Lisboa, 13 fev 2020 (Ecclesia) – Instituições religiosas e públicas na cidade de Lisboa vão a celebrar o Jubileu dos 800 anos de Santo António como franciscano, com um programa de atividades culturais, até janeiro de 2021.

O programa enviado hoje à Agência ECCLESIA informa que este domingo se evoca, na igreja de Santo António em Lisboa, “a descoberta da língua incorrupta” do religioso português, “mais de trinta anos após a sua morte”, por São Boaventura,

Ao longo dos próximos meses, há mais quatro celebrações litúrgicas a valorizar na igreja lisboeta, nomeadamente a festa da canonização de Santo António, pelo papa Gregório IX, a 30 de maio de 1232; o dia da morte do santo franciscano, a 13 de junho, em Lisboa e Pádua, cidade italiana onde morreu; e ainda o seu dia do nascimento, “tradicionalmente” a dia 15 de agosto, solenidade da Assunção de Nossa Senhora.

Os diversos eventos – exposições, colóquios, concertos, celebrações litúrgicas, visitas guiadas e um peddy papper – estão a ser organizados pela igreja de Santo António de Lisboa, o Museu de Lisboa – Santo António, o Centro de Estudos e de Investigação de Sto António, o Mosteiro de São Vicente de Fora e o ‘Quo Vadis’ – Serviço de Pastoral do Turismo do Patriarcado e o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja Católica.

Outra iniciativa é a ‘Rota de Santo António em Lisboa’, no segundo sábado de cada mês, de março a janeiro de 2021, entre as 10h00 e as 12h00; o ponto de encontro é a igreja dedicada ao santo franciscano, que nos mesmos dias recebe uma visita guiada, entre as 15h00 e as 16h00, seguida de recitais de órgão, até às 16h45.

A igreja de Santo António foi também o lugar escolhido para o concerto comemorativo da canonização de Santo António, pelas 21h00, no dia 30 de maio.

O Museu de Lisboa – Santo António  tem uma exposição permanente que “dá a conhecer a figura do Santo” que nasceu e viveu na capital portuguesa até aos 20 anos e, até 12 de abril, pode ser visitada uma mostra temporária que convida a revisitar as fotografias de Marc Sarkis Gulbenkian para o livro ‘Santo António de Lisboa e Pádua. Viagem a uma devoção ímpar’, de António Mega Ferreira (terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00).

A organização vai promover também iniciativas dedicadas às famílias, como o peddy-papper ‘O Mosteiro de Santo António’, entre as 15h00 e as 17h00 do último sábado de cada mês, entre marços e dezembro, no Mosteiro de São Vicente de Fora.

A igreja da Conceição Velha vai inaugurar ‘Vita Prima – Os anos de Santo António em Portugal’ no dia 20 de setembro, com coordenação de Sandra Costa Saldanha, diretora do Secretariado dos Bens Culturais da Igreja, a exposição temporária pode ser visitada até 16 de janeiro de 2021.

Segundo o comunicado recebido, no âmbito da programação que está a ser desenvolvida entre Lisboa e Coimbra para o Jubileu dos 800 anos de Santo António como Franciscano vai ser lançado um ‘Caminho de Santo António’, entre as duas cidades portuguesas, um itinerário que “pretende modelar o caminho (aproximado) que Santo António poderá ter feito de Coimbra até Lisboa com o intuito de partir para Marrocos”.

O santo franciscano nasceu em Lisboa, em 1195, perto da Sé e foi batizado com o nome de Fernando; faleceu a 13 de junho de 1231 e foi sepultado em Pádua (Itália), onde são veneradas as suas relíquias.

Na Itália, Santo António destacou-se como pregador e primeiro professor de Teologia da ordem franciscana recém-fundada por São Francisco de Assis; em 1946, Pio XII proclamou-o como “doutor da igreja universal”, com o título de ‘Doctor Evangelicus’ (Doutor Evangélico).

CB

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