Guimarães, 04 jun 2019 (Ecclesia) – O responsável pela Biblioteca e Arquivo da Santa Sé, D. José Tolentino Mendonça, vai falar sobre a exposição «Clareira” do escultor Manuel Rosa, dia 08 deste mês, às 18h30, na cidade de Guimarães.

No encontro que decorre no Centro Internacional das Artes José de Guimarães vai ser também ocasião para a apresentação do livro «Clareira», com desenhos de Pedro Falcão, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

“Esculpe barcos para voltarmos a reencontrar florestas; fornece figuras para encabeçarmos rituais extensos e viagens pelo desconhecido; mandata-nos para encontrar a luz que o vazio projeta na sombra; encoraja-nos a entretecer modos primitivos que são a porta de acesso ao ignorado mundo primeiro”, lê-se no texto de apresentação.

As esculturas de Manuel Rosa «são pedra, gesso, areia, argila, metal, mas cantam. E fazem-no com a língua dos aborígenes reunidos à volta do fogo, o assobio dos nómadas através do deserto, o grito dos artesãos populares que vêm desde o princípio, o acento helénico de Pitágoras ou de Anaximandro».

Nascido em 1953, Manuel Rosa expõe «uma coleção de peças de grande e pequena escala, em gesso, bronze ou areia de fundição», algumas produzidas para a exposição, que tem curadoria de Nuno Faria.

A intervenção «dialoga com algumas das peças mais marcantes em exposição ou em depósito – sejam peças em terracota da coleção pré-colombiana, sejam os moldes de partes do corpo humano, para ex-votos em cera oriundos do património religioso e popular da cidade de Guimarães. Convoca a figura humana, que se declina em precário equilíbrio entre forma e informe, surgindo da matéria e confundindo-se com ela, num movimento genésico».

LFS

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