Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra, a Coimbra ‘Business School’ e a Associação Cristã de Empresários e Gestores promovem conferência sobre questões ecológicas

Coimbra, 21 out 2019 (Ecclesia) – A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra, a Coimbra ‘Business School’ e a Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) vão propor uma “entidade central” para investigação e punição de delitos ambientais em Portugal.

As entidades promovem esta quinta-feira, pelas 21h15, no Seminário Maior de Coimbra, a conferência ‘Um Planeta Doente – Uma Economia que Mata’.

Em cima da mesa vão estar ainda a “implementação urgente” de um Plano Estratégico contra a Desertificação do país, bem como um plano de transformação da agricultura e de reforma da floresta em Portugal, refere um comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

A conferência conta com a intervenção dos professores Carlos Fiolhais e Helena Freitas, da Universidade de Coimbra, e do padre João Vila Chã, da Pontifícia Universidade Gregoriana.

O Plano Estratégico contra a Desertificação que vai ser proposto prevê “um cenário de penúria da água e a necessidade de Portugal apostar em alternativas como a dessalinização”.

“Paralelamente, será também proposto um plano de transformação da agricultura e de reforma da floresta em Portugal, com enfoque nas culturas com impacto positivo no ambiente e que possam ser desenvolvidas no interior do país”, acrescenta a nota de imprensa.

Santos Cabral, ex-diretor nacional da Polícia Judiciária e um dos organizadores da conferência, assinala que as entidades promotoras querem ainda “medidas fiscais de incentivo à eficiência energética na edificação e reabilitação urbana, com o estabelecimento de um IVA reduzido”.

“É necessário criar em Portugal uma entidade central vocacionada para a investigação e a punição dos delitos ambientais, protegendo o solo, o ar e a água, tornando efetivo o princípio de que quem polui, paga”, acrescenta.

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra apresenta uma reflexão sobre a “emergência climática”, com cinco campos de trabalho prioritário: Cultura, Ética, Técnica, Política e vida pessoal.

Os responsáveis católicos convidam a “criar, aumentar e consolidar uma cultura ecológica integral, que compreenda como um todo o respeito pela criação, pela humanidade, pelas populações mais pobres e pelas gerações futuras”.

A comissão defende uma “opção por modelos de vida de consumo responsável” e o “uso reduzido ou nulo de produtos potencialmente tóxicos do ambiente”, como o plástico.

OC

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