{"id":100328,"date":"2018-03-26T17:30:28","date_gmt":"2018-03-26T16:30:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=100328"},"modified":"2025-03-14T14:17:23","modified_gmt":"2025-03-14T14:17:23","slug":"japao-missionario-da-boa-nova-adelino-ascenso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/japao-missionario-da-boa-nova-adelino-ascenso\/","title":{"rendered":"Quaresma no mundo: O sil\u00eancio, a harmonia e o sentido de comunidade nos 40 dias que preparam a P\u00e1scoa no Jap\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O ambiente \u00fanico para a pr\u00e1tica religiosa crist\u00e3, a oriente, que o mission\u00e1rio da Boa Nova, o padre Adelino Ascenso, aprendeu a respeitar e a amar<!--more--><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/adelino_ascenso4-1.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00abNo Jap\u00e3o reza-se em sil\u00eancio. Mais do que por palavras, rezamos sentindo a for\u00e7a do sil\u00eancio. Na Eucaristia devemos valorizar os momentos de sil\u00eancio e no Jap\u00e3o s\u00e3o muito valorizados\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/adelino_ascenso_japao.jpg\" \/><\/p>\n<p>Em 1998 chegou ao Jap\u00e3o para ali viver durante 12 anos.<\/p>\n<p>\u201cFoi um tempo extraordinariamente saboroso\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, onde \u201co fasc\u00ednio \u00e9 absolutamente proporcional \u00e0 dificuldade\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00abQuando ali chegamos passamos por uma \u00abKenosis\u00bb total, tornamo-nos beb\u00e9s, n\u00e3o entendemos nada. Passamos muitos meses a celebrar a missa em sil\u00eancio, sem perceber. Somos postos \u00e0 prova diariamente. Passamos por uma desconstru\u00e7\u00e3o dos nossos conceitos, mesmo da imagem de Cristo. Tudo no jap\u00e3o \u00e9 diferente, tem a ver com a incultura\u00e7\u00e3o.\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Durante dois anos o padre Adelino Ascenso aprendeu o japon\u00eas: \u201cquatro horas por dia, na escola e com muito trabalho em casa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNo primeiro ano vivi com um mission\u00e1rio espanhol. No segundo ano fui viver com um padre japon\u00eas e estava em contacto com o mundo oriental todo o dia. Isso ajudou-me muito. No segundo ano comecei a preparar uma homilia dominical por m\u00eas. Ia entrando em contacto, conversando com os fi\u00e9is, recebia algumas corre\u00e7\u00f5es. E comecei a trabalhar oficialmente em duas par\u00f3quias, com muitos erros, claro.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Adelino-Ascenso_CEP.jpg\" \/><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100328-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeAdelinoAscenso1.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeAdelinoAscenso1.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeAdelinoAscenso1.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00abFaz-nos falta o sil\u00eancio exterior, o interior, o sil\u00eancio que nos leve a interrogar o sentido da vida, que nos leve ao interior para sentirmos o pulsar do cora\u00e7\u00e3o\u00bb. <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100328-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeAdelinoAscenso2.mp3?_=2\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeAdelinoAscenso2.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeAdelinoAscenso2.mp3<\/a><\/audio>\n<h4>A prepara\u00e7\u00e3o para o tempo de prepara\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A Quaresma \u00e9 o tempo de 40 dias que tem in\u00edcio com a celebra\u00e7\u00e3o de Cinzas, marcado por apelos ao jejum, partilha e penit\u00eancia, que serve de prepara\u00e7\u00e3o para a P\u00e1scoa, a principal festa do calend\u00e1rio crist\u00e3o.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o este \u00e9 um tempo marcado pela cultura pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>\u201cNo Jap\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio a prepara\u00e7\u00e3o para o tempo de prepara\u00e7\u00e3o. Isto parece algo metaf\u00f3rico, mas, no Jap\u00e3o, preparamos muito as coisas. H\u00e1 muitas reuni\u00f5es pr\u00e9vias a eventos e celebra\u00e7\u00f5es. E h\u00e1 reuni\u00f5es para preparar a prepara\u00e7\u00e3o\u201d, relembra o mission\u00e1rio da Boa Nova que durante 12 anos viveu e preparou Quaresmas com o povo nip\u00f3nico.<\/p>\n<p>Os 40 dias \u201csignificam toda a nossa vida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA nossa vida \u00e9 sempre uma prepara\u00e7\u00e3o. O tempo de Quaresma \u00e9 um caminho de luz que nos orienta rumo a uma meta, que \u00e9 precisamente, a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O mission\u00e1rio sublinha o quanto, num tempo de instantaneidade, \u00e9 necess\u00e1rio preparar, cultivar o sil\u00eancio.<\/p>\n<p>\u201cPor vezes andamos distra\u00eddos e n\u00e3o conseguimos encontrar tempo interior para a prepara\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 um drama da atualidade\u201d.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a Quaresma \u00e9 um tempo prop\u00edcio para \u201cescutar o sil\u00eancio, porque nesse sil\u00eancio est\u00e1 precisamente a voz de Deus\u201d.<\/p>\n<p>E o processo de silenciar \u00e9 pessoal.<\/p>\n<p><strong>\u00abH\u00e1 um termo japon\u00eas que significa \u00abum tempo, um encontro\u00bb que aponta a necessidade de valorizar cada momento da trivialidade da nossa vida. Esse encontro nunca se repete, n\u00e3o h\u00e1 um tempo que se repita\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cVamos tendo muitos encontros ao longo na nossa vida, mas andamos distra\u00eddos e n\u00e3o nos apercebemos da intensidade desses momentos di\u00e1rios, aparentemente banais, com significado tremendamente importante na vida. Na trivialidade da nossa vida, no caf\u00e9, no autocarro, deixar ser interpelado por algu\u00e9m ou pelo seu olhar\u2026 Valorizar estes momentos \u00e9 preparar a nossa vida\u201d.<\/p>\n<p>A viv\u00eancia quaresmal no Jap\u00e3o varia consoante os lugares e as par\u00f3quias.<\/p>\n<p>Recorda o mission\u00e1rio da Boa Nova que numa par\u00f3quia, numa eucaristia com 12 fi\u00e9is, a viv\u00eancia era muito intensa.<\/p>\n<p>\u201cPar\u00f3quias pequeninas levam as pessoas a viverem a Semana Santa e a Quaresma com mais intensidade, como se fossem uma fam\u00edlia. Tomam um ch\u00e1 juntos, conversam\u201d.<\/p>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o dos catec\u00famenos era outra aposta pastoral assim como a \u00e1rea social.<\/p>\n<p>\u201cTodas as semanas os fi\u00e9is se reuniam para preparar comida e distribuir aos sem-abrigos, tamb\u00e9m h\u00e1 muitos no Jap\u00e3o\u201d, indica o padre Adelino Ascenso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00abNeste tempo as pessoas ficam mais sens\u00edveis e os japoneses t\u00eam uma grande sensibilidade. Tem a ver com a harmonia e a mentalidade de grupo. Eu n\u00e3o existo sozinho, mas fa\u00e7o parte de um grupo, seja o bairro, a empresa, a escola, a aldeia. H\u00e1 uma grande solidariedade. Se o meu irm\u00e3o est\u00e1 a sofrer eu vou l\u00e1 ajud\u00e1-lo\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/cerimonia_cha_japao.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00abA \u00faltima par\u00f3quia onde estive antes de regressar a Portugal, \u00e9 grande na arquidiocese de Osaka, mas tornou-se muito conhecida por causa de um samurai Takayama Ukon, conhecido como \u00abSamurai de Cristo\u00bb, beatificado a 7 de fevereiro de 2017. No S\u00e9c. XVI tinha a\u00ed o seu castelo. Nesta par\u00f3quia vivia-se com muita intensidade, em especial na Semana Santa, que exigia muita prepara\u00e7\u00e3o. Valorizava-se muito a liturgia e havia grande prepara\u00e7\u00e3o em toda a Quaresma\u00bb.<\/strong><\/p>\n<h4>A cultura japonesa<\/h4>\n<p>Harmonia, escondimento e o sil\u00eancio s\u00e3o elementos constitutivos da cultura japonesa, por vezes despercebido na vida quotidiana, mas presente no cora\u00e7\u00e3o de cada nip\u00f3nico.<\/p>\n<p>A palavra \u00abharmonia\u00bb foi introduzida na Constitui\u00e7\u00e3o, em 604, no s\u00e9culo VII, com o objetivo de ser preservada.<\/p>\n<p>\u201cA harmonia do grupo, da aldeia, da empresa, do bairro\u201d, que se relaciona com a \u201ccultura do escondimento\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPara n\u00e3o fazer trepidar a tal harmonia de grupo o japon\u00eas guarda para si o que pensa e sente\u201d, indica o padre Adelino Ascenso.<\/p>\n<p>Este agir assenta tamb\u00e9m na hist\u00f3ria de 250 anos de persegui\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que levou \u00e0 pr\u00e1tica religiosa em segredo.<\/p>\n<p>O cristianismo continua a ser uma minoria. Quando em 1549 o jesu\u00edta Francisco Xavier chegou registaram-se convers\u00f5es que devido \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es \u201cintensas e sistem\u00e1ticas\u201d com in\u00edcio em 1641, desapareceram.<\/p>\n<p>\u201cOs crist\u00e3os refugiaram-se em Nagasaki e nas ilhas de Goto e, escondidos, foram passando as suas ora\u00e7\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, batizando filhos e netos, porque os padres foram expulsos do pa\u00eds. Eles escondiam a sua f\u00e9 e transmitiam as ora\u00e7\u00f5es aos filhos e netos durante 250 anos at\u00e9 \u00e0 2\u00aa entrada no cristianismo no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>O papa Francisco diz que a Igreja japonesa \u00e9 uma minoria mas muito apreciada pelo servi\u00e7o social e educativa que presta, independentemente da religi\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o h\u00e1 cerca de 440 mil cat\u00f3licos, 0,34% em 128 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>\u00abA valoriza\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio que n\u00e3o se experimenta nas grandes cidades de T\u00f3quio ou Osaka, onde a vida \u00e9 de grande az\u00e1fama mas estes elementos fazem parte do alicerce cultural e est\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o de cada japon\u00eas mesmo que no dia-a-dia n\u00e3o consigam viv\u00ea-lo\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/toquio.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00abNeste momento n\u00e3o h\u00e1 persegui\u00e7\u00f5es, a Igreja cat\u00f3lica tem 16 dioceses, tr\u00eas s\u00e3o arquidioceses. H\u00e1 cerca de 850 padres japoneses e 570 padres estrangeiros a viver e trabalhar l\u00e1\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abO termo que o Papa usa de \u00abcora\u00e7\u00e3o gelado\u00bb &#8211; eu senti esse termo no meu interior. Um cora\u00e7\u00e3o gelado est\u00e1 morto e mata. Nunca podemos perder a oportunidade de ser misericordioso, na Quaresma mas em todo o tempo, porque a Quaresma significa a nossa vida\u00bb.<\/strong><\/p>\n<h4><u>Rem\u00e9dio doce para a Quaresma<\/u><\/h4>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o, a esmola e o jejum \u00e9 o \u201ctri\u00e2ngulo que faz parte do alicerce da vida de crist\u00e3os\u201d, \u201cda nossa vida de sermos humanos, que nos ajudam a purificarmo-nos interiormente\u201d, apresenta o padre Adelino Ascenso.<\/p>\n<p>O Papa Francisco indicou este ano, na mensagem quaresmal, que os tr\u00eas instrumentos s\u00e3o o \u201crem\u00e9dio doce\u201d para a Quaresma.<\/p>\n<p>\u201cA esmola significa que n\u00e3o somos os \u00fanicos detentores do que possu\u00edmos. Estamos todos interligados, somos fios de uma rede, alguns rebentados, outros cheios de for\u00e7a, mas todos interligados. A esmola ajuda-nos a purificar, a abrir o cora\u00e7\u00e3o, ajuda a derreter o gelo que pode existir no nosso cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-100328-3\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeAdelinoAscenso3.mp3?_=3\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeAdelinoAscenso3.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/PeAdelinoAscenso3.mp3<\/a><\/audio>\n<p><em>SN\/LS<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ambiente \u00fanico para a pr\u00e1tica religiosa crist\u00e3, a oriente, que o mission\u00e1rio da Boa Nova, o padre Adelino Ascenso, aprendeu a respeitar e a 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