Lisboa, 10 out 2019 (Ecclesia) – A 31ª edição da Temporada Música em Roque (TMSR) começa esta sexta-feira e vai ter 12 concertos “únicos e imperdíveis”, organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O maestro Filipe Carvalheiro é o diretor artístico deste evento, que decorre até ao dia 10 de novembro e que será composto por 12 concertos, que incluem algumas das orquestras e coros “mais conceituados do panorama da música clássica portuguesa”, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

A 31ª edição da Temporada Música em São Roque terá o Coro Gulbenkian a fazer as honras de abertura, com a «Petite Messe Solennelle», a pequena pérola religiosa de Gioachino Rossini, lê-se.

O Camerata Atlântica vai apresentar (13 outubro), em estreia mundial, a Sinfonietta para Cordas de Sérgio Azevedo, escrita a partir de esboços e andamentos inacabados que, por uma razão ou por outra, estavam “adormecidos em papel”.

O Coro Casa da Música leva (18 de outubro) à Igreja de São Roque a grandiosidade e serenidade das Vésperas de Claudio Monteverdi, enquanto que a Orquestra Orbis irá apresentar (19 de outubro) a obra-prima de André Caplet.

O Capella Joanina vai apresentar (20 de outubro) algumas obras do barroco ibérico que foram proibidas por decreto régio, e o grupo Divino Sospiro irá brindar (23 de outubro) o público com o “Passio Ibérica”, uma visão da piedade culta e popular do tema das Sete Palavras de Cristo na Cruz e do Stabat Mater, na tradição ibérica do século XVIII.

As Vozes Alfonsinas (25 de outubro) levarão ao Convento dos Cardaes as itinerâncias trovadorescas, através da redescoberta das cantigas medievais em Galego-Português; e o Concerto Campestre recordará (27 de outubro) o nascimento da Modinha em Portugal.

Os Ensemble MPMP irão apresentar (dia 01 de novembro) duas das maiores obras de João Domingos Bomtempo, a par com a estreia absoluta de uma obra de Hugo Ribeiro (que ganhou o prémio Musa 2019).

Vai ser também possível assistir (03 de novembro) ao concerto do grupo Cupertinos, que vai apresentar um programa baseado no seu 1º – e aclamado – trabalho discográfico, que representa uma incursão pela obra magistral de Manuel Cardoso.

Os Cupertinos são considerados os embaixadores da Polifonia Portuguesa e foram distinguidos recentemente pela revista britânica Gramophone, na categoria de Música Antiga.

Também faz parte do programa (08 de novembro) desta 31ª edição o grupo Sete Lágrimas que, este ano, comemora o seu 20º aniversário.

Já a fechar a temporada, e com o objetivo de encorajar o trabalho dos jovens músicos, vai estar presente (10 de novembro) a Orquestra Geração.

Os “palcos” dos concertos desta edição serão distribuídos pela Igreja de S. Roque, Igreja de São Pedro de Alcântara, Mosteiro de Santos-o-Novo e Convento dos Cardaes.

LFS

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