04 - Editorial:

   Paulo Rocha

06 - Foto da semana

07 - Citações

08 - Nacional

14 - Internacional

22 - Opinião

    D. Pio Alves

24 - Opinião

    LOC/MTC

26 - Intenção de Oração

    Elias Couto

   José Carlos Patrício

30 - Dossier

   Visita Ad Limina

 

 

58- Estante

60 - Agenda

62 - Por estes dias

64 - Programação Religiosa

65 - Minuto Positivo

66 - Liturgia

68 - Família

70 - Ano da Vida Consagrada

74 - Fundação AIS

76 - LusoFonias

Foto da capa: Agência ECCLESIA

Foto da contracapa:  Agência ECCLESIA

 

 


AGÊNCIA ECCLESIA 
Diretor: Paulo Rocha  | Chefe de Redação: Octávio Carmo
Redação: Henrique Matos, José Carlos Patrício, Lígia Silveira,.
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Opinião

 

 

 

Bispos levam Igreja portuguesa ao Papa

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Plataforma vai apoiar refugiados em Portugal

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Portas abertas no Jubileu da Misericórdia

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D. Pio Alves | Paulo Rocha | Manuel Barbosa | Paulo Aido | Tony Neves | Elias Couto

 

Ad Limina

  Paulo Rocha  
  Agência Ecclesia   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os bispos de Portugal vão estar com o Papa e com os responsáveis dos vários organismos do Vaticano que dinamizam a presença Católica nos diferentes setores da pastoral e da sociedade, entre os dias 7 e 11 de setembro. Trata-se da visita “ad limina”, uma designação que faz referência à histórica caminhada de peregrinos até aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo, “colunas” da Igreja, e sobretudo significa a relação estreita que cada bispo, como sucessor dos apóstolos, é chamado a afirmar e a promover, deslocando-se periodicamente junto do Papa, o que está no lugar de Pedro, o dos vários “sucessores” de Paulo, que promovem o anúncio da proposta cristã a todas as gentes.

O semanário digital ECCLESIA analisa a relevância desta visita ad Limina, sobretudo para quem nela participa, através do significado que tem na História e do que os bispos de Portugal prepararam para dizer ao Papa, nos relatórios que enviaram previamente para o Vaticano, onde se incluem também os temas de cada Comissão Episcopal da Conferência Episcopal Portuguesa.

A deslocação do episcopado português ao Vaticano acontece numa ocasião em que a voz do Papa tem alcance global, impacto mediático e aceitação generalizada pela maioria da opinião pública e eclesial. Assim, se as mensagens dirigidas aos bispos portugueses nas anteriores visitas ad Limina, tanto por Bento XVI, em 2007, como por João Paulo II, em 1999, mereceram atenção detalhada por parte da comunidade crente e marcaram o debate mediático, tal 

 


acontecerá com os desafios que o Papa Francisco deixar ao episcopado de Portugal.

A análise à situação do catolicismo em todo o mundo é normalmente feita a partir das propostas desafiantes, por vezes inovadoras, que o Papa argentino dirige consecutivamente a todos os setores da Igreja Católica e da sociedade. Por outro lado, a situação do catolicismo em diferentes partes do mundo acentua, por vezes, aspetos negativos, os problemas existentes, desvalorizando o entusiasmo que é necessário colocar na procura de soluções. E quando se começava a ouvir que algumas situações eclesiais não tinham “saída”, o Papa Francisco chega para dizer que é na “saída” que 

 

está a solução.

O encontro dos bispos de Portugal com o Papa é uma participação neste propósito e uma afirmação da vontade comum de encontrar “saídas” para a proposta cristã na sociedade atual, onde se vislumbra a urgência de lhe dar mais voz do que às disposições políticas e económicas globais. Os fluxos migratórios e de refugiados confirmam essa necessidade e mostram também uma participação em curso na renovação proposta pelo Papa Francisco. Prova-o o facto, por exemplo, de ver incluída institucionalmente a Conferência Episcopal Portuguesa na Plataforma de Apoio aos Refugiados. Uma “saída” entre as muitas que se procuram…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Polícia turca junto do corpo de uma criança síria, Aylan Kurdi, de 3 anos, vítima de afogamento quando se afundou o barco que transportava pelo menos 11 pessoas para a ilha grega de Kos, a 2 de setembro) FOTO: EPA/Dogan News Agency

 

 

 

 

"Precisamos de avenidas [ligações] legais para ir para a Europa, para ir para o golfo, onde eu estou agora, e para outros locais de forma a permitir que haja mais reinstalações, mais oportunidades de admissão [de refugiados por motivos] humanitários, reforçar os programas de unificação justos e flexibilizar as políticas de vistos".

António Guterres, alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, em entrevista à CNN, 02.09.2015

 

“Temos a responsabilidade ética e moral de sermos solidários com aqueles que nos procuram, articulando melhor as nossas respostas, sem pôr em causa a nossa liberdade de movimentos, organizando-nos melhor no espaço europeu”

Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro português, Lisboa, 02.09.2015

 

“Toda a Europa deve agir. Todos os Estados membros devem assumir as suas responsabilidades”

Angela Merkel, chanceler alemã, numa conferência de imprensa em Berlim, 31.08.2015

 

 

Organizações civis e católicas criam Plataforma de Apoio aos Refugiados

Um conjunto de organizações da sociedade civil portuguesa decidiu unir esforços para criar a PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados, que visa “ajudar a minimizar o impacto da grave crise humana que se vive atualmente a nível mundial”. “Esta plataforma inclui duas áreas de atuação: uma focada no acolhimento e integração de crianças refugiadas e das suas famílias em Portugal, e outra focada no apoio aos refugiados no seu país de origem”, refere uma nota dos promotores.

A iniciativa vai ser apresentada ao público esta sexta-feira, pelas 12h00, em Lisboa (Atmosfera M - Rua Castilho, nº 5). Entre as organizações envolvidas estão a Cáritas Portuguesa, Conselho Português dos Refugiados, Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS), Comissão Nacional Justiça e Paz, Instituto Padre António Vieira, Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) e Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS, sigla em inglês).

O Papa recordou este domingo, no Vaticano, as 71 pessoas, 

 

possivelmente refugiados sírios, que terão morrido asfixiadas num camião que foi encontrado esta quinta-feira numa autoestrada da Áustria, quando tentavam entrar no país. “Confiamos cada uma delas à misericórdia de Deus e pedimos-lhe que nos ajude a cooperar com eficácia para impedir estes crimes, que ofendem toda a família humana”, disse.

Francisco recordou ainda todos os que, “nos últimos dias perderam a vida nas suas terríveis viagens”.

A confederação internacional da Cáritas defendeu, por sua vez, que a atual crise dos refugiados na Europa exige uma ação concertada de “solidariedade” e de “proteção a estas populações".

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados revelou que mais de 300 mil pessoas atravessaram o Mediterrâneo desde janeiro e mais de 2500 pessoas morreram no mar quando tentavam alcançar a Europa, em 2015.O cardeal-patriarca de Lisboa apelou a uma resposta “mais humana e capaz” ao drama dos refugiados que têm chegado à Europa, numa atitude 

 

 

 

 

 

 

 

de “espírito e disponibilidade prática”.

“A dramática situação de tantos milhares de pessoas que demandam a Europa como lugar de paz e sustento para si e para os seus, arrostando com duríssimas dificuldades para chegar 

 

e permanecer no nosso Continente, exigem de todos nós a resposta mais humana e capaz”, escreve D. Manuel Clemente, numa carta que enviou aos diocesanos no início do novo ano pastoral.

 

 

Bispos atentos a momento eleitoral

O cardeal-patriarca de Lisboa aconselhou os católicos a analisar programas eleitorais dos partidos portugueses à luz da Doutrina Social da Igreja, com particular atenção às políticas em favor da vida e do trabalho. “É um ponto muito a reter, tanto mais que, entre nós, a verdadeira questão, que é a do apoio que, enquanto sociedade, devemos certamente dar à vida em gestação, tem sido repetidamente sonegada”, refere D. Manuel Clemente.

O também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) recorda que se vão viver nos próximos meses “momentos eleitorais importantes (legislativo e presidencial)” e, nesse sentido, apela a cumprir o “dever cívico” de votar, “com a inspiração evangélica e a doutrina social que dela decorre, na legítima pluralidade das opções”.

“O ser humano, se lho permitirmos e apoiarmos, nasce, cresce e realiza-se pelo trabalho, interagindo assim com a natureza e a cultura. Daí que a promoção do trabalho coincida com a promoção do ser humano, ainda mais do que a simples garantia da respetiva sobrevivência”, acrescenta.

 
 
 
 
Também o bispo de Angra, D. António de Sousa Braga, apelou ao voto nas eleições legislativas de outubro. Segundo o prelado, a obrigação de votar “é tão séria” como “a de ir à Missa”, ainda mais se se tiver em conta a “situação atual” do país que exige dos portugueses “escolhas concretas”.
 

 

 

Papa nomeou bispo
para Diocese de Setúbal

O Papa nomeou como bispo da Diocese de Setúbal D. José Ornelas Carvalho, antigo superior geral dos Dehonianos, de 61 anos, que sucede a D. Gilberto Reis, após este ter renunciado por motivos de idade. A informação foi divulgada a 24 de agosto.

A ordenação episcopal e a tomada de posse do novo bispo estão marcadas para o dia 25 de outubro; até essa data, o governo da Diocese continua confiado a D. Gilberto dos Reis, agora administrador apostólico.

O bispo nomeado nasceu a 5 de janeiro de 1954, no Porto da Cruz (Madeira), tendo feito a sua formação religiosa na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos); foi ordenado padre na sua terra natal, a 9 de agosto de 1981. Especialista em Ciências Bíblicas, com o grau de doutor em Teologia Bíblica pela Universidade Católica Portuguesa, foi docente desta instituição académica entre 1983-1992 e 1997-2003.

Na sua Congregação, o novo bispo foi superior da Província Portuguesa, cargo que assumiu a 1 de julho de 2000; foi eleito Superior Geral dos 

 

Dehonianos a 27 de maio de 2003, cargo que ocupou até 6 de junho de 2015.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. José Ornelas Carvalho disse que a ida para a Diocese de Setúbal envolveu uma “longa conversa com o Papa Francisco”, e uma alteração nos planos do religioso, que estava prestes a partir para Angola em missão.

“Nunca disse que não a uma proposta e um pedido que me viesse da Igreja, e sendo que este vinha diretamente do Papa Francisco, menos ainda”, acrescentou.

D. Gilberto dos Reis convidou toda a Diocese para a ordenação e tomada de posse do novo bispo: “Cheios de júbilo, dizemos ao sr. D. José Ornelas que o temos no coração, que estamos ansiosos por o ver entre nós".

 

 

 

 

A Agência ECCLESIA escolhe sete acontecimentos que marcaram a atualidade eclesial portuguesa nos últimos dias, sempre atualizados emwww.agencia.ecclesia.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

Cáritas Portuguesa lança campanha de recolha de material escolar

 

 

 

Novo bispo de Setúbal falou com o Papa

 

 

Jubileu da Misericórdia
com portas abertas para todos

O Papa Francisco apelou a uma maior consciência do “drama do aborto” e decidiu alargar faculdade de absolvição de quem o praticou a todos os sacerdotes, durante o Ano Jubilar da Misericórdia que se inicia em dezembro. “Uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida. O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto semelhante comporta”, escreve, numa carta endereçada a D. Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

Francisco inclui entre as indicações para o Jubileu extraordinário da Misericórdia (dezembro 2015-novembro 2016) uma disposição particular para as “as mulheres que recorreram ao aborto”, recordando que o perdão de Deus “não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido”. “Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi 

 

conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado”, determina.

O Papa recorda que, no seu serviço como padre e bispo, encontrou “muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa”. “Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral”, precisa.

Segundo Francisco, o que aconteceu é “profundamente injusto”, mas “só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança”.

A prática do aborto implica, segundo o Direito Canónico, a excomunhão ‘latae sententiae’ (automática), exigindo a confissão ao bispo do lugar (ou os padres a quem o bispo der essa faculdade) para a remissão da pena.

Francisco determinou ainda que todos os católicos se vão poder confessar de forma válida, durante o Jubileu da Misericórdia, a sacerdotes Fraternidade Sacerdotal São Pio X, 

 

 

 

 

 

 

fundada por D. Marcel Lefèbvre (1905-1991). O Ano Santo Extraordinário (dezembro 2015-novembro 2016) quer incluir os fiéis que “por diversos motivos, sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X”.

“Movido pela exigência de 

 

corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”, assinala.

 

 

Armas manchadas de sangue

O Papa Francisco evocou o final da II Guerra Mundial no Extremo Oriente, há 70 anos, alertando para as vítimas de novos conflitos que continuam a atingir muitas regiões. “Renovo a minha fervorosa oração ao Senhor de todos para que, por intercessão da Virgem Maria, o mundo de hoje não tenha de voltar a experimentar os horrores e os terríveis sofrimentos de tais tragédias. Mas experimenta-as”, declarou, na parte final da audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.

Francisco evocou “as minorias perseguidas, os cristãos perseguidos, a loucura da destruição”, numa alusão indireta aos recentes atos do 

 

autoproclamado ‘Estado Islâmico’. Nesse sentido, criticou “os que constroem e traficam armas, armas com sangue, armas banhadas no sangue de tantos inocentes”.

“Nunca mais a guerra! É o grito angustiado que sai dos nossos corações e dos corações de todos os homens e mulheres de boa vontade, para o Príncipe da paz”, acrescentou.

Segundo o Papa, este é o “anseio permanente dos povos”, em particular os que são “vítimas dos vários conflitos sangrentos que estão em curso”.

A 2 de setembro de 1945 teve lugar a rendição do Japão, ato realizado a bordo de um navio norte-americano.

 

 

 

Bento XVI encerrou encontro
anual de antigos alunos

O Papa emérito Bento XVI encerrou este domingo a reunião do chamado «Ratzinger Schülerkreis» (círculo de estudantes de Ratzinger), o encontro anual de antigos alunos que este ano abordou o tema ‘Como falar de Deus, hoje’. “A verdade, amor e bondade que vêm de Deus tornam o homem puro e a verdade, amor e bondade encontram-se na Palavra, que liberta do ‘esquecimento’ de um mundo que já não pensa em Deus”, disse, na homilia da Missa a que presidiu na igreja do Campo Santo Teutónico, no Vaticano.

Partindo da passagem do Evangelho proclamada nesse dia, em todas as celebrações eucarísticas, Bento XVI refletiu sobre a necessidade de purificação do mal, interior e exterior, de uma “higiene exterior para as muitas doenças e por vezes epidemias” que ameaçam todos, uma “epidemia do coração” que leva à “corrupção”. Nesse sentido, ganha relevo o cultivo de uma ética, a “higiene interior”, como força de “purificação”.

Na oração dos fiéis, relata a Fundação Ratzinger, rezou-se pelo Papa Francisco, com particular atenção para o Ano Santo da Misericórdia.

Após a Missa, decorreu a cerimónia

 

de inauguração da sala Papa Bento XVI- Joseph Ratzinger, num espaço adjacente ao Campo Santo Teutónico.

Em novembro, por sua vez, vai ser inaugurada a Biblioteca Romana Joseph Ratzinger-Bento XVI, totalmente dedicada à sua vida e ao seu pensamento.

Entre os presentes nestas iniciativas estavam os cardeais Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, e Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos; o arcebispo Georg Gänswein, prefeito da Casa Pontifícia e secretário particular de Bento XVI; e o bispo Barthélemy Adoukonou, secretário do Conselho Pontifício da Cultura.

Os trabalhos dos membros do Schülerkreis foram orientados pelo sacerdote e filósofo checo Tomás Halík.

 

 

 

 

A Agência ECCLESIA escolhe sete acontecimentos que marcaram a atualidade eclesial internacional nos últimos dias, sempre atualizados em www.agencia.ecclesia.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cáritas        Editorial   Catálogo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cáritas

 

 

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Esperança

  D. Pio Alves    
  Presidente da Comissão   

  Episcopal da Cultura ,   

  Bens Culturais e    

  Comunicações Sociais   

 
 

Sempre, e particularmente nos últimos tempos, porque alguns a afirmam e muitos parecem negá-la: é urgente gritar a esperança.

Não só porque “é a última coisa que se perde”, mas porque sem ela tudo morre, nada faz sentido. A esperança não pode morrer. Deixar morrer a esperança é igual a assumir a triste comodidade da desistência.

Eu sei que não é fácil viver a esperança diante do espetáculo de rua da senhora, violentada pelo suposto companheiro, que a atira fora, a dormir ao relento.

Eu sei que não é fácil viver a esperança diante de imagens arrepiantes de barcos carregados de pessoas (homens, mulheres, crianças), como se fossem gado, à espera que alguém os salve ou que o mar os engula.

Eu sei que não é fácil viver a esperança diante de imagens reais de filas intermináveis de pessoas (homens, mulheres, crianças), que deixaram tudo, porque já não tinham nada, e procuram algo, seja lá onde for, seja lá o que for.

Eu sei que não é fácil viver a esperança diante de imagens reais de pessoas (homens, mulheres, crianças), que, na fuga do nada, esbarram com muros de arame farpado e com a violência das armas, das palavras e dos papéis.

Eu sei que não é fácil viver a esperança diante de tantas outras realidades degradadas e degradantes.

Não, não é fácil! É mais fácil pegar no dedo 

 

 

 

acusador e semear responsabilidades à nossa volta. É mais fácil o discurso desistente de que tudo está perdido e nada tem remédio.

É mais fácil e é mais cómodo. Se nada tem remédio, se tudo está perdido ficam justificadas todas as sestas, à espera de que, ao acordar, alguém (inominado) possa ter resolvido.

Mas cultivar a esperança, gritar a esperança, não significa empurrar as respostas para um futuro que há de vir e que alguém há de construir.

Cultivar a esperança, gritar a esperança, implica olhar o presente com olhos de ver, procurar pontas do novelo e tentar atá-las aos resultados de quantos já descobriram por onde se

 

lhe pega. E fazer do novelo uma teia, e da teia uma manta, e da manta porto de abrigo. Mais ou menos assim: entre todos e para todos.

Como enquadramento, não resisto a trazer para aqui umas palavras (dispersas) de Ch. Péguy (Os Portais do Mistério da Segunda Virtude): “O que me espanta, diz Deus, é a esperança. / E disso não me canso. / (…) A Fé é uma Esposa fiel. / A Caridade é uma Mãe. / (…) Mas a Esperança é uma menina que parece não ser nada. / (…) É ela, essa menina, que arrasta tudo consigo. / Porque a Fé só vê aquilo que é. / Mas ela, ela vê aquilo que será. / A Caridade só ama aquilo que é. / Mas ela, ela ama aquilo que será”.

 

 

Eleições

  LOC/MTC   

  Movimento de  

  trabalhadores Cristãos  

 

Por muito que nos queiram fazer crer que o país está melhor, a realidade é outra. As políticas de austeridade desenvolvidas nos últimos anos, em nome da crise e com a promessa de a resolver, não a resolveram e ainda a agravaram. Mantem-se a austeridade, a recessão económica e o deficit. Agravaram-se o endividamento e o empobrecimento do país e das pessoas, o desemprego que atinge valores insustentáveis, a pobreza extrema e a exclusão social. Basta ir ao terreno falar com as organizações, os trabalhadores, os desempregados, os pensionistas, as famílias pobres, para confirmar que a situação não está melhor e, em muitos casos, é dramática. Com estas políticas deu-se uma perversão da economia e uma inversão do seu sentido, ao colocar os benefícios privados das estruturas capitalistas, dos mercados financeiros e dos seus responsáveis, acima das necessidades sociais da maioria das pessoas. Uma Economia só funciona bem quando responde às necessidades das pessoas, e isso não está a acontecer.

Como disse o Papa Bento XVI na sua encíclica - Caridade na Verdade – “O primeiro capital a salvaguardar e valorizar é o Homem, a pessoa na sua integridade”.

Para alterar este rumo, pois está na hora de mudar e colocar em primeiro lugar as pessoas, o direito e as necessidades dos mais desfavorecidos, como nos tem desafiado o papa Francisco, devemos aproveitar as eleições que se aproximam para valorizar medidas concretas que proponham dar

 

 

 

 

prioridade às necessidades sociais em lugar dos interesses dos grupos financeiros e económicos, e subordinem a economia financeira às necessidades da economia real e do bem comum para assegurar uma sociedade justa e sustentável.

O trabalho continua a ser central na vida das pessoas e das sociedades. É pelo trabalho que a pessoa se dignifica e os povos criam riqueza, identidade e história. Mas, o trabalho nas sociedades capitalistas modernas é cada vez mais desvalorizado e colocado como um ramo da economia que o considera como um custo e não como um bem. Os trabalhadores são recursos subalternos, mão-de-obra, e não constituem uma identidade histórica, o motor das transformações sociais.

É verdade que a mudança de orientação das decisões politicas não depende apenas das próximas eleições. Depende também da nossa vida quotidiana, do que reivindicamos, dos compromissos que assumimos e sobre que valores, formas de vida e princípios, queremos construir a nossa sociedade. Mas, o ato de votar que é para todos um direito e um dever, é também uma forma de exercer a 

 

cidadania, de afirmar a democracia e de lutar pelos nossos direitos.

Não fiquemos indiferentes e comodamente instalados perante as tribulações e injustiças cometidas contra os trabalhadores e os mais desfavorecidos da sociedade. Vamos ser cidadãos mais ativos e empenhados na denúncia das causas que provocam uma sociedade tão desigual. Não nos vamos demitir dos nossos deveres cívicos e políticos, e seremos agentes de transformação no implementar de uma nova vivência social, baseada nos valores cristãos.

Como disse o Papa Francisco aos participantes do Encontro Mundial de Movimentos Populares “ Os movimentos populares expressam a necessidade urgente de revitalizar as nossas democracias, tantas vezes sequestradas por inúmeros fatores. É impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação protagónica das grandes maiorias, e esse protagonismo excede os procedimentos lógicos da democracia formal.”

 Apelamos a que muitos outros cidadãos, cristãos ou não, se comprometam também nesta transformação. Acreditamos que outra sociedade é possível.

 
 

 

Os Jovens e o trabalho

 

 

 

 

Para que abundem as oportunidades de formação e de trabalho para os jovens.  

 

[Intenção universal do Santo Padre para o mês de setembro]

 

 

 

1. Na nossa cultura política, assume-se quase sempre que “a culpa disto tudo”, incluindo o desemprego, é do governo – sobretudo quando os governantes levam a cabo políticas económicas menos intervencionistas, seja porque o Estado não tem meios financeiros para as suportar, seja por opção ideológica. Culpabilizar o governo ou esperar dos governantes a solução de todos os problemas não parece, porém, uma atitude muito sensata nem um grande acto de cidadania. Uma sociedade civil saudável e cidadãos interventivos tomam os problemas nas mãos, em vez de ficarem à espera que o Estado cuide deles desde o berço até à sepultura.

 

2. O desemprego pede uma atitude desinibida e voltada para o futuro. Procurar trabalho em vez de ficar à espera que o trabalho nos procure. Procurar trabalho onde ele existe e não onde gostaríamos que existisse. Aproveitar todas as oportunidades para adquirir competências, nas áreas mais variadas... Os pais têm também um papel importante, educando os filhos para a responsabilidade, a disciplina, a exigência consigo mesmos, incutindo-lhes as virtudes do trabalho, da autonomia, do desejo de progredir, de ser bom naquilo que se faz... Ou seja, educar para a cidadania activa e não para a vitimização passiva.

 

3. O desemprego é um drama para quem o vive, directa ou indirectamente, e um desperdício de energia e criatividade que nenhuma sociedade se deveria permitir sem uma reflexão séria sobre as razões daquele. Mas pode, deve ser também uma oportunidade para tentar 

 

 

 

 

 

coisas novas. É bom e justo que o Estado esteja presente, com os meios limitados de que dispõe, para fazer frente às situações de emergência humana que, tantas vezes, o desemprego traz consigo. É igualmente bom e necessário que os cidadãos e a sociedade civil não se demitam das suas responsabilidades,

 

 usando imaginação e energia para tornar a vida comum mais dinâmica e produtiva, criando desse modo oportunidades de trabalho para todos quantos desejam prover ao próprio sustento e ao dos seus através de um trabalho digno e útil para todos.

 

Elias Couto

 

 

Um passo em frente
na preservação da Família

  José Carlos   
  Agência ECCLESIA   

 

Um diploma do Governo, publicado na última terça-feira em Diário da República, anuncia um novo enquadramento legal para os trabalhadores com filhos, naquele que parece ser um passo em frente na salvaguarda dos direitos de pais e mães e, sobretudo, das famílias.

Dois pontos a destacar na nova legislação: a licença obrigatória do pai, que é paga, vai passar dos 10 para os 15 dias úteis, e deve ser cumprida no primeiro mês de vida do bebé; e os pais com filhos até 3 anos passam a poder trabalhar em regime de teletrabalho, ou seja, a partir de casa, sempre que a sua atividade profissional o permita.

No que diz respeito ao primeiro ponto, os cinco primeiros dias, como já acontecia, devem ser gozados consecutivamente logo a seguir ao nascimento da criança.

Quanto à segunda situação, o diploma estabelece que o pedido de teletrabalho terá de ser sempre atendido pela entidade patronal, desde que essa modalidade seja “compatível com a atividade desempenhada” e que a empresa “disponha de meios para o efeito”, pode ler-se.

Outra novidade vem abrir a possibilidade do pai e da mãe usufruírem, ao mesmo tempo, da licença parental inicial de 120 ou 150 dias consecutivos, sendo que seis semanas são obrigatoriamente da mãe.

O que acontecia antes era que, apesar de esta licença poder ser partilhada pelos progenitores, 

 

 

 

 

 

a lei não abria a possibilidade dos dois estarem simultaneamente em casa, junto do bebé.

Neste ponto, a nova legislação ressalva apenas que se pai e mãe trabalharem “na mesma empresa, e sendo esta uma microempresa”, o gozo da licença parental inicial ao mesmo tempo dependerá sempre “do acordo” da entidade patronal.

Outro dos pontos de destaque está relacionado com a situação laboral das mulheres grávidas, que tenham recentemente dado à luz ou que ainda estejam a amamentar.

A partir de agora, as empresas que não comunicarem, no prazo de cinco dias úteis, o motivo da não renovação de um contrato de trabalho a termo a uma trabalhadora nessas condições, incorrerão numa contraordenação grave.

Ainda sem uma noção efetiva do que poderão valer estas normas, ou se chegarão a ser cumpridas na prática, penso que este novo diploma vem colocar Portugal no rumo certo, e em consonância com os valores defendidos pela Igreja Católica, quanto à preservação dessa instituição essencial que é a Família.

 

 

Num tempo em que, como afirmava recentemente o Papa Francisco, os ideais de família e de comunhão entre as pessoas estão a ser postos em causa pela “ideologia do lucro e do consumo”, é bom surgirem leis que contrariem essa tendência.

Claro que aqui o problema é bem mais vasto do que a mera questão laboral, está em causa também uma sociedade cada vez mais individualista, onde as pessoas têm medo do compromisso e sobretudo têm medo de se abrirem à vida, à geração da vida, aos filhos.

Neste contexto, é sempre positivo que surjam ideias ou ideais que contrariem a corrente, que mostrem que vale a pena continuar a acreditar que é possível compatibilizar uma carreira com a família, e Portugal bem precisa disso, a bem da sua taxa de natalidade e do desenvolvimento do país.

 

 

 

 

Os bispos portugueses realizam a partir desta segunda-feira a visita ‘ad Limina’, ao Papa e às instituições da Santa Sé, na qual vão apresentar a Francisco um retrato da vida das dioceses e do país. A partida dos responsáveis está prevista para esta sexta-feira e o programa oficial da viagem de oito dias a Roma inicia-se na segunda-feira, pelas 07h30 (menos uma Lisboa), com uma Missa junto do túmulo de São Pedro, na Basílica de São Pedro.

 

Duas horas depois acontece a primeira audiência com o Papa, que vai receber os bispos das províncias eclesiásticas de Lisboa e Évora, juntamente com os responsáveis do Ordinariato Castrense (Forças Armadas e de Segurança). O encontro com os bispos da Província Eclesiástica de Braga está marcado para as 11h00 e às 12h30 locais vai decorrer a audiência do Papa a todo o grupo, durante o qual Francisco apresenta um discurso, considerado orientador para o futuro da vida da Igreja Católica em Portugal.

 

O Semanário ECCCLESIA apresenta um conjunto alargado de depoimentos com as expectativas de vários responsáveis, a que se juntam dados históricos e estatísticos que ajudam a entender este momento.

 

 

 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bispos portugueses em Roma

Os bispos portugueses partem esta sexta-feira para Roma, a fim de se encontrarem com o Papa Francisco e os responsáveis das diversas instituições da Santa Sé, no âmbito de uma visita de oito dias ao Vaticano. Em entrevista à Agência ECCLESIA, antes da viagem, o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) explicou que a visita ‘ad Limina’ começa na segunda-feira, com uma audiência com o Papa argentino.

“Será um encontro toda a manhã, não individualmente mas em grupo, é uma diferença em relação à última visita, e espera-se que seja um encontro de amizade, um encontro em que o Papa certamente ouvirá os bispos portugueses, com a expetativa sempre de nós continuarmos a crescer como Igreja em Portugal”, referiu o padre Manuel Barbosa.

De acordo com o sacerdote, o episcopado português encara esta viagem como “um momento de graça” e uma oportunidade para “repensar” as “linhas de orientação” que quer seguir nos próximos anos. Perante os desafios atuais, de “crise” económica, social e humana, com Portugal e a Europa a braços com 

 

milhares de refugiados que procuram no continente passagem para uma vida melhor, a Igreja deve estar “integrada na sociedade, inserida” e ser capaz de “levar a luz do Evangelho” a quem mais precisa, frisou o porta-voz da CEP.

E para isso, nada melhor do que contar com “a ajuda tão precisa daquele que é o Pastor da Igreja Universal, que é o Santo Padre”, complementou.

A última visita ‘ad Limina’ dos bispos portugueses ao Vaticano e ao Papa, aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo e às diversas instituições e congregações da Santa Sé foi há oito anos, com a Igreja Católica ainda sob o pontificado de Bento XVI.

O padre Manuel Barbosa recordou que depois desse encontro em 2007 “a Igreja Católica portuguesa iniciou um processo de renovação pastoral” que ainda prossegue. Um processo “na linha da Nova Evangelização, da formação que é necessária também no itinerário da fé, na formação das comunidades cristãs”.

“Veremos agora desta visita ad Limina quais serão as orientações e indicações que o Papa dará às dioceses de Portugal para serem desafiadas”, apontou o sacerdote.

 

 


Além do encontro com o Papa, no dia 7, e da participação na audiência pública de quarta-feira, dois momentos “muito significativos” segundo o porta-voz da CEP, os bispos portugueses vão ter um programa muito preenchido com destaque para as visitas às várias instâncias pastorais da Santa Sé.

Desde o setor “dos Leigos à Família”, passando pelas “Comunicações Sociais” e a “Justiça e Paz”. “Não se pode ir a todos mas a quase todos, em que irão alguns bispos sobretudo das várias comissões, também para dialogarem sobre os vários aspetos da Igreja Universal e também aqui nas nossas dioceses”, explicitou o padre Manuel Barbosa.

Segundo as últimas informações, dos 43 bispos que atualmente integram a CEP, entre residenciais, auxiliares, coadjutores e eméritos, 39 vão seguir viagem para Roma, liderados  

 

pelo atual presidente da Conferência Episcopal, e cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

Ao longo da sua estadia na capital italiana, os membros do episcopado nacional vão também ter oportunidade de visitar as quatro basílicas maiores de Roma, São Pedro, São Paulo, São João de Latrão e Santa Maria Maior. Prevista está também a celebração de uma Missa na igreja de Santo António dos Portugueses.

visita “ad sacra Limina Apostolorum” ou simplesmente visita “ad Limina” é realizada pelos bispos do mundo inteiro das diferentes dioceses com o objetivo de reforçar as “suas responsabilidades de sucessores dos apóstolos e da comunhão hierárquica com o sucessor de São Pedro” e faz referência à visita aos túmulos (em latim “limina”) dos Apóstolos Pedro e Paulo, “pastores e colunas da Igreja romana”.

 

 

«Ad limina»: Números da Igreja Católica
em Portugal

Os bispos católicos em Portugal vão realizar a partir de segunda-feira a visita ‘ad Limina’, ao Papa e às instituições da Santa Sé, a primeira desde novembro de 2007, ainda no pontificado de Bento XVI. Os últimos dados disponibilizados pelo Vaticano (Anuário Estatístico da Igreja, 2012, relativos a 31 de dezembro desse ano) permitem determinar um cenário de transformação na realidade das 21 dioceses.

Entre o ano 2000 e 2012, o número de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2659 (menos 16%). A situação de 2012 mostra, no entanto, uma melhoria na variação do número de padres (menos 10) face a anos anteriores (menos 45 em 2011 e menos 68 em 2008); entre 2008 e 2012, as ordenações sacerdotais foram 178, face a 355 óbitos e 27 “defeções” registadas.

Apesar desta quebra no número de padres, a maioria das 4415 paróquias continuam confiadas à administração sacerdotal apenas 3 paróquias (0,07%) eram administradas pastoralmente em 2012 por diáconos, religiosas 

 

ou leigos, número que tem vindo a decrescer de forma consistente.

Os seminaristas de filosofia e teologia também são menos, segundo os últimos dados disponíveis: de 547, entre diocesanos e religiosos, em 2000 passou-se para 474 em 2012; este número é o máximo registado nos últimos cinco anos.

A celebração de Batismos também mostra uma redução significativa, mas esse dado deve ser lido à luz da variação do número de nascimentos em cada ano: em 2000 foram batizadas mais de 92 mil crianças com menos de 7 anos; em 2005, esse número ficou-se pelos 56 187. Os Batismos depois dos 7 anos representam, atualmente, cerca de 10% do total e chegaram, em 2012, aos 5776 (5938 em 2000).

Em Portugal, a percentagem de católicos registada pela Santa Sé é agora de 88,4% - 9,32 milhões de católicos para uma população de 10,54 milhões de pessoas.

O Recenseamento da Prática Dominical, datado de 2001, mostrava que o número total de praticantes não chegava aos 2 milhões de fiéis. Dez 

 

 

 

anos depois, a Conferência Episcopal Portuguesa optou por não repetir este recenseamento, a nível nacional, promovendo antes o estudo ‘Identidades Religiosas em Portugal: Representações, Valores e Práticas – 2011’, levado a cabo pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião e o Centro de Estudos de Religiões e Culturas da Universidade Católica.

Segundo o inquérito, que reuniu cerca de 4000 respostas, a Igreja Católica em Portugal é composta maioritariamente por mulheres, residentes no Norte e em áreas rurais, com idades acima dos 45 anos.

O nosso país tinha, no final de 2012,

 

 941 padres de Institutos Religiosos, 330 diáconos permanentes (um número em crescimento), 262 religiosos e 5032 religiosas professas.

Em relação aos bispos residenciais, desde a última visita ‘ad Limina’ foram 12 as Dioceses (mais de metade) a contar com um novo bispo, incluindo Setúbal (D. José Ornelas vai ser ordenado e tomar posse a 25 de outubro); cinco dessas nomeações foram feitas no pontificado de Francisco.

Seis dioceses têm um bispo há mais de 10 anos e o "decano" nesta matéria é D. António de Sousa Braga, à frente da Diocese de Angra (Açores) desde 1996.

 

 

Reforçar o espírito de comunhão entre Igreja Universal e cada Igreja particular

A visita ‘ad Limina’ é para o padre João Chaves, que trabalhou na Congregação do Culto Divino (Santa Sé) durante 15 anos, um “momento simbólico” para “reforçar a ideia de comunhão entre a igreja Universal e a particular”. Numa entrevista ao Sítio Igreja Açores e ECCLESIA, o sacerdote lembra um pouco da história destas visitas para sublinhar que hoje “face à facilidade e aos canais de comunicação ”que existem entre a Santa Sé, as conferências Episcopais e as Dioceses, “ninguém está à espera desta visita para resolver problemas”.

Estas visitas foram estabelecidas de uma forma “mais clara” no Pontificado de Sisto V, em 1585, através da constituição ‘Romanus Pontifex’. Essas regras foram revistas em dezembro de 1909 pelo Papa São Pio X, através de um decreto sobre a Congregação Consistorial, fixando que cada bispo deveria enviar ao Papa um relatório sobre o estado da sua diocese de 5 em 5 anos, começando em 1911.

Já o Concílio de 743, presidido pelo Papa Zacarias, decretou que os bispos no Ocidente deviam ser consagrados

 

 pelo Papa e anualmente os que residissem perto de Roma deveriam visitar a Santa Sé e os que estavam longe deveriam escrever anualmente ao Santo Padre. A visita só se tornaria obrigatória, por assim dizer, no século XI.

A visita continua a ser precedida do envio de um relatório sobre o estado de cada diocese, que é lido pelos vários responsáveis da Cúria Romana, distribuídos pelos diferentes dicastérios, por onde também se estende a visita dos bispos nesta ocasião. Os dicastérios mais visitados são os do Clero, dos bispos, do Culto Divino e Sacramentos e também a Congregação para a Doutrina da Fé.

“Nos 15 anos que passei em Roma tive a possibilidade de perceber o estado de muitas Igrejas locais. Os problemas culturais da Igreja na Europa; a vitalidade da América Latina; as dificuldades em África e na Ásia… é uma experiência que enriquece qualquer pessoa”, assinala o padre João Chaves Bairos.

“Deixava-me tempo livre para refletir ao contrário do que acontece num 

 

 

 

 

 

 

trabalho pastoral, ligado a uma paróquia em que os problemas dos nossos paroquianos não nos deixam dormir”, acrescenta.

A entrevista vai estar em destaque 

 

 na emissão do programa ECCLESIA na Antena 1 da rádio pública, este domingo, a partir das 06h00, dedicada a esta viagem dos bispos portugueses ao Vaticano.

 

 

Algarve: Bispo quer leigos «mais empenhados» e atentos aos excluídos

O bispo do Algarve considera que a visita do episcopado português a Roma vai ser “um tempo privilegiado de comunhão com o Papa” e objetivamente quer fiéis mais “conscientes das fragilidades mas unidos”.

“Vamos procurando ser presença da misericórdia de Deus, do amor de Cristo no Algarve, particularmente dos que se sentem mais à margem, excluídos, sozinhos de tantas formas, motivos e razões. Penso que entre outros são estes os objetivos que gostaria de levar e trazer também quando regressasse”, explica D. Manuel Quintas sobre a sua segunda visita ‘ad Limina’.

À Agência ECCLESIA, o prelado assinala que a visita é um “tempo privilegiado de comunhão” com o Papa onde os bispos levam a “vida das dioceses”, um encontro que foi precedido por um “questionário extenso, de mais de 20 capítulos”, que enviaram para a Santa Sé.

“O que fiz tem cerca de 80 páginas, é a nossa vida diocesana traduzida em números, em apreciações, textos e

 

 respostas a perguntas”, contextualiza.

Segundo D. Manuel Quintas, desde a última visita ‘ad Limina’ com o Papa emérito Bento XVI, no Algarve procurara-se responder ao “apelo” de mais formação de leigos e destaca que na diocese têm muitos grupos a “aprofundar e redescobrir a fé, simplesmente porque querem”.

“Com o objetivo de serem membros vivos desta Igreja que procuram viver com maior consciência a sua identidade cristã”, acrescenta o prelado, frisando a necessidade de leigos “atentos e despertos” aos apelos do mundo que os rodeia.

“Penso que podemos não ter crescido muito em número mas crescemos em qualidade devido a este apelo do Papa Bento XVI, que foi um abanão muito grande, e ao caminho que nós procuramos percorrer naturalmente com a ajuda dos próprios leigos”, desenvolveu D. Manuel Quintas.

O bispo salientou ainda a “dificuldade” em “dotar as comunidades de presbíteros” porque o número de sacerdotes, “em todas as dioceses”, vai diminuindo e idade aumentando.

 

 

 

A Diocese do Algarve tem“investido muito” na pastoral vocacional, “felizmente” existe um grupo “razoável” de seminaristas e todos os anos têm “pelo menos uma ordenação sacerdotal”.

“Temos de limitar verdadeiramente aquela que é a missão do presbítero nas comunidades e, ao mesmo tempo, procurar deixar o espaço que é próprio aos leigos para que assumam, participem de maneira ativa, criativa e dinâmica na vida e revitalização das 

 

nossas comunidades cristãs”, alerta o bispo do Algarve.

D. Manuel Quintas revela ainda que leva consigo “cada um dos cristãos algarvios” e gostava que através dele cada um “se sentisse também a crescer nesta comunhão com o Papa”.

“Reforçando a fé e reforçando também aquilo que é a nossa disposição e disponibilidade para acolhermos sempre mais os desafios que o Papa Francisco vai lançar a partir dos nossos anseios e aspirações”, acrescentou.

 

 

Açores: Bispo de Angra fala
em período de transição

O bispo de Angra vai realizar a sua terceira e “última” visita ‘ad Limina’ a Roma onde vai conversar com o Papa sobre a vida desta Igreja local e “sobretudo” sobre as iniciativas” para o Jubileu da Misericórdia.

Segundo D. António de Sousa Braga a visita entre os dias 7 e 12 de setembro é essencialmente de “cortesia e um momento especial para estar com o Santo Padre”, disse ao sítio online ‘Igreja Açores’.

Para o prelado, o encontro desta segunda-feira, dia 7 de setembro, é uma oportunidade de falar “sobretudo das iniciativas do Ano Santo da Misericórdia”, concretamente sobre o programa a desenvolver na diocese.

Os bispos portugueses tiveram de responder a um relatório sobre a realidade da diocese e/ou comissão episcopal, que enviaram em abril para a Santa Sé, e para além de ter sido apresentado ao Papa vão ter reuniões nos diversos dicastérios da Cúria Romana.

 “Foi um processo que envolveu todas as comunidades, movimentos e serviços, com uma forte participação sobretudo dos responsáveis”,  

 

observou o bispo de Angra.

Esta é a terceira visita ‘ad Limina’ de D. António de Sousa Braga, em 19 anos de episcopado, tendo-se encontrado com o Papa emérito Bento XVI, em novembro de 2007, e com o seu antecessor, o Papa São João Paulo II, em 1999.

O bispo de Angra revelou que é “com enorme prazer” que participa na sua “última” visita ‘ad limina’ nestas funções e contextualiza que está próxima a sua resignação, uma vez que vai fazer 75 anos a 15 de março de 2016.

Em 2016 o prelado celebra também 20 anos de episcopado (30/06/1996) e adianta que já se está “num processo de transição com a vinda de um novo bispo”.

Por sua vez, num artigo de opinião publicado no sítio Igreja Açores, o vigário-geral da Diocese de Angra considera que esta visita “constitui um momento importante para a vida da Igreja nos Açores” porque, através do seu representante, “consolida os vínculos de fé, comunhão e disciplina que ligam à Igreja de Roma todo o corpo eclesial”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aveiro: Bispo leva «preocupações e intenções» das suas comunidades

D. António Moiteiro Ramos abordou, numa carta publicada na internet, a visita ‘ad Limina’ que o episcopado português vai realizar a Roma e ao Papa Francisco entre os dias 4 e 12 deste mês, a sua primeira como bispo de Aveiro.

No texto, o prelado destaca a importância da iniciativa para reforçar a “comunhão entre os bispos de um país e o bispo de Roma” e sobretudo para colocar o Papa a par da “situação” em que se encontra a Igreja Católica em Portugal, as suas dioceses e paróquias.

O responsável católico frisa “levar consigo” na bagagem “as intenções e preocupações que estão no coração de todos os seus diocesanos”.

“Junto dos túmulos dos apóstolos, terei presente a necessidade da revitalização da fé nas nossas comunidades cristãs e nos nossos movimentos apostólicos, uma vez que o discípulo de Jesus Cristo deve ser agente da misericórdia de Deus para

 

com todos, com mais intensidade para com os pobres e os pecadores, tal como aparece no nosso Plano Pastoral”, realça.

O calendário desta visita ‘ad limina’ a Roma, a primeira dos bispos portugueses dentro do pontificado do Papa Francisco, tem previsto várias iniciativas.

D. António Moiteiro Ramos destaca como mais “significativas” os encontros com o Papa argentino, primeiro na segunda-feira, especificamente para os bispos portugueses; e depois na quarta-feira, durante a habitual audiência pública das quartas-feiras.

“Durante toda a manhã”, explica o bispo, o Papa “reunir-se-á com os bispos portugueses, em dois grupos, o primeiro grupo constituído pelos bispos das províncias eclesiásticas de Lisboa e de Évora, e o segundo pelos bispos da província eclesiástica de Braga, à qual pertence a Diocese de Aveiro”.

“Nos dias seguintes seguem-se os encontros com os diferentes 

 

 

 

organismos da Cúria Romana”, ou seja, das instituições responsáveis pelas várias áreas pastorais ou de intervenção da Igreja Católica.

Exortando todas as suas comunidades a acompanhá-lo em “oração”, nesta viagem a Roma e ao Papa, D. António 

 

Moiteiro Ramos termina a sua carta com o desejo de que a visita ad limina dos bispos portugueses possa “estimular” também as suas comunidades a contribuírem para a “construção de uma Igreja diocesana que seja casa e escola de comunhão”.

 

 

Beja: Bispo assinala «importância» da vivência da fé na evangelização

O bispo de Beja destaca as características próprias da diocese, onde existe menos prática religiosa, considerando “importante” que a fé e a sua vivência “entre no coração” dos alentejanos, “um trabalho continuo” que têm estado a fazer. “O baixo Alentejo sempre foi uma zona de menos prática religiosa. A maneira de se exprimirem e viver, o próprio clima é muito diferente e, perante isso, a Igreja sabe que precisa de evangelizar inculturando um pouco a fé porque só intelectual não entra no coração”, disse D. António Vitalino, nas vésperas da visita “ad limina” dos bispos portugueses ao Vaticano.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o prelado frisou que o “importante é que a fé, a vivência da fé” dos católicos entre no coração, “um trabalho contínuo” que têm estado a fazer mas “ainda há muito a caminhar”.

O bispo de Beja contextualiza que a visita ao Vaticano é precedida de um relatório sobre a diocese desde o que não muda, “como os seus limites”, à população, os praticantes, os padres, os movimentos e “também a economia, as linhas pastorais” e 

 

 como enfrentam os “problemas a nível da caridade, cultura, educação”.

A nível de educação cristã, D. António Vitalino destaca o “grande trabalho” que têm de fazer que tem de envolver “várias gerações”. “Não fico alarmado por saber que demos passos pequeninos. No Alentejo e dentro da Igreja isso é normal para a fé ter raízes profundas precisa de entrar no coração muitas vezes somos um pouco apressados. O alentejano é pela sua própria cultura uma pessoa de profundidade, o próprio Cante expressa isso”, desenvolveu.

 

 

 

 

Bispo “há muitos anos”, esta é a terceira visita ‘ad Limina’ em que D. António Vitalino participa tendo-se já encontrado com São João Paulo II e Bento XVI.

Neste contexto, o prelado de Beja parte com as “expectativas” naturais de se encontrar com um novo Papa mas destaca que “a Igreja é a mesma” e manifesta “esperança” numa reflexão conjunta, entre os bispos portugueses, o Papa Francisco, os diversos dicastérios (comissões  

 

episcopais), sobre os seus relatórios que as 21 dioceses enviaram e que se encontrarem “algumas perspetivas de trabalho em comum”.

“Há sempre algum trabalho pastoral que é preciso programar. Na última vez, por exemplo, decidimos apalpar o pulso às nossas comunidades com uma reflexão sobre pastoral em Portugal e tentar traçar algumas linhas conjuntas”, recorda D. António Vitalino.

 

 

Guarda: Nova Evangelização implica «leitura humana e sociológica» da realidade

O bispo da Guarda comentou a importância do relatório quinquenal, realizado no âmbito da vista à Santa Sé, como “oportunidade de repensar e rever a caminhada” da diocese e explicou o sentido de nova evangelização. “A nova evangelização não é um novo Evangelho, não é dizer coisas novas em termos de mensagem evangélica mas tirar do tesouro de sempre coisas com roupagem nova, com linguagem, método novo e entusiasmo novo”, explicou D. Manuel Felício.

À Agência ECCLESIA, o prelado alertou que existem ambientes que “foram profundamente preenchidos pela mensagem evangélica” e hoje estão “a escapar, a ir para as periferias”, por isso, frisa que é preciso “vestir a linguagem” que as pessoas entendem para fazer chegar essa mensagem e “não para modificar o Evangelho”.

“Não podemos ir pregar às pessoas coisas que são importantes no Evangelho mas neste momento não são necessárias à vida delas. Temos 

 

de fazer sempre um esforço por fazer uma leitura humana, e mesmo sociológica da vida das pessoas, para fazermos chegar aqueles dados da mensagem da Boa nova que são os necessários”, desenvolveu o bispo da Guarda.

Por isso, observa que estão “sempre” a tirar coisas novas de “conteúdo antigo” que se ajusta à vida das pessoas.

Para D. Manuel Felício, a Banda Jota é um exemplo de nova Evangelização que traduz a mensagem evangélica em “linguagem musical, rock e ritmo”. “Estão a conseguir transmitir a mensagem por linguagens que são o que os jovens hoje mais consomem”, observou ainda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antes da visita os bispos tiveram de responder a um relatório com 23 capítulos para o qual tiveram a ajuda dos responsáveis das diversas áreas de ação da diocese. A resposta materializou-se em mais de cem páginas e revelou-se “uma 

 

oportunidade importante” de conhecimento.

“Tem muitos elementos importantes para darmos a conhecer a nossa situação mas também para a própria diocese foi uma oportunidade de repensar e rever a sua caminhada”, acrescentou o prelado.

 

 

Lisboa: Cardeal-patriarca assinala capacidade de acolhimento

O cardeal-patriarca de Lisboa explicou vai apresentar ao Papa Francisco e aos dicastérios da Santa Sé o “testemunho e a experiência” do que está a ser feito na diocese. À Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente revela que o episcopado português “tomou muito a sério” as recomendações do agora Papa emérito Bento XVI nomeadamente na formação, aquando a última visita a Roma, como conferência episcopal, em 2007.

“Fruto dessa reflexão que, depois envolveu muitas pessoas nas dioceses, saíram os rumos para a renovação da pastoral em Portugal, no sentido de transformarmos as nossas comunidades em mais acolhedoras e mais missionárias, de maior integração de tudo e todos na missão comum”, explicou o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Para o cardeal-patriarca de Lisboa, agora, em 2015, a consciência de comunidades de acolhimento e missão “está mais enraizada e em mais gente”. “Quando falamos em realidades tão

 

 

vastas e que envolvem tantas pessoas, como as nossas dioceses, estas coisas não avançam de um momento para o outro, nem são mecânicas mas vai-se criando um espírito”, observou o cardeal.

D. Manuel Clemente comparou, “de certa maneira”, a visita ‘ad Limina’ dos bispos portugueses a Roma ao que o Apóstolo Paulo fez “no princípio da Igreja” quando foi ter com o primeiro Papa para “ver” se aquilo que fazia “também conferia com o que a Igreja

 

 

 

 

 

 

 mãe de Jerusalém fazia e testemunhava”.

“Estamos nas origens da nossa fé e este é o sentido também das visitas ad Limina Apostolorum, portanto aos limiares, aos locais onde estão os túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo para ai também fundamentarmos e consolidarmos ainda mais a nossa fé que é aquilo que fazemos depois 

 

em cada uma das dioceses”, desenvolveu D. Manuel Clemente.

Neste contexto, o cardeal-patriarca de Lisboa considera que “tudo testemunhado” com o sucessor de Pedro e entre os bispos portugueses em “peregrinação”, durante uma semana, vão sentir-se “motivados e relança”.

 

 

Leiria-Fátima: Bispo realça «dinamismo» vivido na diocese

O bispo de Leiria-Fátima considera que a diocese fez um “caminho de dinamismo, naturalmente com ritmos diferentes”, desde o último encontro com o Papa, em contexto de visita ‘ad limina’ do episcopado português a Roma. À Agência ECCLESIA, D. António Marto prevê que no encontro com o Papa Francisco seja apresentada uma visão “panorâmica” sobre a Igreja católica em Portugal, e “porventura do país”, e depois vão ouvir as “sugestões para a pastoral em território luso.

Neste contexto, o bispo da Diocese de Leiria-Fátima contextualiza e recorda que na audiência privada com o Papa argentino, a 25 de abril, Francisco focou três aspetos: “A misericórdia e o Ano da Misericórdia, sobretudo responder a um mundo cheio de feridas e cínico, no sentido da indiferença; o problema do clericalismo, às vezes as pessoas pensam que é só da parte dos padres mas não, é o povo que quer que seja sempre o padre” e que se programe

 

a pastoral a partir da Exortação Apostólica a ‘Alegria do Evangelho’.

D. António Marto adianta que ao Papa foi apresentada uma “síntese” de cada diocese, “naturalmente não tinha tempo de ler todos os relatórios”, e destaca que Francisco tem outro método, uma vez que não conversa com os bispos individualmente, mas recebe-os por Províncias Eclesiásticas.

A última visita ‘ad limina’ foi em 2007, com o Papa emérito Bento XVI, e para o prelado, a diocese “empreendeu” um dinamismo “naturalmente com ritmos diferentes”. Desta forma, relembra que quando foi nomeado para Leiria-Fátima estava em curso um plano pastoral, “para seis anos”, ao qual acrescentou mais um para viverem o Ano da Fé.

Depois, o bispo diocesano projetou a sete anos e o primeiro biénio “acabou agora” tendo as atenções sido centradas nos “problemas da família”. “Suscitou grande entusiasmo por parte das famílias, deu-se conta que sentiam necessidade de algo que lhes 

 

 

 

 

 

 

 

 desse ânimo, esperança e confiança na vida no meio da confusão que se vive hoje no mundo”, analisa.

Para o futuro, o bispo adianta que a Diocese de Leiria-Fátima vai viver um biénio mariano, com o título ‘Maria, mãe de ternura e da misericórdia’; 2018 vai ser um ano jubilar pelo “100 anos da restauração da diocese”.

Nos últimos dois anos do projeto pastoral, toda a diocese vai centrar as 

 

atenções nos “problemas da juventude”, que é “uma galáxia”. “Não se pode falar só de um tipo de juventude, são vários modelos de vida e não é fácil. Talvez seja a pastoral mais difícil mas temos de enfrentar porque estamos num mundo novo com estilos de vida e projetos novos e é preciso também que esta juventude descubra a alegria e beleza do Evangelho”, comentou D. António Marto. 

 

 

Porto: D. António Francisco dos Santos destaca convite do Papa à «renovação»

O bispo do Porto destaca a “comunhão e sintonia” dos bispos e com o Papa Francisco num “tempo novo” nas vésperas de participar na sua segunda visita ‘ad Limina’ a Roma. “Francisco convida-nos a construir, a aplanar novos caminhos e ter um espírito muito aberto à renovação da Igreja”, assinalou D. António Francisco dos Santos à Agência ECCLESIA.

O prelado do Porto revela que não se sente nervoso pelo encontro com o Papa Francisco, porque se “sente junto de um pai, junto de um irmão e sente-se com os outros irmãos”.

Neste contexto, D. António Francisco dos Santos comenta que existem “momentos muito facilitadores de proximidade” e recorda que na sua primeira visita ‘ad limina’, com Bento XVI, em 2007, o Papa emérito pediu para falarem em francês, porque sabia que tinha estudado em França, e relembrou uma passagem pela Diocese de Aveiro.

 

 

“Estes elementos revelam proximidade e depois são momentos de graça e de bênção porque é estarmos juntos do sucessor de Pedro que nos anima, incentiva e nos confirma”, acrescentou.

Para D. António Francisco dos Santos, “no início do ministério e também do novo Papa”, esta é uma oportunidade de “poder partilhar” a vida da sua diocese para que “esta frescura e alegria do Evangelho chegue e se viva” na Diocese do Porto e em Portugal.

 

 

 

Santarém: Bispo identifica uma diocese como «campo aberto à missão»

O bispo de Santarém explica que enviou para o Vaticano um relatório que “realça aspetos positivos e dificuldades, desafios” de uma diocese onde “há campo aberto à missão” porque as pessoas têm as “propostas do Evangelho no coração”. “Nos aspetos positivos hoje temos um grande dinamismo na pastoral juvenil, uma grande preocupação pela catequese, embora os frutos não apareçam como nós esperávamos. Uma liturgia mais viva, uma proximidade entre os pastores e as pessoas”, explicou D. Manuel Pelino.

À Agência ECCLESIA, o prelado revelou que o relatório sobre a vida da diocese que teve de fazer antes da visita ‘ad Limina’ “é um bocadinho longo” e destacou também algumas “dificuldades”.

“Um laicismo que se instala; um certo comodismo e um agnosticismo que alastra”, são para o bispo de Santarém “desafios” para a ação pastoral.

Contudo, D. Manuel Pelino considera que existe o “desejo e procura da

 

 

 

 verdade, do bem, da justiça, da fraternidade”. “As propostas do Evangelho estão no coração das pessoas, portanto há um campo aberto à missão”, acrescenta sobre a Diocese de Santarém.

O bispo diocesano não esconde a “grande admiração e expectativa” com a “novidade” que Francisco trouxe, por isso, considera importante o encontro que o Papa vai ter com os bispos portugueses para sentirem que “é a mesma Igreja em saída preocupada com a missão, marcada pela misericórdia”.

 

 

Setúbal: D. Gilberto Reis revela diocese que apostou na formação cristã

O administrador apostólico da Diocese de Setúbal revelou que na visita ‘ad Limina’ a Roma vai apresentar ao Papa Francisco uma Igreja que “há 40 anos é minoritária”, no “aspeto sociológico”, e que nos últimos anos apostou na formação cristã. “Aprofundamos a iniciação cristã com as duas marcas que o Papa (emérito Bento XVI) nos tinha falado, por um lado atraente e, por outro lado, muito exigente. Talvez por isso temos crismado todos os anos cerca de 500 adultos”, explicou D. Gilberto Reis sobre um dos desafios da visita ‘ad limina’ realizada em novembro de 2007.

Neste contexto, à Agência ECCLESIA, o prelado destacou que tem sido feito “um grande esforço” para ajudar os adultos a perceber “a riqueza e a atualidade da sua fé”.

O responsável revelou que também vai apresentar em Roma uma “Igreja minoritária no aspeto sociológico” há 40 anos mas “marcada por três dimensões”: “Um arraigado amor a Jesus; um forte sentido de comunhão e ao mesmo tempo grande sentido de missão.”

 
 

D. Gilberto Reis observa ainda que o encontro com o Papa é algo que está no “coração dos bispos” porque estes formam um colégio e quem está na “cabeça desse colégio” é o Papa.

Estar com o Papa “é encontrar sempre um ponto de referência” no caminho que a diocese está a percorrer, acrescenta o prelado para quem a visita ‘ad Limina’ remete para quando o Apóstolo Paulo foi ter com São Pedro.

 

 

 

Viana do Castelo: Bispo considera que «impulso maior» do Papa é a evangelização

O bispo de Viana do Castelo no contexto da visita ‘ad Limina’ a Roma e do encontro com o Papa Francisco espera surja um “entusiasmo maior” do sentido evangelizador e testemunhal dos cristãos portugueses. “Vivemos num país que tem muitos cristãos mas se calhar não tem muito cristãos evangelizados, que sejam coerentes com o Evangelho e que sintam o ardor, o impulso que ele (Francisco) tem procurado dar nessa perspetiva, nomeadamente com a Exortação Apostólica ‘A Alegria do Evangelho’”, comentou D. Anacleto Oliveira no âmbito do encontro do episcopado português com o Papa.

Por isso, o bispo de Viana do Castelo espera que Francisco, “de certo modo”, transmita as suas ações pastorais no encontro desta segunda-feira, e que em Portugal gere um “entusiasmo maior”.

À Agência ECCLESIA, o prelado adiantou que no relatório que enviou para a Santa Sé sobre a diocese do Alto Minho apresentou um resumo de “todas as atividades”, com destaque para o último ano pastoral com as comemorações dos 500 anos do nascimento do Beato

 

 

D. Frei Bartolomeu dos Mártires.

“Os objetivos que tínhamos ou temos com esta celebração entre os quais dar a conhecer a figura do beato e aproveitar o que de positivo deu à Igreja nos tempos em que foi arcebispo de Braga”, desenvolveu.

D. Anacleto de Oliveira revelou ainda que um dos objetivos era “rezar” para que seja concedida a “graça da canonização” do Beato D. Frei Bartolomeu dos Mártires e, neste contexto, é com “expectativa” que espera o encontro com o Papa.

O bispo de Viana do Castelo vai viajar com a “expectativa primeiro” do encontro com Francisco, “saborear seu o sorriso, a boa disposição” e depois conhecer as “expectativas” do Papa em relação à Igreja.

 

 

Comunicar mais a vida das dioceses e valorizar diálogo Igreja-Sociedade

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais confessou que leva “a emoção” na sua primeira visita ‘ad Limina’ e considera que “existe” diálogo entre a Igreja em Portugal e sociedade nestas áreas. “Penso que podemos crescer e fazer mais independentemente dos recursos. Certo é que pouco a pouco há trabalho que se vai fazendo em qualquer um destes secretariados”, explicou D. Pio Alves.

No setor das comunicações sociais, o responsável assinalou a “relevância e trabalho” da Agência ECCLESIA considerando que “provavelmente se pode fazer mais com o mesmo esforço e recursos”.

“Temos de ir ganhando paulatinamente a confiança nas dioceses e pessoas que trabalham nas dioceses para que eles possam usufruir mais do trabalho da Agência e vice-versa”, observou ainda, comentando que a Agência ECCLESIA pode ser um “reflexo muito mais objetivo” da vida da Igreja em Portugal, se contar com uma 

 

“colaboração mais estreita” nas dioceses.

Para o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais mais do que formalizar relações/parcerias “faz falta” encontrar alguém que perceba que “tem tudo a ganhar” com uma maior colaboração, porque as dioceses podem estar “ainda mais presentes na informação que diariamente a Agencia Ecclesia produz, com o mesmo esforço que têm em colocar a informação nos órgãos locais”.

Por exemplo, o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais promove as Jornadas Comunicação Social, este ano com o tema “Comunicação e Família: Partilha de afetos”, a 24 e 25 de setembro, na Casa Domus Carmeli, em Fátima.

“As intervenções são testemunhos baseados em intervenções peculiares, complementares da vida em família e no último dia a intervenção de D. Manuel Clemente sobre a família e o sínodo”, exemplificou o prelado.

Na cultura, D. Pio Alves revela que há uma relação “cordial e de verdadeira

 

 

 

 colaboração” entre a Igreja Católica, através do seu secretariado, e as respetivas instâncias do Estado. “Esporadicamente faz falta dizer calma, porque existimos, estamos aqui e estamos do lado da proteção dos bens culturais”, acrescentou o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

Os presidentes das sete comissões episcopais nacionais vão ser recebidos pelos respetivos conselhos pontifícios e o interlocutor, “pela programação

 

 feita”, vai ter duas reuniões. “Está prevista meia hora a três quartos de hora e como presidente terei a primeira palavra na apresentação do trabalho que está a ser feito”, adiantou.

D. Pio Alves confessa que leva a “emoção da primeira visita ‘ad Limina’”. “É a primeira vez que viverei esta circunstância e a possibilidade, ainda que em grupo, de poder estar mais perto e conversar ou falar com o Papa”, revelou sobre o encontro que se realiza esta segunda-feira.

 

 

Plenitude humana em Santa Teresa

Anabela Neves Rodrigues

Na historia da humanidade existem pessoas que continuam

a iluminar-nos com a sua experiência, com o modo como a conseguiram viver e transmitir. Santa Teresa de Jesus é uma figura simpática, porque, sendo muito viva e cheia de uma experiência espiritual que aconteceu no século XVI, tem muito a dizer ao mais profundo desejo do homem de todos os tempos: o caminho do encontro com Deus.

Foi por este motivo e aproveitando a celebração dos 500 anos de Santa Teresa de Ávila, que a PAULUS Editora publicou este estudo sobre a plenitude humana a partir dos escritos e da vida da mística espanhola. O ponto de partida deste estudo é a humildade de quem quer aprender com a experiência espiritual de Santa Teresa para, ao aprofundar um testemunho tão rico de humanidade e de cristianismo, descobrir o modo como a unidade entre Fé e Vida, plenamente vivida, pode dar fundamentos para a ação apostólica.

Onde e como construiu Santa Teresa essa unidade? Qual é a raiz que a levou a frutificar?

 

 
 
Como é que a sua vida

e experiência espiritual ainda nos podem falar? O que é mais

importante: a força de uma personalidade, simpática, atenta ao

seu tempo, fiel… ou a ação de Deus que a vai moldando e enriquecendo?

 

 

 

 

 

 

 

Estas são algumas das questões pelas quais a autora iniciou

este estudo. Para Anabela Neves Rodrigues «a coerência entre a Fé cristã e a Vida, numa vida vivida em Fé, é um dos principais motivos que a vida e a experiência de Teresa de Jesus tem para dar ao nosso tempo, em que as pessoas são mais movidas pelos testemunhos do que pelas palavras.»

Refere a autora que «não se atinge a plenitude humana sem nos atrevermos a caminhar.

 

 

 

Não é um caminho automático, é um caminho em que crescemos, se nos dispusermos a isso, em que muitos fatores pessoais e ambientais nos ajudam e fazem parte da experiência humana e cristã que vamos vivendo.» Algo pelo qual Santa Teresa também passou. «Um caminho espiritual de configuração com Cristo que passa por diversas etapas e que, no fim, lhe dá uma maior compreensão da sua própria plenitude humana na plenitude de Cristo.»

 

FICHA TÉCNICA


Título: Plenitude humana em Santa Teresa 
Autor: Anabela Neves Rodrigues 
Coleção: Espiritualidade 
Secção: Reflexões 
Formato: 14 cm x 21 cm 
Páginas: 144 
Editora: Paulus Editora 
ISBN: 9789723018684 

preço: 9,90 €

 

 

 

setembro 2015 

04 de setembro de 2015

* Lisboa - Estoril (Colégio dos Salesianos) - Encerramento do Congresso sobre «E-ducar para além da Cloud - futuro do coração educativo» promovido pela Fundação dos Salesianos e inserido nas celebrações do bicentenário do nascimento de S. João Bosco

 

06 de setembro de 2015

* Itália – Roma - Vida Consagrada: Capítulo geral dos Missionários Combonianos (termina a  04 de Outubro de 2015) - Capítulo geral dos Missionários Combonianos

 

* Lisboa - Museu Nacional de Arqueologia - Encerramento (início a 19 de junho) da exposição de Arte Copta e do Oriente Cristão.

*Bragança - Conservatório de Música e Dança de Bragança – Encerramento do III Ciclo de Música Sacra

 

* França – Taizé - Encerramento do Colóquio internacional sobre o contributo do irmão Roger para o pensamento teológico

 
07 de setembro de 2015

*Vaticano - Visita «ad limina» dos bispos portugueses (termina a 12 de setembro de 2015)

 

* Funchal - Convento de Santa Clara - Semana Bíblica da Madeira com o tema «Santificados pela Palavra: Ser consagrado hoje, na Igreja e no mundo».

 

08 de setembro de 2015 

* Porto - Gaia (Claustro do Mosteiro de Grijó) - Encerramento da exposição «Evangelium, Prophetia, Spes» integrada na I bienal Arte de Gaia com a curadoria de António Coelho e Bruno Marques.

 

* Itália – Roma - Conselho Permanente da CEP

 

09 de setembro de 2015

 

* Fátima - X Encontro nacional sobre causas matrimoniais promovido pela Associação Portuguesa de Canonistas (termina a 12 de setembro de 2015)

 

 

 

 

 

04 de setembro

Apresentação pública da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) criada por organizações civis e católicas esta sexta-feira, pelas 12h00, em Lisboa (Atmosfera M - Rua Castilho, nº 5).
A PAR pretende “ajudar a minimizar o impacto da grave crise humana que se vive atualmente a nível mundial”.

 

De 4 a 6 de setembro

A Província Portuguesa da Companhia de Jesus promove o ‘AFTERSUN O lado B da vida – Livres para decidir’, "um grande encontro para jovens" ligados à espiritualidade inaciana, em Cernache, Coimbra
O programa prevê a abordagem de três temas: “Santidade de Deus e a finalidade da nossa própria vida”; “Jesus e o seu estilo de vida”; e “Missão de servir e inflamar o mundo”.

 

De 07 a 11 de setembro

A Semana Bíblica da Madeira tem como tema «Santificados pela Palavra: Ser consagrado hoje, na Igreja e no mundo» e realiza-se no Convento de Santa Clara, no Funchal.

 

De 09 a 12 de setembro

X Encontro Nacional sobre Causas Matrimoniais promovido pela Associação Portuguesa de Canonistas (APC) insere-se nas comemorações dos 25 anos da associação e decorre na Casa de Nossa Senhora do Carmo do Santuário de Fátima.
A APC é uma associação privada de fiéis, com personalidade jurídica canónica e civil, que cultiva e promove o estudo e a aplicação do Direito Canónico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Programação religiosa nos media

Antena 1, 8h00

RTP1, 10h00

Transmissão da missa dominical

 

11h00 - Transmissão missa

 

12h15 - Oitavo Dia

 

Domingo: 10h00 - O Dia do Senhor; 11h00 - Eucaristia; 23h30 - Ventos e Marés; segunda a sexta-feira: 6h57 - Sementes de reflexão; 7h55 - Oração da Manhã;  12h00 - Angelus; 18h30 - Terço; 23h57-Meditando; sábado: 23h30 - Terra Prometida.

 
RTP2, 11h30

Domingos, 6 de setembro - Desafios ao cristianismo na , Uganda, República Centro Africana e Península Arábica

 

RTP2, 15h30

Segunda-feira, dia 7 - Entrevista de apresentação da visita ad Limina ao padre Manuel Barbosa, secretário da Conferência Episcopal Portuguesa.

Terça-feira, dia 8  - Informação e entrevista a Susana Réfega, da Fundação Fé e Cooperação

Quarta-feira, dia 9 - Informação e entrevista a Pedro Monteiro, da Escola das Artes da UCP/Porto

Quinta-feira, dia 10 - Informação e entrevista ao padre Claudino Gomes, missionário comboniano.

Sex-feira, dia 11 -  Análise às leituras bíblicas das missas de domingo.

 

Antena 1

Domingo, dia 06 de setembro - 06h00 - A visita "Ad Limina": explicação pelo padre João Chaves e pelo secretário da Conferência Episcopal, padre Manuel Barbosa. Fique a conhecer neste programa  todo o processo da visita dos bispos portugueses ao Vaticano

 

Segunda a sexta-feira, 07 a 11 de setembro  - 22h45 - Visita "Ad Limina": expetativas do cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente; bispo de Beja, D. António Vitalino; bispo do Porto e do bispo de Santarém, D. Manuel Pelino e D.António Francisco; bispo da Guarda, D. Manuel Felício e do bispo do Algarve, D. Manuel Quintas.

 

 

  

 

 

     

 

 

 

 

 

 

Ano B - 23.º Domingo do tempo Comum

 
 
 
 
 
 
 
Abre-te!
 

Neste 23.º Domingo do Tempo Comum, Deus revela-se em Jesus Cristo como fonte de vida nova e de felicidade para o ser humano.

“Abre-te!” Esta palavra tão simples de Jesus ao surdo-mudo no Evangelho de hoje é plena de compromisso. Como diz o dicionário, abrir é fazer com que o que está fechado não o fique mais. Uma evidência cheia de consequências!

Os Judeus de Jerusalém tinham consciência de serem o Povo eleito por Deus, um povo aparte dos outros povos. Nem pensar em misturar-se com os outros povos, os pagãos, os estrangeiros!

E eis que Jesus faz o contrário. Sai das fronteiras de Israel, vai junto dos pagãos, fazendo mesmo milagres em seu favor.

É o mundo ao contrário! Jesus não teme mesmo ter contacto físico com este surdo-mudo, impuro aos olhos dos Judeus fiéis. Antes de abrir os ouvidos do infeliz, é Jesus que Se abre aos estrangeiros, tornando-Se um impuro aos olhos dos Judeus.

Evidentemente, é muito arriscado, ainda hoje, abrir a porta e o coração aos estrangeiros, aos emigrantes, aos diferentes de nós. Porque é preciso olhá-los ultrapassando os preconceitos, aceitando outras maneiras de pensar e de viver.

Aquele que segue Jesus não pode esquivar-se à interrogação: como anda a minha abertura de coração? Jesus quer sempre vir até mim, tocar os meus ouvidos para que eu ouça melhor o grito dos meus irmãos em angústia, tocar os meus olhos para que procure encontrar o olhar de Deus sobre os outros.

A um visitante que lhe perguntava para que servia um 

 

 

 

concílio, João XXIII respondeu: “o concílio é a janela aberta. Ou ainda, é tirar a poeira e varrer a casa, pôr flores e abrir a porta dizendo a todos: Vinde e vede, aqui é a casa do bom Deus!”

Na manhã de Páscoa, houve uma abertura, quando a pedra que fechava o túmulo de Jesus foi retirada. E já antes, tinha havido outra abertura, quando o soldado romano abriu o lado de Jesus com um golpe de lança.

Estas duas aberturas nunca foram fechadas. Ao participar em cada Eucaristia, bebemos a água e o sangue que brotam para que o grito de Jesus seja eficaz também em nós: “Effata!” “Abre-te!”

 
A esta luz podemos acolher a mensagem da primeira leitura de Isaías: «Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus; vem para fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos». E também da segunda leitura de Tiago: «A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir aceção de pessoas».

A Palavra de Deus convida-nos, pois, a crescer na fé em Jesus Cristo, que só pode ser de abertura do nosso coração ao Coração de Deus e ao coração dos irmãos.

 

Manuel Barbosa, scj

www.dehonianos.pt

 

Papa defende mais protagonismo para as famílias na definição das políticas públicas

O Papa apelou esta quarta-feira a um maior protagonismo das famílias na definição das políticas públicas e desafiou os católicos a sair dos “torres blindadas” das “elites” para ir ao encontro das “casas abertas” da multidão. “Imaginemos que o leme da história - da sociedade, da economia, da política - fosse entregue finalmente à aliança do homem e da mulher, para que governem com o olhar virado para a geração que vem: os temas da terra e da habitação, da economia e do trabalho teriam uma música muito diferente”, disse, durante a audiência pública semanal que reuniu milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

Francisco alertou para os “arranha-céus” sem vida que marcam as cidades contemporâneas, cada vez mais “desertificadas” e carentes do contributo das famílias. “Nenhuma engenharia económica e política é capaz de substituir este contributo das famílias”, prosseguiu.

A catequese semanal abordou a questão da transmissão da fé através da vida familiar, com a sua “sabedoria

 

dos afetos”, uma linguagem que todos conseguem compreender. “A circulação de um estilo familiar nas relações humanas é uma bênção para os povos: devolve a esperança à terra”, declarou.

Francisco elogiou a dedicação dos pais, deixando uma palavra particular aos que são capazes de “arriscar e sacrificar-se por um filho de outra pessoa e não só pelos seus”. Estes gestos do coração “falam com mais força do que as palavras”, precisou.

No final da audiência, o Papa deixou uma saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, “particularmente aos escuteiros e fiéis de Portugal e aos marinheiros brasileiros”. “Nunca esqueçais que tendes, juntamente com as vossas famílias, um papel essencial na missão evangelizadora da Igreja: é preciso sair dos espaços de comodidade e dar ao mundo o testemunho do amor cristão que supera todas as barreiras e preconceitos. Que Deus vos abençoe”, disse.

 

 

 


VOLUNTÁRIOS

 

A visita do Papa Francisco a Filadélfia, nos Estados Unidos da América, para o Encontro Mundial das Famílias (EMF), vai contar com o envolvimento de mais de 10 mil voluntários. De acordo com a Rádio Vaticano, estes colaboradores, com idades acima dos 18 anos, “vão receber e orientar os peregrinos, prestar serviços de tradução, ajudar os visitantes com necessidades especiais e executar outras tarefas, como postar mensagens e fotos em redes sociais”. Até agora, seis semanas antes da deslocação do Papa argentino àquela região da Pensilvânia, a organização do EMF já aprovou a inscrição de cerca de 8 mil voluntários, 6 mil dos quais são mulheres.

 

 

 

 

 

 

Veículo de 12 lugares vai lembrar presença e trabalho de 7 mil consagrados católicos

Os organismos nacionais dos consagrados e consagrados da Igreja Católica em Portugal iniciaram um projeto de divulgação do seu estilo de vida, com a ajuda de um ‘velocípede de 12 lugares’. A iniciativa, que visa assinalar o Ano da Vida Consagrada convocado pelo Papa, começou em Vila Nova de Gaia e tem como objetivo percorrer as 20 dioceses portuguesas.

O presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), padre Artur Teixeira explica à Agência ECCLESIA que “o número 12 vai evocar outro grupo, o dos Apóstolos” de Jesus. Quanto à escolha do veículo, este quer mostrar que é possível colocar as forças da Vida Consagrada em Portugal a “pedalar em conjunto”.

O projeto, que pretende passar pelas 20 dioceses, tem um orçamento de 4 mil euros. O padre Tony Neves, superior provincial dos Missionários Espiritanos, marcou presença no arranque de uma “iniciativa original, criativa”, um “sinal mais visível”, de rua, para que muitos possam parar 

 

e questionar-se sobre os consagrados e consagradas da Igreja Católica em Portugal.

“Que Portugal saiba que somos 7 mil”, desejou.

Já a presidente da Confederação Nacional dos Institutos Seculares em Portugal, Rosário Virgílio, fala na bicicleta como uma “boa interrogação” que pode “levar a pensar”. “Também é um testemunho dizer ao mundo que se pode andar a outras velocidades”, acrescentou.

Carlo Liz, especialista em Marketing e Comunicação, entende que esta iniciativa vai ajudar a combater um “défice de alegria, de informalidade” que muitos sentem em relação à Igreja, particularmente nas novas gerações.

Samuel Silva foi o arquiteto do velocípede, um desafio “interessante” que assumiu com gosto, considerando que não é algo “comum”, pela dimensão que tem e pelo contraste com a velocidade do quotidiano.

Ao longo do percurso, consagrados e consagradas vão procurar visitar os mosteiros de clausura e ainda os 

 

 

 

 

lugares mais significativos na vida de mártires e santos de Portugal. A meta desta viagem é o santuário mariano da Cova da Iria, onde esperam chegar a 7 de fevereiro de 2016, coincidindo com a peregrinação nacional de encerramento do Ano da Vida 

 

Consagrada em Portugal.

Este ano foi convocado pelo Papa Francisco no contexto dos 50 anos do Concílio Vaticano II e, em particular, dos 50 anos da publicação do decreto conciliar sobre a renovação da vida consagrada.

 

 

CTT celebram bicentenário do nascimento de São João Bosco

Os CTT – Correios de Portugal assinalam os 200 anos do nascimento de São João Bosco com uma emissão filatélica. Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o gabinete de comunicação dos CTT informa que as obliterações de primeiro dia vão ser feitas nas lojas dos Restauradores,

 

em Lisboa;  do Município, no Porto; no Funchal e Ponta Delgada.

Esta emissão filatélica celebrativa é composta por um selo, com o valor facial de 0,45€, e uma tiragem de 155 mil exemplares, e um bloco filatélico que tem o valor de 2,50€ e uma tiragem de 40 mil exemplares. 

 

 

 

 

Segundo os CTT, o selo tem um formato de 40X30,6 mm e o bloco 95 X 125 mm e o design foi da responsabilidade de Miguel Mendes, designer da Fundação Salesianos.

A pagela emitida pelos Correios de Portugal recorda a vida e obra de Dom Bosco que com noves anos sonhou que Nossa Senhora lhe mostrava a sua missão que era educar os jovens pobres com base em três elementos: “A razão; a religião e a ‘amorevolezza’ (a amabilidade)”.

Em 1859 fundou a Pia Sociedade de S. Francisco de Sales, os Salesianos,

 

 e em 1872 fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, o ramo feminino salesiano. Hoje, a congregação masculina fundada por São João Bisco conta com “mais de 15 mil com quase 2000 comunidades, em 132 países, nos cinco continentes”; A obra feminina “também se expandiu por todo o mundo” com mais de 13 mil religiosas em quase 1500 comunidades, em 94 países.

O santo italiano nasceu no lugar de Morialdo, a 25 quilómetros de Turim, Piemonte, a 16 de agosto de 1815, e faleceu a 31 de janeiro de 1888.

 

 
JUVENTUDE PASSIONISTA

 

A Juventude Passionista, ligada à congregação religiosa fundada por São Paulo da Cruz, desafiou os seus elementos a partirem à descoberta das comunidades de vida consagrada da cidade do Porto. Segundo um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, dezenas de jovens “embarcaram de comboio” rumo à Cidade Invicta e percorreram depois “mais de 8 quilómetros a pé”, em busca de conhecer melhor o que move aquelas pessoas que entregaram a sua vida a Cristo e aos outros.

Durante a atividade, foram “visitadas 4 congregações”, os Salesianos, as Irmãs Oblatas do Coração de Jesus, as Religiosas de Maria Imaculada e as Irmãs de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor. 

 

 

 

 

A má sorte dos cristãos no Sudão

Perseguição sem fim

No Sudão, país muçulmano que não quer distinguir a religião da política, os Cristãos estão cada vez mais vulneráveis. O mundo ainda não esqueceu Meriam, que se salvou da forca, no ano passado, graças a uma formidável campanha internacional. Mas há muitas outras pessoas que não têm essa sorte…

 

Há datas que ficam para sempre gravadas na memória. A 25 de Junho, algumas jovens foram interpeladas e detidas pela polícia quando saíam de um templo cristão na capital. Ferdous Al Toum era uma delas. Ao todo eram onze e tinham idades compreendidas entre os 17 e os 23 anos. A polícia interrogou-as por causa da forma como estavam vestidas. Todas elas usavam saias ou calças. Nada da indumentária característica associada às mulheres muçulmanas. Mas logo ali ficaram a saber que, por isso mesmo, estavam vestidas “de forma indecente”.

O processo foi célere. Algumas das raparigas foram libertadas pouco depois, outras tiveram de pagar uma fiança e abandonaram a cadeia dois 

 

dias mais tarde. Para Ferdous Al Toum, a história correu muito pior. Obrigada a comparecer em tribunal, há cerca de três semanas, foi condenada a ser chicoteada em público duas dezenas de vezes e a pagar uma multa de 500 pesos sudaneses. Pior do que a saia ou as calças, foi ter sido julgada sumariamente e logo condenada por ser cristã.

 

Sentença de morte

O mesmo aconteceu a Meriam Ibrahim. Também a história dela tem datas impossíveis de esquecer. Dia 15 de Maio de 2014. O juiz entrou na sala do tribunal e todos estavam já de pé. Depois sentaram-se. Todos menos Meriam. Ela ia escutar a sua sentença. Grávida de oito meses, foi acusada de apostasia por ter renegado o Islão. Tudo na acusação era mentira. Mas o juiz foi implacável nas suas palavras. “Demos um prazo de três dias para que renegasse a sua fé, mas insistiu em não voltar ao Islão. Condeno-a à pena de morte por enforcamento”, declarou o juiz Abbas al-Khalifa. A sentença foi ainda mais refinada. 

 

 

 

 

Antes do enforcamento, ela teria de ser chicoteada uma centena de vezes.

 

Fidelidade

Grávida de oito meses, a viver na prisão com um filho de 20 meses, Meriam poderia sucumbir em lágrimas naquele instante. Poderia desdizer-se, tentar salvar a vida. Quem assistiu ao julgamento viu algo completamente diferente. Veio escrito nos jornais. “Ao ouvir o veredito, a jovem manteve-se impassível. Durante a audiência, e depois de uma longa intervenção do líder religioso muçulmano, que procurou converter a cristã, a mulher disse calmamente ao juiz: 'Sou cristã e nunca renegarei a minha fé'."

 

E nós?

Esta acabou por ser uma história com final feliz. Por causa da enorme pressão internacional em seu favor, em que a Fundação AIS também participou, as autoridades sudanesas acabaram por recuar e permitiram a sua libertação. Hoje vive exilada nos Estados Unidos com a família. Para trás ficou um pesadelo, os dias deprisão, as constantes ameaças à sua vida e o nascimento da filha na cadeia sem que lhe tivessem sido

 

 

 

retiradassequer as algemas. Meriam é hoje um símbolo. Até pela diferença. Na verdade, ninguém sabe quantas “Meriams” estarão a apodrecer nas cadeias do Sudão. Quantas terão sido chicoteadas, quantas terão sido apedrejadas, quantas terão morrido apenas pelo delito da fé. Ninguém saberá. Mas o regime de Cartum, que quer impor a religião muçulmana a todos os seus habitantes, que quer impor códigos de conduta e até decidir sobre a forma apropriada das pessoas se vestirem, sofreu uma terrível derrota nesse dia 15 de Maio, quando Meriam reafirmou a sua fé em pleno tribunal. Quantos de nós teríamos a coragem de dizer, como ela, que somos cristãos e que nunca renunciaremos à nossa fé?

 

Paulo Aido | fundacao-ais.pt

 

 

Turismo, «construtor de pontes»

  Tony Neves   
  Espiritano   

 
 

Turismo. Esta palavra, com muita magia à mistura, anda sempre de mãos dadas com as férias. É verdade que as exigências do dia a dia não dão espaço a abandonos de rotinas nem aberturas largas à novidade. O turismo apresenta-se como uma proposta aliciante para tempos de férias e para quem tem condições financeiras que permitam deixar a sua casa e fazer-se ao mundo.

É bom conhecer realidades novas, descansar em ambientes fora do contexto em que se vive habitualmente. É importante rasgar novos horizontes, encontrar-se com novos povos e culturas, palmilhar com os próprios pés espaços monumentais onde a história está escrita em arquitectura, pintura ou escultura. Enche os olhos e o coração visitar lugares onde a natureza caprichou em beleza e fascínio.

O Turismo hoje tem muitas vertentes e propostas. Algumas limitam-se a dar descanso ao corpo e ao espírito. Outras mostram belezas naturais de encandear os olhos. A maioria leva-nos a cidades de hoje e de ontem que proporcionam um regresso às raízes de diversas civilizações e culturas, quase só acessíveis em livros de literatura e história.

Gosto de viajar, gosto de conhecer novos lugares, gosto muito de me encontrar com pessoas provenientes de diversas culturas. Tenho tido o privilégio de viajar muito, o que ajuda a rasgar horizontes mais largos e a ver o mundo com outros olhos.

 

 

 

 

 

Luso Fonias

 

 

 

Os tempos que vivemos ainda abrem algum espaço a estas experiências turísticas e culturais. Há terras que eu gostaria muito de visitar, sobretudo por causa de monumentos antigos ou paisagens naturais de sonho. Talvez um dia por lá passe. Mas não podia hoje deixar de lançar um grito de lamento e condenação a quem arrasou quase por completo e histórica e ancestral cidade de Palmira, no Médio Oriente. É inadmissível, um crime contra a 
 

história, destruir maldosamente  uma ‘cidade’ que é Património da Humanidade e que mostra ao mundo, ainda hoje, como é possível que povos e culturas tão diversas podem  viver juntos, num respeito mútuo extraordinário. Ali, a diversidade era riqueza a capitalizar e nunca pretexto para dividir e fazer guerra.

Construir pontes entre povos, terras e culturas pode e deve ser o grande objetivo do Turismo hoje.

 

 

“Pode ouvir o programa Luso Fonias na rádio SIM, sábados às 14h00, ou em www.fecongd.org. O programa Luso Fonias é produzido pela FEC – Fundação Fé e Cooperação, ONGD da Conferência Episcopal Portuguesa.”

 

 

 

“A Igreja sem fronteiras, mãe de todos, propaga no mundo a cultura do acolhimento e da solidariedade, segundo a qual ninguém deve ser considerado inútil, intruso ou descartável”

 

Mensagem do Papa Francisco,

Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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