Francisco vai visitar o país asiático em novembro e bispos esperam «mensagem de paz ao mundo»

Cidade do Vaticano, 19 jul 2019 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal do Japão está a organizar ‘Dez dias de Oração pela Paz’, de 6 a 15 de agosto, para refletir e rezar pela paz em sintonia com o Papa Francisco que vai visitar o país em novembro.

“A paz e a estabilidade internacional não podem ser baseadas numa falsa sensação de segurança, na ameaça de destruição recíproca ou de aniquilação total, ou simplesmente na manutenção de um equilíbrio de poder”, lê-se na mensagem assinada pelo presidente da Conferência Episcopal do Japão, D. Mitsuaki Takami.

Os bispos japoneses afirmam que a paz “deve ser construída” com justiça, desenvolvimento humano integral, “no respeito pelos direitos humanos fundamentais, na proteção da Criação”.

“Na participação de todos na vida pública, na confiança entre os povos, no apoio às instituições pacíficas, no acesso à educação e à saúde, no diálogo e na solidariedade”, acrescentam.

O documento contextualiza que a Igreja Católica no Japão celebra anualmente ‘Dez dias de Oração pela Paz’, de 6 a 15 de agosto, para refletir e rezar pela paz, desde que, em 25 de fevereiro de 1981, “o Papa João Paulo II fez um apelo surpreendente pela paz em Hiroshima”.

No documento, os bispos do Japão salientam que o Papa vai visitar “o Japão em novembro deste ano” – um anúncio feito por Francisco durante a sua viagem para o Panamá, para a Jornada Mundial da Juventude, a um jornalista japonês – “38 anos e 9 meses” depois do apelo de São João Paulo, e esperam que “envie uma nova mensagem de paz ao mundo”.

“Com o Papa Francisco, rezamos com todo o coração ao Deus da paz, para que possamos construir a paz participando plenamente do desenvolvimento integral de todos, pedindo a abolição das armas nucleares. Comecemos esta tarefa fazendo tudo o que for possível”, desenvolvem.

A Conferência Episcopal do Japão alerta que a “estabilidade baseada no medo simplesmente aumenta o medo” e compromete a confiança nas relações entre as nações, divulga o sítio online ‘Vatican News’.

CB

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