Foto Lusa

Lisboa, 29 Set 2020 (Ecclesia) – O Movimento “Unidos Contra o Desperdício” nasceu, oficialmente, hoje, dia 29 de setembro, Dia Internacional da Consciencialização Sobre Perdas e Desperdício Alimentar, e é a “primeira vez” que a efeméride será celebrada no mundo inteiro

O desperdício alimentar é uma realidade com valores “tão elevados que surpreendem e chocam qualquer pessoa” e todos os anos “um terço da produção alimentar é desperdiçada no mundo, segundo os dados da Organização das Nações Unidas Para a Alimentação e a Agricultura (FAO)”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

Para contrariar este problema mundial, com impactos a vários níveis, o “Unidos Contra o Desperdício”, um “movimento cívico e nacional, congregador e agregador, une a sociedade “num combate ativo e positivo ao desperdício alimentar, reforçando a importância de cada um de nós nesta luta”, realça o comunicado.

Com o objetivo de facilitar o aproveitamento de excedentes, tornando habitual a luta contra o desperdício alimentar, incentivar e facilitar a doação das sobras, bem como promover um consumo responsável, este movimento foi fundado por várias entidades, congregadas pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, sendo um movimento com várias vozes e diferentes tons, que une e congrega empresas, instituições, o público e o privado e as várias gerações em torno do objetivo único de lutar contra o desperdício alimentar.

A realidade do desperdício é “um contrassenso do ponto de vista económico, ambiental e social e tem merecido a atenção de muitos agentes de vários setores que agora se reúnem para de forma ativa chamar a atenção para uma questão que só poderá ser minorada com a vontade de todos”.

Para Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma das entidades fundadoras do movimento, “esta pode vir a ser uma das principais lutas mundiais, a par de outras estruturantes como a fome ou a preservação do ambiente, até porque o desperdício alimentar acaba por convergir em ambas”.

No caso da destruição de comida que está em bom estado e pode ser consumida, “trata-se até de uma injustiça, quando há pessoas que dela carecem para viver. O alimento é um bem de consumo diferente de todos os outros precisamente porque é essencial para a vida”, realça.

LFS

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