Angra do Heroísmo, Açores, 17 jan 2020 (Ecclesia) – Os Romeiros de São Miguel vão começar a caminhada para a Quaresma este domingo, com um retiro onde vão refletir sobre o encontro com a Samaritana, a partir das 8h30, na Escola Gaspar Frutuoso, na Ribeira Grande.

A Diocese de Angra informa que os Romeiros de São Miguel vão refletir sobre “a sede de Jesus”, manifestada na sua passagem pela Samaria onde encontra “uma mulher a quem pede de beber”, a partir do Evangelho de São João.

O retiro anual, que marca a caminhada para a Quaresma 2020, vai ser orientado pelo prefeito de Estudos do Seminário Episcopal de Angra, o padre José júlio Rocha.

O tema ‘Poço de Jacob’ vai ser refletido em três momentos ao longo do dia 19 de janeiro, e há possibilidade de diálogo durante os períodos “de plenário”.

Segundo o programa, o encontro na Escola Gaspar Frutuoso, na Ribeira Grande, começa às 8h30 e termina com a celebração da Eucaristia, às 16h00.

O Movimento Romeiros de São Miguel constituiu-se em Associação cívica há cerca de três anos e conta atualmente com a participação sistemática de 53 ranchos nas romarias que habitualmente atravessam as estradas da maior ilha dos Açores numa marcha a pé do nascer até ao por do sol, durante uma semana, no período da Quaresma. Os primeiros ranchos saem no primeiro sábado da Quaresma e os últimos ranchos recolhem na quinta feira santa.

As romarias quaresmais mobilizam anualmente entre 2000 e 2500 homens e constituem uma das mais importantes manifestações da religiosidade popular nos Açores.

Em São Miguel as romarias quaresmais comemoram 500 anos, em 2022, e a Associação Movimento Romeiros de São Miguel quer candidatar estas manifestações penitenciais a Património Imaterial da Unesco; Nas ilhas Terceira e Graciosa também existem grupos mas “há menos tempo e com uma romaria mais curta”, divulga o sítio online ‘Igreja Açores’.

CB

 

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