Calendário

[wcp-carousel id=”90845″]

Set
23
Seg
Portugal: Formação nacional reúne agentes da pastoral juvenil, vocacional e do Ensino Superior
Set 23@9:30_Set 27@13:00

Padre Rossano Sala, consultor da secretaria-geral do Sínodo dos Bispos, vai orientar reflexão

Padre Rossano Sala (foto arquivo)

Lisboa, 14 set 2019 (Ecclesia) – Os secretariados nacionais da Pastoral Juvenil, Vocacional e do Ensino Superior, da Igreja Católica em Portugal, vão promover um encontro de formação para os agentes destas áreas, com o sacerdote italiano Rossano Sala, de 23 a 27 de setembro, em Fátima.

“A pastoral juvenil necessita de formação para perceber que rumos, estratégias e metodologias a aplicar nas dioceses, movimentos e congregações. Neste sentido, a formação é para proporcionar um caminho sinodal para todos os que trabalham mais diretamente com a juventude em Portugal”, disse o diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ).

Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Filipe Diniz realçou que a formação é muito importante para “consolidar e estruturar um pensamento comum” nesta dimensão da pastoral na Igreja.

O Encontro Nacional de Formação surge na sequência do Sínodo dos Bispos 2018, que teve como tema ‘Os jovens, a fé e o discernimento’, e o coordenador do Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior (SNPES) assinala que “os acontecimentos na Igreja não podem ser desmembrados” e com o “conhecimento e experiência” do formador vai ajudar “a formar todos aqueles que trabalham” nestes setores da pastoral.

“Neste Sínodo, tivemos a oportunidade de conhecer, mais a fundo, a realidade dos jovens, a sua cultura, os seus contextos vivenciais, o que os preocupa, que sonhos guardam e o que os move, na sociedade atual. Tivemos também a oportunidade de pedir aos jovens que ajudem a identificar, na linguagem que lhes é própria, as modalidades mais eficientes para anunciar Cristo”, contextualizou o padre Eduardo Duque.

‘Acompanhar os Jovens, hoje: Uma proposta formativa a partir do Sínodo’ é o tema da formação que vai ser orientada padre Rossano Sala, professor de Pastoral Juvenil na Universidade Pontifícia Salesiana e consultor da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, entre 23 e 27 de setembro, na Casa Nossa Senhora das Dores, em Fátima.

A partir do tema proposto, o padre Filipe Diniz explica que alguns temas do programa vão ajudar a “perceber que tipo de acompanhamento” querem para os jovens.

“Primeiro a compreender a juventude de hoje, segundo perceber que acompanhamento que lhes damos, terceiro discernir a sua vocação, e quarto perceber o perfil do acompanhador do jovem como o testemunho vivo de Jesus Cristo. Compreendendo os jovens, onde e como os queremos colocar a pensar e a trabalhar nesta missão da Igreja”, desenvolveu o diretor do DNPJ.

O encontro nacional de formação vai mobilizar e congregar agentes da Pastoral Juvenil, da Pastoral Vocacional e da Pastoral do Ensino Superior e para o padre Eduardo Duque, independentemente da área em que trabalham, é importante que “contribuam positivamente para o crescimento dos jovens, de forma a acompanhá-los na criação de um futuro com mais esperança”.

“A Pastoral não pode ser feita de forma desmembrada, descontínua, essa é a dificuldade da racionalidade moderna que, à medida que avança a sua lógica de diferenciação, diversifica-se internamente em esferas de valor, subsistemas, dimensões simbólicas, que não são necessariamente congruentes entre si, o que leva a que os jovens, pela fase da vida própria em que se encontram, sintam, muitas vezes, a falta de uma visão mais integrada da vida”, assinalou o coordenador do SNPES.

Por sua vez, o padre Filipe Diniz observa que desde o início da preparação do sínodo que as três áreas na Igreja portuguesa “têm vindo a caminhar em conjunto” e encontro foi preparado pelos secretariados nacionais da pastoral juvenil, universitária e vocações.

“Queremos pensar e discernir juntos para nos levar mais longe no entendimento e na perceção da juventude que temos dentro e fora da Igreja Portuguesa. A presença de Rossano Sala será uma grande ajuda para compreender as estratégias e modelos do Sínodo  e que propostas queremos para apresentar à juventude portuguesa”, salientou.

A 2 de abril, o Vaticano publicou a Exortação Apostólica do Papa Francisco ‘Cristo Vive‘, um documento que dá continuidade à assembleia do Sínodo dos Bispos que decorreu em outubro de 2018, sobre a relação entre os jovens e a Igreja Católica, antecedido por um inquérito global que envolveu milhares de pessoas, crentes e não-crentes e um pré-sínodo.

CB

Dez
1
Dom
Vida Consagrada: Ordem dos Pregadores dedica «mês da Paz» à Índia
Dez 1 2019_Jan 1 2020 todo o dia

Do primeiro Domingo do Advento ao Dia Mundial da Paz

Roma, 12 jul 2019 (Ecclesia) – O mestre da Ordem dos Pregadores convida a concentrar as atenções do ‘Mês Dominicano da Paz’ 2019, com “um foco particular na paz em relação à juventude”, com quem “muitos” religiosos trabalham, após o Sínodo dos Bispos 2018.

“Enquanto as formas de violência prevalecem em tantos níveis na vasta e complexa sociedade indiana, o foco será combater a violência, sob a forma de privação e abuso, contra crianças, mulheres e ‘tribais’ (povos indígenas), lutas em que muitos Dominicanos estão presentes”, explica frei Bruno Cadoré.

Na mensagem às comunidades, o mestre geral dos Pregadores informa que vão “concentrar a atenção” em dois projetos da ordem religiosa: O projeto Dominicano Bloom para crianças de rua em Nagpur e o projeto da Família Dominicana que treina “a abordar o abuso sexual infantil”.

O ‘Mês Dominicano da Paz’ 2019, que vai dedicar a “atenção à Índia” vai começar no primeiro domingo do Advento, dia 1 de dezembro, e termina no Dia Mundial da Paz, a 1 de janeiro de 2020.

Em setembro ou outubro, acrescenta, vão ser partilhadas “mais informações e materiais” sobre a Índia e sobre os Dominicanos neste país para “ajudá-los com conteúdo para oração, pregação, consciencialização e atividades; É pedido às comunidades que nomeiem um coordenador para este mês do pacificador, a programação de um programa e a partilha de “ideias sobre maneiras úteis e criativas de destacar essa abordagem”.

Frei Bruno Cadoré contextualiza que a ideia desta iniciativa foi gerada para “promover a solidariedade dominicana” a nível global, com os irmãos e irmãs que estão a tentar “trazer esperança em situações de violência e guerra”.

Os Dominicanos centraram os esforços do seu mês da paz em 2017 na Colômbia, América Latina, “onde após 50 anos de guerra civil um acordo de paz ofereceu novas esperanças”, e no ano passado na República Democrática do Congo, África, “um país que vive há décadas guerras devastadoras com contínuos massacres e violações dos direitos humanos”.

“Os desafios na RDC ainda são enormes e o caminho para a paz real será longo, os irmãos e as irmãs dominicanas estão a capacitar as pessoas para se tornarem agentes de desenvolvimento sustentável e da paz”, explica o mestre geral, recordando que o mês da paz coincidiu com as “tão esperadas” eleições gerais a 30 de dezembro de 2018.

Sobre a situação na Colômbia, o religioso refere que, “infelizmente, a situação continua muito frágil” e os assinala que os dominicanos e dominicanos, “entre muitas outras ações, continuam a desempenhar papel fundamental no fortalecimento Acordo de Paz”, na mediação entre o Governo e a guerrilha, no “apoio às famílias vítimas dos massacres”, “numa cultura de respeito pelos direitos humanos”.

Neste momento a Ordem dos Pregadores está reunida em Capítulo Geral eletivo, até ao dia 4 de agosto, em Biên Hòa, no Vietname.

De Portugal, participam frei José Nunes e frei Filipe Rodrigues, e este sábado, 13 de julho, os capitulares vão escolher o seu novo Mestre Geral para um mandato de nove anos.

CB