Faro, 28 mar 2019 (Ecclesia) – O vigário-geral da Diocese do Algarve destaca a importância celebrativa na comunidade cabo-verdiana no contexto da Missa de ação de graças que vai presidir às 10h30, deste domingo, em Quarteira.

“Quaisquer manifestações dos cabo-verdianos em termos culturais, se não incluir a vertente de celebração Eucaristia ficará muito mais pobre. Não há cabo-verdianos sem essa vertente”, afirmou hoje o cónego Carlos César Chantre.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o sacerdote, natural de Cabo Verde, assinalou que a Missa de ação de graças pelo Dia da Mulher Cabo-Verdiana vai ter as “vertentes culturais e musicais, com o ritmo” do país lusófono, na igreja de São Pedro do Mar, em Quarteira.

“O Dia da Mulher quando surge vem mais estimular o que já existia subjacente na cultura feminina cabo-verdiana. Pegam desse estímulo e fazem festa e quando fazem festa metem Deus na festa”, explicou.

Neste contexto, o sacerdote acrescenta que muitos cabo-verdianos “têm uma posição tipo matriarca”, é uma “posição muito forte”, mas, durante muitos anos, “tentou-se pelas várias vicissitudes da história atenuar um pouco essa força da mulher”.

A Eucaristia vai ser animada pelo Grupo Coral da Capelania Africana e o jornal ‘Folha do Domingo’ informa que depois da Missa está previsto um almoço tradicional com pratos típicos de Cabo Verde e continua com o quarto Encontro de Batucadeiras da Diáspora em Portugal, com diversas iniciativas.

O Dia da Mulher Cabo-Verdiana, informa ainda o jornal da Diocese do Algarve, vai ser promovido pela Associação de Mulheres Cabo-Verdianas na Diáspora em Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, e começa já este sábado.

O sacerdote salienta que, particularmente em Loulé, a comunidade tem “vários momentos em que intervém” e são convidados para outras localidades do Algarve, “precisamente, para emprestarem aquela cor e ritmo próprios de Cabo Verde”.

Segundo o cónego Carlos César Chantre, esta comunidade lusófona, uma “das primeiras comunidades estrangeiras a residir e a trabalhar no Algarve” e adianta que vai festejar e celebrar “25 anos” de presença, no dia 1 de maio, no Santuário da Mãe Soberana, em Loulé.

“Sendo um povo profundamente cristão enriquece a Diocese do Algarve com as suas cores e os seus ritmos dando à liturgia uma expressão que o mundo europeu já não conhece”, realça o vigário-geral da Diocese do Algarve, assegurando que é uma “comunidade que se identifica imenso com o local onde estão”.

CB

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