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Braga, 13 out 2020 (Ecclesia) – O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, escreveu, esta terça-feira, uma mensagem por ocasião da celebração dos Fiéis Defuntos onde pede que “o aglomerado de familiares à volta das sepulturas deverá ser substituído pela revitalização de coisas já esquecidas”

A mensagem do Arcebispo de Braga afirma que a circunstância actual deve ser aproveitada para se refletir “mais profundamente” e refere a redescoberta da família “como Igreja doméstica” para falar da oração – como da caridade – como uma forma de “revitalizar” a devoção, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

D. Jorge Ortiga diz que a ligação aos entes falecidos “passa pela oração, na eucaristia e na vida pessoal e familiar, pelas esmolas e por todas as experiências de caridade” – mais valiosas “que todas as flores, círios ou sepulturas ornamentadas”, alertando também para as “alminhas” que hoje estão abandonadas e que esta é uma oportunidade para as recuperar, “restituindo o significado que sempre tiveram: o convite à oração”.

O Arcebispo de Braga estabelece, na mensagem, o cancelamento das celebrações comunitárias nos cemitérios – assim como relembra a proibição de procissões e romagens –, mas pede aos sacerdotes que, sem aviso prévio, se desloquem aos cemitérios para que, “pessoalmente e como pastores das comunidades, rezem por todas as pessoas falecidas”.

Para D. Jorge Ortiga, todo o mês de Novembro “deveria ser aproveitado para frequentes visitas aos cemitérios”, sempre a evitar os aglomerados, “com a consciencialização de que, com eles, teremos de percorrer um caminho de santidade”.

A vida “deve ser encarada como um projeto de santidade” e que “estes momentos de alguma anormalidade” devem ajudar a ultrapassar a questão da “preponderância do culto dos mortos sobre a vocação à santidade” que os dois primeiros dias de Novembro “deveriam sublinhar”. Por outras palavras, “celebrar os mortos terá de ser sempre um apelo à santidade”.

“A pandemia, perante a vulnerabilidade e precariedade da vida, convida-nos a redescobrir o sentido da vida e a nossa ligação aos entes falecidos”, escreveu.

LFS

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