Lisboa, 26 nov 2019 (Ecclesia) – A Academia Pontifícia para a Vida, da Santa Sé, vai promover umas Jornadas de Cuidados Paliativos em Portugal, a 16 e 17 de março de 2020, para “enfatizar a importância destes cuidados de saúde”.

“Reafirmar a importância deste tipo de cuidados de saúde, humanizados e rigorosos e que permitem intervir ativamente no sofrimento das pessoas de todas as idades, com doenças graves, avançadas e progressivas, valorizando a pessoa doente e a sua família, a sua Dignidade e a proteção da Vida”, é o objetivo deste encontro.

Um comunicado enviado à Agência ECCLESIA explica que a Academia Pontifícia para a Vida (PAV), da Santa Sé, está a preparar um programa “eminentemente científico”, aberto à participação de todos os interessados, a 16 de março de 2020, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa,

O segundo dia, 17 de março, é “especialmente dirigido aos agentes pastorais” com o propósito de sensibilizar e informar sobre a cultura dos Cuidados Paliativos e sobre a sua prática, no Centro Pastoral de Paulo VI e Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima.

O programa vai contar com peritos nacionais e estrangeiros, “de reconhecida competência”, e as Jornadas de Cuidados Paliativos são promovidas no âmbito do projeto PAL-LIFE, um grupo de estudos criado em 2017, com o propósito de favorecer o desenvolvimento e a difusão dos tratamentos paliativos no mundo e a promoção de uma cultura de acompanhamento dos mais vulneráveis.

A Academia Pontifícia para a Vida desenvolveu um ‘Livro Branco’ onde descreve o amplo esforço liderado por especialistas, de diferentes crenças, para “desenvolver recomendações para melhorar os cuidados paliativos globais” e realça que são “necessários avanços” nestes cuidados de saúde para ajudar “mais de 25 milhões de pessoas que morrem a cada ano com graves problemas de saúde”, pois a atual oferta de cuidados paliativos não pode atender à crescente demanda.

As jornadas da PAV são coorganizadas pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e a Associação dos Médicos Católicos Portugueses, com o apoio da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos.

No último dia 14 deste mês, o presidente da CEP defendeu que os legisladores políticos têm de ouvir as vozes da sociedade que se opõem à legalização da eutanásia, desejando um debate esclarecido sobre o tema.

D. Manuel Clemente referiu que ainda há “tanto para fazer” na área dos cuidados paliativos, os quais deveriam ser a “prioridade” dos responsáveis políticos, na conferência de imprensa de encerramento da Assembleia Plenária da CEP, em Fátima.

Em 2016, a Conferência Episcopal Portuguesa publicou a Nota Pastoral ‘Eutanásia: o que está em jogo? Contributos para um diálogo sereno e humanizador’, onde os bispos católicos afirmam que “nunca é absolutamente seguro que se respeita a vontade autêntica de uma pessoa que pede a eutanásia”.

CB/OC

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