Iniciativa inclui visitas guiadas e itinerários abertos ao público em geral nos dias 24 e 25 de maio

Lisboa, 09 mai 2019 (Ecclesia) – O setor de Turismo do Patriarcado de Lisboa promove nos dias 24 e 25 de maio a iniciativa ‘Open Conventos’, para dar a conhecer a história destas estruturas religiosas na cidade, muitos delas hoje a cumprir um propósito diferente.

Segundo um comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, a iniciativa envolve a Câmara Municipal de Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e um total de vinte seis antigos conventos da região.

“O que têm em comum a Assembleia da República, o Museu Nacional de Arte Antiga, a Cúria Patriarcal ou os Armazéns do Chiado? Todos já foram mosteiros ou conventos”, destaca o setor de Turismo do Patriarcado de Lisboa, que convida o público a “participar numa das 20 visitas guiadas ou num dos 5 itinerários” preparados no âmbito deste projeto.

Aquele organismo realça ainda que “esta é a primeira vez que se promove um evento, dirigido a toda a população, exclusivamente dedicado à divulgação do património e da história dos Conventos de Lisboa”.

A apoiar toda esta operação irão estar “cerca de 100 voluntários, para “acolher os visitantes e prestar informações sobre a memória de cada lugar”.

Todo o programa da iniciativa ‘Open Conventos’ pode ser consultado na página online do setor de Turismo do Patriarcado de Lisboa.

As atividades começam, no entanto, um dia antes, a 23 de maio, pelas 18h00 no Mosteiro de São Vicente de Fora, com um concerto de órgão por Sérgio Silva, seguido de uma conversa aberta subordinada ao tema “O que fazer com os Conventos de Lisboa?”.

Uma tertúlia que contará com a participação de João Carlos Santos, subdirector geral da Direção Geral do Património Cultural; de Catarina Vaz Pinto, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa com o pelouro da Cultura; e do padre António Pedro Botto, da Direção Cultural do Patriarcado de Lisboa;

Também de Raquel Henriques da Silva (professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa; e de Margarida Montenegro, diretora da Direção da Cultura da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, num diálogo que será moderado pelo jornalista José Pedro Frazão, da Renascença.

Uma nota histórica divulgada pela organização do projeto ‘Open Conventos’, recorda o ponto de viragem que constituiu a extinção das ordens religiosas em Portugal, decretada a 30 de maio de 1834.

“Nessa hora, para as mais de 100 casas religiosas de Lisboa começaram os dias de uma nova história.

Mosteiros, conventos, hospícios e outras casas religiosas caracterizavam a paisagem urbana de Lisboa, pela sua relevância arquitetónica e artística mas, acima de tudo, pela vida que comunicavam à cidade: entrega total, cuidado do outro, importância da comunidade, abnegação dos prazeres individuais em ordem a um ideal.

Daí em diante muitos e diversos foram os destinos destas casas, embrulhados nas dinâmicas de transformação urbana da Lisboa dos séculos XIX, XX e XXI.

É esta história que, convento a convento, vamos dar a conhecer”, sublinha a organização do projeto ‘Open Conventos’.

JCP

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