{"id":100396,"date":"2018-03-26T17:30:35","date_gmt":"2018-03-26T16:30:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=100396"},"modified":"2025-03-14T14:14:20","modified_gmt":"2025-03-14T14:14:20","slug":"curdistao-iraquiano-irma-irene-guia-escrava-do-sagrado-coracao-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/curdistao-iraquiano-irma-irene-guia-escrava-do-sagrado-coracao-de-jesus\/","title":{"rendered":"Quaresma no mundo: Preparar a P\u00e1scoa ao longo de 17 meses no Curdist\u00e3o iraquiano"},"content":{"rendered":"<p>10 de setembro de 2016. A irm\u00e3 Irene Guia, Escrava do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, aterra em Erbil, capital do Curdist\u00e3o iraquiano, para iniciar a presen\u00e7a do Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados (JRS) em Dohuk, cidade da regi\u00e3o aut\u00f3noma fronteira com o Ir\u00e3o, a Turquia e a S\u00edria.<!--more--><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Irene_Guia.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ali viu pessoas que tinham fugido dos territ\u00f3rios ocupados pelo Daesh h\u00e1 menos de um ano, \u201cmais de mil fam\u00edlias\u201d a viver em grandes campos, em casas com e sem condi\u00e7\u00f5es que eram teto para v\u00e1rios agregados familiares, que \u201cali ficavam por tempo indeterminado\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00abQuando cheguei participei num funeral de sete membros de uma fam\u00edlia que morreu no mar Egeu a tentar chegar \u00e0 Europa. Senti-me como a penitente europeia numa comunidade que acabou de perder sete membros. O funeral foi ali porque a av\u00f3 estava naquele campo. Trouxeram seis corpos porque um n\u00e3o se chegou a encontrar\u00bb. <\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100396-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IrmaIreneGuia1.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IrmaIreneGuia1.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IrmaIreneGuia1.mp3<\/a><\/audio>\n<p>\u201cVi pessoas com grande desespero, com esperan\u00e7a de fugir, que recordavam o dia do \u00eaxodo de fuga do Daesh, 6 de agosto de 2014. Eles viveram o \u00eaxodo, que para n\u00f3s \u00e9 b\u00edblico, numa data espec\u00edfica. Vi o limbo que as pessoas viviam, porque o tempo de procurar seguran\u00e7a j\u00e1 tinha passado. \u00abO que fazer da nossa vida?\u00bb \u00a0\u201d<\/p>\n<p>Foi a esta realidade que o Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados quis responder ao ir ter com estas popula\u00e7\u00f5es e propor programas e acompanhamentos para ajudar a permanecer a chama viva.<\/p>\n<p>A equipa constitu\u00edda para visitar as fam\u00edlias n\u00e3o levava nada.<\/p>\n<p>\u201cAgradecem a nossa companhia e n\u00f3s vamos porque elas precisam. Visitamos todas as fam\u00edlias e voltamos \u00e0 primeira e \u00e9 sempre com grande alegria que recebem as equipas do JRS. O que significa que a grande tarefa a fazer ali \u00e9 perder tempo, acompanhar e ouvir os relatos e dificuldades\u201d.<\/p>\n<p>Refazer, converter o cora\u00e7\u00e3o, mudar, reiniciar s\u00e3o verbos que se coadunam com a vida dos deslocados internos.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o verbos da nossa vida\u201d, indica a religiosa.<\/p>\n<p><strong>\u00abEm contextos de espera e de limbo dependem dos que l\u00e1 vamos. N\u00e3o porque somos her\u00f3is mas porque ao ver pessoas que n\u00e3o sabem o que fazer durante aquele tempo, o \u00abre\u00bb \u00e9 um \u00abre\u00bb que espera. Talvez este \u00abre\u00bb seja o tempo de Quaresma. O \u00abre\u00bb pode ser o regresso, o \u00abre\u00bb mais importante. E a vida acontece neste \u00abre\u00bb atrav\u00e9s de procurar manter a esperan\u00e7a viva, meter os mi\u00fados na escola, uma forma\u00e7\u00e3o que possa ter um efeito para l\u00e1 da aprendizagem, uma forma\u00e7\u00e3o que nos tira do espa\u00e7o habitual, que nos leva a encontrar outros como eu que me fazem falar e interagir. Isto religa as pessoas a uma esperan\u00e7a\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A Quaresma entre diferentes<\/h3>\n<p>Durante os 17 meses no Curdist\u00e3o iraquiano, a irm\u00e3 Irene partilhou uma Quaresma entre crist\u00e3os, mu\u00e7ulmanos e yazidis.<\/p>\n<p>\u201cUma conversa, uma gargalhada, um almo\u00e7o, um abra\u00e7o, um ch\u00e1 que se aceita, um aquecimento, um ficar \u00e0 conversa prolongada, a hospitalidade. S\u00e3o momentos de P\u00e1scoa. O que nos uniu foi o sofrimento da pessoa que deitou o cora\u00e7\u00e3o c\u00e1 para fora\u2026 quando a pessoa percebe o tempo que passou e ela ali continua, isso \u00e9 o tempo da Paix\u00e3o, est\u00e3o no in\u00edcio do Tr\u00edduo pascal\u201d.<\/p>\n<p>\u201cRelatar faz-me olhar para o sofrimento de forma intensa, se voltar l\u00e1 vou chorar sim, mas a vida venceu a morte e por isso, baliza a dor na nossa vida. Se o sofrimento n\u00e3o tiver esta leitura n\u00e3o se identifica com a identidade do ser humano\u201d, afirma a religiosa.<\/p>\n<p>Do agir humano que n\u00e3o esquece a irm\u00e3 Irene sublinha a hospitalidade.<\/p>\n<p>O calend\u00e1rio lit\u00fargico caldeu \u00e9 diferente daquele seguido no ocidente.<\/p>\n<p>\u201cOs gestos simb\u00f3licos s\u00e3o diferentes, n\u00e3o existe por exemplo, a quarta-feira de cinzas e a simb\u00f3lica imposi\u00e7\u00e3o das cinzas\u201d, mas todas as religi\u00f5es t\u00eam um momento semelhante \u00e0 Quaresma, encontrando na ora\u00e7\u00e3o, na esmola e no jejum uma \u201clinguagem comum, n\u00e3o \u00e9 patrim\u00f3nio exclusivo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEncontramos as mesmas formas de querer regressar ao mais puro e melhor de n\u00f3s. \u00c9 um momento de refazer e religar, de voltar ao mais honesto na nossa vida, ao que acreditamos ser mais verdadeiro na nossa vida\u201d.<\/p>\n<p>Neste tempo, entre a equipa do JRS e com outras pessoas que a Irm\u00e3 Irene conheceu, a religiosa testemunhou o respeito que quer conhecer aquilo em que o outro acredita e faz sil\u00eancio perante a f\u00e9.<\/p>\n<p>E neste encontro acontecem momentos de partilha com mu\u00e7ulmanos a participarem na celebra\u00e7\u00e3o do Domingos de Ramos ou os crist\u00e3os a irem conhecer o principal santu\u00e1rio dos yazidis no Curdist\u00e3o, onde se \u00e9 recebido com um grande acolhimento.<\/p>\n<p>\u201cQuando estamos no bem, sentimo-nos bem. Isto \u00e9 o Deus que nos une a todos, podermos conhecer-nos cada vez mais, n\u00e3o para perder a identidade, mas para aprofundarmos a comunh\u00e3o e fraternidade\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00abVivi momentos de P\u00e1scoa di\u00e1rios, v\u00e1rias vezes ao dia, mas ali vive-se a Paix\u00e3o\u00bb.<\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100396-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IrmaIreneGuia2.mp3?_=2\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IrmaIreneGuia2.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IrmaIreneGuia2.mp3<\/a><\/audio>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Visita_Familia_Yazidi.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00abNuma visita a uma fam\u00edlia de refugiados s\u00edrios mu\u00e7ulmanos, a viver ao lado de um gerador com muitos volts e um barulho ensurdecedor, onde entrava fumo porque eles n\u00e3o tinham portas nem janelas, eu vi o av\u00f4 dar uma nota \u00e0 neta e ela volta com um \u00fanico sumo com uma palhinha que era para mim. D\u00e1-se do que n\u00e3o se tem\u00bb. <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abNas visitas fica-se a conhecer os dramas de que as pessoas padecem: o que aconteceu aos outros familiares, est\u00e3o sequestrados, foram para a S\u00edria, a minha filha est\u00e1 a ser leiloada, o meu filho a ser degolado, ser\u00e1 que n\u00e3o deixou crescer a barba e o mataram, ser\u00e1 que pegou no telem\u00f3vel e foi chicoteado? S\u00e3o dramas que ali ouvimos e \u00e9 uma honra quando uma fam\u00edlia se abre e come\u00e7a a falar connosco sobre isto, n\u00e3o tanto porque possamos fazer alguma coisa mas porque elas confiam e naquele espa\u00e7o de tempo constru\u00edmos a fam\u00edlia humana. E isto faz falta\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/EquipaJRSDohuk.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00abSe h\u00e1 frase do Evangelho que a mim me diz muito \u00e9 aquela defini\u00e7\u00e3o que as pessoas fazem de Cristo que \u00e9 \u00abEra um mestre bom que passou pela vida fazendo o bem.\u00bb Passou, n\u00e3o ficou. A obra n\u00e3o \u00e9 nossa\u00bb.<\/strong><\/p>\n<h3>A miss\u00e3o em Dohuk<\/h3>\n<p>O JRS j\u00e1 se encontrava em Erbil, na capital do Curdist\u00e3o iraquiano; a miss\u00e3o da Irm\u00e3 Irene tinha como objetivo abrir um centro de opera\u00e7\u00f5es de apoio em Dohuk e trabalhar em tr\u00eas frentes.<\/p>\n<p>A visita \u00e0s fam\u00edlias era o primeiro eixo, aquele que a Irm\u00e3 Irene apelida de \u201cp\u00e9rola dos programas do JRS\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVamos de m\u00e3os vazias, \u00e9 bater \u00e0 porta, falar\u2026 Com estas visitas podemos abrir caminho a outro verbo do JRS que \u00e9 \u00abdefender\u00bb, ou n\u00e3o. Se n\u00e3o precisam de nada, passado um tempo voltamos e est\u00e1 tudo bem\u201d, recorda a religiosa.<\/p>\n<p>O segundo programa que o JRS disponibiliza \u00e9 o fornecimento de compet\u00eancias, nomeadamente em ingl\u00eas, curdo, forma\u00e7\u00e3o de inform\u00e1tica, costura, barbearia, cabeleireiro.<\/p>\n<p>\u201cUm espa\u00e7o para que a forma\u00e7\u00e3o real aconte\u00e7a\u201d, sublinha a Irm\u00e3 Irene, que n\u00e3o esquece, no entanto, que o mais importante ia para al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTent\u00e1vamos encontrar as pessoas mais competentes, mas o relevante eram colocar as pessoas em contacto umas com as outras porque quem ali est\u00e1 viver sofreu o mesmo, em diferentes regi\u00f5es mas sob o dom\u00ednio do Estado isl\u00e2mico e a identifica\u00e7\u00e3o reciproca, o falar do que se viveu, aproximava\u201d.<\/p>\n<p>O terceiro objetivo era o estudo.<\/p>\n<p>\u201cA Guerra destr\u00f3i a vida das crian\u00e7as e mi\u00fados que ficam tr\u00eas anos sem escolaridade \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o que fica pouco preparada para o futuro. D\u00e1vamos aulas de refor\u00e7o escolar para que os mi\u00fados n\u00e3o ficassem atr\u00e1s nos exames nacionais e conseguimos resultados simp\u00e1ticos\u201d.<\/p>\n<p>A irm\u00e3 Irene Guia deixou o Curdist\u00e3o iraquiano no final de janeiro, deixando em Dohuk uma \u201cboa equipa\u201d, constitu\u00edda com crist\u00e3os, mu\u00e7ulmanos e yazidis, capaz de liderar o trabalho ali iniciado.<\/p>\n<h3>A paz que se constr\u00f3i entre diferentes<\/h3>\n<p>A esta pr\u00e1tica, acresce a certeza de que \u201ca paz se constr\u00f3i com a comunh\u00e3o de diferentes identidades e perten\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando nos olhamos nos olhos reconhecemo-nos e n\u00e3o somos desconhecidos. Olhar nos olhos elimina medos e receios desadequados. N\u00e3o o conhe\u00e7o mas reconhe\u00e7o, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9s um desconhecido. Tudo o que precisamos \u00e9 ser reconhecidos\u201d.<\/p>\n<p>A dificuldade em lidar com o diferente \u00e9 o maior entrave ao encontro de uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO maior receio vem do desconhecimento, porque quando conhecemos percebemos que est\u00e1 tudo bem; somos diferentes e est\u00e1 tudo bem\u201d.<\/p>\n<p>A irm\u00e3 Irene Guia, Escrava do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus h\u00e1 34 anos, n\u00e3o esquece na sua vida os dois anos que viveu nos Camar\u00f5es, os quatro anos passados entre refugiados do Ruanda e da Rep\u00fablica democr\u00e1tica do Congo, a experi\u00eancia de mais de um m\u00eas em Timor, para al\u00e9m dos 17 meses no Curdist\u00e3o iraquiano.<\/p>\n<p>N\u00e3o se imagina uma religiosa diferente porque, diz, \u201ca vida vai esculpindo\u201d.<\/p>\n<p>Os 17 meses no Curdist\u00e3o iraquiano tinham a responsabilidade de ser partilhados.<\/p>\n<p>\u201cTer ido foi um privil\u00e9gio e por isso n\u00e3o pode ficar comigo. Da\u00ed escrever o blog \u00ab<a href=\"https:\/\/emterrasdocurdistao.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em Terras do Curdist\u00e3o<\/a>\u00bb. Quando uma pessoa se sente privilegiada tamb\u00e9m se sente respons\u00e1vel\u201d, assume.<\/p>\n<p>Uma responsabilidade que deve ser partilhada com todos os homens de boa vontade, atrav\u00e9s do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e, para os crist\u00e3os, o dever de rezar.<\/p>\n<p><strong>\u00abAquele Deus, que eu acredito que \u00e9 bom, est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s. Os atos de bondade que qualquer pessoa neste mundo faz, saem da presen\u00e7a deste Deus bom. Para os que acreditam isto \u00e9 ora\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abNuma zona conflituosa onde estive fui aconselhada a, quando fosse indagada por um comandante de mil\u00edcias, procurasse o contacto visual com ele e lhe apertasse a m\u00e3o. Para qu\u00ea? Para que ele me reconhecesse e se, eventualmente, nos volt\u00e1ssemos a cruzar, ele j\u00e1 n\u00e3o me mataria porque se lembraria de mim. Se eu fosse desconhecida ele n\u00e3o teria problema em disparar, mas se j\u00e1 nos tiv\u00e9ssemos olhado nos olhos ele pensaria duas vezes. Isto revela que a constru\u00e7\u00e3o da paz come\u00e7a pela identifica\u00e7\u00e3o e reconhecimento\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Familia_Yazidi_Vendedores_Tomate.jpg\" \/><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100396-3\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IrmaIreneGuia4.mp3?_=3\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IrmaIreneGuia4.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IrmaIreneGuia4.mp3<\/a><\/audio>\n<p><strong>\u00abPara onde eu for tudo o que conheci de sofrimento humano, n\u00e3o se apaga. O que tocamos tamb\u00e9m nos transforma. Tive o privil\u00e9gio e a honra de acompanhar situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade e fragilidade e questionar porque \u00e9 que a mim isto n\u00e3o me toca, e perceber como as pessoas s\u00e3o resilientes, \u00e9 imposs\u00edvel passar indiferente\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A irm\u00e3 Irene Guia, das Escrava do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, aterra em Erbil, capital do Curdist\u00e3o iraquiano, no dia 10 de setembro de 2016, para iniciar a presen\u00e7a do Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados (JRS) em Dohuk<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[91],"class_list":["post-100396","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100396"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100396\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}