Presidente da Associação Padre Simão Rodrigues lamenta a impossibilidade de escolha para quem não tem recursos económicas

Santo Tirso, 27 jun 2019 (Ecclesia) – A Associação Padre Simão Rodrigues, S.J. (APSR) vai promover esta sexta-feira um jantar solidário para ajudar alunos de menores recursos do Colégio das Caldinhas, em Santo Tirso.

De acordo com um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o jantar solidário inclui um concerto, a apresentação das várias valências do Colégio e do trabalho da APSR, a mini-conversa “Gente que sabe estar” com o diretor-geral do Colégio, padre Carlos Carneiro, S.J., e música ao vivo a partir das 22.30, com os Terra Batida.

Jantar Solidário visa apoiar os alunos de menores recursos das várias escolas que compõem o Colégio das Caldinhas: o INA – Instituto Nun’Alvres, a Associação Pró-Infância Nuno Álvares, a OFICINA – Escola Profissional do INA, o CCM – Conservatório de Música e a ARTAVE – Escola Profissional de Música.

Em 2018, a Associação Padre Simão Rodrigues, S.J. (APSR) ajudou a financiar seis bolsas de estudo de alunos do InstitutoNun’Alvres (INA), assim como as necessidades de material de trabalho de alunos da Oficina e do CCM-Artave, refere o comunicado, acrescentando que, no próximo ano, a Associação pretende voltar a apoiar as bolsas de estudo do INA, desta vez com 10 mil Euros.

De acordo com o presidente da APSR, a continuidade de muitos alunos no Colégio depende da atribuição de bolsas, uma vez que as famílias estão “sem recursos”.

“Há muita gente que nos diz que gostava que os seus filhos pudessem continuar a estudar no Colégio, mas sem recursos e sem bolsa, não têm essa possibilidade”, afirmou o padre Filipe Martins em declarações à Agência ECCLESIA.

O diretor-geral da APSR referiu que o apoio financeiro que a Associação tem dado a alguns alunos tem sido possível graças a ofertas pessoais e empresariais, assim como através da generosidade de alguns doadores regulares.

“São pessoas que se comprometem a dar dinheiro regularmente, cinco euros por mês, 10 euros por mês, algumas pessoas bastante mais e deste modo contribuem para a missão de apoiar alunos e famílias de menores recursos que escolhem este projeto educativo”, sustentou.

Em 2016, e na sequência da decisão do atual governo de pôr fim aos contratos de associação entre o Estado e as escolas privadas, muitos alunos tiveram que abandonar o Instituto Nun’Alvres (INA), devido à impossibilidade de pagar as propinas que o Colégio se viu obrigado a cobrar às famílias.

Segundo o Padre Filipe Martins, S.J., houve uma redução muito significativa do número de alunos: “o INA chegou a ter quase 1800 alunos. Este ano foram 300 alunos, com tendência para crescer, dado que as famílias vão percebendo que o esforço financeiro compensa, e cativam também outras famílias”, informa o presidente da Associação Padre Simão Rodrigues.

Para o APSR, o problema não são as escolas públicas, uma vez que “há escolas públicas excelentes”, mas “a uniformização de um modelo educativo que elimina a possibilidade de escolha” e faz com que “quem não tem possibilidades económicas de escolher modelos alternativos fica limitado ao modelo estatal”.

“Esta diversificação e liberdade na escolha deveria ser o papel do Estado”, defende.

“Tenho pena que muitos jovens que frequentavam projetos educativos alternativos se viram obrigados a abandonar”, disse o padre Filipe Martins.

PR

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