Foto Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Faro, 02 nov 2019 (Ecclesia) – O Sector Diocesano da Pastoral Familiar do Algarve (SDPF) vai organizar um colóquio com o tema “A vida toda, tudo em comum”, da exortação do Papa Francisco Amoris Laetitia (A alegria do amor), a 30 de maio de 2020.

A Pastoral Familiar da Diocese do Algarve esteve a analisar um documento preparatório do colóquio de 30 de maio do próximo ano, numa reunião com responsáveis paroquiais e vicariais, divulga o jornal ‘Folha do Domingo’, na informação enviada à Agência ECCLESIA.

O assistente do SDPF, o cónego Carlos César Chantre, destacou o “caráter sinodal” do encontro e Maria Eugénia de Jesus frisou quiseram “ouvir de uma forma sinodal”, para além de apresentação de ideias da equipa sobre o colóquio.

Maria Eugénia de Jesus, um dos casais coordenadores do SDPF, adiantou que o colóquio vai ter como tema “A vida toda, tudo em comum”, da exortação do Papa Francisco A alegria do amor’ e “todas as intervenções vão ser um pouco nesta linha”.

“O colóquio deverá ter uma sessão de abertura, uma conferência temática e depois da hora do almoço teremos um painel em que estas questões emergentes que temos vindo a estudar são operacionalizadas e abordadas por vários intervenientes, podendo no final haver outro painel ou não”, esquematizou.

A responsável explicou que o encontro pretende marcar não apenas o encerramento do triénio pastoral particularmente dedicado à família na Diocese do Algarve, mas cinco anos do projeto da equipa diocesana deste setor, “um momento importante e não mais uma coisa para se participar”.

O cónego César Chantre referiu no encontro que as equipas paroquiais da pastoral familiar devem reunir pelo menos uma vez por mês com as famílias para, “antes de mais, criar experiência prática do que é ser Igreja”.

“Quem sabe há um casal que, porque está numa situação irregular em termos canónicos, não se aproxima ou um outro casal que gostaria de participar, mas não tem possibilidades financeiras”, desenvolveu, explicando que na reunião mensal serve “para aprofundar as relações de afetos” com vista ao testemunho do que é o “espírito de Igreja”.

“A Igreja tem que ser mãe, tem que acolher. Tem que haver permanentemente esta preocupação do acolher, do olhar para quem é diferente, olhar as situações de crise e de passagem. A Igreja tem que estar sempre disponível para fazer isso”, acrescentou Maria Eugénia de Jesus, lembrando que muitos recasados continuam a ser casais e famílias que têm uma prática espiritual muito “presente e vivencial”.

Foto Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Anabela Afonso, da mesma equipa, acrescentou que “muitas pessoas em situação de norma irregular afastam-se” por acharem que “não são bem-vindas”, que não são bem recebidas, e a pastoral da família “deve ser, em cada uma das paróquias, mais aberta e mais cativante em relação a todas as situações e a todos os cristãos”.

Neste contexto, realçou que é preciso “desmistificar a ideia de que há duas portas de entrada na Igreja”: “Há uma única porta de entrada, independentemente da situação mais ou menos regular em termos canónicos”.

No encontro estiveram cerca de 18 casais e dois sacerdotes, em representação das paróquias das quatro vigararias algarvias, a 26 de outubro, no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, informa o jornal ‘Folha do Domingo’.

CB

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