Aveiro, 16 jan 2020 (Ecclesia) – O bispo da Guarda e vogal da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização vai presidir à Celebração Ecuménica Nacional da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, este sábado, pelas 21h00, na Sé de Aveiro.

D. Manuel Felício vai presidir à oração ecuménica que conta com a presença do bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, de D. Jorge Pina Cabral, bispo da Igreja Lusitana, D. Sifredo Teixeira, da Igreja Metodista, e representantes da Igreja Presbiteriana e clérigos do COPIC – Conselho Português das Igrejas Cristãs.

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2020, que no hemisfério norte decorre de 18 a 25 de janeiro, vai recordar os migrantes e refugiados vítimas de naufrágios no Mediterrâneo, com o tema ‘Trataram-nos com uma amabilidade fora do comum’.

A reflexão é proposta pelas comunidades cristãs do arquipélago maltês, a partir do relato bíblico do naufrágio de São Paulo II (século I), que o levou até à ilha de Malta, onde, segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, foi tratado com “invulgar humanidade”.

“Hoje muitas pessoas estão a enfrentar terrores semelhantes, nesses mesmos mares. Os lugares mencionados no texto também fazem parte das histórias de migrantes de tempos modernos”, refere a proposta de reflexão, publicada em conjunto pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Santa Sé) e a Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial das Igrejas.

Os materiais foram preparados pelas Igrejas cristãs em Malta e Gozo (Cristãos Unidos em Malta), destacando a chegada da fé cristã a estas ilhas, através do apóstolo Paulo.

O ‘oitavário pela unidade da Igreja’, hoje com outra denominação, começou a ser celebrado em 1908, por iniciativa do norte-americano Paul Wattson, presbítero anglicano que mais tarde se converteu ao catolicismo.

O ecumenismo é o conjunto de iniciativas e atividades tendentes a favorecer o regresso à unidade dos cristãos, quebrada no passado por cismas e ruturas.

As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Anglicana).

OC/CB

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