Foto: Lusa

Angra do Heroísmo, Açores, 19 out 2020 (Ecclesia) – O bispo de Angra vai presidir no próximo dia 2 de novembro a uma Missa de sufrágio pelas vítimas da pandemia de Covid-19 nos Açores, às 18h00, na Sé da diocese.

“Celebraremos a memória de todos os defuntos e de modo especial fazendo memória e em sufrágio dos que faleceram na diocese vítimas do Covid-19”, indicou D. João Lavrador, em declarações divulgadas pelo portal ‘Igreja Açores’.

O bispo de Angra salientou que as celebrações vão decorrer de acordo com as regras articuladas entre a Igreja Católica e as autoridades sanitárias regionais.

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) divulgou no último dia 12 uma nota sobre a comemoração dos Fiéis Defuntos deste ano, marcado pela pandemia do novo coronavírus, pedindo às autoridades que evitem o encerramento de cemitérios, em dias “intensamente sentidos pela piedade dos fiéis católicos”.

“É certo que não depende da Igreja a gestão da grande maioria dos cemitérios nacionais. Confiamos, porém, que as autarquias e entidades que os tutelam saberão interpretar as exigências do bem comum encontrando um justo, mas difícil equilíbrio entre os imperativos de proteger a saúde pública e o respeito pelos direitos dos cidadãos”, lê-se no documento intitulado ‘Avivar a chama da esperança’.

Os bispos católicos assinalam que “é sensato que se imponham medidas suplementares de proteção”, como a obrigatoriedade do uso de máscaras e o controlo do número de visitantes, mas consideram que “não seria apropriado o encerramento completo dos cemitérios”, no próximo dia 2 de novembro, um dia depois da Solenidade de Todos os Santos (1 de novembro), que é feriado nacional.

A Conferência Episcopal Portuguesa vai celebrar uma Eucaristia de sufrágio pelas vítimas da pandemia em Portugal, às 11h00, de 14 de novembro, na Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima.

A ‘comemoração de todos os fiéis defuntos’, no dia 2 de novembro, remonta ao final do primeiro milénio: O abade de Cluny, Santo Odilão, no ano 998 determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem se fizesse nesta data a evocação de todos os defuntos ‘desde o princípio até ao fim do mundo’.

CB/OC

Partilhar:
Share