Angra do Heroísmo, Açores, 20 jan 2020 (Ecclesia) – O movimento dos Focolares na Diocese de Angra está a organizar uma celebração ecuménica com a participação de diversas Igrejas Cristãs, pela Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, pelas 15h30, do dia 26 de janeiro, em Ponta Delgada.

“O nosso objetivo é testemunhar uma única fé, pela capacidade de acolhimento aos que não são católicos e alimentar a comunhão entre cristãos. A experiência que temos feito tem sido interessante”, disse Maria José Amaral.

O sítio online diocesano ‘Igreja Açores’ informa que o movimento Focolares vai dinamizar a celebração no salão paroquial de São José, em Ponta Delgada, com a presença das várias Igrejas Cristãs, “de entre as quais se destacam a Católica e a Evangélica, entre outras”.

No próximo domingo, 26 de janeiro, o padre Davide Barcelos, pela Igreja Católica, e o pastor Carlos Rosa, da Igreja Presbiteriana em Ponta Delgada, vão fazer a partilha da palavra.

O Movimento dos Focolares nos Açores promove encontros para “refletir sobre a palavra” mensalmente e esta quarta-feira, dia 22, o movimento celebra o centenário de nascimento da sua fundadora, Chiara Lubich.

O Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos 2020, que começou no sábado dia 18, une milhões de pessoas de várias Igrejas até dia 25 de janeiro, e recorda os migrantes e refugiados que são vítimas de naufrágios no Mediterrâneo.

“Hoje muitas pessoas estão a enfrentar terrores semelhantes, nesses mesmos mares. Os lugares mencionados no texto também fazem parte das histórias de migrantes de tempos modernos”, refere a proposta de reflexão, publicada em conjunto pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Santa Sé) e a Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial das Igrejas.

A reflexão proposta para as igrejas cristãs de todo o mundo foi preparado pelas comunidades do arquipélago de Malta, a partir do relato bíblico do naufrágio de São Paulo II (século I), que o levou até à ilha de Malta, onde, segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, foi tratado com “invulgar humanidade”.

Evocando as “crises da migração”, o texto recorda que “muitos estão a fazer jornadas perigosas por terra e pelo mar para escapar de desastres naturais, guerra e pobreza”.

“As suas vidas também estão expostas a imensas e friamente indiferentes forças – não apenas naturais, mas também políticas, económicas e humanas”, pode ler-se.

Os cristãos são convidados à “hospitalidade”, testemunhando em conjunto a “amorosa providência de Deus para todas as pessoas”.

O ‘oitavário pela unidade da Igreja’, hoje com outra denominação, começou a ser celebrado em 1908, por iniciativa do norte-americano Paul Wattson, presbítero anglicano que mais tarde se converteu ao catolicismo.

O ecumenismo é o conjunto de iniciativas e atividades tendentes a favorecer o regresso à unidade dos cristãos, quebrada no passado por cismas e ruturas.

As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Anglicana).

CB/OC

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