Guarda, 22 out 2019 (Ecclesia) – A solenidade da Dedicação da Catedral da Guarda vai ser assinalada, esta terça-feira, às 18h00 horas, com a celebração da missa, presidida por D. Manuel Felício.

“Não sabemos em que ano é que a nossa Catedral da Guarda foi terminada, mas sabemos o mês e o dia em que foi celebrada a sua dedicação, 22 de outubro”, disse D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, ao Jornal «A Guarda».

“Ao comemorarmos esta data, celebramos a importância do templo na vivência da Fé, mas, mais do que isso, reconhecemos que a Igreja Mãe da nossa Diocese tem significado único para todos os diocesanos”, referiu o bispo da Guarda.

Sendo o lugar onde o Bispo tem a sua cadeira (cátedra) é aí que ele, em datas significativas, se dirige a toda a comunidade diocesana e lhe propõe não só o essencial da mensagem evangélica, segundo as necessidades de cada tempo e lugar, mas também os caminhos pastorais ajustados a cada tempo e cada lugar em que hoje as pessoas vivem.

Para o Bispo da Diocese da Guarda, a catedral “é o monumento que marca, como nenhum outro, a identidade não só da cidade e da diocese, mas também de toda a região beirã”.

No aniversário da dedicação da Sé Catedral, o Bispo da Guarda convida, de maneira especial, os diáconos permanentes para, “nesta celebração, renovarem os seus compromissos diaconais e sufrágio pelo diácono falecido”.

A Sé-Catedral da Guarda foi erguida no seguimento do pedido de D. Sancho I ao Papa Inocêncio III para transferir a diocese de Egitânia (Idanha-a-Velha) para a nova cidade da Guarda.

Da original construção, de estilo românico, nada resta. Foram, no entanto, encontrados alguns vestígios que apontam para um edifício simples.

A atual Sé da Guarda foi mandada construir nos finais do século XIV, já no reinado de D. João I e as obras avançaram muito lentamente e só no reinado de D. João III seriam concluídas, já em pleno século XVI.

A Sé da Guarda é um dos monumentos portugueses dos últimos tempos do gótico, com influência manuelina.

LFS

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