Fotos Agência ECCLESIA/PR

Barcelos, 16 nov 2019 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga preside este domingo à trasladação dos restos mortais de D. António Barroso do cemitério da freguesia de Remelhe para a igreja paroquial de Santa Marinha de Remelhe.

“A urna será colocada agora no interior da igreja paroquial de Santa Marinha de Remelhe, num espaço especialmente preparado pelo arquiteto António Veiga Araújo, a fim de receber a visita dos devotos e admiradores do bispo missionário”, refere um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

De acordo com o comunicado, para além do arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, vai estar presente o bispo do Porto e presidente da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização, D. Manuel Linda, que “integram um cortejo com familiares do falecido bispo missionário que sairá”, que sairá pelas 16:00 horas do cemitério de Remelhe.

Natural de Remelhe, em Barcelos, D. António Barroso nasceu no dia 5 de novembro de 1854 e morreu no dia 31 de agosto de 1918, no Porto, com 63 anos.

Considerado como o “Bispo dos Pobres”, foi um dos frequentadores do Colégio das Missões Ultramarinas, em Cernache, criado em 1856 por Sá da Bandeira e encerrado em 1912 por Afonso Costa.

O Colégio das Missões foi frequentada por cinco mil homens e desses foram ordenados 320 padres, cujos nomes ficam inscritos na estátua de homenagem a D. António Barroso, um dos frequentadores deste colégio, inaugurada por ocasião do encerramento do Ano Missionário em Portugal, em outubro de 2019.

Considerado um dos maiores pensadores da missão do século XIX, D. António Barroso promoveu a renovação do Colégio das Missões Ultramarinas e foi precursor da Sociedade Portuguesa das Missões Católicas Ultramarinas, atualmente designada por Sociedade Missionária da Boa Nova, fundada por Pio XI em 1930.

D. António Barroso foi missionário no Congo, bispo em Moçambique, entre 1891 e 1997, depois bispo de São Tomé de Meliapor, na Índia, entre 1887 e 1889, e bispo do Porto desde 1889 e até 1918.

Como bispo do Porto na transição para o século XX e na emergência da República, D. António Barroso afirmou a autonomia da esfera religiosa diante da política, expressa na “Pastoral do Episcopado Português” de 1911, que motivou a sua prisão, em 1914 e em 1917.

PR

Ano Missionário: Estátua de D. António Barroso é uma homenagem à missionação portuguesa (c/fotos)

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