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Semanário Ecclesia

 

04 - Editorial:

     Octávio Carmo

06 - Foto da semana

07 - Citações

08 - Nacional

14 - Internacional

20 - Opinião

     LOC/MTC

22 - Semana de..

     Sónia Neves

    CNE peregrina a Fátima


   

 

26 - Entrevista:

     Paulo Santos

48 - Estante

50 - Concílio Vaticano II

52 - Agenda

54 - Por estes dias

56 - Programação Religiosa

57  - Minuto Positivo

58 - Liturgia

60 - Jubileu da Misericórdia

62 - Fundação AIS

64 - LusoFonias

Foto da capa: Miguel Cupido

Foto da contracapa:  DR

 

 

AGÊNCIA ECCLESIA 
Diretor: Paulo Rocha  | Chefe de Redação: Octávio Carmo
Redação: Henrique Matos, José Carlos Patrício, Lígia Silveira,
Luís Filipe Santos,  Sónia Neves
Grafismo: Manuel Costa | Secretariado: Ana Gomes
Propriedade: Secretariado Nacional das Comunicações Sociais 
Diretor: Padre Américo Aguiar
Pessoa Coletiva nº 500966575, NIB: 0018 0000 10124457001 82.
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agencia@ecclesia.pt; www.agencia.ecclesia.pt;

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Opinião

 

 

 

Papa confirma intenção de visitar Fátima

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Alerta para crise na Síria

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CNE à descoberta de Fátima

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LOC/MTC| Octávio Carmo

Sónia Neves

Manuel Barbosa | Paulo Aido

Tony Neves

 

Como é que isto aconteceu?

  Octávio Carmo  
  Agência ECCLESIA   

 
 

 

 

Há muitas palavras que deveriam ficar obsoletas. Uma recordação inútil no dicionário. Genocídio, por exemplo. Depois do que aconteceu nos Balcãs ou no Ruanda, se bem se lembram - não é preciso ir mais atrás no tempo -, o mundo fez juras de que nunca mais tal aconteceria.

Não deixa, por isso, de ser um choque ver o que continua a acontecer na Síria ou receber notícias sobre ataques químicos no Darfur - aquela parte do mundo esquecida no oeste do Sudão de que se deixou de falar assim que deixou de haver campanhas de famosos. Não que estes tenham culpa, mas o tempo da “notícia”, hoje em dia, é muito mais curto.

Sejamos sinceros: quem é que ainda se lembra das vítimas do sismo no Haiti? Ou dos sobreviventes do tsunami no sudeste asiático? Já lá vão tantos anos, tantas imagens entraram já em nossas casas…

Os acontecimentos têm um valor cada vez mais reduzido ao “direto”. As pessoas atingidas pelo terramoto na região central da Itália já esta semana se encontraram com o Papa e pediram que o poder político não se esqueça deles. A opinião pública, em larga medida, já partiu para outra, o ‘big brother’ desde Amatrice acabou e é preciso encontrar outro entretenimento para as multidões.

Lembro-me que na recente oração ecuménica pela paz que o Papa Francisco promoveu em Assis foram elencados mais de 25 países em guerra ou atingidos por tensões político-militares. Alguns são facilmente reconhecíveis - Afeganistão, Iraque, 

 

 

 

Síria, Ucrânia, Iémen, República Democrática do Congo, a Península Coreana. Mas outros vão ficando esquecidos: Burundi, Birmânia (Myanmar), Gabão, Etiópia, Eritreia, Líbia, Sudão do Sul…

Com as facilidades das comunicações contemporâneas e todas as suas redes globais, estamos a ficar mais perto

 

 das coisas, dos acontecimentos, mas, pelos vistos, mais longe das pessoas e da própria realidade. Por isso, as gerações futuras irão questionar-se ainda mais amargamente do que nós fazemos em relação ao passado: Como é que isto aconteceu?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Shimon Peres, o último dos “pais fundadores” de Israel, falecido esta semana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A espada, como nos ensina a Bíblia, consome carne mas não providencia sustento. A conclusão a tirar de todas as guerras é que precisamos de pessoas melhores e não de armas melhores para ganhar, mas sobretudo para as evitar”, Shimon Peres em 1994, na recepção do Prémio Nobel da Paz pela participação na elaboração dos acordos de Oslo para a paz no Médio Oriente.

 

O Deutsche Bank é definido pelo FMI como a maior ameaça para o sistema financeiro global. Outros consideram-no o maior esquema Ponzi da história mundial. Se esta criatura monstruosa rebentar veremos a Alemanha a tropeçar na perna curta das suas próprias ficções. O problema é que, como ensina a história, a Alemanha nunca tropeçaria sozinha. Viriato Soromenho Marques, Diário de Notícias.

 

"conheço bem, onde os homens preferem passar fome do que pedir. É o machismo, mas depois a fome aperta e mandam as mulheres bater à porta das instituições", "a pobreza está a aumentar e não atinge só a classe baixa, agora também atinge a classe média que aliás, está claramente a desaparecer". Padre Jardim Moreira, presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, a propósito do estudo que revela que em Portugal há 2,5 milhões de pobres.

 

Bispos católicos alertam para situações de instabilidade social e política

 

Os representantes dos episcopados católicos de sete países lusófonos alertaram para as várias situações de instabilidade social e política nos seus territórios, no final de um encontro de cinco dias que decorreu no Brasil. Os participantes no 12.º encontro de Bispos Lusófonos manifestam “preocupação pela instável situação social, política e económica em 

 

quase todos os países, com consequências na vida dos cidadãos, famílias e instituições”.

D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, fala destes eventos como uma ocasião para partilhar a vida das Igrejas, “naquilo que elas têm de comum”, dado que as “temáticas acabam por ser 

 

 

 

 

 

muito convergentes”, em face da globalização.

“Isso enriquece-nos muito”, realça, em declarações à Agência ECCLESIA.

O cardeal-patriarca de Lisboa sublinha que Portugal acolhe cidadãos de todos os países lusófonos, o que implica um desafio concreto: “É muito importante saber o que se passa nas suas terras, para podermos compreender e arquitetar o que há de acontecer na nossa terra comum da lusofonia”

O comunicado final do encontro, que reuniu 14 participantes na cidade brasileira de Aparecida, sublinha a necessidade de “diálogo com as instâncias políticas e governamentais”, procurando defender “os valores essenciais ligados à vida humana e ao bem comum, à democracia e aos direitos humanos”.

O texto é subscrito por responsáveis

 

 

 

 

católicos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Os bispos lusófonos condenam “situações de corrupção, de exploração dos mais pobres, do tráfico de seres humanos”.

O comunicado final apela à “cooperação, intercolaboração e solidariedade” entre as Igrejas dos países lusófonos, tendo em vista a “busca comum da paz e da tolerância, da segurança e do bem-estar”.

Os bispos lusófonos assumiram o objetivo de “propor o Evangelho da família e a pastoral do vínculo” face a outros “modos e conceitos de família” e como resposta a “uma cultura de descarte e de um mundo em desagregação”.

O 13.º Encontro de Bispos dos Países Lusófonos vai decorrer na Praia, Cabo Verde, de 27 a 29 de abril de 2018.

 

 

Os bispos católicos dos países lusófonos manifestaram ainda o seu lamento pela suspensão do uso da língua portuguesa nos processos de postulação das Causas dos Santos na Santa Sé. “Desejamos que a língua portuguesa, a quinta língua mais falada do mundo, por 260 milhões de pessoas, continue a ser utilizada nos processos de canonização”, assinala o comunicado final do encontro de Aparecida.

Os participantes manifestam “preocupação por esta decisão” da Santa Sé que, segundo os representantes dos episcopados católicos, “vai dificultar e encarecer o bom andamento dos processos de canonização com origem nos países de expressão portuguesa”.

 

 

 Escritos Privados de Madre Teresa

Aos Escritos Privados de Madre Teresa não interessa reconhecer a insuficiência do dizer humano, mas afirmar a profundidade devastadora e indizível, o nomadismo infatigável, a Fé como afundamento numa realidade radicalmente outra. E é daí que brota o intransigente, desconcertante, ardente oximoro, que é a figura por excelência da Fé: a sede que dessedenta, a fome que sacia, o vazio que enche de plenitude, a escuridão que brilha. Quem tem ouvidos para escutar oiça. Quem tem coração para ler, leia.

José Tolentino Mendonça

 

 

Paróquia algarvia recebeu família de refugiados

A Paróquia de Nossa Senhora do Amparo, em Portimão, na Diocese do Algarve, acolheu uma família de refugiados provenientes da Síria. “Estou certo de que encontrará aqui na vossa paróquia aquilo que há muito tempo procura, sobretudo um lugar de paz e sossego, onde possa viver como família e encontrar também um futuro melhor”, disse o bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, este domingo, na celebração de tomada de posse dos novos párocos da Mexilhoeira Grande e de Nossa Senhora do Amparo.

A Diocese do Algarve atribuiu à Cáritas Diocesana a coordenação do trabalho relacionado com o acolhimento de refugiados.

O jornal diocesano ‘Folha do Domingo’ informa, numa notícia enviada à Agência ECCLESIA, que a família síria “ficou alojada no Centro Social da paróquia, num apartamento com uma kitchenette, dois quartos e uma casa de banho” que foi adaptado de uma antiga camarata onde estima-se que possam viver durante um ano ou dois. O agregado familiar, composto pelo pai de 30 anos de 

 

idade, a mãe de 22 e duas crianças, um menino de um ano e uma menina de quatro meses, é oriundo da cidade síria de Alepo de onde saiu há cerca de dois anos, passaram pela Turquia de onde atravessaram por mar para a Grécia e chegaram a Portugal através da PAR, a Plataforma de Apoio aos Refugiados.

O pároco das paróquias de Nossa Senhora do Amparo e da Mexilhoeira Grande, padre Domingos da Costa, da Companhia de Jesus (jesuítas), em julho de 2015 comprometeu-se a receber dois ou três agregados e são esperadas mais duas famílias na Mexilhoeira Grande que deverão chegar brevemente.

Já o pároco Luís do Amaral assinalou que o objetivo é integrar a família síria na sociedade portuguesa, num período de transição de um ou dois anos.

 

 

 

Papa confirma intenção de visitar Fátima

O Papa Francisco disse ao bispo auxiliar de Lisboa D. Nuno Brás que viria a Portugal, em maio de 2017, “mas a Fátima”, numa viagem centrada no Centenário das Aparições. “Eu irei, mas a Fátima” foi a afirmação do Papa no diálogo com D. Nuno Brás, confirmou o bispo auxiliar de Lisboa em declarações à Agência ECCLESIA.

D. Nuno Brás cumprimentou Francisco no último domingo, no fim da Eucaristia que encerrou o Jubileu dos Catequistas, no Vaticano, e disse-lhe que os portugueses “estavam à espera dele”. “Ele respondeu-me que viria, mas a Fátima”, sublinhou D. Nuno Brás.

“Creio que podemos dar como certo que, a não ser que aconteça um imprevisto de agenda ou pessoal, o Papa tem como assente que vem a Fátima”, sublinhou.

Para além da indicação de visitar Fátima, o programa da visita do Papa, o local de chegada a Portugal, o percurso até à Cova da Iria e os dias em que o pontífice argentino vai estar em território português permanecem em aberto.

D. Nuno Brás lembrou que “o Papa disse com muita alegria” que viria a Portugal, reafirmando o que “tinha dito aos bispos portugueses

 

durante a visita ad Limina, quando afirmou que tinha muita vontade de vir a Fátima”.

No dia 7 de setembro de 2015, no encontro dos bispos de Portugal com o Papa durante a visita ad Limina, Francisco transmitiu o "desejo profundo" de visitar Fátima, afirmando 'tengo ganas de ir a Fátima' (quero ir a Fátima)”.

No último dia 17 de março, durante a primeira visita oficial após ter tomado posse como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa convidou formalmente o Papa Francisco a visitar Portugal.

Francisco será o quarto Papa a visitar Portugal, depois de Paulo VI (13 de maio de 1967), João Paulo II (12-15 de maio de 1982; 10-13 de maio de 1991; 12-13 de maio de 2000) e Bento XVI (11-14 de maio de 2010).

 

 

 

 

A Agência ECCLESIA escolhe sete acontecimentos que marcaram a atualidade eclesial portuguesa nos últimos dias, sempre atualizados emwww.agencia.ecclesia.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Bênção dos Capacetes em Fátima

 

 

 

Igreja/Media: Potenciar recursos para fazer «mais e melhor»

 

 

Papa reforça preocupação com crise na Síria

 

O Papa Francisco condenou no Vaticano a violência na Síria e no Iraque, apontando o dedo a “interesses obscuros” que lucram com a manutenção dos conflitos no Médio Oriente. “Notamos com grande tristeza que, apesar dos muitos esforços feitos em várias áreas, a lógica de armas e da opressão, os interesses obscuros e a violência continuam a causar estragos nestes países”, sublinhou, esta quinta-feira, perante cerca de 40 organizações católicas de solidariedade que prestam ajuda às populações sírias e iraquianas.

 

 

Francisco sustentou que as “consequências dramáticas” desta crise humana são agora visíveis para lá dos limites da região, dando como exemplo o “grave fenómeno migratório”. “Até agora, não temos sido capazes de acabar com o sofrimento desgastante e a violação continuada dos direitos humanos”, alertou.

12 mil agentes católicos estão presentes nas zonas do conflito, assistindo 4 milhões e meio de pessoas na Síria e Iraque.

Francisco dirigiu-se às comunidades cristãs no Médio Oriente, 

 

 

 

manifestando-lhes “admiração, reconhecimento e apoio”, em seu nome e de toda a Igreja Católica. Antes de se despedir, o Papa confiou todos os agentes da caridade à intercessão de Santa Teresa de Calcutá.

Já esta quarta-feira, o pontífice argentino tinha apelado à proteção da população civil na cidade síria de Alepo, palco de confrontos entre as forças governamentais e movimentos rebeldes, e apontou o dedo aos responsáveis pelos bombardeamentos. “Apelo à consciência dos responsáveis pelos bombardeamentos, que terão de prestar contas diante de Deus”, disse, no Vaticano, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência pública semanal.

O quinto encontro de organizações católicas de solidariedade sobre a crise humana na Síria e no Iraque é promovido pelo Conselho Pontifício ‘Cor Unum’ (Santa Sé), para debater uma das “mais graves crises” das últimas décadas, informa o Vaticano.

O jornal da Santa Sé, ‘L’Osservatore Romano’, cita fontes da oposição síria para fala no risco de um “genocídio 

 

 

em Alepo” que atingiria cerca de 600 mil pessoas.

Os participantes no encontro promovido pelo ‘Cor Unum’ vão ouvir uma apresentação sobre a situação política e humanitária por parte dos núncios apostólicos (representantes diplomáticos do Papa na Síria e no Iraque, respetivamente D. Mario Zenari e D. Alberto Ortega. “A rede eclesial chegou no biénio 2015-2016 a mais de 9 milhões de beneficiários, mobilizando cerca de 207 milhões de dólares no ano de 2015 e 196 milhões de dólares em 2016 [montante atualizado em julho]”, adianta a Santa Sé.

Segundo o Vaticano, há mais de 13,5 milhões de pessoas a precisar de ajuda humanitária na Síria e mais 10 milhões no Iraque.

 

 

Bispos da Europa alertam para aumento de xenofobia

Os bispos e responsáveis católicos pela pastoral das migrações na Europa alertaram para o aumento dos “sentimentos xenófobos” face à vaga de migrantes e refugiados que chegam ao Velho Continente.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, os participantes num encontro promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), em Madrid, consideram que a “ignorância” e o “medo” são obstáculos a superar.

“Só uma educação para o encontro e o diálogo permitirá erradicar temores injustificados, sustentados 

 

 

frequentemente por estereótipos e clichés, que alimentam cada vez mais sentimentos xenófobos na Europa”, sublinham os responsáveis de vários países, incluindo Portugal.

Os participantes defendem que é necessário compreender o que significa "ser refugiado" e ter "toda a vida contida numa simples mochila".

O encontro de Madrid decorreu entre segunda e terça-feira, abordando a temática da “integração” de quem chega à Europa através do Mediterrâneo ou de “longas caminhadas”.

 

 

 

Promover as boas notícias

A Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou que o Dia Mundial das Comunicações Sociais em 2017 vai ter como tema 'Comunicar esperança e confiança no nosso tempo'. “O tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais é um convite a contar a história do mundo e as histórias dos homens e mulheres segundo a lógica da ‘boa notícia’ que nos lembra que Deus nunca renuncia a ser Pai, em qualquer situação e com cada ser humano”, explicam os responsáveis da Secretaria da Comunicação da Santa Sé, no comunicado que acompanha a divulgação do lema escolhido pelo Papa.

A  Jornada Mundial das Comunicações Sociais, celebrada desde 1966 no domingo anterior à festa do Pentecostes, tem como inspiração uma passagem do livro bíblico do profeta Isaías: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43,5).

O novo organismo responsável pelos media no Vaticano alerta para o risco de um adormecimento da consciência por causa da “distância física” de profissionais, líderes de opinião e meios de comunicação face aos “lugares da pobreza”. “Anestesiar

 

a consciência ou deixar-se levar pelo desespero são duas possíveis doenças às quais pode levar o atual sistema de comunicação”, pode ler-se.

O comunicado da Secretaria para a Comunicação assinala que existe uma “ignorância da complexidade dos dramas” humanos, criticando que transforma o desespero de homens e mulheres em “espetáculo”.

O padre Américo Aguiar, diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, em Portugal, disse à Agência ECCLESIA que o tema escolhido para 2017 "está profundamente enraizado numa expressão utilizado pelo Papa Francisco aquando dos infelizes acontecimentos em torno da ilha de Lesbos e da visita papal ocorrida: o perigo da globalização da indiferença". "Estamos a ficar imunes ao sofrimento do outro, do próximo. Francisco dizia que ia chorar os que já ninguém chora", precisou.

 

 

 

 

A Agência ECCLESIA escolhe sete acontecimentos que marcaram a atualidade eclesial internacional nos últimos dias, sempre atualizados em www.agencia.ecclesia.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Papa lamenta morte de Shimon Peres

 

 

 

Jubileu dos Catequistas em Roma

 

 

Jornada Mundial pelo Trabalho Digno

  LOC/MTC   

  Movimento de  

  trabalhadores Cristãos  

 

Ao celebrar-se no dia 7 de outubro de 2016 a Jornada Mundial pelo Trabalho Digno, instituída, em 2009, pela Organização Internacional do Trabalho, a situação que se vive no mundo laboral deve interpelar-nos e ser um apelo a toda a Igreja  e a toda a sociedade.

Um dos problemas mais graves que hoje se vive no nosso País diz respeito à situação do mundo do trabalho, com a elevada taxa de desemprego, a situação precária do emprego, a falta de emprego para os jovens, muitos dos quais escolheram a emigração como forma de obterem o que não encontram no seu País. Também muitas pessoas vivem situações complicadas de adaptação laboral num período repleto de encargos económicos, devendo merecer uma atenção particular por parte da sociedade e do Estado”.

Esta realidade, que ofende a dignidade humana, tem graves consequências para as famílias, pois muitas perderam a habitação e deixaram de poder alimentar os filhos, assegurar o acesso à educação, à cultura, à saúde ou à justiça.

O trabalho digno, justamente remunerado, é, pois, pilar fundamental do progresso, centrado no homem e na mulher, que prioriza a justiça social, a distribuição da riqueza, respeita a sustentabilidade dos recursos naturais e contribui para a dignidade humana.

O ser humano sem trabalho digno não se realiza, não tem independência económica, não contribui para o desenvolvimento social e sente-se excluído por não ter oportunidade de participar na 

 

 

 

sociedade e no desenvolvimento social.

O Papa Bento XVI já dizia na encíclica Caridade na Verdade, número 25: “a desregulamentação do mundo do trabalho implicou a redução das redes de Segurança Social acarretando grande perigo para os direitos dos trabalhadores, os direitos fundamentais do Homem e a solidariedade realizada pelas formas tradicionais do Estado social”.

E o Papa Francisco afirma na exortação apostólica Alegria do Evangelho numero 192,: “Não se fala apenas de garantir comida ou um digno sustento para todos, mas prosperidade e civilização nos seus múltiplos aspetos. Isto engloba educação, acesso aos cuidados de saúde e especialmente trabalho, porque no trabalho livre, criativo, participativo e solidário, o ser humano exprime e engrandece a dignidade da sua vida. O salário justo permite o acesso adequado aos outros bens que estão destinados ao uso comum.”

O Trabalho Digno, que respeita os direitos dos trabalhadores faz de cada ser humano um ser mais feliz, um agente de esperança, da inovação 

 

e da partilha de saberes que, completando a Obra do Criador, o coloca ao serviço de um mundo novo, onde possam jorrar a paz, a justiça e a fraternidade.

Como Movimentos Cristãos de Trabalhadores, sentimos ser necessário: afirmar que as precariedades e inseguranças não podem ser normalidade; denunciar as situações de injustiça laboral e social a nível local, nacional e internacional; apoiar as pessoas, levando-as a tomarem consciência das realidades; valorizar as organizações de defesa dos trabalhadores, participando na construção de uma sociedade onde possam viver em dignidade e justiça; defender a negociação coletiva de trabalho, por salários mais elevados, como forma de distribuição mais justa da riqueza e o Trabalho Digno, como um direito e fonte de realização humana.

 

 

 

 

Apeadeiros

  Sónia Neves   
  Agência ECCLESIA   

 

 

 

Aterrámos às 14h na ilha de destino, como se de outro país se tratasse. Um aeroporto pequeno, mas simpático, fazia adivinhar uma estadia sem sobressaltos. A humidade do ar denunciava o microclima. Os anúncios em tons verdes levantavam o véu do que iriamos poder contemplar… Estávamos em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.

Nuns dias propositadamente guardados para esta primeira viagem à “ilha verde” o ponto de ordem das agendas foi esquecido, o telemóvel pouco tocou (ou fingimos que não ouvimos) e até as redes sociais perceberam que estávamos desligados do Mundo. Os dias eram reservados para o verbo contemplar; agora, quase um mês passado depois desta viagem, consigo perceber que naquele lugar a palavra ganha outro sabor, o tempo tem um novo ritmo e os sentidos atiram para outros significados.

O mar imenso de um azul diferente recorta a ilha generosamente, a natureza encarregou-se de acalmar os vulcões e proporcionar, a quem visita, uma vegetação de um verde sem igual, de águas quentes e termais; de trilhos especiais a perder de vista.

Em cada miradouro uma paisagem por descobrir, as lagoas, diferentes dimensões de água “arredondada”, bem aconchegadas pelo verde extenso da vegetação. O verde, essa cor predominante que enche o olhar e prende a atenção do visitante, quando se avista polvilhado de branco; ora pelo gado bovino que, em liberdade, escolhe a melhor erva para se alimentar, ora

 

 

pelo colorido dos ‘novelões’, como ali se tratam as hortênsias.

Para quem não conhece a ilha de São Miguel posso dizer que pode ser o convite à serenidade e a uma viagem ao mais profundo do nosso ser, onde através da riqueza que se contempla, se imaginam as 1001 histórias de encantar entre aqueles montes, vales e lagoas, com piratas e lutas à mistura mas com muitos finais felizes. De onde a terra se revoltou em tempos nasceu uma beleza única, lá senti o orgulho de quem ali pertence. Em cada vila, lugar, praia, jardim, igreja ou arraial o brio dá as mãos ao prolongamento da beleza natural. E quem ali vive confessava que “o bom tempo atrai mais gente e gostamos de os ver por cá”.

 

 

Os micaelenses são pessoas simples, simpáticas e acolhedoras que nos dão a lição de saber viver, ensinam a calma, que tanta falta faz no mar agitado da rotina dos dias.

Mergulhada entre caracteres, frames ou decibéis tenho-me lembrado de fazer download desta serenidade de lá trazida e aqui tão depressa esgotada. As paragens na vida, sejam férias, retiros, peregrinações, folgas ou fins-de-semana, fazem olhar para a vida com apeadeiros que valem a pena!

Também os milhares de escuteiros que são esperados em Fátima, no próximo fim-de-semana, decerto, vão ter horas em apeadeiro, de peregrinar e vivenciar na fé, um dos aliados certeiros para a meta definida há muito. 

Foto: Miguel Cupido

 

 

A 8 e 9 de outubro, o Corpo Nacional de Escutas promove uma peregrinação nacional ao Santuário de Fátima. «10.100FM – sintoniza-te nos trilhos da misericórdia», é o tema que preside a este grande encontro dos Escuteiros no lugar onde Maria veio recordar à humanidade o caminho a seguir para se reencontrar com a misericórdia e o amor de Deus.

O Semanário ECCLESIA apresenta este evento, num dossier com entrevistas e documentação sobre o percurso do CNE, a sua metodologia e o impacto que tem na vida de milhões de pessoas, todos os dias.

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Ricardo Perna

 

Escuteiros portugueses à descoberta de Fátima

O chefe Paulo Santos integra a equipa da Peregrinação Nacional de Escuteiros a Fátima, programada para os dias 8 e 9 de outubro, esperando a participação de agrupamentos de todo o país. Em entrevista à Agência ECCLESIA, apresenta esta iniciativa, no Ano Santo da Misericórdia, que quer ser um marco significativo na caminhada rumo ao Centenário das Aparições.

 

Entrevista conduzida por Sónia Neves

 

Agência ECCLESIA (AE) - Há quanto tempo existe esta iniciativa da peregrinação nacional?

Paulo Santos (PS) - A peregrinação de escuteiros a Fátima, organizada desta forma nacional, ocorreu pela primeira vez há cerca de 10 anos, em 2006, e de então para cá não voltou a realizar-se. Não só porque os escuteiros peregrinam a Fátima sistematicamente, com os seus agrupamentos, com as regiões, o que quer que seja, mas também porque, de facto, uma organização desta natureza requer um esforço, um trabalho, uma dedicação de todos os participantes, dos que organizam, bastante grande.

Este ano há vários fatores que nos impeliram a fazer este trabalho, nomeadamente o Centenário das Aparições e também este Ano da 

 

 

 

Misericórdia. Entendeu-se que seriam oportunidades fantásticas de nos reunirmos todos, em oração, reorganizando este conceito de peregrinação nacional. Este ano há também a particularidade de termos connosco a companhia dos irmãos de outras associações, como a Associação de Escoteiros de Portugal, a Fraternidade de Nuno Álvares, que está sempre connosco. Estamos para além do CNE, juntos por Fátima, nestes dois dias de outubro.

 

AE - Uma peregrinação que vai ser diferente em tudo das outras que se fazem em agrupamento?

PS - Sim, desde logo por causa do número envolvido, mas também porque tivemos uma preocupação de juntar atividades escutistas à própria peregrinação. Portanto, vamos 

 

 

 

 

 

oferecer a todos estes escuteiros a oportunidade de fazer uma peregrinação, a pé. Vão, num raio de 4 a 8 quilómetros de Fátima, em vários pontos, iniciar este processo de peregrinação que vai permitir oração individual, coletiva, reflexão, e também aprender um pouco da história das localidades que vão atravessar, nomeadamente, até da história dos Pastorinhos e toda a 

 

envolvência que o Santuário aporta para estas situações. Vão chegar a Fátima já com uma preparação, uma reflexão que entendemos ser necessária depois para, em silêncio, se dirigirem já numa fase diferente à Capelinha das Aparições. Ali vão fazer, primeiro, uma oração coletiva, por agrupamento, e depois dar a possibilidade de que cada um tenha a sua oração individual.

 

 

 

 

 

AE - O programa está dividido em quatro fases a que correspondem quatro verbos: aceitar, peregrinar, interpretar e vivenciar. Partindo do primeiro, como é que os agrupamentos aceitaram esta ideia da peregrinação?

PS - Muito bem! Confesso que, sendo todos portugueses, tivemos o problema de que deixamos para o último dia a inscrição, geramos aqui alguma angústia, mas a verdade é que depois de inscritos os agrupamentos receberam um pacote, onde tinham uma bandeira de Fátima, da própria peregrinação, que cada um deles vai ter de manusear, para inscrever o 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Miguel Cupido

Peregrinação de 2006

 

seu nome, com as técnicas que entender. Há aqui um trabalho para preparar o estandarte para a atividade, já com uma construção de oração e de reflexão que começa nas paróquias.

Este é um trabalho que já tem meses, porque começamos em maio, e isto dá à atividade as raízes para o ano escutista. Há aqui um cruzamento muito grande entre este ato de fé e o jogo, a atividade escutista, que quisemos promover.

O verbo “interpretar” vem já na sequência do que já disse: na tarde de sábado, vamos ter uma oferta, por vários trilhos - das aparições, da 

 

 

misericórdia, dos carismas e outros - e de um painel comemorativo. Estes trilhos vão dar oportunidade aos agrupamentos de contactar e interagir de perto com diversas instituições, missões, organismos que estão sediados em Fátima ou com representações no local, que são geralmente desconhecidos, que dão apoio significativo aos peregrinos mas que as pessoas não conhecem se não forem lá tocar-lhes. Dou como exemplo o Carmelo, que é um sítio que podemos julgar ser perfeitamente inacessível: vão acontecer visitas de agrupamentos de escuteiros que vão conhecê-lo melhor e saber um pouco qual é a missão, o objetivo dos 

 

 

 

religiosos. Essa particularidade é significativamente importante.

Esta experiência, para além de termos teatro ou outro conjunto de pequenas atividades, querem dar uma imagem completamente diferente de Fátima. Depois teremos as celebrações, o terço, as procissões, a Eucaristia, como é normal, e temos também toda a vivência em campo, com cerca de 4500 tendas. Isto exigiu uma logística, com algum peso, que é uma oportunidade de os escuteiros interagirem entre si, partilharem experiências.

 

No sábado, dia 8, acontecerá a recitação do Terço e Procissão das Velas às 21h30. O Núcleo destas celebrações é a Capelinha das Aparições (recomendamos que se reúnam na Capelinha às 21h00). No domingo, às 10h00, recitação do Terço. Os porta-bandeiras com as bandeiras dos Agrupamentos devem reunir-se nas traseiras da capelinha das aparições às 10h00. As bandeiras da Peregrinação deverão ser levadas para o recinto para junto dos Agrupamentos. Às 11h00 terá lugar a celebração da Eucaristia com transmissão em direto da TVI. Por fim, terá lugar a Procissão do Adeus.

 

 

 

 

 

 

AE - Acredito que para muitos seja a primeira vez que acampam em Fátima?

PS - Sim, é verdade que não é usual. O Santuário de Fátima é gigantesco, nós, os escuteiros, o CNE, prestamos habitualmente serviço nas grandes peregrinações. Aproveito para lhe dizer que somos nós que garantimos o transporte de doentes para o Centro de Saúde, com os Servitas; temos montado o serviço de Proteção Civil, que ajuda peregrinos perdidos. É impressionante, porque há pessoas que se perdem dos seus, que não sabem onde está o seu autocarro; há pessoas de todas as idades, culturas. Nós damos esse apoio fundamental.

Tirando essas equipas, Fátima é profundamente desconhecida. Acredito que estes escuteiros que vamos reunir desta vez se vão divertir imenso nestas descobertas. É preciso não esquecer que estas atividades são feitas para os escuteiros, para que as crianças e jovens consigam chegar ao fim destes dois dias mais felizes e mais enriquecidos, reencontrando um sentido para a sua vida. Quanto maior for a oferta, quanto maior o trabalho de preparação, maior será 

 

 

potencialmente a realização que cada um deles vai ter. E, de facto, vão sair de Fátima com uma imagem diferente.

Vamos construir uma escultura em azulejo português, que todos os agrupamentos vão pintar. Vamos deixar um painel gigante, na capela da casa do escuteiro em Fátima, que vai ser a súmula de todos os agrupamentos e vai perpetuar esta peregrinação. Todos vão ter a oportunidade de deixar a sua marca, enquanto escuteiro, no Centenário das Aparições.

 

 

 

 

 

 Painel Comemorativo

Nas traseiras da Basílica da Santíssima Trindade (junto ao pórtico) estará montado o atelier de construção do painel que será deixado em Fátima para marcar a presença na Peregrinação Nacional de Escuteiros. É um painel em azulejos que cada agrupamento irá pintar sob a orientação e apoio de uma equipa e que, assim que esteja terminado, será uma marca da nossa passagem, resultando num painel, de grande dimensão, que será colocado numa das paredes da Capela da Casa do Escuteiro de Fátima. Devem passar por este atelier durante a tarde de sábado três escuteiros por Agrupamento.

 

 

 

 

 

"Mãe dos escutas"

- pagela da peregrinação 2006

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AE - Esta é uma maneira de os escuteiros católicos reforçarem os laços com Fátima, no Centenário das Aparições?

PS - Sim, nunca é demais repetir e sublinhar que o Corpo Nacional de Escutas é um movimento escutista católico. Portanto, não está muito em causa as rotinas, o ir sistematicamente à Missa: nós em todas as atividades encontramos um fito onde a fé faz todo o sentido. Não há nenhuma atividade escuteira que possa ser encarada sem esta preocupação da relação com a fé que todos partilhamos. Neste momento preciso do centenário da nossa mãe, da Mãe do escuta, podemos estar ali, reunidos, é um reforço, um nó dos mais fortes que nós praticamos, com Fátima, com Jesus, com Deus, com a forma como cada um de nós encara a sua fé.

 

 

AE - O Santuário vai estar pintado de todas as cores, no último dia da peregrinação… Que é que se espera dessa Eucaristia?

PS - Sim, é cor e movimento. Confesso que mesmo antes de ser escuteiro, sempre me emocionei em todos os momentos do adeus a Fátima. São momentos muito emocionais, todos nos transformamos num coração gigante quando estamos em Fátima. Assim, envolvidos em peregrinação, mais ainda. Como sabe, temos cinco cores de lenço, e esta mistura de cores, na despedida da imagem, comovente, vai ser um espetáculo que é preciso ir, vivenciar. Uma peregrinação nacional de escuteiros é uma excelente ocasião para ser uma peregrinação nacional, de todos. Teremos muito gosto em ser acolhidos pelos que estiverem em Fátima para nos acolher.

 

 AIS

A Peregrinação Nacional de Escuteiros elegeu a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) para concretizar um gesto concreto de partilha – um gesto de misericórdia neste Ano Jubilar.

No centro de Informação estará disponível um mealheiro em acrílico para que cada um de nós possa fazer uma oferta. Não há qualquer obrigação de contribuir, cada um é convidado a partilhar o que estiver ao seu alcance. O projeto a apoiar é manter Aberta a Clínica de São José, em Erbil - Iraque. Esta é uma clínica que apoia os deslocados internos, os Cristãos, yazidis e muçulmanos que tiveram de fugir das suas casas por causa do Estado Islâmico.

 

 

Fátima no coração do Escutismo

 

Milhares de escuteiros de todo o país vão peregrinar até ao Santuário de Fátima nos dias 8 e 9 de outubro, numa iniciativa este ano inserida na comemoração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora, em maio de 2017.

“Como grande associação de jovens, e jovens católicos em Portugal, não poderíamos ficar indiferentes a este acontecimento que marca a Igreja e a sociedade em Portugal”, sublinhou o padre Luís Marinho, assistente do Corpo Nacional de Escutas, em entrevista à Agência ECCLESIA.

 

A peregrinação escutista a Fátima é já uma longa tradição, com mais de 90 anos, e está mesmo no ADN de cada escuteiro.  “Praticamente desde a sua fundação que os escuteiros estão ligados a Fátima”, referiu o sacerdote, “uma dimensão que será muito sublinhada durante a peregrinação”.

O padre Luís Marinho espera que a Fátima acorram não só crianças, jovens e adultos do CNE mas também de “outras associações de escuteiros católicos”, portuguesas e estrangeiras, para uma iniciativa que visa também “proporcionar o conhecimento da Mensagem de Fátima”.

 

 

 

 

 

 

No Santuário e em diversos lugares da Cova da Iria vão ser desenvolvidas uma série de atividades com esse objetivo. “Um aspeto bastante interessante que estamos a preparar, está nas diversas casas e comunidades religiosas que existem em Fátima, que vão acolher grupos de escuteiros ao longo da tarde de sábado (dia 8 de outubro) ”, revelou o sacerdote.

Os participantes vão poder assim contactar “com o carisma de cada congregação, o que fazem na Igreja” e perceber “como é que a mensagem de Fátima os interpela e como é que a vivem”. Para o assistente nacional do CNE, esta peregrinação tem tudo para ser “um grande encontro”, pelo significado que tem peregrinar em conjunto, a um local de culto que é também o “coração da Igreja em Portugal”.

“No fundo alimentarmos a chama que dá sentido à nossa existência como associação de escuteiros”, completou.

 

 

Criado em 1907 pelo inglês Baden-Powell, o Escutismo é o maior movimento de educação não-formal juvenil do mundo, implantado em centenas de países e territórios, incluindo Portugal. O Corpo Nacional de Escutas, fundado em 1923, é hoje composto por mais de 72 mil associados.

Uma das missões do escuta é precisamente ajudar na organização das peregrinações e dar apoio às pessoas que todos os anos ruma até ao Santuário, em ligação com os Servitas. “Aqui queremos experimentar a beleza de pertencermos a esta associação e de sermos de facto um corpo unido”, concluiu o padre Luís Marinho.

Um dos momentos mais significativos da peregrinação nacional do CNE a Fátima está reservado para sábado de manhã, quando os grupos de escuteiros fizerem os últimos quilómetros a caminho do santuário. 


Foto: Ricardo Perna

 

Escutismo e Educação

Não será grande novidade para alguém que tenha frequentado ou compreendido o movimento escutista, ouvir dizer que Escutismo é educação. Até a terminologia do atual Programa Educativo do CNE, que tão claramente refere oportunidades educativas e as liga a objetivos, faz perceber aos jovens aquilo que sempre foi transmitido em formações, publicações e todo o tipo de conteúdos para adultos voluntários: no Escutismo aprende-se, e a função do dirigente é orientar essa aprendizagem. Mas, um dirigente do CNE estará mais perto do professor ou do animador de tempos livres? Na longa discussão sobre educação/aprendizagem e as suas fronteiras, surgem diversas categorias, com base no papel do educador, do educando e da sua relação com o contexto e os objetivos traçados: a educação formal, a educação não-formal e a aprendizagem informal são as três principais categorias. Em traços gerais, a educação formal acontece num contexto formal de ensino, como uma escola ou outra instituição. As metodologias são tradicionalmente mais normativas, com base num educador que se dirige do mesmo modo a um grupo de alunos ou educandos. Cada vez mais as 

 

fronteiras metodológicas se turvam com outros sistemas, mas é a definição de conteúdos e objetivos programáticos, feita ou validada normalmente pelo Estado, que faz com que este tipo de educação seja considerado formal, independentemente das variações de método.

No outro extremo, surge a aprendizagem informal. Esta aprendizagem surge em todos os momentos, desde o recreio da escola à conversa de café. É a escola da vida de que sempre ouvimos falar, e inclui também o que se aprende através da experiência profissional ou a autoaprendizagem. Se tudo o que aprendemos na vida fosse um bolo, esta seria a maior fatia. Contudo, a informalidade e falta de estrutura destas experiências, particularmente porque não são orien­tadas para atingir objetivos específicos, não permite que se fale de educação informal: educação implica educador, e nesta situação este papel é inexisten­te, para além da eventual criação de condições para que esta aprendizagem aconteça de forma orgânica.

Esta informalidade da aprendizagem está muito presente no Escutismo — o aprender fazendo — mas é na terceira tipologia que o método escutista

 

 

 

 se destaca: porque estruturamos as oportunidades educativas com vista a atingir determinados objetivos específicos para cada jovem, o CNE, como associação escutista, fornece educação não-formal. É um tipo de educação que, não sendo parte integral do sistema de ensino — e, como tal, não estando dependente 

 

de outra entidade nos conteúdos programáticos — é uma educação estruturada, progressiva e relevante para quem aprende e para a comunidade.

Márcio Barcelos

membro da Direção do Fórum Europeu da Juventude

"excerto da obra Escutismo e Educação, CNE, 2016"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

História e Missão


1929 - BP visita Portugal

 

O Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português - nasceu em Braga a 27 de maio de 1923. Foram seus fundadores o arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e Avelino Gonçalves, que em Roma mantiveram os primeiros contactos com o Movimento, quando ali assistiram, em 1922, a um desfile de 20 000 Escutas, por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional que esse ano

 

se realizou na Cidade Eterna.

A Missão do Escutismo consiste em contribuir para a educação dos jovens, partindo dum sistema de valores enunciado na Lei e na Promessa escutistas, ajudando a construir um mundo melhor, onde as pessoas se sintam plenamente realizadas como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade. Isto é alcançado:

 

 

 

- envolvendo os jovens, ao longo dos seus anos de formação, num processo de educação não-formal;

- utilizando um método original, segundo o qual cada indivíduo é o principal agente do seu próprio desenvolvimento, para se tornar uma 

 

 pessoa autónoma, solidária, responsável e comprometida.

- ajudando os jovens na definição de um sistema de valores baseado em principios espirituais, sociais e pessoais expressos na Promessa e na Lei.

 

 História do Escutismo

1907 - 1º Acampamento Escutista, na Ilha de Brownsea. Os nomes das Patrulhas eram: Corvos, Touros, Maçaricos e Lobos.

1908 - Publicação do Escutismo Para Rapazes.

1909 - Primeira concentração de 11 000 Escuteiros no Crystal Palace em Londres.

1910 - A instâncias do Rei Eduardo VII, Baden-Powell (BP) deixa o Exército para se dedicar inteiramente ao Escutismo.

1911 - Dão-se os primeiros passos do Escutismo em Portugal.

1912 - Funda-se em Lisboa a Associação de Escoteiros de Portugal (AEP).

1916 - Início oficial do Lobitismo. Aparece o livro Manual do Lobito.

1918 - Início Oficial do Caminheirismo.

1919 - Abertura do Campo Escola Internacional de Dirigentes, em Gilwell Park.

1920 - 1º Jamboree Mundial em Olímpia, Londres. Neste Jamboree BP foi aclamado Chefe Escuta Mundial.

1923 (27 de maio) - Fundação em Braga do Corpo Nacional de Escutas (CNE) pelo Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos.

1929 - BP recebe o título de Lord Baden-Powell of Gilwell. Nesse ano visita Portugal pela primeira vez.

1934 - BP visita Portugal pela segunda vez.

1941 - (8 de janeiro) Morte de BP, no Quénia.

1957 - Ano Jubilar - Centenário do Nascimento de BP, Cinquentenário do Escutismo e realização do 9º Jamboree Mundial.

1982 - Ano Mundial do Escuteiro.

1983 - O CNE é declarado Instituição de Utilidade Pública.

2003 - Há cerca de 30 milhões de Escuteiros em todo o mundo.

2007 - Centenário do Escutismo, 150º Aniversário do Nascimento de BP e realização em Londres do Jamboree Mundial do Centenário com a participação de mais de 40 000 Escuteiros.

 

 

«Descobrir como está a relação com Deus»

 

O azul dos olhos de Joana Oliveira contrasta com o vermelho do lenço de caminheira. Pertence ao Agrupamento 890 de Évora e está inscrita na Peregrinação Nacional a Fátima 2016.

À Agência ECCLESIA falou da expetativa de participar em dois 

 

 

dias de peregrinação que espera serem de reflexão.

“Somos escuteiros católicos por isso a fé é uma parte importante da nossa vida escutista e nesta fase, entre dúvidas e muitas perguntas, não sabemos muitas vezes o que fazer 

 

 

 

com o resto da nossa vida”, explica a jovem.

Com 20 anos Joana Oliveira estuda Direito em Lisboa e sente que esta é uma etapa da vida que envolve uma “mudança radical” e destes dois dias de peregrinação espera “conhecer-se melhor e saber como está a sua relação com Deus”.

Nos dias 08 e 09 de outubro o santuário de Fátima espera milhares de escuteiros e Joana Oliveira demonstra a ansiedade de partir e de conhecer outros jovens, que “acreditam no mesmo”.

“Conhecer outros jovens que pensam como nós, acreditam no mesmo, não se pense que é só passar os fim-de-semana! Conhecemos pessoas parecidas connosco e sentem a necessidade de perceber o papel de Deus na nossa vida”, explica de forma entusiasta e de olhar brilhante.

Joana Oliveira, de forma tímida, foi explicando o que já sabia sobre a peregrinação e os verbos ‘aceitar, peregrinar, interpretar, vivenciar e celebrar’ são ações que chamaram a atenção desta caminheira.

“Estes dias vão ser uma mais-valia, o que torna a peregrinação importante, é também pelo programa que vai haver, com diversas oportunidades para saber mais sobre as aparições e História de Fátima”.

 

Depois destes dois dias Joana Oliveira espera “trazer na sua mochila” uma “boa dose de conhecimento de si própria, para poder determinar objetivos para a minha vida, como escuteira, como pessoa e como estudante, e saber também como está a minha relação com Deus”.

A caminheira deixa ainda um apelo e chama todos os caminheiros para que participem e “venham descobrir o serviço que podemos prestar à comunidade e à Igreja, uma parte importante para o caminheirismo”, conclui. 

 

Foto: Ricardo Perna

 

 

 

Escuteiros em Fátima: 2006 – 2016

Foto: Miguel Cupido - Peregrinação 2006

 

Pedro Duarte Silva, dirigente do Corpo Nacional de Escutas, participou há 10 anos na peregrinação do escutismo ao Santuário de Fátima. Uma década depois, vai voltar à Cova da Iria para “peregrinar, interpretar, conhecer e orar em conjunto”.

Atualmente secretário nacional pedagógico do Corpo Nacional de Escutas (CNE), Pedro Duarte Silva recorda o encontro de há 10 anos, em Fátima, como a primeira grande peregrinação ao Santuário onde 

 

os escuteiros têm uma presença “desde ao anos 20”.

“Foi um momento muito intenso, de vivência de corpo e sentido de comunhão com a Igreja”, disse o dirigente do CNE, acrescentando que a peregrinação de março de 2006 a Fátima foi “passo na caminhada e na afirmação do Corpo Nacional de Escutas como um movimento da Igreja”, um “afirmar de identidade”.

“Olhar para esplanada de Fátima e ver ali 30 mil pessoas uniformizadas, 

 

 

 

foi um impacto muito forte. Saímos de lá com espírito de corpo muito reforçado”, sublinhou Pedro Duarte Silva à Agência ECCLESIA.

O secretário nacional pedagógico do CNE refere que a Missa de encerramento da peregrinação, presidida na altura por D. António Carrilho, foi um “momento celebrativo muito forte”, acrescentando que o mais relevante esteve no que cada escuteiro levou para a sua caminhada pessoal.

“O importante, é o que cada um experienciou individualmente. A peregrinação a Fátima foi um momento forte para a caminhada escutista e pessoal de cada um”, sublinhou.

Pedro Duarte Silva recorda o “espírito muito forte” e o empenho e todos os participantes que, apesar das condições meteorológicas dos dias da peregrinação que criaram dificuldades ao concretizar das atividades previstas para o primeiro dia, sábado, os escuteiros cumpriram o programa, tendo-se dividido por secções, em vários locais de Fátima.

 O dirigente do CNE lembra que o impacto causado pelo grande número de escuteiros em Fátima e causou “impacto”.

 

“Não sendo fundamental, faz-nos senti um corpo”, disse.

Pedro Duarte Silva referiu que Maria é, para os membros do maior movimento juvenil português, a “mãe do escuta” e “desde sempre há uma presença muito forte” de Nossa Senhora.

Sobre a Peregrinação Nacional a Fátima do escutismo, o secretário nacional pedagógico do CNE espera que seja uma oportunidade para deixar uma “grande marca” nos participantes.

“Voltar a Fátima no contexto do centenário das Aparições, vai deixar uma grande marca nos jovens que participam sobre o conhecimento da mensagem de Fátima”.

Para Pedro Duarte Silva, a peregrinação a Fátima, em 2016, atinge os seus objetivos se permitir aos escuteiros “conhecer a Mensagem de Fátima na sua profundidade”.

 

Video: Miguel Cupido.

Peregrinação 2006

 

 

60 Anos da Cáritas Portuguesa

A assinalar 60 anos de presença em Portugal a Cáritas convidou quatro figuras da sociedade portuguesa para uma leitura dos desafios que se colocam atualmente à Instituição no cumprir da sua missão. Em Fátima, no final do XXX Encontro da Pastoral Social,  15 setembro, Maria de Belém Roseira, jurista e política, Manuel Carvalho da Silva, sociólogo e antigo líder da  Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN), Pedro  Krupenski, presidente da direção da Plataforma Portuguesa das Organizações Não-governamentais para o Desenvolvimento e a Ir. Maria Vaz Pinto, provincial da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, olharam à realidade social e 

 

ao papel da Cáritas para sublinhar que são inegáveis as marcas da ação da Cáritas no tecido social do país. Perante uma audiência de cerca de 50 pessoas, na sua maioria ligadas às Cáritas Diocesanas, que são quem, no terreno, diariamente, dá resposta direta às situações de dificuldade, apontaram-se vários desafios. Fazendo a distinção entre a necessidade de assistir e de ser na sociedade uma voz de intervenção para a transformação social. Entre todos os intervenientes foi unanime a importância do trabalho desempenhado pela organização que ultrapassa a dimensão de assistência sendo, sobretudo, uma promotora da reflexão e da critica em torno do que é e deve ser o papel da caridade na sociedade atual. 

 

 

 

 

 

 

 

A Cáritas Em Oração Pelas Vítimas Do Terramoto Em Itália

A Cáritas Portuguesa uniu-se em espírito de comunhão humana e eclesial, a todas as dioceses italianas e outras, espalhadas pelo mundo, em sufrágio de todas as vítimas mortais do terramoto que ocorreu em Amatrice, Itália, no mês de Agosto, pedindo a Deus o conforto e a coragem para que todos os que sofreram com a perdas de familiares e bens patrimoniais reergam as suas vidas com renovada esperança.

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II Concílio do Vaticano: Bispo da Beira denuncia as injustiças e deficiências

 

D. Sebastião Soares de Resende foi sagrado bispo da Beira em 1943, no aniversário da sua tomada de posse na diocese moçambicana (8 de Dezembro) dirigia uma pastoral ao seu rebanho “sempre repleta de conteúdos doutrinários e incidindo muitas vezes em aspetos concretos que denunciavam injustiças e deficiências” - (in: “Resistência Católica ao Salazarismo - Marcelismo).

Na Pastoral de 1946 sobre “Colonização Portuguesa”, D. Sebastião Soares de Resende condena o “trabalho compelido” dos indígenas. E acrescenta: “quando observo o que se passa, principalmente com trabalhadores indígenas, e entre estes, com os que labutam junto da maior parte das nossas empresas, vejo-me forçado a reconhecer que não somos cristãos nem humanos”. Nesta e noutras conjunturas, o prelado natural de Santa Maria da Feira agia exclusivamente na convicção de estar na defesa de “direitos inamovíveis da pessoa humana e totalmente alheio como sempre se manteve relativamente a qualquer vinculação política” - (Capela, José; “D. Sebastião e o «Diário de Moçambique»”; in: Revista «Síntese»).

O desenvolvimento do ensino naquela diocese foi também um dos grandes feitos de D. Sebastião. “É a ele que se deve o lançamento do Ensino Secundário na Beira, começando pela Fundação do Instituto Liceal D. Gonçalo da Silveira e posteriormente os Colégios de Vila Pery e Tete” – (Brandão, Pedro Ramos; “O primeiro bispo da Beira”; in: Revista «História» de Novembro de 2004). O bispo da Beira sabia que a utilização que o Estado 

 

 

 

Português estava a dar à Igreja em Moçambique poderia criar “uma perniciosa confusão nos indígenas e levá-los a ver a Igreja Católica como uma extensão administrativa do Estado Português” – (In: Revista «História»).

Perante esta previsível situação, D. Sebastião Soares de Resende fez sempre um esforço de tornar pública a diferença entre a evangelização e o ensino ministrado. “O professor era uma coisa, o catequista era outra. Esta posição dentro da Igreja Católica moçambicana não era de todo aceite; a maioria dos padres portugueses 

 

 

acomodara-se ao facto de ser vista pelo Governo como funcionalismo público, com o seu ordenado mensal” – (In: Revista «História»). No entanto, o primeiro bispo da Beira tudo tentou para esclarecer a opinião pública e os habitantes indígenas sobre as diferenças: “a ação missionária não pode terminar nas escolas. Há que se exercer também nos postos catequéticos”. (In: Revista «História»).

Lições de vida, deste padre conciliar que faleceu a 25 de janeiro de 1967. Muitas peças da sua pregação constituíram gritos de autêntico profeta.

 

 

 

setembro/outubro 2016

30 de setembro

. Papa Francisco visita a Geórgia e o Azerbaijão – até 02 de outubro

. Coimbra - Festa da Solidariedade

 

01 de outubro

. Braga - A Faculdade de Teologia de Braga, da Universidade Católica Portuguesa, promove durante as manhãs de manhã de outubro um curso de cariz teológico pastoral aberto a todas as pessoas que quiserem participar.

 

. Vaticano - Entrada em vigor do estatuto da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé

 

. Fátima - Peregrinação Franciscana com o tema «Com eles usei misericórdia» (termina a 02 de outubro)

 

. Fátima - Casa de São Nuno - Encerramento da assembleia magna da Ordem do Carmo

 

. Algarve - Centro Pastoral de Pêra - Assembleia diocesana para apresentar o plano pastoral

 

 

Coimbra - Paróquia de São José - Comemoração do Dia do Idoso promovido pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar

 

Braga – Famalicão - O movimento cívico «Eu Sou Matriz» promove um «leilão silencioso» (até 31 de outubro)

 

EUA – Califórnia - O Bispo dos Açores, D. João Lavrador, preside às Festas de Nossa Senhora de Fátima em Turlock (termina a 02 de outubro)

 

Lisboa - Clínica Psiquiátrica de São José, em Telheiras - O Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus vai realizar as jornadas do voluntariado, dias 01 e 02 de outubro, na Clínica Psiquiátrica de S. José, em Telheiras, Lisboa.

 

Fátima, 09h30 -  Reunião do Secretariado Nacional da Pastoral Universitária

 

Guarda, Centro Apostólico-Guarda, 09h30 - A Diocese da Guarda vai iniciar o programa pastoral previsto para este ano 2016-17, com a apresentação do documento de trabalho que prepara a próxima da assembleia diocesana.

 

 

 

 

Porto - Centro Paroquial de Cedofeita, 15h30 - Início do ano pastoral das Equipas de Nossa Senhora com reflexões pela irmã Ana Luísa Castro

 

Lisboa - Paróquia de Santo António de Nova Oeiras, 18h00 - Lançamento do livro sobre os 25 anos da Paróquia de Santo António de Nova Oeiras

 

02 de outubro

Açores - Abertura do ano pastoral na Diocese de Angra que será dedicado ao centenário das aparições de Fátima e à Pastoral Social

 

Leiria - Centro Pastoral Diocesano- Dia da Igreja Diocesana de Leiria

 

03 de outubro

Braga – UCP - Início do curso para o clero intitulado «Teologia Revisitada»

 

Itália – Roma - Início da Congregação Geral da Companhia de Jesus

 

Castelo Branco - Jubileu da Pessoa com Deficiência na Diocese de Portalegre-Castelo Branco

 

Fátima - Domus Carmeli, 10h30 - O Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja promove uma sessão formativa sobre «Identificação de técnicas e materiais».

 

 
04 de outubro

Vaticano - Peregrinação do Movimento da Mensagem de Fátima da Diocese de Coimbra (termina a 12 de outubro)

 

Brasil - Rio de Janeiro - Lançamento do CD «No ritmo do Céu» do padre Jason Gouveia, da Diocese de Angra.

 

Porto, 21h00 - O Centro de Cultura Católica (CCC) da Diocese do Porto vai iniciar o ciclo ‘A Misericórdia: Jubileu(s), lugares e testemunhas’ com a exibição da primeira parte do documentário ‘Jubileu: A história e a fé’.

 

05 de outubro

Vaticano - Primeira conferência mundial sobre desporto e fé, intitulada «Desporto ao serviço da humanidade» promovida pelo Conselho Pontifício da Cultura. (termina a 07 de outubro)

 

Porto - As Edições Salesianas e a Fundação Salesianos promovem a 8.ª edição do E-vangelizar, “um mega evento de formação pastoral” que este ano tem como pano de fundo o centenário das aparições de Fátima, marcado para 2017. Dia 5 de outubro, na escola salesiana do Porto.

 

 

 

 

 

-A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) promove no dia 30 de setembro, em Coimbra, a Festa da Solidariedade.

 

- A Faculdade de Teologia de Braga, da Universidade Católica Portuguesa, promove durante as manhãs de outubro um curso de cariz teológico pastoral aberto a todas as pessoas que quiserem participar.

 

- Diocese da Guarda inicia a 1 de outubro o programa pastoral previsto para este ano 2016-17, com a apresentação do documento de trabalho que prepara a próxima da assembleia diocesana.

 

- O bispo de Leiria-Fátima convidou os fiéis a participarem no Dia da Diocese, a 2 de outubro, que assinala o início do ano pastoral 2016-2017, no Centro Pastoral Diocesano.

 

- Diocese do Algarve apresenta o Programa Pastoral para 2016/2017 no dia 1 de outubro, durante a Assembleia Diocesana, que terá por tema central na figura de Maria e no centenário das Aparições em Fátima.

 

- O bispo de Lamego, D. António Couto, vai apresentar dia 1 de outubro uma carta pastoral, no Seminário Maior. Para além do documento do prelado, no encontro destinado a todos os agentes pastorais, vai realizar-se a apresentação do programa pastoral 2016/17, lê-se no jornal «Voz de Lamego»

 

- A Diocese de Angra vai iniciar a 2 de outubro o novo ano pastoral, que leva em consideração a celebração do Centenário das Aparições em Fátima e a aposta na “pastoral social”.

 

 

 

Programação religiosa nos media

Antena 1, 8h00

RTP1, 10h00

Transmissão da missa dominical

 

 

11h00 - Transmissão missa

 

 

 

Domingo: 10h00 - O Dia do Senhor; 11h00 - Eucaristia; 23h30 - Ventos e Marés; segunda a sexta-feira: 6h57 - Sementes de reflexão; 7h55 - Oração da Manhã;  12h00 - Angelus; 18h30 - Terço; 23h57-Meditando; sábado: 23h30 - Terra Prometida.

 
RTP2, 13h30

Domingo, 2 outubro-13h25 - Festa das Colheitas em Escariz S. Martinho, Vila Verde (Braga): tradições e manifestações crentes.

 

Segunda-feira, dia 03, 15h00 

Entrevista ao padre Rui Alberto, sobre "Acreditar em Deus".

 

Terça-feira, dia 04, 15h00  Informação e entrevista Carlos Alberto Alves, sobre o exílio de padres angolanos em Portugal na década de 60 e 70.

 

Quarta-feira, dia 05, 15h00 - Informação e entrevista a José Lima, coordenador do Plano Nacional Ética no Desporto, sobre religião e desporto

 

Quinta-feira, dia 06, 15h00 -Informação e entrevista ao padre José André Ferreira, sobre o "DoCat".

 

Sexta-feira, dia 07, 15h00  -  Análise à liturgia de domingo por frei José Nunes e padre Armindo Vaz.

 

Antena 1

Domingo, dia 02 de outubro - 06h00  - CNE: peregrinação nacional a Fátima

 

Segunda a sexta-feira, dias 03 a 07 de outubro - 22h45 - Outubro missionário, testemunhos e experiências: P. José Vieira; P. Adelino Ascenso; P. David Ferreira; Irmã Miry e Luis Ventura Fernandez

 

  

 

 

     

 

 

 

 

 

 

Ano C – 27.º Domingo do Tempo Comum

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Senhor, aumenta a nossa fé!
 

O Evangelho deste vigésimo sétimo domingo do tempo comum começa com o pedido dos Apóstolos a Jesus: «Aumenta a nossa fé!» Jesus já tinha ouvido uma súplica semelhante, na boca do pai da criança epilética: «Vem em ajuda da minha pouca fé!»

A resposta de Jesus é surpreendente, até provocadora, sem dúvida: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘arranca-te daí e vai plantar-te no mar’, e ela obedecer-vos-ia». A sua resposta, na realidade, força-nos a ir para além do imediato e do sensacional.

A fé é já um caminho humano. Quando duas pessoas se amam, sabem muito bem que o seu amor não se pode demonstrar cientificamente. O amor descobre-se como um dom gratuito, mas constrói-se na confiança. Posso dizer àquele ou àquela que amo “eu sei que te amo”, porque sei o que vibra dentro de mim. Mas ao mesmo tempo não posso dizer-lhe “creio que tu me amas”, porque não estou na pele do outro. O amor implica, pois, um salto num certo desconhecido, mesmo se apoiado em supostas provas tangíveis.

Quando se trata da nossa relação com Deus, a fé é, sem dúvida, mais difícil, porque não tem, ou tem muito pouco, suporte afetivo. Mas o princípio acaba por ser o mesmo. Sou convidado a ter confiança na Palavra de Deus, que se exprimiu plenamente em Jesus e foi transmitida pelos seus primeiros discípulos. Jesus dá-lhes como missão serem suas testemunhas autorizadas. Posso, sem dúvida, pôr em causa o seu testemunho, não aderir a Jesus, exigindo provas convincentes. Mas posso igualmente comprometer-me noutro caminho, da plena e confiante adesão à Pessoa de Jesus Cristo.

A fé só se pode viver numa relação de amor que nos faz ver para lá das aparências, porque os homens veem

 

 

 

com os olhos, mas Deus vê com o coração. «Sim, Jesus, aumenta em mim a fé, para que eu possa amar-Te sempre cada vez mais».

Neste primeiro domingo de outubro, mês missionário a nos lembrar que a Igreja só é em missão, procuremos levar a Palavra de Deus como luz da fé para mais uma semana de vida, nas alegrias e nas tristezas do nosso quotidiano.

Meditemos a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões, que nos diz que «a fé é dom de Deus, que cresce graças à fé e à caridade 

 

 

dos evangelizadores, que são testemunhas de Cristo... Como discípulos de Jesus, anunciamos o dom mais belo e maior que Ele nos ofereceu: a sua vida e o seu amor».

Procuremos rezar e meditar a Palavra de Deus, transformando-a em atitudes e gestos de verdadeiro encontro com Deus e com os próximos que formos encontrando nos caminhos percorridos da vida, sempre em atitude de fé e de amor misericordioso.

Manuel Barbosa, scj

www.dehonianos.org

 

 

 

Jubileu dos Catequistas

 

O Papa encerrou este domingo, do Jubileu dos Catequistas, no Vaticano, que o “centro da fé” é a ressurreição de Jesus, o anúncio não se pode fixar em «obrigações religiosas» e referiu-se a “comportamentos estrábicos” dos cristãos. Na homilia da Missa, Francisco disse que “o anúncio principal da fé” é a experiência do “Senhor ressuscitado” e é em torno deste centro que “tudo roda”.

“Não há conteúdos mais importantes.

 

 

 Nada é mais sólido e atual. Todos os conteúdos são belos se permanecerem ligados a este centro. Se se isolam, perdem sentido e força”, disse o Papa.

Francisco sublinhou que o anúncio de Deus “não é uma ideia”, mas uma “Pessoa viva”, que se anuncia às pessoas “com atenção às suas histórias e ao seu caminho”. “A sua mensagem passa com o testemunho simples e verdadeiro”, referiu o Papa, acrescentando que é necessário 

 

 

 

acolher todos e ser alegre.

“Não se fala bem de Jesus quando se está triste nem se transmite a beleza de Deus só fazendo belas pregações. O Deus da esperança anuncia-se vivendo hoje o Evangelho da caridade, sem medo de O testemunhar, também com as novas formas de anúncio”, sustentou.

O Papa denunciou os “comportamentos estrábicos” de quem olha “com reverência as pessoas famosas e desvia atenção de tantos pobres e dos sofrimentos de hoje, que são os prediletos do Senhor”. “A insensibilidade de hoje cava abismos, invencíveis para sempre. E nós estamos neste mundo, neste momento, nesta doença da indiferença, do egoísmo, da mundanidade”, alertou o Papa.

O Jubileu dos Catequistas contou com a participação de 700 pessoas provenientes de todas as dioceses de Portugal. Em declarações à ‘Família Cristã’, D. Manuel Pelino disse que a participação portuguesa traduz-se  

 

 

num “bom número”, que não o deixa “satisfeito nem surpreendido”, pois poderia ser melhor caso os custos das viagens não fossem tão elevados.

Para o presidente da Comissão Episcopal que coordena o setor da Educação na Conferência Episcopal Portuguesa, celebrar o Jubileu com os catequistas é uma oportunidade para descobrir e apresentar Deus como Misericórdia.

“Penso que hoje a catequese já tem pessoas competentes, mas às vezes ainda se anuncia um Deus que está sempre à procura da nossa falha para nos castigar e esta imagem da Misericórdia, do amor aos mais frágeis, é uma imagem que deve estar no testemunho do catequista e na pregação da Igreja”, disse D. Manuel Pelino.

Para D. Nuno Brás, membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, a presença dos catequistas de Portugal é sinal da “importância dos catequistas na vida cristã do país”.

 

“Retribuo o abraço e agradeço-vos todos os vossos trabalhos em Portugal a favor da Igreja”. As palavras são do Papa Francisco no final da Eucaristia de encerramento do Jubileu dos Catequistas.

Nos habituais cumprimentos a entidade de pessoas o professor Fernando Moita, em representação do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) disse ao Papa transportar consigo “um abraço afetuoso, sinal da comunhão de todos os catequistas e professores de Educação Moral e Religiosa Católica”.

Fonte: Educris

 

 

 

Azerbaijão acolhe visita do Papa Francisco

O país dos 7 padres

Em todo o Azerbaijão, a comunidade católica tem apenas uma paróquia, uma igreja e uma capela. Apesar de ser fortemente minoritária, a presença dos Cristãos faz-se sentir – e bem – no quotidiano deste país maioritariamente muçulmano.

 

O petróleo fez do Azerbaijão um país muito rico. Tão rico que, quando as Irmãs da Madre Teresa de Calcutá decidiram abrir uma casa na capital, Bacu, em 2005, lhes disseram que podiam ir embora, que o seu trabalho não seria necessário pois não havia pobres no Azerbaijão. Elas não deram ouvidos áquelas palavras desmotivadoras e ficaram. Era um desejo de Madre Teresa: abrir pelo menos uma casa, uma comunidade, em cada uma das antigas repúblicas soviéticas. Hoje, uma década depois, cinco irmãs da congregação das Missionárias da Caridade tomam conta dos sem-abrigo, dos que perderam a família, dos que não têm como se sustentar. Mesmo num país rico, há sempre quem fique na margem, quem permaneça estendido nas ruas, quase invisível aos olhos de quem passa. Mesmo num país rico, 

 

há quem precise do sorriso bondoso, dos gestos gratuitos destas missionárias inspiradas na “santa das sarjetas”, como Madre Teresa ficou conhecida. O Azerbaijão vai acolher a visita do Papa Francisco já neste domingo, dia 2 de Outubro, numa deslocação que o levará também à Geórgia.  Vai ser uma visita rápida, em que visitará só a capital, mas que todos aguardam com expectativa lembrando o acolhimento fervoroso oferecido a João Paulo II em 2002. Ao todo, calcula-se que haverá neste país muçulmano apenas quatro centenas de católicos, número que pode crescer um pouco se se incluir os estrangeiros com residência temporária. Apenas.

 

Perseguição religiosa

Nos tempos eriçados do comunismo, os Cristãos assistiram, impotentes, à destruição da única igreja, em Baku, assim como ao assassinato do seu pároco. Foi preciso esperar pela visita de São João Paulo II para que o Governo decidisse compensar os Cristãos oferecendo um terreno para a edificação de um novo templo. Agora, todos os domingos celebram-se três

 

 

 

missas e são cada vez mais as crianças que frequentam a catequese. A visita do papa vai juntar praticamente toda a comunidade. Será quase um encontro de família. Afinal, a Igreja Católica no Azerbaijão tem apenas uma única paróquia com uma igreja e uma capela que é servida por sete sacerdotes. Nesta pequena comunidade também estão presentes as cinco Irmãs Missionárias da Caridade e duas religiosas salesianas. A Fundação AIS tem contribuído através da 

 

generosidade dos seus benfeitores e amigos, para a manutenção destes sacerdotes e destas irmãs. Num país que parece ainda de costas voltadas para Deus, este punhado de homens e mulheres consagrados precisam da nossa ajuda para continuarem a sua missão junto dos sem-abrigo, dos que perderam a família e o sentido da vida. Junto, afinal, dos pobres que “não existem” no Azerbaijão…

 

Paulo Aido

wwww.fundacao-ais.pt

 

 

Os mais velhos

  Tony Neves   
  Espiritano   

 
 

Habituei-me em Angola a fazer uma inclinação sempre que alguém pronunciasse a expressão ‘mais velho’. Lá, a sabedoria tem lugar e ela habita na cabeça das pessoas que, com o andar dos anos, acrescentaram sabedoria à vida e à comunidade. Torna-se proverbial a frase: ’quando morre um velho, enterra-se uma biblioteca’.

Na Europa os ventos sopram em sentido contrário e, porque o que mais conta é a capacidade de gerar riqueza, os mais velhos são olhados como aqueles que dão trabalho e fazem gastar dinheiro. É triste que assim seja, pois uma memória agradecida do passado faz sempre sentido e rasga caminhos de futuro.

Tive a alegria de viver duas celebrações muito intensas no fim de semana passado. A família fez uma jantar de homenagem à Tia que completou 80 anos de vida. Ela foi a nossa segunda Mãe, crescemos todos com ela e, na hora da apagar 80 velas, ali estávamos todos: os irmãos, sobrinhos e sobrinhos netos. Vivemos uma noite única, unidos, em festa, com gratidão por uma vida inteira dedicada á família, sempre em casa, disponível para fazer tudo que fosse necessário para nós crescermos com qualidade. Valeu a pena.

No domingo rumei a Barcelos para a celebração das Bodas de Ouro Sacerdotais do P. Manuel Durães. Ali revivemos meio século de entrega á Igreja e à Missão. Ele e os seus oito irmãos, com as respetivas proles, mostravam uma enorme felicidade, por nós também partilhada. Após estudos em Roma, foi professor e formador nos Seminários Espiritanos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois, seria eleito Superior Provincial de Portugal, Missionário no Brasil, professor na Universidade Católica, Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias, Reitor de S. Louis dos Franceses em Lisboa… um enorme curriculum a mostrar anos e anos de dedicação que todos celebramos na sua terra natal.

Num tempo marcado pela velocidade e pelo descartável, os mais velhos e a sua sabedoria são, muitas vezes postos em causa. Basta visitar um dos muitos lares de terceira idade para concluir que há muitas pessoas idosas votadas ao abandono pelas suas 

 

famílias. Não é descabido o post que circula no facebook que diz:’se uma mãe conseguiu cuidar de oito filhos, porque é que oito filhos não são capazes de cuidar de uma mãe?’. Sabemos que não são fáceis os tempos que correm, mas há um longo caminho a percorrer para que os mais velhos se sintam queridos e respeitados nas suas famílias e na sociedade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Ricardo Perna

 

 

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