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Coimbra: Organizações católicas e académicas propõem «entidade central» para investigar e punir delitos ambientais
Out 24@21:15

Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra, a Coimbra ‘Business School’ e a Associação Cristã de Empresários e Gestores promovem conferência sobre questões ecológicas

Coimbra, 21 out 2019 (Ecclesia) – A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra, a Coimbra ‘Business School’ e a Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) vão propor uma “entidade central” para investigação e punição de delitos ambientais em Portugal.

As entidades promovem esta quinta-feira, pelas 21h15, no Seminário Maior de Coimbra, a conferência ‘Um Planeta Doente – Uma Economia que Mata’.

Em cima da mesa vão estar ainda a “implementação urgente” de um Plano Estratégico contra a Desertificação do país, bem como um plano de transformação da agricultura e de reforma da floresta em Portugal, refere um comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

A conferência conta com a intervenção dos professores Carlos Fiolhais e Helena Freitas, da Universidade de Coimbra, e do padre João Vila Chã, da Pontifícia Universidade Gregoriana.

O Plano Estratégico contra a Desertificação que vai ser proposto prevê “um cenário de penúria da água e a necessidade de Portugal apostar em alternativas como a dessalinização”.

“Paralelamente, será também proposto um plano de transformação da agricultura e de reforma da floresta em Portugal, com enfoque nas culturas com impacto positivo no ambiente e que possam ser desenvolvidas no interior do país”, acrescenta a nota de imprensa.

Santos Cabral, ex-diretor nacional da Polícia Judiciária e um dos organizadores da conferência, assinala que as entidades promotoras querem ainda “medidas fiscais de incentivo à eficiência energética na edificação e reabilitação urbana, com o estabelecimento de um IVA reduzido”.

“É necessário criar em Portugal uma entidade central vocacionada para a investigação e a punição dos delitos ambientais, protegendo o solo, o ar e a água, tornando efetivo o princípio de que quem polui, paga”, acrescenta.

A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra apresenta uma reflexão sobre a “emergência climática”, com cinco campos de trabalho prioritário: Cultura, Ética, Técnica, Política e vida pessoal.

Os responsáveis católicos convidam a “criar, aumentar e consolidar uma cultura ecológica integral, que compreenda como um todo o respeito pela criação, pela humanidade, pelas populações mais pobres e pelas gerações futuras”.

A comissão defende uma “opção por modelos de vida de consumo responsável” e o “uso reduzido ou nulo de produtos potencialmente tóxicos do ambiente”, como o plástico.

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Beja: Diocese vai celebrar 250 anos da sua restauração
Dez 1 todo o dia

Programa das comemorações é apresentado esta quarta-feira, 10 de julho

Beja, 08 jul 2019 (Ecclesia) – A diocese de Beja prepara-se para a celebração dos 250 anos da sua restauração, reconhecendo uma “história difícil e dramática” mas que importa assinalar junto do povo que “deseja e precisa da mãe Igreja”.

“A Igreja sempre foi mãe, neste novo contexto sublinha a dimensão da maternidade, porque as pessoas no fundo, desejam e precisam dessa maternidade. Estas festividades poderão ajudar nesse sentido”, explica à Agência ECCLESIA D. João Marcos, bispo diocesano desde 2016, que fará a apresentação pública das comemorações na tarde do dia 10.

“Estamos num tempo novo, de término e início de outras. Vamos devagarinho, mas há vida, há festa”, sublinha, recordando uma nota escrita aos diocesanos onde convida “diocesanos e não diocesanos” para um programa de celebração, com início marcado para 1 de dezembro e encerramento a 22 de novembro de 2020.

Para contar a história da diocese estará patente uma exposição, na pousada de São Francisco, desde 1 de março a 9 de maio, que será objeto de visita dos seis arciprestados de Beja.

A par da exposição, estão previstas conferências com convidados que falarão da história mas também do futuro da diocese, a última a cargo do Arcebispo de Évora, D. Senra Coelho, sobre «Como olhar hoje e que lição tirar dos fatores e circunstâncias culturais, sociais, políticas e religiosas explicativas da descristianização do Alentejo no passado?»

Reconhece D. João Marcos a raiz católica de muitos diocesanos mas, afirma, “a semente não germinou”.

“A maioria das pessoas reconhece-se católica e foi batizada, apesar de essa semente não ter germinado. Esse é o problema deste Portugal que temos hoje, dos católicos portugueses que somos e desta diocese”, lamenta.

O bispo titular desde 2016 acredita que conhecer a história da diocese irá ajudar os cristãos a um relacionamento e prática mais assídua, contando para isso com a publicação, “em setembro”, de um livro da autoria do padre Luís Taborda, pároco de Castro Verde, e o cónego António Aparício.

O próximo ano vai ainda ser marcado pela oração.

“A diocese é convidada a praticar a oração: nas laudes, vésperas, antes das refeições, orações em família. Vemos que o ir à missa é o único momento de oração dos que praticam e é muito pouco”, lamento o responsável.

Numa carta dirigida aos diocesanos, D. João Marcos aponta a diocese como um terreno a ser “semeado”.

“A diocese é hoje um grande terreno que precisa de ser lavrado e semeado para produzir uma seara nova. Estas festas dos 250 anos da restauração da diocese deverão marcar o início desse tempo novo”, afirma.

LS