesus\u201d, reitera o mission\u00e1rio comboniano que preconiza a simplicidade de vida na viv\u00eancia comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para todas as latitudes onde j\u00e1 esteve, o mission\u00e1rio comboniano leva o sotaque de Cinf\u00e3es, terra onde nasceu e \u00e0 qual regressa quando pode.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/capelaSpedroCampos.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00abQuando vou a Cinf\u00e3es e tenho de preparar a homilia de domingo vou para a serra de Montemuro. A capela de S\u00e3o Pedro do Campo tem uma amplitude visual fant\u00e1stica. Se estiver a chover fico dentro do carro; se tiver bom tempo saio para fora e ali fico no meio da natureza, em comunh\u00e3o com Deus, a ouvir os passarinhos\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00abQuando sa\u00ed da Eti\u00f3pia disseram-me duas coisas: agradecemos-te porque aprendeste a nossa l\u00edngua e caminhaste a p\u00e9 connosco. Ser diretor da escola, celebrar eucaristia, ser coadjutor da par\u00f3quia, n\u00e3o era excecional. No meu minist\u00e9rio de provincial isso ajuda-me porque me lembra que sou perten\u00e7a de um corpo, e que tenho de caminhar com os meus irm\u00e3os seja o Ant\u00f3nio com 90 anos ou o di\u00e1cono Ricardo que tem 29\u00bb.<\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100434-3\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/padreJoseVieira3.mp3?_=3\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/padreJoseVieira3.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/padreJoseVieira3.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A concretiza\u00e7\u00e3o de um dia fazer miss\u00e3o no Sud\u00e3o do Sul chegou com um telefonema. 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